Trânsito
Maio Amarelo
Rosildo Barcellos
Durante todo o transcorrer do mês, o Brasil além da preocupação com o aumento de fluxo de veículos de passeio e de carga, pelo natural relaxamento do isolamento social, estará mobilizado para mais uma edição do “Maio Amarelo” – que este ano tem o lema: “Juntos Salvamos Vidas” um movimento internacional em prol da segurança viária objetivando salvar vidas nas vias e rodovias de todo o planeta. Sabedor que o trânsito tem várias vertentes, comento hoje sobre o excesso de peso, e um pouco das modificações da lei 14071 que entrou em vigor em abril de 2021, fazendo na totalidade 57 alterações no CTB que tem alcançado e afetado diretamente a vida de motoristas e usuários do trânsito. As mudanças vão desde prazo de validade da CNH até uso dos faróis ligados e assento infantil. Neste artigo trato de uma prática corriqueira no trânsito de veículos de grande porte, notadamente nas rodovias. São inúmeras as vezes que encontramos e constatamos esta conduta pelos transportadores e embarcadores por todo este nosso rincão. Fato que exige uma ação sempre austera do Estado, haja vista que não considero falta de conscientização, mas da imposição da lógica do maior lucro e a qualquer custo, ainda em especial, a custo dos interesses difusos e coletivos que são por vezes mais difíceis de serem detectados e de desencadearem reações por parte da sociedade.
Para termos uma ideia, no caso de um veículo com carga além do especificado para aquele automotor, um excesso médio de 10% de peso por eixo reduz em até 38% a vida útil projetada para aquele pavimento. Infelizmente a infração administrativa exposta no Art 237 do Código de Trânsito Brasileiro parece não ser um óbice para o fluente trânsito de veículos com excesso de peso. Além disso, o excesso de carga frequentemente é acompanhado de perdas parciais ao logo do trajeto, como areia, pedriscos, produtos químicos sólidos e a granel, posto que, estão acondicionadas em volumes superiores a capacidade das carrocerias, acelerando sobremaneira o processo de deterioração do pavimento, pela ação abrasiva, atacando o asfalto e acelerando sua depreciação.
Por outro lado, o Exame Toxicológico voltou a ser notícia, apesar disso, não é um assunto novo. Este exame é exigido desde 2015, para todo motorista que mantém ou pretende obter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) nas categorias: C, D ou E. O Artigo 165B do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece multa de R$ 1.467,35 em caso de fiscalização em flagrante, ficando sujeito ainda à retenção do veículo até apresentação de novo condutor com exame em dia e devidamente habilitado, e suspensão por 90 dias do direito de dirigir.
O parágrafo único desse mesmo artigo estabelece a necessidade de os condutores das três categorias profissionais que exercem atividade remunerada fazerem o exame a cada dois anos e seis meses. Hoje, o Brasil tem em torno de 10 milhões de motoristas profissionais C, D e E. Aproveito para esclarecer que depois que a droga é consumida, a corrente sanguínea, a oleosidade da pele e a transpiração são responsáveis por levar as substâncias e depositá-las na queratina. Conforme o cabelo cresce, as substâncias se incorporam no córtex capilar e se fixam.
Em, aproximadamente, 6 dias o cabelo consegue sair da raiz e surgir no couro cabeludo. Assim, esse novo fio, já vem incorporado com as substâncias ilícitas. Se o consumo for contínuo, conforme o cabelo vai crescendo, mais fixas ao cabelo ficam os componentes das drogas. Inclusive, é por conta disso, que é possível medir o nível de consumo no exame toxicológico. Uma amostra de três centímetros de cabelo consegue detectar drogas consumidas nos últimos três meses (90 dias). Quando essa análise é feita com pelos do corpo ou, até mesmo, raspas da unha, detecta os elementos entorpecentes consumidas nos últimos seis meses (180 dias).
O exame toxicológico, quando realizado para emissão ou renovação da CNH e para análises do Ministério do Trabalho, procura algumas substâncias específicas. São elas: Anfetamina, estimulante da atividade do sistema nervoso central; Cocaína e derivados, como o crack; Codeína;Ecstasy, (MDMA, MDA, MDE); Maconha, skunk e haxixe; assim como metanfetaminas, (meth, ice e speed); Heroína e Morfina. Lembrando que, o Exame Toxicológico deve ser realizado por motoristas com menos de 70 anos, a cada 2 anos e 6 meses, e também para obtenção ou renovação da CNH. No caso de motoristas com 70 anos ou mais, o toxicológico será realizado no ato de renovação da carteira, e a cada 3 anos. Não podemos esquecer que é ainda mais preocupante ocorrer um acidente grave, posto que ainda temos escassez de leitos hospitalares em função da COVID 19 e suas variantes. Por isso reduzir acidentes é questão de ordem!
*Articulista
Trânsito
Motoristas podem receber descontos progressivos que podem chegar até 93% nos pedágios da BR-163/MS; Saiba como
A Motiva Pantanal reforça aos clientes que trafegam pela BR-163/MS sobre os benefícios tarifários disponíveis na rodovia desde a assinatura do contrato otimizado de concessão, em agosto do ano passado. Entre as vantagens estão descontos para motoristas que utilizam TAG nas praças de pedágio, reduções progressivas para usuários frequentes e isenção total da tarifa para motociclistas.
Uma das facilidades é o Desconto Básico de Tarifa (DBT), que garante redução de 5% no valor cobrado dos veículos que utilizam sistema de pagamento automático (TAG) nas pistas exclusivas das praças de pedágio.
Além disso, os condutores de veículos leves que utilizam regularmente a BR-163/MS podem contar com o Desconto de Usuário Frequente (DUF), benefício que reduz progressivamente o valor da tarifa conforme aumenta o número de passagens pela mesma praça de pedágio ao longo do mês. Os descontos podem chegar até 93%, dependendo da praça de pedágio.
O desconto é aplicado automaticamente aos clientes que possuem TAG e se inicia a partir da segunda passagem pela mesma praça, no mesmo sentido. Os percentuais de redução variam conforme a praça e aumentam gradualmente até atingir a tarifa mínima prevista contratualmente, proporcionando economia para quem utiliza a rodovia com frequência.
Por exemplo: um condutor que passa pela praça de pedágio de Itaquiraí, no sul do Estado. A tarifa normal atualmente está em R$ 12,50. Com a tag eletrônica, ele terá desconto de 5% pagando R$ 11,88. Ao passar, no mesmo sentido, na mesma praça, no mesmo mês pela 10ª vez, o desconto chega a 45%, com a tarifa saindo a R$ 6,41. Já na 30ª vez ou mais, no mesmo mês, os descontos chegam a 84%, saindo pelo valor de R$ 1,99.
Em Campo Grande, também como exemplo, o condutor atualmente paga a tarifa normal de R$ 14,10. Com a tag eletrônica, o valor passa a ser R$ 13,40. Na 10ª passagem, no mesmo sentido e no mesmo mês, o valor tem 58% de redução, saindo a R$ 5,99. Já na 30ª ou mais passagens pela praça, dentro do mesmo mês, o desconto chega a 93%, com o motorista pagando apenas R$ 1,00.
De acordo com o gerente de Operações da Motiva Pantanal, Fabio Oliveira, o objetivo é ampliar o conhecimento dos motoristas sobre os benefícios já disponíveis. “Muitos ainda não conhecem todas as vantagens previstas no contrato de concessão. O uso da TAG permite acesso a descontos permanentes e progressivos, gerando economia para quem utiliza a BR-163/MS com frequência, além de proporcionar mais agilidade na passagem pelas praças de pedágio”, destaca.
Isenção para motociclistas
Outro benefício em vigor na BR-163/MS é a isenção da tarifa de pedágio para motocicletas. A medida vale para todas as praças administradas pela Motiva Pantanal e representa uma importante vantagem para os motociclistas que utilizam a rodovia.
Além da gratuidade, os usuários contam com pistas exclusivas para passagem, garantindo mais fluidez e segurança durante o deslocamento.
Os benefícios tarifários integram as melhorias implementadas com o novo contrato de concessão e reforçam o compromisso da Motiva Pantanal em oferecer mais eficiência, conforto e economia aos usuários da BR-163/MS.
Mais informações sobre descontos, regras de utilização e formas de adesão ao sistema de pagamento automático estão disponíveis no site motivapantanal.com.br ou pelo telefone 0800 648 0163.
Trânsito
Acidente na MS-141 entre carreta e caminhão-tanque deixa homem preso às ferragens
Um homem ainda não identificado ficou preso às ferragens após um grave acidente na rodovia MS-141, na manhã desta segunda-feira (24), no trecho entre Ivinhema e Naviraí.
De acordo com informações o Ivi Notícias, o acidente aconteceu entre uma carreta e um caminhão-tanque pertencente a uma usina de etanol, açúcar e energia elétrica renovável da região. Segundo informações, a cabine do caminhão-tanque foi completamente destruída e o condutor ficou preso às ferragens.
A Uisna disponibilizou equipes de resgate para ajudar as vítimas. O Corpo de Bombeiros Militar de Ivinhema foi acionado ao local e prestou os primeiros socorros. O condutor que ficou preso às ferragens foi removido e apresentava ferimentos sem risco de morte.
A vítima foi encaminhada ao Hospital de Ivinhema para avaliação médica. O caso segue sendo investigado para apurar as circunstâncias do acidente.
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