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Mato Grosso do Sul

Para promover integração e turismo no Pantanal, Governo faz obra de acesso ao Forte Coimbra

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Integração regional, desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Com estes conceitos bem definidos, o Governo do Estado está promovendo a obra de acesso ao Forte Coimbra, no coração do Pantanal, em Corumbá, na rodovia MS-454. Os trabalhos já estão com quase 40% das atividades prontas, em um investimento que chega a R$ 33 milhões.

A obra de revestimento primário e drenagem vai ser feita em 26,5 km desta região. As atividades começaram em dezembro do ano passado e 10 km já foram finalizados. As máquinas estão na pista com uma série de ações, entre elas limpeza de camada vegetal, terraplanagem, drenagem e obra de arte, além de implantação de cercas.

O objetivo é ligar a estrada (MS-454), do entroncamento da BR-262, em Corumbá, até o famoso destacamento militar do Forte Coimbra, às margens do Rio Paraguai. Os trabalhos neste momento se concentram no “lote 1”, que fica no meio deste caminho. As melhorias na estrada vão fortalecer o turismo, dar mais segurança para quem trafega no trecho e ajudar no escoamento da produção. Já a etapa final (que chega ao Forte) está na fase de projeto, sendo uma das prioridades do Estado.

MS 454 ligação ao Forte Coimbra Foto Saul Schramm
Obra de revestimento primário na estrada de acesso ao Forte Coimbra
MS 454 ligação ao Forte Coimbra Foto Saul Schramm
Engenheiro André Luiz Andreasi

“Uma obra de infraestrutura, de terraplanagem, implantação de revestimento primário e drenagem. Estamos com praticamente 40% da obra já concluída. Ela vai dar mais mobilidade para as pessoas que vivem aqui na região, teremos um ganho dos produtores rurais com o escoamento da produção local, além de possibilitar melhor condição de trânsito para todos”, explicou André Luiz Andreasi, engenheiro responsável pela obra.

Durante o percurso da estrada se encontram ao redor muitas propriedades rurais, tendo em maioria a criação de gado, que é típico da pecuária pantaneira. Os trabalhos do Governo seguem em sintonia com logística da região, tendo por exemplo a formação da pista com quatro metros de elevação, já que na época de cheia as águas sobem e alagam tudo em volta. Nas outras frentes segue a compactação do aterro, umedecimento da pista e carga e descarga de material.

Edmundo Ferreira trabalha há um ano em uma fazenda em frente a estrada. Ele destacou que a obra vai ajudar muito na locomoção e nas condições da região. “Sou boliviano de Puerto Suarez e cheguei aqui em novembro no Pantanal. A obra vai melhorar para quem precisa passar pela estrada todos os dias. Quando chove aqui não dá pra andar e nem sair da fazenda”, contou.

MS 454 ligação ao Forte Coimbra Foto Saul Schramm
Melhorias na rodovia MS-454 vão contribuir no turismo da região

Potencial econômico

O governador Eduardo Riedel sempre destaca que em Mato Grosso do Sul a preservação do meio ambiente e o potencial econômico andam juntos, com um desenvolvimento sustentável. Esta marca da gestão estadual estará presente na região do Pantanal, com turismo contemplativo e integração entre os povoados.

Ao promover melhorias de acesso ao Forte Coimbra, a região poderá impulsionar o turismo local, com visitantes seguindo viagem de carro de Corumbá até as margens do Rio Paraguai neste local, que é sinônimo de cultura e história do Estado. O destacamento militar tem grandes belezas naturais ao seu redor, além de dispor de um vilarejo com os moradores locais.

“Essa é uma obra de acesso e integração, feita para atender a comunidade e o turismo. É um trabalho que respeita a natureza e desenvolve a região. O Governo do Estado tem pensado as cidades junto com as liderança locais para atender esse tipo de demanda”, destacou o secretário Hélio Peluffo, da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística).

A empresa que está tocando a obra no local conta com 100 funcionários neste projeto, sendo 70 diretos e 30 indiretos. Devido ao local inóspito e que chega a 100 km da cidade, no meio do Pantanal, os colaboradores passaram por cursos de primeiros socorros, para saberem agir em eventuais acidentes ou intercorrências.

Também existe um cuidado com o meio ambiente no canteiro de obras, tendo inclusive banheiros com coleta de dejetos, para não levar poluição ao local. Outras ações seguem no mesmo caminho.

O prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, afirmou durante evento do PPA (Plano Plurianual) que as obras do Estado na infraestrutura das rodovias, estradas e pontes na região do Pantanal são prioridades. “Vão ajudar muito nos acessos e no fortalecimento do turismo, principalmente o de contemplação”, destacou.

A obra de acesso ao Forte Coimbra é mais uma ação do Governo do Estado para levar prosperidade e inclusão ao Pantanal, tendo todo o cuidado com o “verde”, com atividades sustentáveis. Os investimentos na região vão continuar para promover este desenvolvimento.

MS 454 ligação ao Forte Coimbra Foto Saul Schramm
Obras vão melhorar o tráfego na região e ajudar no escoamento da produção

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm

ATENÇÃO IMPRENSA: Confira as fotos, imagens e sonoras da reportagem

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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Mato Grosso do Sul

Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.

A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Operação criança segura

A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.

Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.

A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.

Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.

Como denunciar?

O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.

As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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