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Mato Grosso do Sul

MS 49 anos: Se os trabalhadores da indústria morassem na mesma cidade, que tamanho ela teria?

Com 181 mil trabalhadores formais, a indústria seria a terceira maior cidade de Mato Grosso do Sul, atrás apenas de Campo Grande e Dourados

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Imagine reunir, em uma única cidade, todos os trabalhadores da indústria sul-mato-grossense. Essa cidade hipotética de 181 mil habitantes teria a terceira maior população do Estado, ficando atrás apenas de Campo Grande e Dourados. Esses moradores trabalham nas mais de 8,2 mil empresas industriais ativas no Estado. A comparação ajuda a explicar a importância que o setor conquistou na economia de Mato Grosso do Sul.

Este conteúdo faz parte de uma série de reportagens que a Fiems produziu para marcar o aniversário de 49 anos de criação de Mato Grosso do Sul. Na próxima semana, serão publicados textos que contam a história dos setores de bioenergia, celulose, mineração e frigorífico.

Outra maneira de dimensionar a importância da indústria é comparando os valores pagos em salários. Com massa salarial de R$ 7 bilhões em 2025, a indústria pagou aos trabalhadores uma quantia superior ao orçamento público de Campo Grande, projetado em R$ 6,97 bilhões para 2026.

Segundo o Observatório da Indústria da Fiems, o setor industrial vem ampliando sua participação na economia estadual de forma consistente, impulsionado principalmente pela agroindustrialização.

Essa trajetória se reflete na posição da indústria de transformação na composição do Produto Interno Bruto. Em 2002, ela respondia por cerca de 5,5% do PIB sul-mato-grossense. Em 2007, a participação era de 6,85%. Já em 2023, pelos dados mais recentes disponíveis, esse percentual chega a 14,74%, o equivalente a R$ 23,8 bilhões.

Ao celebrar os 49 anos de Mato Grosso do Sul, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, destaca os números positivos da economia e o ambiente favorável à expansão dos negócios. Na visão do líder empresarial, a transformação de matérias-primas dentro do Estado é revertida em empregos, renda e oportunidades de melhoria de vida para toda a população.

“Quero parabenizar Mato Grosso do Sul pelos seus 49 anos e todos que ajudam a construir essa história, trabalhadores, empresários e a sociedade. A gente vê grandes empresas se instalando aqui, outras ampliando suas operações, e com isso mais oportunidades estão surgindo. Vivemos um bom momento, e a indústria contribui muito para esse avanço”, disse Sérgio Longen.

Segunda atividade produtiva de MS

O crescimento levou a indústria de transformação a saltar da sétima para a terceira posição entre os segmentos que mais contribuem para a economia estadual. Sem considerar a administração pública e observando apenas as atividades produtivas privadas, a indústria de transformação já ocupa a segunda colocação em contribuição para o PIB sul-mato-grossense, atrás apenas da agropecuária.

Esse avanço foi impulsionado principalmente por cadeias ligadas à proteína animal, biocombustíveis, etanol de milho, celulose, processamento de soja e transformação de base florestal.

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Outro indicador destacado é o incremento no Valor da Transformação Industrial (VTI). Segundo dados do IBGE, o valor da transformação industrial em Mato Grosso do Sul aumentou 179% nos últimos 10 anos, desempenho que coloca o Estado como o maior crescimento da indústria de transformação do país no período.

O Valor da Transformação Industrial mede a riqueza que a indústria gera ao transformar matérias-primas em produtos. Em outras palavras, é a diferença entre o valor de venda do produto e o custo dos insumos usados para produzi-lo. Por exemplo, se uma fábrica vende um lote de queijo por R$ 1.000 e gastou R$ 600 com leite, embalagens e outros insumos, o VTI é de R$ 400. Esse valor representa a riqueza criada pela indústria durante o processo produtivo, gerando empregos, renda e lucro.

Indústria se destaca no comércio exterior e na geração de novos empregos

O bom desempenho da indústria também aparece no mercado de trabalho. De acordo com o economista-chefe da Fiems, a indústria respondeu por cerca de 50% de todas as novas vagas formais abertas entre janeiro e agosto de 2026. A construção civil tem destaque nesse cenário, impulsionada pelos investimentos bilionários ligados à expansão da cadeia florestal e da celulose. Cerca de um em cada quatro trabalhadores formais em Mato Grosso do Sul está na indústria.

A indústria ainda se destaca no comércio exterior. O setor industrial é responsável pela maior parcela da receita de exportações sul-mato-grossenses e vende produtos para 153 países, acumulando sucessivos recordes de vendas ao exterior.

Em 2025, a indústria de Mato Grosso do Sul somou US$ 7,8 bilhões com exportação, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Entre os principais produtos da pauta exportadora, estão:

  • Celulose e papel: 40% (US$ 3,1 bilhões)
  • Complexo frigorífico: 32% (US$ 2,5 bilhões)
  • Sucroenergético: 10% (US$ 806 milhões)
  • Processamento de Soja e milho (óleos, farelos, pellets): 7% (US$ 561 milhões)

De janeiro a agosto de 2026, a indústria estadual exportou US$ 5,39 bilhões, o maior valor já registrado para o período na série histórica e com crescimento de 5% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

Indústria de MS adiciona valor à produção e gera riquezas

Para o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende, a trajetória evidencia uma mudança estrutural na economia sul-mato-grossense. Se no passado a riqueza estadual estava fortemente concentrada na produção primária, hoje uma parcela crescente do valor gerado passa pela transformação industrial dos produtos locais.

“O resultado é uma economia mais diversificada e menos dependente da exportação de matérias-primas sem processamento. Em vez de apenas produzir, Mato Grosso do Sul passou a agregar valor dentro de suas próprias fronteiras. O saldo é a criação de empregos, atração de investimentos e aumento da sua participação nos mercados nacionais e internacionais”, afirma Ezequiel Resende.

Nesse cenário, imaginar uma “cidade da indústria” deixa de ser apenas um exercício de curiosidade. A metáfora ajuda a compreender que, por trás dos indicadores econômicos, existe um contingente de trabalhadores espalhados pelo Estado que contribui diariamente para uma das transformações mais significativas da história recente da economia sul-mato-grossense.

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Mato Grosso do Sul

No Humap-UFMS, festa de 15 anos aproxima avó e neta em uma tarde para guardar no coração

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Uma festa de 15 anos costuma ser planejada com meses de antecedência, cercada de expectativas, encontros e sonhos. Mas, nesta quinta-feira (8), no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), filiado à HU Brasil, uma comemoração ganhou um significado ainda mais especial: a festa foi até quem não poderia sair do hospital.

No jardim do Humap-UFMS, entre familiares, bolo, decoração, abraços e sorrisos, Camila Vitória da Silva Alves comemorou seus 15 anos ao lado de uma das pessoas mais importantes de sua vida: a avó, Luzineide da Silva Gil Braz, carinhosamente chamada de Dona Luci.

A história começou com um desejo da paciente: receber alta hospitalar a tempo de estar presente no aniversário da neta. Como isso ainda não seria possível, a família, junto à equipe de Cuidados Paliativos, encontrou uma maneira de transformar o desejo em realidade.

A comemoração foi levada para dentro do hospital

Cerca de oito familiares participaram do momento, preparado com carinho no jardim da instituição. A família levou o bolo, enquanto a equipe ajudou a organizar o espaço para que avó, neta e familiares pudessem compartilhar aquela tarde.

Camila sabia que encontraria a avó, mas não conhecia todos os detalhes da comemoração. No lugar de uma festa tradicional, encontrou um cenário preparado especialmente para celebrar seus 15 anos ao lado de Dona Luci.

E teve parabéns.

Teve bolo.

Teve família reunida.

E, principalmente, teve a oportunidade de viver juntas uma data que poderia ter sido marcada pela distância.

Para a equipe de Cuidados Paliativos, momentos como esse fazem parte de uma assistência que olha para a pessoa para além da doença, considerando também seus vínculos, desejos, histórias e aquilo que é significativo em sua vida.

“Ela queria ter alta para comemorar o aniversário da neta, mas ainda não poderia sair do hospital. Então, junto com a família, pensamos em fazer a festa aqui, para que ela pudesse participar desse momento”, conta a equipe de Cuidados Paliativos.

Por algumas horas, o jardim do Humap-UFMS ganhou um significado diferente. O espaço se transformou em cenário de uma lembrança que será guardada pela família: a celebração dos 15 anos de uma neta ao lado da avó.

Porque cuidar também pode significar criar possibilidades para que momentos importantes da vida aconteçam.

E, nesta quinta-feira, o aniversário foi de Camila.

Mas o presente foi de todos.

Sobre a HU Brasil

O Humap-UFMS integra a HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

Categoria

Saúde e Vigilância Sanitária

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Mato Grosso do Sul registra R$ 90,1 milhões em aplicações no Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto

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No Mato Grosso do Sul, o Banco do Brasil já alcançou R$ 90,1 milhões em aplicações no Tesouro Reserva, modalidade de investimento do Tesouro Nacional, lançada em maio, com rendimento indexado à taxa Selic e possibilidade de aplicação e resgate 24 horas por dia, sete dias por semana. O volume contratado no estado apresenta investimento médio de R$ 39,1 mil por cliente.

Em todo o país, o Tesouro Reserva já alcança R$ 7,5 bilhões em aplicações de mais de 186,5 mil clientes do Banco do Brasil. O resultado evidencia a procura por soluções que combinem simplicidade, liquidez e rentabilidade e amplia o acesso de pessoas que estão iniciando sua jornada de investimentos.

“A participação dos clientes no estado reforça o papel de experiências com poucos passos na formação do hábito de investir. Os mais de 2,3 mil clientes que já aplicam no Tesouro Reserva no Mato Grosso do Sul representam diferentes momentos da vida financeira”, afirma Fernando Flor, superintendente do Banco do Brasil no estado.

Acesso facilitado e mudança de hábitos

O Tesouro Reserva tem rendimento a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O valor mínimo para começar a investir é de R$ 1, com limite de até R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates. Atualmente, as aplicações e os resgates são realizados exclusivamente por meio do app Investimentos BB, com movimentação via débito e crédito em conta corrente, tornando a experiência mais simples e conveniente para os clientes.

“Ao reduzir barreiras de valor, horário e complexidade, o produto pode apoiar a mudança de hábito: começar com quantias compatíveis com o orçamento, manter regularidade e construir uma reserva para situações inesperadas. A orientação é avaliar objetivos, prazo e necessidades de liquidez antes de investir”, complementa Fernando.

A modalidade segue as regras tributárias dos demais títulos do Tesouro Direto e o Imposto de Renda incide somente sobre os rendimentos, no resgate ou no vencimento, com alíquotas regressivas. Em resgates realizados nos primeiros 30 dias, pode haver cobrança regressiva de IOF, zerada após esse período. Os tributos são recolhidos automaticamente.  Além disso, não possui marcação a mercado, o que proporciona maior previsibilidade ao valor investido ao longo do tempo.

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