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Mato Grosso do Sul

Turismo sustentável: empresários que vão investir no Pantanal convidam Riedel para conhecer safári na África

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O governador Eduardo Riedel recebeu na tarde desta terça-feira (16) convite dos fundadores do Great Plains Foundation – organização que atua na África com safáris personalizados, turismo sustentável e ações de preservação de vida selvagem – para conhecer uma de suas operações no continente africano, mais especificamente em Botsuana.

O convite feito pelo casal Dereck e Beverly Joubert foi entregue pelo presidente do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), Ângelo Rabelo. O casal de sul-africanos visitou o Pantanal sul-mato-grossense no ano passado, e confirmou intenção de investir em Mato Grosso do Sul.

“A gente recebe com muita satisfação esse convite de uma organização mundialmente reconhecida pelo seu trabalho de preservação da vida selvagem, e de um turismo sustentável, e que agora volta sua atenção ao nosso Pantanal. É um bioma importantíssimo não apenas para o Mato Grosso do Sul, mas para todo o país e todo o mundo, e é uma prioridade da nossa gestão”, frisa o governador Eduardo Riedel ao comentar a perspectiva do investimento.

Presidente do IHP, Ângelo Rabelo explica que fechou parceria com o Great Plains Fundation, tendo Dereck e Beverly Joubert conhecido o Pantanal em 2023 em viagem de 10 dias. A operação do casal, reconhecido por seus documentários no National Geographic, inclusive sendo premiado, ocupa terras em cinco países: Botsuana, Quênia, Zimbábue, Namíbia e Gabão.

“Estamos com uma grande oportunidade e responsabilidade. Uma das condições para o investimento ocorrer no Pantanal é o apoio político, além do IHP potencializar as reservas”, explica Rabelo, que completa. Eles estiveram uma única vez aqui e já decidiram investir, ficaram impressionados com a preservação e biodiversidade”.

A grande quantidade de animais silvestres, especialmente pássaros, além dos cinco animais – onça, capivara, tamanduá, anta e ariranha – que mais despertam interesse de visualização pelos turistas, tornam o Pantanal o local ideal para o investimento.

Ângelo Rabelo entregando o convite feito pelo casal fundador do grupo de ecoturismo

Safári pantaneiro

Para receber o investimento turístico de luxo, o IHP já atua para qualificar mão de obra, incluindo áreas como atendimento, culinária, governança, liderança e gestão. “Vamos passar a ser um novo destino, cobiçado por turistas de alto padrão no mundo todo, que talvez até tivessem interesse em conhecer o Pantanal, mas por estarem acostumados com segurança e comodidades únicas, só agora vão visitar o bioma”, comenta Rabelo.

“É algo único, com conforto e voltado para a preservação. Tudo com baixo impacto e não temos que mudar nada, pois o que interessa a este público é justamente a vida selvagem, a natureza como ela é e está. Este turismo tem um modelo pioneiro, envolvendo o pantaneiro, os povos originários. No Brasil não existe nada igual”, conclui o presidente do IHP.

Natalia Yahn e Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS


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Com plano de Turismo de Conservação, governador recebe fundadores do “Great Plains Foundation”

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Da lavoura à agroindústria: mandioca mostra força da agricultura familiar durante oficinas na Tecnofam

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A mandioca foi uma das protagonistas da participação da Agraer na Tecnofam 2026. Com oficinas voltadas à produção e à agregação de valor, a instituição mostrou aos agricultores familiares como a raiz pode se transformar em produtividade, renda e oportunidades de mercado. Os extensionistas mostraram que, quando conhecimento técnico encontra uma atividade com grande potencial econômico, o resultado aparece na propriedade rural.

Essa perspectiva encontra respaldo nos números da comercialização. Somente entre janeiro e maio deste ano, mais de 626 mil quilos de mandioca passaram pelo Cecaf (Centro de Comercialização da Agricultura Familiar), localizado nas Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul). O volume é equivalente a cerca de 20,6% de tudo o que foi comercializado ao longo de 2025.

Os dados reforçam a importância de investir em assistência técnica, inovação e agregação de valor para fortalecer uma cadeia produtiva que segue gerando oportunidades para agricultores familiares em todo o Estado.

Laerte Bouwman, do Assentamento Vale Verde, em Jaraguari, é assistido pela Agraer e se prepara para recomeçar na atividade e encontrou nas oficinas da Agraer informações que pretende aplicar em uma nova fase da produção. “Busquei adquirir mais conhecimento sobre herbicidas, preparo do solo, inseticidas e outras informações que possam contribuir para melhorar o cultivo”, conta.

Na propriedade dele, a retomada do plantio virá acompanhada de inovação. Inspirado em sistemas utilizados na Tailândia, Laerte pretende testar o cultivo em canteiros com ramas posicionadas verticalmente. Para isso, já providenciou uma plantadeira específica que deve chegar à propriedade nas próximas semanas.

“As palestras superaram minhas expectativas por causa das informações e dos conhecimentos que consegui adquirir, que certamente vão contribuir para esse novo ciclo de produção”, afirma. Segundo ele, outros produtores da região também demonstraram interesse em acompanhar a experiência e observar os resultados da nova técnica.

O conhecimento que chamou a atenção de Laerte foi compartilhado pelo extensionista da Agraer em Itaporã, Douglas Pellin. Durante a oficina, os participantes tiveram acesso a orientações sobre preparo e correção do solo com calcário, adubação, escolha das manivas, espaçamento, profundidade e época de plantio. Também foram abordados métodos de irrigação, manejo de herbicidas pré e pós-emergentes, capina manual, aplicação de inseticidas, controle de pragas e manejo de doenças.

Além dos aspectos técnicos, a atividade trouxe uma visão econômica da cultura. Os produtores conheceram os custos de produção por hectare e o potencial de lucro obtido a partir dos investimentos realizados na lavoura, informações que auxiliam na tomada de decisões e no planejamento da propriedade.

Mas a contribuição da mandioca para a agricultura familiar não termina na colheita. Em outra oficina promovida pela Agraer, a extensionista de Ponta Porã, Inês Ortega, apresentou o passo a passo para a implantação de agroindústrias familiares, mostrando como a transformação da matéria-prima pode ampliar a renda e abrir novos mercados.

“O produtor pode processar na própria propriedade os alimentos que produz em excesso, agregando valor e aumentando a renda. Quem cultiva mandioca, por exemplo, pode transformar essa matéria-prima em produtos industrializados de forma artesanal e dentro das normas sanitárias, em vez de comercializá-la apenas in natura”, explica.

Durante a palestra, foram apresentadas todas as etapas necessárias para a regularização de uma agroindústria familiar. O trabalho começa com o cadastro realizado pela Agraer e segue com a elaboração do projeto, análise técnica e adequação às exigências relacionadas à estrutura física, localização, alvará sanitário, rotulagem e demais normas exigidas para a comercialização legal dos produtos.

Além da parte regulatória, a extensionista destacou a importância do estudo de mercado e das estratégias de marketing para garantir a sustentabilidade do negócio. A mandioca, segundo ela, reúne características que a tornam uma das matérias-primas mais promissoras da agricultura familiar.

“A mandioca é um dos principais alimentos da agricultura familiar e pode ser considerada uma verdadeira rainha pela sua versatilidade”, afirma Inês. “Além de ser consumida cozida ou frita, ela pode ser utilizada na produção de pães, bolos, pudins e diversos outros produtos que agregam valor e ampliam as oportunidades de comercialização”.

Para produtores como Laerte, a Tecnofam cumpriu justamente esse papel: aproximar conhecimento e prática. Ao reunir orientações sobre produção, gestão e agroindustrialização, as oficinas da Agraer mostraram que a mandioca continua sendo uma cultura tradicional, mas com potencial cada vez maior para impulsionar renda, diversificação e desenvolvimento no campo.

Tecnofam

A Tecnofam é resultado da atuação conjunta da Embrapa Agropecuária Oeste e instituições parceiras na busca por soluções alinhadas às demandas regionais e tem como foco a difusão do conhecimento e de tecnologias inovadoras e de baixo custo para fortalecer a produção da agricultura e da agroindústria familiar. A construção coletiva da Tecnofam é o que sustenta sua relevância e crescimento ao longo de suas edições.

O evento é uma oportunidade para que os participantes tenham contato direto com soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade da agricultura familiar e possam realizar trocas, inclusive interinstitucionais, que atendam a suas demandas e necessidades.

A realização de um evento desse porte somente é possível com parcerias de inúmeras instituições e organizações, que se unem em prol de um objetivo comum para fomentar o acesso ao conhecimento sobre tecnologias, produtos e serviços que favoreçam os produtores e envolvidos na cadeia produtiva da Agricultura Familiar.

Ricardo Campos Jr., Comunicação Agraer

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Roadmap alcança 96% dos municípios e fortalece a conexão entre ações locais e oportunidades de financiamento climático

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Mato Grosso do Sul avança na agenda de sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas com a implementação do Roadmap Território Carbono Neutro (RTCN), metodologia que fortalece as capacidades dos municípios para planejar ações climáticas e acessar fontes de financiamento nacionais e internacionais.

Apresentados durante o IV Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, que está sendo realizado em Bonito, os resultados demonstram o alcance da iniciativa no Estado. Dos 79 municípios sul-mato-grossenses, 76 já tiveram o Rating submetido, representando uma cobertura de 96,2%. Além disso, 56 municípios já estruturaram suas Agendas Locais, o equivalente a 70,9% do total contemplado pela metodologia.

O Roadmap Território Carbono Neutro foi desenvolvido para apoiar os municípios na construção de uma governança climática mais eficiente, promovendo a integração entre planejamento, gestão pública e captação de recursos. A metodologia é baseada em três pilares: classificação dos municípios conforme sua capacidade de planejamento e gestão (Rating), construção de Agendas Locais e mobilização de recursos para viabilizar projetos climáticos.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, a iniciativa reforça o protagonismo de Mato Grosso do Sul na construção de políticas públicas alinhadas à sustentabilidade.

“Mato Grosso do Sul tem construído uma agenda climática sólida, baseada em planejamento, governança e participação dos municípios. O Roadmap Território Carbono Neutro é uma ferramenta estratégica porque aproxima os gestores locais das oportunidades de financiamento e fortalece a capacidade dos municípios de implementar ações concretas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, destacou.

Os resultados também evidenciam a evolução de diversos municípios ao longo dos ciclos de avaliação. Cidades como Glória de Dourados, Chapadão do Sul e Deodápolis registraram avanços significativos em indicadores relacionados à gestão territorial, mudanças climáticas, capacidade administrativa, governança e ambiente de negócios.

“Mato Grosso do Sul se destaca nacionalmente pela adesão dos municípios à metodologia. Hoje temos mais de 96% dos municípios com o Rating submetido e mais de 70% com Agendas Locais estruturadas. Isso demonstra o compromisso das lideranças locais com a construção de uma agenda climática consistente e preparada para captar investimentos”, afirmou Ana Trevelin.

Entre os próximos passos da iniciativa estão a implementação de 30 Planos de Adaptação Climática, reuniões com prefeitos de sete estados que já aplicam a metodologia, a otimização da plataforma para ampliar o chamado “matching climático” — conexão entre projetos e financiadores.

A proposta está alinhada ao compromisso de Mato Grosso do Sul de se consolidar como referência nacional em desenvolvimento sustentável, conciliando crescimento econômico, conservação ambiental e inclusão social por meio de políticas públicas inovadoras e integradas.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Ana Christina/Semadesc

Fonte: Governo MS

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