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ArapuáMS Entrevista

Ouça a entrevista com o vereador Gilmar Garcia Tosta

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GILMAR: É um sentimento de gratidão, por que são pessoas que construíram esta cidade, são cem anos de progresso, de dificuldade, mas também de muitas vitórias. E é uma homenagem mais do que justa, por cada um destes homenageados, ajudaram a construir a historia desta cidade. A sociedade vive de lideranças, e foram lideranças que honraram nossa cidade, que honrou nosso povo, portanto nada mais justo que esta homenagem.

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ArapuáMS Entrevista

ArapuáMS homenageia o Aniversariante Dr. Ibsen Arsioli Pinho, conheça sua história de vida

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O Portal de Noticias ArapuáMS registrou em meses passados diversas histórias de médicos de Três Lagoas e neste 10 de Abril, iremos contar um pouco da história do Dr. Ibsen, que completa hoje mais um ano de vida. Ibsen foi escolhido por ser uma pessoa de grande coração, e já ajudou diversos esportistas de Três Lagoas, onde fez operações sem custo algum, dando oportunidade desses esportistas continuar na vida profissional.

Dr. Ibsen Arsioli Pinho, filho Onildo Bezerra Pinho e Giselda Marques Pinho, nasceu no dia 10 de Abril de 1976, em Registro, no litoral Sul do Estado de São Paulo no Vale da Ribeira, região muito humilde, onde seu pai, trabalhava numa fazenda.

Após seu nascimento seu pai Onildo vem para Três Lagoas, onde desbravou a região do Estado, trabalhando na firma CBR (Companhia Brasileira de Reflorestamento), que plantava eucalipto.

Ibsen cresceu e estudou em Três Lagoas, uma infância muito simples, não passava por necessidades, nem dificuldade, uma família carinhosa e acolhedora, por parte dos pais Onildo e Giselda, que na época não trabalhava fora, dando exclusividade a família, já que o pai engenheiro agrônomo, ficava muito tempo fora de casa a trabalho, administrando um plantio de eucaliptos.

Com uma infância muito simples,  Ibsen sentava  no chão para chupar manga, coquinho, brincava de jogar bola o dia todo, soltava pipa,  jogava birola, os carrinhos que tínhamos era muito pouco, na verdade nos fazíamos nossos brinquedos, me lembro gostava muito daquelas latas de Nescau, fazíamos  aqueles carrinhos de puxar, fazia aquele elevadorzinho que colocava os pés, carriola, rolemã,  estilingue. Tenho muita admiração por este tipo de infância, que era muito saudável, divertia muito, brincava o dia inteiro, só parava pra ir à escola, almoçar, jantar, tomar banho e dormir, já pensando o que fazer no outro dia, eram dia inteiro de atividades, diz Ibsen.

ESCOLA

Estudou desde o pré-escolar até a oitava serie, na escola João Magiano Pinto, no Bairro da Lapa, em Três Lagoas, que naquela época era tudo terra, sem asfalto.

Na oitava série, coincidiu de pegar um período das escolas estaduais com muita greve, sendo prejudicados, os pais que tinham um pouco de condições mesmo com dificuldades, ali começou a migração para escola particular, até  então naquela época a escola particular era pra criança que não passava na escola publica, chegando a ficar quatro meses sem aulas por conta de greves, Onildo muito preocupado, apesar das dificuldades financeiras encaminho os filhos para escola particular,  onde Ibsen fez o ginásio, que seria 1º ao 3º ano no Objetivo, com muita dificuldade, inclusive atrasando prestações, foi lutando e mantendo os filhos na escola particular.

Já Giselda continuava trabalhando em casa, e começou a se dedicar a costura, costurando ate tarde da noite, para poder ajudar no custeio da casa, não tinha empregada, tendo os afazeres de casa, cuidar dos filhos e costurar nos finais de semanas, e muitas vezes tinha que entregar roupas para festas e ficava 24 horas costurando.

E com toda essa dificuldade Ibsen se interessou pela medicina, sabia que seria um caminho muito difícil,  em 1994 foi prestar o vestibular para medicina, o Brasil tinha pouquíssimas faculdades de medicina, e a grande maioria escolas publicas, federais e estaduais, com dificuldade muito grande para ingressar e as particulares eram pouquíssimas e com mensalidades muito caras, já que sua família tinham dificuldades de pagar uma escola, quem diria pagar uma faculdade, sabia que era muito difícil, as universidades eram poucas e muito caras e o financiamento era extremamente raro, seu pai sempre dizia “você pode fazer o que quiser,  o céu é o limite, só que tem que fazer na escola publica, por que não temos condições de arcar com a faculdade”, onde Ibsen fez o primeiro vestibular para medicina,  e não foi aprovado.

FACULDADE

E assim tendo que estudar por conta, com bastante dificuldade com relação a cursinhos, com uma disciplina muito grande, acordava cedo, estudava em casa mesmo, sabia que era capaz e dependia de si. E felizmente foi aprovado em algumas faculdades e escolheu a UFMS em Campo Grande, eram 48 vagas, e com boa pontuação Ibsen foi aprovado em 20º lugar, onde ingressou na faculdade de medicina em 1.995.

O ALUNO VIRA PROFESSOR

Na faculdade Ibsen reuniu um grupo de amigo e surgiu a ideia do cursinho que chamava Federal, onde lecionou química. Em 2001, depois de seis anos, cursando a faculdade de medicina, na verdade fazia parte de um grupo, por que a UFMS, de maneira geral e a Faculdade de Medicina, tinham um grau de elitização, por parte de um grupo que tinha mais dificuldades financeiras, de idealista, ao mesmo tempo que íamos ajudar a sociedade, que não tinha condições de custear um cursinho tão caro, mas o nosso era menos da metade de um curso normal, com um índice de bolsas alto que eram alunos carente, e o que era interessante a universidade abriu as portas e os acolheu tanto no aspecto da questão da utilização do nome, que era um cursinho federal ligado a UFMS, quanto na utilização física, que em vários momentos a universidade ficava ociosa, então formamos um grupo muito saudável, em que a gente  se divertia muito, brincava assim agora é hora do recreio então vou dar aula, se divertia bastante, ganhava uma bolsa, ganhava um salário, que hoje não chegaria nem a um salario mínimo, mas enfim se a gente fosso colocar um valor seria em torno de seiscentos reais, que ajudava muito nosso sustento, que esse grupo de alunos muito humilde, tanto quanto nosso alunos, que hoje temos vários colegas de profissão que acabaram entrando na faculdade de medicina e que foram nossos  alunos nos cursinhos, isso nos motivava muito e alegrava, então assim, começamos este cursinho e tinha que estudar e dar aulas de noite e ajudava no sustento, almoçava e jantava  no restaurante universitário, ainda tem o restaurante em Campo Grande, o famoso bandejão, onde comia uma refeição extremamente subsidiada, se fosse hoje seria em torno de R$  2,00 para almoçar, alguns alunos nem pagavam, eram chamado alunos mais carentes, são alunos selecionados da sociedade que não teriam nem condições de pagarem este valor, mas com tudo isso vivi muito a vida acadêmica, morava  próxima a universidade de manhã e voltava a noite para dormir, por que na época, eles  começaram a ter a moradia universitária,  já que morar fora era difícil. Apesar de todas as dificuldades era bom, saudável,  ia de manha, e voltava a noite, e nos finais de semana,  estudava na biblioteca, assistia uma aula, voltava pra biblioteca, tinha piscina ia nadar, jogava basquete, futebol, então ficava o dia inteiro de atividades, todas noites de sextas-feiras, tinha uma festa que chamava sexta astral, era uma festa onde se apresentava bandas alternativas em Campo Grande, eram uma confraternização muito bacana, onde tinha o diretório acadêmico a qual Ibsen fez parte  durante a vida universitária, na época estava começando a surgir os PC (computadores pessoais),  em 1996 tinha acesso a internet, por conta da faculdade usava impressora, computador, por que ninguém tinha nada disso.

Lá convivi com bolivianos, equatorianos, haitianos, aprendi muitas coisas da vida, hoje arranho o castelhano, o inglês. A época universitária é uma como você fosse uma esponja, que você tem que aprender tudo, tanto experiência de vida, quanto conhecimento científico, o que era bacana esse grupo de alunos, estavam  sempre próximos dos professores, acabava as aulas nos estávamos no laboratório, sempre com algum professor, por incrível que pareça,  na universidade e na vida como um todo, você provoca algo que sempre tem uma reação, a minha vida universitária inteira, minha esposa me pergunta como você consegui fazer este cursos todos, por que quando você tem o dia todo a disposição e você tem disposição, os dias são muito longos, e nós íamos de manhã assistia aula, dava aula, joga basquete,   nos finais de semanas, então sabia que estava lá para isso então  e a minha ideia era essa, tanto é que se você pegar países de outro mundo a vida universitária é muito intensa. E mesmo que a família more na mesma cidade, eles vão morar no campus das universidades, por que eles têm que viver aquilo.  A Escola integral é a salvação para nosso país, mas o custo é muito alto,  mas o rendimento é um absurdo, eu sou  a prova viva que se você pegar um real aplicar na poupança, no CDB,  em imóveis, você vai ter um rendimento X todos mês, vamos imaginar se você aplicar na educação você vai ter vinte Xis com certeza, por que o rendimento que eu tenho, Graças a Deus, veio da educação de tudo que aprendi, então é o melhor retorno sem sombra de duvida. Então quando estamos gastando muito com a educação, você não gasta com a educação, na educação você investe, você gasta com outras coisas, com a educação você esta fazendo investimento,  por que o retorno é muito, então eles nos ofereceram estas salas de aulas, que a gente fazia na verdade era idealizar um grupo para dar aula, cada um com a especialidade, eu nunca tinha dado aula.

TRÊS LAGOAS

Ai fui convidado, na verdade pelos colegas daqui de Três Lagoas, a retornar já que sabiam que estava terminando a residência, já estava cobrindo alguns plantões, algumas  folgas de colegas, até que eu brinco e falo que eu fiz quatro réveillon em Três Lagoas de plantão, então já estava vindo e quando retornei, continuei  sendo residente aqui do pessoal, mas com  muita saúde, com muita tranquilidade com os colegas então os colegas,  você tem que voltar, nos vamos passar uns plantões, vamos te passar alguma coisa, e assim retornei para Três Lagoas, e por minha surpresa, assim que retornei, fui convidado inclusive pelos colegas de Campo Grande,  até por esse motivo, trabalhava neste lugar e lá surge muito plantão de ultima hora,  transito deu problema e então eles sempre me ligavam, me chamavam de “Mato Grosso”  e falava que a gente era Pé duro, liga pra ele que ele vem, não pode ver um plantão que ele quer, então eles me ligavam eu já corria e ia fazer o plantão se tivesse livre, e fui convidado pra ficar lá, ia ficar mais um ano fazendo uma outra especialidade, que já queria me especializar em quadril, prestar prova… Mas os colegas de Três Lagoas, não, tem que voltar, já fez joelho, está bom e ai vamos voltar e conversaram  com meu pai numa confraternização, e falaram temos uma vaga, estamos precisando, por enquanto é dele, pode ser mas se demorar um ano, três anos, ele não tenha mais essa vaga, meu pai se assustou um pouco e me falou “é bom você voltar logo, senão você vai ter dificuldade, ou então ficar  por ai, ver outro lugar, não tem problema, mas se for pra voltar o quanto antes”, e ai decidi do dia pra noite, só passei os plantões em dois ou três dias já estava fazendo minha mala e voltando para Três Lagoas, me lembro muito bem que  minha mudança coube dentro de um carro, então  assim só item pessoais, e então voltei, quando chequei aqui em Três Lagoas, fui surpreendido,  por uma situação  que tinha o trabalho, mas não tinha a remuneração. Então assim tinha os locais de trabalho, você quer trabalhar fica a vontade, tem bastante paciente e plantão,  só não tem remuneração, não tenho compromisso com você e não tenho condições de te remunerar, e ai mais uma vez para minha surpresa,  colegas ortopedistas aqui da cidade, se reuniram e falaram vamos fazer o seguinte: “Nós vamos pagar  do nosso salario, uma parte de nosso salario, quando você fizer plantão nos vamos te repassar todo mês, se não vão te pagar um salario, não tem problema, pode trabalhar, mas a gente vai pagar seu salário, pode continuar trabalhando”, e assim, fiquei muitos meses nestes locais onde trabalhava. E com reconhecimento e recebendo dos colegas, fui funcionário dos próprios médicos. Em 2006 comecei numa instituição, no Auxiliadora na Clínica Ortopédica, e na rede pública através do processo seletivo, a qual já venho prestando serviço a um tempo.

Acordo de manhã, faço visitas aos meus pacientes ou faço cirurgia na parte da manha no primeiro horário e depois vou para o consultório ou na rede pública, ou no próprio hospital quando é dia de plantão, opero os pacientes, esses que chegam nas urgências.  Passo o dia todo no hospital ou na prefeitura.

LAZER

Meus horários de lazer são com minha família, junto de minha esposa e meu filho pequeno, onde procuro me dedicar ao máximo ao meu pequeno, brincando e dando atenção, no final da tarde, e fins de semana, nos dias que não estou de plantão, logico.

“Médico por ele mesmo”

ibsen (2)Saudade: Meu pai.

Futuro: Minha família, esposa, meus filhos, tenho um e logo estará chegando outro, minha esposa está gravida.

Família: Família é a base, estrutura, a raiz, que nos prende no chão que nos dá todo o substrato de sobrevivência, é a água da vida.

Ortopedia: É uma paixão, algo realmente apaixonante, e revigorante quando a gente vê uma reabilitação, infelizmente em alguns casos nem sempre tem sucesso, mas é algo que nos revigora e anima.

Três Lagoas: É um sonho, o futuro, uma cidade pujante, que nenhum momento me arrependo de ter retornado aqui, acho que uma cidade que esta fazendo o dever de casa, com falhas em alguns aspectos, temos que ser realistas, mas é uma cidade que se o Brasil tivesse mais cidades como Três Lagoas, seguramente nos estaríamos em outro patamar. Hoje Três Lagoas tem uma faculdade de medicina. isso nos anima muito me deixa muito feliz, muito contente.

Saúde no Brasil: Está na UTI, só que a saúde em si, na verdade apesar de ser minha área e gostar muito da saúde,  ela é reflexo de uma série de falha da nossa sociedade, principalmente na área educacional, então esse doente é alguém que não fez o controle de glicemia, de nível pessolico, não fez um controle adequado da alimentação, não fez um controle da sua ingestão de álcool, drogas, não fez um controle de utilização dos meios de transporte adequado, não soube ter um conhecimento técnico de higiene pessoa, familiar, domiciliar, profissional muitas vezes, então a saúde se reflete todas as falhas, negligencias em varias áreas principalmente na área educacional, então isso vai culminar lá na frente, muitas vezes não é um problema de saúde, é um problema social, uma epidemia social, os acidente de transito, vê que a saúde, é algo tão interessante que vemos despontar bons profissionais na área da saúde, mas precisa de mais recurso…

Educação: Base de tudo, e o desenvolvimento do ser humano a ideia é que o aluno supere o professor. É na educação que se desenvolve o ser humano, tanto na área de tecnologia, e quando outros países vêm desenvolvendo, o nosso país nos deixa em preocupação, onde houve melhoras, mas não tanto para sairmos de um país de terceiro mundo.

Política: É uma paixão, está na vida das pessoas, todo Brasileiro deveria se interessar e participar da política, mesmo num momento de revolta como vem acontecendo no Brasil, não podemos virar as costas, estar presente, saber o que está acontecendo, “a voz do ausente é a conformidade”, eu quero sonhar com um país melhor, e acho que a política é um ponto de partida.

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ArapuáMS Entrevista

No mês do Nascimento, destacamos Dr. Edmar Cassemiro, mais de 10 mil partos em Três Lagoas

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No mês de outubro, o ArapuáMS, fez uma entrevista com o vice-presidente de Ginecologia/obstetrícia do Estado de Mato Grosso do Sul, Dr. Edmar José Cassemiro.

E no mês de dezembro, um mês de nascimento do Jesus Cristo e de um novo ano, vamos mostrar a história do Dr. Edmar José Cassemiro, que ajudou a povoar Três Lagoas, com uma média de 10 mil nascimentos.

Edmar teve sua infância na fazenda. Nasceu no ano de 1963 em Valparaiso-SP,  filho de Sebastião Cassemiro e Aparecida Cassemiro.

Com quatro anos foi para Castilho-SP, na Fazenda Três Barras, onde foi criado, fazenda que atualmente foi  desapropriada. Na época seu pai trabalhava na fazenda, os donos tinham também fazenda no Alto Sucuriu, no município de Água Clara.

Estudou até a quarta série na escolinha da Fazenda Três Barras, finalizando o primeiro colegial na cidade de Castilho/SP. Na época não tinha grandes condições financeiras, então os brinquedos eram feitos manualmente, confeccionados pelo pequeno Edmar, que juntava caixas de madeira, lata de leite, latas de óleo e fazia os carrinhos. Durante as férias passava na casas dos avós em Mirandópolis, onde brincava com os primos, de pique escode, pesca em açude, e acordava cedo para ajudar a tirar leite, uma época boa, tenho boas lembranças,  tudo na vida tem a parte boas e ruins, mas o resultado a soma no final  e muito  boa, saudável, gostosa de ser vivida,  nada que ficou de  magoa, família unida, uma infância muito saudável, muito carinho,  alegria, comenta o Dr.

Após estudar 2º e 3º colegial em Andradina, com 17 anos de idade, foi para Jundiaí fazer cursinho, e seus pais com acertos do trabalho da fazenda, foram para Três Lagoas, e montou a Selaria Melo, e depois Rei do Laço, e gerando renda para manter o filho na faculdade de medicina.

FACULDADE

Com um ano de cursinho, Edmar com 19 anos, no meados de 1982 passa na Faculdade de Vassouras/RJ, estudando por mais 10 anos, seis anos na faculdade e mais quatro anos de residência.

Com dificuldades, morou em republicas com mais 3 alunos, dividindo as despesas, a cidade sua fonte principal era turismo e a Universidade. Sempre estudou em escola pública, e o primeiro ano de faculdade particular foi muito difícil.

Para estudar pegava os livros emprestados na biblioteca da universidade, e assim estudava até tarde da noite, com muita dificuldade em emprestar os livros, já que a sala era mais de cem alunos.

O primeiro e segundo anos foram os mais difíceis, após 5 anos começando os internatos, tendo uma grande experiência, com o método usado na faculdade. Na época Vassouras/RJ tinha 30 mil habitantes, e começou a fazer a residência nos postos de saúde e acompanhando os partos que acontecia na cidade.

TRÊS LAGOAS

DR Edmar (4)Em 1992, o Hospital Remo Massi de Três Lagoas estava precisando de médicos, e Dr. Edmar acompanhado do Dr. Ivan, vem para Três Lagoas, onde começar a trabalhar no hospital.

Na mesma época Edmar começou a atender na Centro Rural de Arapuá como clinico, logo em seguida com a construção pela prefeitura do posto de saúde, iniciou o trabalho de ginecologista no Distrito. Edmar lembra como uma época maravilhosa, muito bem acolhido e reconhecido pelos moradores do Distrito e fazendas da região,  onde ele mais o clinico geral Dr. José Pinto Junior, atendiam a parte da saúde de Arapuá.

Após 5 anos em Arapuá, Edmar estabelece somente no Munícipio de Três Lagoas, atendendo em postos de saúde da cidade, com a entrada do prefeito Issam Fares, Cassemiro finaliza os atendimentos nos postos de saúde e fica somente no consultório e hospital.  “Ainda tenho esperança de retornar o atendimento no setor público”, naquela época não tinha os recursos necessários nos postos de saúde, com um suporte de exames, pré-natal, a gestante não conseguia um ultrassom com acompanhamento adequado, e assim fui desiludindo com essas situações e acabei me afastando do setor público.

Mas hoje já tem meu filho o Dr. Rafael Grassi Cassemiro, ginecologista/obstetra e professor da faculdade e coordenador do curso de medicina de Três Lagoas,   e minha nora também ginecologista e professora da faculdade, que estão atendendo os postos e setores da saúde da cidade.

Dr. Edmar é casado com a economista Edna Grassi Cassemiro, que administra seu consultório, e desta união teve dois filhos, o Dr. Rafael e Natalia cursando fisioterapia na Uniderp de Campo Grande.EDMAR CASSEMIIRO (6)

MEDICINA

Completados 30 anos no mês de junho deste ano, Edmar esteve com os amigos da faculdade de Vassouras, festejando a data. E de medicina em Três Lagoas completou 26 anos, o dr. acredita que já fez mais de dez mil (10.000) partos somente em Três Lagoas, este grande numero se deve da época de atendimento no setor público nos primeiros 15 anos, quando Edmar e Ivan, no Hospital Remo Massi, conseguiam fazer mais partos do que os seis médicos do Hospital Auxiliadora (pode ouvir no 18 min do áudio), somente um dos anos teve mais de 600 partos, quase dois por dia. A satisfação é que hoje já estou fazendo parto das meninas que nasceram em minhas mãos, a vinte anos atrás, isso é muito gratificante, diz Edmar.

DIA-A-DIA

Levanta as 6h da manhã, quando tem cirurgia chega as 7h no hospital e logo após continua o trabalho no atendimento do consultório que se estende ate as 11h, com parada para almoço, e a tarde das 13 às 17h, de segunda a sexta.

O PARTO

No início a paciente faz um pré-natal uma consulta ao mês, com avaliações no desenvolvimento, com as condições da mãe e bebe, e quando chega nos últimos meses, as consultas são quinzenais. E próximo ao parto 24h disponível.

As mulheres de Três Lagoas atualmente estão fazendo mais partos cesarianas, foi dada a opção por lei da escolha, mesmo com as explicações das facilidades de um parto normal, a paciente por uma melhor condição financeira, opta pelo parto cesariana.

A DIFERENÇA DE NORMAL E CESARIANA

Cesariana – tem risco de sangrar mais, risco de infecção, um nascimento sem aviso. Normal – tem as contrações, recebe os estímulos entre o útero e bebe, sendo preparado para nascer.

Em casos de risco, o médico sabe como ocorrer sobre e usa a cesariana.

SAÚDE

Na minha experiência, Três Lagoas tem algumas conquistas a ser alcançadas para a população, como suportes, mamografias, ultrassom morfológicos, para poder da vazão a demanda, que não está sendo suficiente, mas mesmo assim a nível de Brasil não está nas piores das situações, a saúde pública em Três Lagoas está numa média alta se comparado a nível nacional.

Enquanto no Brasil, falta seriedade política, os desvios de verbas são grandes, o dinheiro que a sociedade paga para ser investida em diversos setores, é muito mal investido, muita coisa para ser melhorada, mas acho que é questão de gestão, uma melhor administração na saúde do Brasil.

GINECOLOGIA

Mensagem ao jovem que pretender entrar na área, em qualquer profissão, em que a pessoa queira iniciar, muita disposição, vontade e gostar do que pretender fazer, um dom, se for para o lado de comodidade, financeiro, que não é relacionado ao dom, acaba não sendo um bom profissional, e acaba por não se realizar profissionalmente.

Ser perseverante e disputar a concorrência cada vez maior, no meu caso, sempre gostei da parte acadêmica, não estou na faculdade, por falta de disponibilidade de tempo, não fiz os cursos e concursos para estar na área, mesmo assim me dedico bastante nessa parte de aprendizagem, não só minha, mas das comunidade médica em geral, principalmente da área de ginecologia e obstetrícia.

Temos uma jornada média de ginecologia e obstetrícia, no ano de 2018, já será a décima jornada, sou o vice-presidente de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do MS, onde conseguidos os professores, que estão vindo à Três Lagoas, para manter atualizados os profissionais, uma aula mensal que fazemos no hospital, onde convidamos um professor de outra cidade ou daqui, não só na ginecologia, mas também cardiologista, para falar de cardiopatia na gravidez, oncologista, onde explicar sobre o câncer do colo e do útero, eu sou um que nunca faltei nessas aulas, sempre ganhando um novo conhecimento, isso reflete no atendimento.

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Com o crescimento de Três Lagoas, os hospitais evoluíram, mas concentrar as especialidades num lugar só, começa a ficar complicado, tumultua, exemplo de uma internação no hospital, no máximo uma hora para internar, porque é muita gente, e se dividir esse movimento para outro local, já ajuda muito. Aumentou enfermaria, leitos, oncologia, imagem, mas o centro cirúrgico tem apenas 4 salas, onde continua desde quando cheguei a Três Lagoas a 26 anos atrás, então o medico tem dificuldade de agendar uma cirurgia letiva, o movimento cresceu muito, quantidade de médicos também, a população mais ainda, mas a sala de cirurgia continua no mesmo número.

Então com a construção do Hospital, na verdade é um Hospital Estadual, vão ter que fazer um convenio com o Federal, para se tornar um hospital universitário, que acho que é o objetivo desse hospital. Normalmente o padrão de um hospital universitário, tem os padrões de atendimento de excelência, onde os professores estarão acompanhando e atendendo, e para os alunos é muito interessante, um lugar para praticar, aprender e adquirir experiência.

LAZER

Meu momento de descontração é um rancho na beira do Sucuriu, onde temos em parceira com mais sete médicos, as vezes jogo um futebol no sábado, mais vou mais para o rancho, gosto de ficar mexendo plantas.

Para finalizar vamos conhecer o lado pessoal do Dr.
FAMÍLIA

EDMAR CASSEMIIRO (8) A base de tudo, quem tem uma família estruturada, tem mais chance de se dar bem na vida, de continuar no caminho do bem, de não ser envolvido em vícios, criminalidade, coisas que não leva a nada;

SAUDADE

Da minha mãe, que a perdi a quatro meses atrás, e dos velhos tempos de infância.

SONHO

Sem demagogia, uma distribuição melhor de renda, não só para o Brasil, mas no Mundo todo, onde a gente ver essa situação de políticos roubando milhões, onde a pessoa não precisa daquilo para viver, uma melhor distribuição de renda seria melhor para todos nós. Se a população tiver melhores condições será bom para a comunidade em geral, um giro na economia. Uma equalização melhor das riquezas do mundo.

GINECOLOGIA

Minha vida, 30 anos na profissão, com total dedicação exclusiva, estudo muito, todo dia se atualizando, participo de 3 a 4 congressos todo ano, vivo em função disso.

MULHER

A primeira mulher que vem a cabeça é a esposa, que nos apoia, a base da família, que nos ajuda a estruturar a família.  A mulher no geral, se a sociedade no geral fosse administrada por mais mulheres, seria bem melhor, o homem é mais agressivo, intempestivo, materialista, a mulher é mais emotiva, se envolve mais nos problemas do próximo, então acho que a mulher tem essa grande vantagem em relação aos homens.

VIDA

Uma vida é uma evolução, onde queremos sempre crescer, tem uma maior idade, e assim aparecendo as responsabilidades, os compromissos, relacionamentos, família, filhos e procurar fazer as conquistas, os bens, boas ações, para quando chegar numa fase final, ter alguém que possa te dar suporte, onde muitos idosos não tem no fim da vida. Em asilos, em abandonos emocional, principalmente emocional, em muitos asilos as pessoas são bem cuidados fisicamente, mas a família o abandonou emocionalmente. A vida é essa, a gente tenta viver em harmonia, paz, dedicação, com cuidados principalmente familiares, e para ter um amparo quando preciso.

O ArapuaMS, escolheu Edmar José Cassemiro, como um dos entrevistados por ter feito parte da vida dos moradores do Distrito de Arapuá/região e também pelos elogios dos Três-lagoenses, pelo bom atendimento, atenção. Uma emoção muito grande poder contar uma história de muita dedicação, com todas as dificuldades dos princípios entre infância até faculdade. E podemos finalizar destacando esse lado humano, do profissional dedicado, sempre pensando no próximo, dando a vida a mais de dez (10) mil pessoas em nossa cidade.

Dr. Edmar um três-lagoense dedicada com nossa saúde.

UM FELIZ 2018, com muita paz, amor e confraternização, a todos os leitores e aos três-lagoenses, é o desejo do ArapuáMS.

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