Mato Grosso do Sul
Paulo Corrêa recebe homenagem do Centro Cultural do Chamamé e garante apoio
Autor da Lei que instituiu o dia 19 de Setembro como o dia Estadual do Chamamé em Mato Grosso do Sul, o deputado Paulo Corrêa recebeu nesta quarta-feira (16/09) uma homenagem no Centro Cultural do Chamamé, em Campo Grande, pelo apoio e valorização do gênero musical no Estado.
Ao receber a homenagem Paulo Corrêa parabenizou os artistas chamameseiros do Estado e se comprometeu a apresentar um Projeto de Lei para conceder Utilidade Pública Estadual ao Centro e assim, garantir ajuda financeira do Estado para realização de projetos culturais voltados para a valorização do chamamé.
“É muito bom saber que têm pessoas corajosas que conseguiram idealizar e construir esse Centro Cultural com recursos próprios e que hoje reúne artistas importantes e talentosos do chamamé, que representam nosso Estado na Argentina, por exemplo. Essas pessoas merecem todo nosso reconhecimento e o apoio da população de Mato Grosso do Sul. Já fiz o compromisso de apresentar o Projeto de Lei para conceder Utilidade Pública Estadual ao Centro e garantir novas conquistas para o Centro, com apoio do governador Reinaldo Azambuja e emenda para que possa bem funcionar o Centro Cultural. Vamos juntar a vontade de fazer com o apoio do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa”, afirmou o parlamentar.
O Centro foi fundado há oito anos pelo chamamezeiro sul-mato-grossense Orlando Rodrigues e hoje funciona com a colaboração de voluntários também apaixonados por chamamé. O local foi construído com recursos privados e é aberto ao público. Todo dia 19 de cada mês acontece no local o sarau que reúne amantes do chamamé e cantores do gênero, com entrada gratuita.
Este mês, para comemorar o Dia Estadual do Chamamé, o Centro Cultural vai realizar no próximo sábado, 19/19, um sarau diferenciado, denominado Chamamé Solidário, com a presença de artistas convidados, comidas típicas, como o arroz carreteiro e muita música. Para participar a população só precisa doar um litro de leite, que será destinado a uma instituição de caridade. (Mais informações sobre o evento pelo telefone 67- 9221-2113).
O dia 19 de setembro é uma homenagem a data da morte do maior nome do Chamamé de todos os tempos, Transito Cocomarola, falecido em 19 de setembro de 1974.
A Lei nº 3.837, de 23 de dezembro de 2009, possibilitou novas conquistas para os artistas chamameseiros Sul-Mato-Grossenses. É o que afirmou o diretor executivo do Centro, Junior Taveira, ao agradecer Paulo Corrêa pela Lei. “Essa Lei abriu muitas portas para os artistas sul-mato-grossenses. Agradecemos ao deputado Paulo Corrêa pela iniciativa e entregamos a ele uma singela placa em homenagem”, explicou Taveira.
O Centro Cultural do Chamamé é responsável pela criação do primeiro festival do Chamamé do Mato Grosso do Sul, na cidade de Rio Brilhante, a Capital Estadual de Chamamé reconhecida por lei também de autoria do deputado Paulo Corrêa. O festival é realizado anualmente e este ano está sua quinta edição. Além disso, o Centro colabora todos os anos com a realização de diversos intercâmbios musicais com a Argentina, e em 2015 já garantiu a participação de artistas de MS em dois dos maiores festivais da atualidade, em Puerto Tirol e Corrientes, ambos na Argentina. Os músicos enviados representam o Estado e o Brasil em dois dos maiores eventos chamamezeiro do mundo.
HISTÓRIA DO CENTRO
O Centro Cultural do Chamamé foi fundado pelo conhecido chamamezeiro sul-mato-grossense Orlando Rodrigues, engenheiro civil amante das tradições do seu povo. De acordo com ele, apesar das atividades do cotidiano, sempre reservou espaço para colocar um pouco de poesia e música em sua vida.
Desde jovem Orlando realizava com freqüência em sua casa reuniões regadas a um bom Chamamé. Mais tarde, já aposentado, teve a iniciativa de criar o Centro Cultural do Chamamé, com apoio dos amigos Coquimarola, músico argentino e filho do principal nome do Chamamé na Argentina e dos também músicos sul-mato-grossenses Elinho do Bandoneon e Amambay. O Centro Cultural do Chamamé foi criado como um espaço para discussões acerca da identidade musical de Mato Grosso do Sul e fruição do Chamamé e também de vitrine para os músicos chamamezeiros que lá se apresentam no sarau realizado todo dia 19 de cada mês.
Mato Grosso do Sul
Membros do conselho do FCO aprovam R$ 131 milhões em investimentos para MS
Membros do CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) realizaram reunião extraordinária na sexta-feira (19), em formato virtual, com aprovação de 69 cartas consultas que perfazem financiamentos no valor de R$ 131.833.258,22.
Na linha FCO Rural foram aprovadas 61 cartas consultas totalizando R$ 103.246.159,16, sendo distribuídas em 34 cartas consultas para compra de máquinas, nove para correção de solo, sete para aquisição de bovinos, quatro para reforma de pastagens, dois para retenção de matrizes e um para os setores de suinocultura, avicultura, energia fotovoltaica, armazenagem e benfeitorias rurais.
Já na linha FCO Empresarial foram aprovadas oito cartas consultas, sendo seis para o setor de comércio e serviços, enquanto os investimentos no turismo regional e em ciência e tecnologia tiveram uma carta consulta aprovada, cada.
No ano já foram aprovadas 525 cartas consultas nas duas linhas de financiamento, atingindo a cifra de R$ 1.000.641.013,12. Mato Grosso do Sul tem disponível para contratar, nesse ano. R$ 3.028.102.274,00, valor dividido ao meio entre as duas linhas de financiamento (Rural e Empresarial).
O CEIF/FCO é um órgão colegiado de deliberação coletiva, vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e composto por representantes de órgãos públicos e entidades de classe produtora e trabalhadora, que têm como objetivo principal contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região, através da aplicação dos recursos tributários definidos em programas de financiamento aos setores produtivos.
João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto: Ana Christina, Semadesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Com Corredor Bioceânico em conclusão, turismo e comércio vivem expectativa de crescimento e transformação em MS
Com impacto direito previsto nas áreas do comércio e turismo, o Corredor Bioceânico de Capricórnio tem a expectativa de transformar a relação entre o Brasil e os demais países – Paraguai, Argentina e Chile – por onde o traçado vai passar, além de influenciar as relações comerciais com a Ásia.
A obra da ponte sobre o Rio Paraguai – que liga as cidades de Porto Murtinho a Carmelo Peralta – está 90% executada, e mesmo antes da conexão terrestre ligar Brasil e Paraguai, moradores e turistas já vivem a perspectiva do corredor
O corredor rodoviário conhecido como “Rota Bioceânica” vai ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Com 3,9 mil quilômetros, ao longo de quatro países, o novo traçado vai contribuir diretamente para a redução do tempo de transporte de mercadorias entre América do Sul com a Ásia.
Mas de forma direta e imediata, o turismo já é o setor mais impactado, mesmo antes da conclusão da obra do acesso terrestre entre Brasil e Paraguai. A previsão do Governo do Estado é de que no primeiro ano de funcionamento do corredor rodoviário o crescimento turístico chegue a 30% e 70% a partir do segundo ano.
“Isso considerando apenas o fluxo rodoviário no turismo, mas o crescimento pode ser maior se houver abertura de voos, por exemplo. E com a mobilização dos municípios o impacto na área turística é o primeiro observado”, explicou a assessora especial de integração do Corredor Bioceânico na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva.

O diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Bruno Wendling, explica que a previsão é de continuidade do crescimento do turismo a médio prazo, após a finalização da obra.
“Sempre que se abrem novos acessos, que é o básico para a conexão entre cidades e destinos, o turismo é impactado. Um ponto muito importante após a ponte ser concluída é a questão das alfândegas, porque vai ser uma rota que o turismo rodoviário vai acontecer muito. Eu entendo que tem chances de desenvolver a área ao longo dos anos”.
A turismóloga Annice Dias criou a primeira agência de turismo de Porto Murtinho e já atua com visitas e atrações no Brasil e outros países que fazem parte da Rota Bioceânica.
“O fluxo de visitantes já tem aumentado. Eu recebo solicitações do Paraguai para o Brasil, de Loma Plata e Filadélfia (colônias alemãs do chaco paraguaio) e Vallemí. Os paraguaios gostam de vir, principalmente, para Bonito. E agora estão descobrindo outros destinos como Jardim, Bodoquena e até Campo Grande”, disse Annice.
Ela já guiou grupos para verem de perto até mesmo a obra da ponte, por terra firme e com vista privilegiada pelo Rio Paraguai. Além disso, em Porto Murtinho novas atividades também surgem, como cicloturismo, eventos de pesca feminino e para casais, contemplação no Rio Paraguai.
“Aproveitamos a estrutura da pesca, com passeio de barco até a ponte da Rota Bioceânica. E no cicloturismo atravessamos o rio de balsa, indo até a obra por Carmelo Peralta, com café da manhã regional numa pousada do município vizinho”, explicou a empresária.
Comércio e negócios
Nas relações comerciais o principal ponto é justamente a redução, em duas semanas, do trajeto para a Ásia. “Quando as questões alfandegárias estiverem concluídas e o corredor estiver funcionando, levar a trazer mercadores vai ser mais célere. É visível o interesse de empresas em se fixar na nossa região, pois vamos atender questões logísticas de maneira global”, explicou Danniele Paiva.
O empresário Luiz Carlos Malacarne, que atua no ramo de distribuição de combustíveis está otimista. Há dois anos ele realiza adequações físicas no prédio da empresa, que fica em Jardim, e gora está preparado para aumentar em 30% o atendimento aos clientes, caso exista a demanda após a finalização da obra rodoviária.

“A rota é uma oportunidade muito grande para nós da região. Temos projetos para serem implantados e estamos nos preparando com investimento em sistema, treinamento, infraestrutura. Estamos acreditando nesta demanda, mesmo com o desaquecimento da agricultura. Aguardo passar o período mais delicado, e vamos adquirir mais caminhões para transportar a mercadoria até os nossos clientes”, disse Malacarne.
O Corredor Bioceânico terá infraestrutura rodoviária ligando o Porto de Santos aos portos de Iquique e Antofagasta – além de outros sistemas portuários públicos e privados na costa do Pacífico, em Mejillones e Tocopilla.
“Tudo isso gera oportunidades para harmonização regulatória e implementação de medidas de facilitação do comércio. Além de impulsionar o desenvolvimento produtivo e a inclusão econômica de áreas isoladas”, disse o secretário da Semadesc, Artur Falcette.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
Fonte: Governo MS
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