Mato Grosso do Sul
Restauração do Maria Constança é entregue pelo Governo em noite de memórias e olhar para o futuro
Obra somou investimento de R$ 10 milhões e melhorou condições física do local e de equipamentos, com lousas digitais, tablets e chromebooks
Onde outrora fora Liceu, rodeado por ingazeiros na frente e uma linha de ferro marcada pelo trânsito intenso nos fundos, hoje estão abrigadas memórias de uma época em que o tempo parecia um passeio, sem correr, acolhidas as perspectivas de jovens que sonham com um amanhã próspero e o conhecimento que é base para a sociedade.
Como um livro aberto, conforme o aclamado Oscar Niemeyer desenhou para sua fachada, a Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado recebeu o tratamento que lhe é justo, sendo restaurada por completo e entregue à população pelo governador Eduardo Riedel na noite de quinta-feira (28), no bairro Amambaí.
Logo na chegada, Riedel assistiu ao primeiro ato da cerimônia: a apresentação teatral e musical de alunos da escola no auditório da escola. Em seguida, ciceroneado por estudantes ele conheceu o colégio, visitando salas de aula, refeitório, laboratório e a quadra coberta do local, onde mesmo de terno até arriscou saques de vôlei.
“Obrigado por terem me apresentado não só a escola, mas o que se faz aqui dentro. Após um dia longo de agendas, quando cheguei aqui parece que renovou e redobrou a energia ao saber que estamos no caminho certo”, agradeceu o governador.
Eduardo Riedel em sua caminhada pela escola teve a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história da escola Maria Constança – assim nomeada em homenagem a ex-diretora – e ver uma experiência química feita pelos alunos no laboratório.
“O brilho nos olhos dos alunos ao apresentarem a peça de teatro, ao explicar no laboratório a formação do leite de magnésio, ser recebido por por aluna que falando em inglês, a biblioteca, o Gabriel nos recebendo com duas medalhas no peito, orgulhoso, são essas coisas que nos dão propósito para entrar na vida pública”, diz Riedel.
Um dos que acompanharam o governador pelo prédio foi o estudante do 2º ano do Ensino Médio, Pedro Henrique Acosta, de 16 anos. “A gente mostrou mostrar curiosidades da nossa escola, o orgulho que temos dela, da conquista dessa reforma. Mostramos que aqui os alunos terão um brilhante futuro”, explica Pedro, completando que o governador estava bastante interessado durante a visita.
Passado projetando o futuro
Após a visita, foi realizada a segunda parte da cerimônia, sendo entregues homenagens para diversos ex-alunos, sucedida pelos discursos das autoridades. “Pelos ex-alunos homenageados, podemos imaginar o que acontecerá com esse Estado quando esses alunos de hoje estiverem em idade produtiva, na idade”, destaca o governador, que continua.
“Quando a gente senta, discute, briga na Assembleia por um motivo ou outro, é para ter esse resultado. O que está em questão não é o valor da restauração desse patrimônio, que é histórico. É o que tem aqui dentro. É a lousa digital, os professores motivados que passam por formação continuada, é o ambiente seguro, tranquilo”, conclui.
A restauração da Escola Estadual Maria Constança recebeu R$ 10.016.837 de recursos estaduais. O montante aplicado em obras somou R$ 8,8 milhões, enquanto a aquisição de equipamentos e mobiliários recebeu investimento de R$ 1,1 milhão.
Desde auditórios até sistema de prevenção de incêndios passaram por intervenção, assim como as instalações elétricas e hidrossanitárias de toda a escola. Consta 11 lousas digitais, armários, mesas, conjuntos escolares, carrinho térmico para o refeitório, tablets, chromebooks, entre outros na lista de aquisições de equipamentos.
Fazem parte dessa história
Vários nomes foram homenageados durante aquela noite, como o fotógrafo Roberto Higa, o músico Moacir Lacerda (um dos fundadores do Grupo Acaba, criado por ex-alunos do Maria Constança e que se apresentou na noite de ontem na escola). Também esteve ali a procuradora de Justiça, já aposentada, Adalgisa da Silva Nery.
“Estudei aqui de 1963 até 1967, quando terminei o primeiro científico. Era a melhor escola da época, muitos que aqui estudaram se tornaram pessoas de destaque. Quando cheguei aqui já me emocionei. Fiz muita ginástica nesse pátio, lembro dos murais que a gente fazia para dar notícias, colocava nossos trabalhos para exposição, viamos nosso nome no mural. Era uma emoção grande”, comenta Adalgisa.
Ela também avalia positivamente a restauração da escola, revelando que passava em frente do prédio e via que ele estava em obras, se animando com o resultado que viria. “Eu via tijolos, caçamba, pensava que iria ficar bonito. E hoje vendo o resultado gostei mesmo do resultado, ficou tudo muito bonito”.
A escola Maria Constança é marcante para quem por ali já passou e também para os que ali ainda estão. Matheu Maglio tem 16 anos e cursa o 3º ano do Ensino Médio. Ele é um dos alunos que fizeram a apresentação teatral na abertura da cerimônia, fazendo parte do grupo há um ano, atuando em peça sobre a história da escola.
“Essa escola nos emociona pela arquitetura, pela história que tem, mas marca também pela conexão entre os professores e alunos. Eles se preocupam muito com a gente, dão uma atenção pedagógica. Além disso, é muito bom estar em uma escola restaurada. Gostei muito, pois ficou bastante moderna, bem bonito a obra”, conta Matheu, um dos 380 estudantes da escola, que oferta também o Ensino em Tempo Integral.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Foto: Álvaro Rezende
ATENÇÃO IMPRENSA: imagens do evento podem ser conferidas no pool de imagens
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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