Mato Grosso do Sul
Percurso da Maratona de Campo Grande contemplará principais pontos turísticos e belezas da capital
O contato com os principais pontos turísticos e as belezas da Cidade Morena é um dos focos da segunda edição da Maratona de Campo Grande, que será realizada no dia 2 de julho. O evento tem apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania).
Com largada dos altos da Avenida Afonso Pena, a prova mais longa, de 42 quilômetros e 195 metros, vai parar o trânsito da cidade e apresentar as belezas da capital sul-mato-grossense aos corredores. O percurso contemplará locais históricos e turísticos como o Bioparque Pantanal, a Rua 14 de Julho, o Horto Florestal e o Parque dos Poderes, além Praça Esportiva Belmar Fidalgo, tradicional espaço para práticas esportivas, e a Câmara Municipal.
“É um trajeto para encantar os próprios campo-grandenses que, muitas vezes, na rotina não têm esse contato com as belezas da nossa capital, além de apresentar a cidade para os participantes de outras partes do estado e do país”, enfatiza o diretor-presidente da Fundesporte, Herculano Borges.
A organizadora da prova, Kassilene Cardadeiro, explica o percurso da maratona. “O percurso da Maratona de Campo Grande mostra as belezas da cidade. Ele vai largar de uma área nobre, nos altos da Avenida Afonso Pena, muito arborizada, ao lado do Parque das Nações Indígenas, um dos maiores parques da América do Sul, aí vai descer a Afonso Pena, passar pela Euclides da Cunha, que é uma região que tem bares, restaurantes, lojas, descer a Rua Cândido Mariano, que pega o centro antigo, passar pela 14 de Julho, que está toda revitalizada, depois pela área do córrego da Avenida Ernesto Geisel, pela Fernando Corrêa da Costa, pelo Horto Florestal, que é uma região também belíssima, voltar e adentrar o Parque dos Poderes, que é considerado a casa dos corredores da capital, onde se vê quatis, araras, mutuns, tucanos, antas”.
O corredor Tiago Pereira Mecabo, de 36 anos, está vindo de Campos Novos (SC) para correr em Campo Grande pela primeira vez e participar da maratona. “Isso foi um ponto que eu achei fantástico, de a prova em si, o trajeto, passar pelos pontos turísticos. Diferentemente de provas mais curtas, que são rápidas, a maratona proporciona isso de você curtir o ambiente, correr em um ritmo mais tranquilo e apreciar o visual da cidade, aproveitar esse momento e fazer a festa com a prova. Essa estratégia de percorrer os pontos turísticos tenho certeza de que vai ser de muito sucesso para a prova e para todos que vão correr”.
Além da expectativa pela prova, o corredor catarinense já tem um ponto turístico que está ansioso para conhecer na cidade. “Um lugar-chave que eu quero conhecer, que é um sonho, é o Bioparque Pantanal, que chama muita atenção por ser o maior aquário de água doce e que deve ser muito lindo. A expectativa está lá no alto”, revela.
Na primeira edição, realizada em 2022, o evento recebeu cerca de 32% de visitantes de outras cidades e até mesmo de outros estados brasileiros, público esse que movimentou a rede hoteleira, bares, restaurantes e meios de transportes da Capital. Neste ano, a expectativa é de dobrar o número de inscritos, atraindo 2 mil corredores e mais de 7 mil pessoas nos três dias de evento.
Para Marcelo Mesquita, presidente do CET-MS (Conselho Estadual de Turismo), um evento esportivo como a Maratona de Campo Grande, além de gerar um fluxo de turistas, também traz uma visibilidade importante para a cidade. “Sempre foi um grande desafio fazer com que o cidadão campo-grandense veja sua cidade com uma riqueza única de atrativos turísticos capaz de gerar experiências marcantes. Com certeza o evento apresentará uma cidade capaz de receber turistas do mundo inteiro dentro dessa nova ótica. Isso faz com que os turistas que aqui se hospedam possam levar essa sensação e divulgar ainda mais nossa cidade para seus amigos e parentes”, explica.
“Um evento como a maratona é fundamental para o movimento do turismo no município, para o fomento da economia, uma vez que o turista normalmente vem um dia antes, fica um dia depois, traz a família, se hospeda, passeia, compra, aluga carro, vai a bares e restaurantes, então é fundamental para a alimentação de toda a cadeia produtiva e para o enriquecimento da nossa cidade”, completa Juliano Battistel Wertheimer, presidente da seccional de Mato Grosso do Sul da Abrasel MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).
Sobre a prova
A Maratona de Campo Grande será realizada no dia 2 de julho, com largada e chegada na Cidade da Maratona, nos altos da Afonso Pena, e percurso pelas ruas da Capital. A prova terá, além da maratona que carrega no nome, percursos de 7 km, 21 km e o kids, para crianças de 3 a 13 anos. Além das provas, haverá outras programações na Cidade da Maratona, de 30 de junho a 2 de julho, como shows, palestras e atrações culturais com entrada franca. Na primeira edição foram mais de mil participantes, e para 2023 a expectativa é de 2 mil corredores em todas as modalidades e cerca de 7 mil pessoas circulando pelo evento. Haverá distribuição de cerca de R$ 11 mil reais em dinheiro + troféus e medalhas para todos os participantes. As inscrições estão no quarto e último lote e as vagas são limitadas.
Serviço
A 2ª edição da Maratona de Campo Grande será realizada no dia 2 de julho, na capital de Mato Grosso do Sul. A realização é da Adac – Associação Desportiva Atletas de Cristo e a organização é da Agência H2O Ecoturismo. Patrocinador master: MSGÁS – Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul. Apoio: Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc), Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Prefeitura de Campo Grande. Mais informações pelo Instagram @maratonacampogrande. Inscrições, mapas de altimetria e demais detalhes pelo site: www.maratonadecampogrande.com.br.
Lucas Castro, Fundesporte, e Raquel de Souza, da assessoria de comunicação da Maratona de Campo Grande
Foto: Divulgação
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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