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Arapuá

Fazenda Floresta é a pioneira na criação de gado Montana em MS

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Em uma longa estrada de terra, distante cerca de sessenta quilômetros de Três Lagoas, encontra-se a fazenda Floresta. O frio, que chegou nesse lugar tão acolhedor, foi dando passagem pelo calor do fogão de lenha, onde dona Jurací cozinhava. Nossa equipe foi muito bem recepcionada por José Pavan Neto, jovem zootecnista que concedeu entrevista ao Pauta Rural, sobre a fazenda Floresta, sua história, integração lavoura/pecuária e também o sucesso investindo no gado Montana.

Com 29 anos, são 3 José(s) na família, sendo o José Pavan, o José Pavan Junior e o José Pavan Neto. “Sou do interior de São Paulo e temos essa fazenda desde que nasci. São 29 anos. Meu avô comprou, pois foi uma oportunidade de negócio, mas morreu logo em seguida. Esteve aqui somente uma vez. O acesso até aqui era muito ruim naquela época e isso dificultou bastante”, conta Neto.

A família Pavan, composta de 4 filhos, tinha também mais um sócio na fazenda, que veio a falecer no mesmo ano. Parte foi arrendada e de 1987 a 2003, a fazenda foi dos 4 irmãos. Todavia, em 2003, José Pavan Junior consegue comprar a parte dos irmãos e vendo uma oportunidade na fazenda Floresta, local onde seus filhos cresceram, deu início a um sonho.

“Nós gostamos muito daqui. Quando pequenos vínhamos nas férias e feriado prolongado. Meu pai trabalhava com pecuária. Ele já fez de tudo, desde cria, recria e engorda, entre outras coisas. Por ser engenheiro agrônomo, sempre gostou de terra, porém, está um pouco afastado devido outras atividades no momento”, reforça José Pavan Neto.

Como desde pequeno sempre teve muito contato com a pecuária e agricultura, Neto decidiu cursar zootecnia na USP de Pirassununga.  “As coisas ocorreram naturalmente. Entrei em 2005 na USP. Sempre gostei de produção animal, nutrição e melhoramento genético. Isso me atraiu muito. Eu já vinha durante a faculdade para cá, mas é longe, só que quando me formei, vim e comecei a trabalhar com meu pai. Aceitei esse desafio cheio de vontade de implantar coisas novas. Meu pai sempre foi muito inovador, gosta de experimentar tecnologias e me deu espaço para isso”.

Ao andar pela fazenda é possível ver pivôs de irrigação e também confinamento, tudo isso iniciado por Pavan Junior.

“A maioria das coisas que temos aqui foi meu pai que idealizou e fez. Os dois pivôs de irrigação, o confinamento e a agricultura. Ninguém na região plantava na época. Ele começou com milho, sorgo e sempre com culturas voltadas para a produção de grãos voltados a nutrição animal. Plantava o próprio milho,  utilizando máquinas semi-novas que podia comprar, investia na tecnologia da época, dentre elas o pastejo rotacionado e adubação de pastagens, além de iniciar o confinamento, que mais pra frente foi ampliado”, reforça o zootecnista.

Sucessão Familiar

Sobre o processo de planejamento da sucessão familiar, onde todo um planejamento deve ser feito, levando em consideração as particularidades de cada integrante da família, Neto diz que tanto ele quanto seu irmão, estão se preparando para assumir o negócio, sempre com supervisão do pai.

“Hoje a fazenda Floresta é minha atividade principal. Tenho um irmão que é veterinário e ajuda também. A sucessão familiar ocorreu naturalmente. Meu pai nunca obrigou nada. Escolhemos a nossa profissão de forma natural e fomos nos preparando para um dia assumirmos a fazenda. Temos a liberdade para trazer coisas diferentes. Iniciamos a seleção do gado Montana em 2011. Fizemos cria, sem sucesso no passado, mas  decidimos voltar a atividade e hoje, graças ao meu pai ter acreditado, conseguimos ótimos resultados”, conclui.

Gado Montana

Formado pela mistura de diferentes raças, o Montana é um produto composto  cujos animais são de porte médio, e variações de tonalidades avermelhadas. Desenvolvido para atender as condições de clima tropical, a seleção do Montana começou a 22 anos no Brasil. Segundo informações do site compostomontana: No Brasil, 90% das propriedades utilizam  monta natural como forma de reprodução e o Montana foi desenvolvido para que os criadores possam ter um sistema simples, prático e barato. “Montana une a simplicidade do manejo das raças puras com as vantagens dos compostos, com um detalhe a mais: ele trabalha 24 horas por dia, 365 dias por ano”, afirma o site.

Para Pavan Neto, a escolha pelo gado Montana foi bem assertiva. “A ideia principal é desenvolver um animal que utilize as melhores características de varias raças em sua composição, para formar um animal ideal, ou seja, pegar adaptação das raças zebuínas, a qualidade de carne e precocidade das raças britânicas,  fertilidade e adaptabilidade dos taurinos adaptados e musculosidade e alto crescimento das raças continentais. Hoje conseguimos ter uma composição bem definidas gerações são de animais Montana encima de Montana, mas o sistema está aberto para introduzir novas raças como fonte de material genético diferente”.

Pioneiros em Três Lagoas na criação desse gado, a família também trabalha a raça Bonsmara. “É uma raça sul-africana também para cruzamento industrial. É voltada para o desempenho e qualidade de carne. O Bonsmara veio para o Brasil em 2000. Esse gado se adaptou muito bem e o foco é para utilizar para cruzamento”.

Rendimento

“Nesse ano decidimos testar o cruzamento dos touros Montana com vacas Nelore. Pegamos as vacas, inseminamos, acompanhamos do nascimento até o abate para testar e o resultado foi excelente. Os animais foram abatidos com 21 meses e 21,75 arrobas e 55,3 % de rendimento. Foi ótimo pois conseguimos em menos de 2 anos abater esses animais com uma dieta de semiconfinamento. Isso mostrou que estamos no caminho certo. Gostaríamos de ter mais vacas para fazer mais animais de cruzamento, mas a fazenda ainda não comporta essa ampliação por enquanto. O resultado foi positivo, o que nos permitiu receber bonificação de R$ 4,00 a mais por arroba do Novilho Precoce do MS. Estamos fazendo um trabalho voltado ao melhoramento genético e ficamos satisfeitos por ver que esse cruzamento  pode trazer bons resultados para qualquer pecuarista.”, reforça Neto.

Equipe e tecnologia

A gestão de pessoas é algo forte na fazenda Floresta. Com uma equipe técnica, formada por Laura Berwerth – Gerente de Operações Pecuárias, Otacílio Luiz de Campos – Administrador geral e Augusto Pedrazzi – Gerente Agropecuário, cerca de 12 colaboradores, mais os terceirizados, realizam todo um trabalho de anos na fazenda.

Cada um, responsável por uma área, contribui junto com os demais colaboradores, para o sucesso da fazenda Floresta. De todo o processo desenvolvido, Laura explica que tudo é controlado por softwares e a tecnologia é fundamental no processo de gestão.

“Produzimos uma carcaça pesada em pouco tempo. O ideal não é o animal ficar muito tempo na fazenda. Nós tivemos a sorte de comprar um rebanho que já participava do programa Montana. Quando vieram para a fazenda, continuamos o trabalho com nossos critérios de seleção. Desde 2011 esse gado está aqui e buscamos melhorar produtividade. Só usamos touros melhoradores Montana. Os touros que comercializamos passam por uma inspeção visual e avaliamos um por um para receber o CEIP (certificado especial de identificação e produção). Os 26,5 % melhores machos de toda safra viram touros. Quem compra touro Montana irá produzir bezerros pesados e as fêmeas serão excelentes matrizes. Para que possamos ter todo ano uma safra de animais melhoradores,  utilizamos acasalamento dirigido por software. Tudo é muito bem controlado”, reforça.

O trabalho genético desenvolvido no rebanho é avaliado constantemente, onde buscam oferecer o melhor gado ao mercado. A venda ocorre na maioria dentro de Mato Grosso do Sul e a base de dados é de 22 anos, sendo muito confiável.

“A base começa desde a inseminação, acompanhamento do nascimento  até os 14 meses. O diferencial do Montana é que não tem registro de P.O e sim o CEIP, que é um certificado emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que assegura o potencial genético do animal e garante que o animal seja realmente melhorador ”, conclui Neto.

Fazenda sustentável

Para alimentar o gado e eventualmente comercializar, é plantado milho e  soja na fazenda Floresta. São 12 anos de plantio de milho para consumo e nutrição animal seja por produção de grãos ou silagem.

“Trabalhamos com soja também. Aqui é uma região desafiadora. É possível plantar desde que tenha um preparo de aproximadamente 18 meses de antecedência para receber uma cultura como essa, e em contrapartida, existe o retorno. O preparo para a nossa região deve ser feito principalmente com foco na recuperação do solo. O caminho que encontramos para que a  fazenda seja sustentável foi: buscar alternativas para explorar o máximo potencial da área com a integração lavoura pecuária e criação de animais adaptados e com desempenho superior.”, finaliza José Pavan Neto.

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Arapuá

Em Arapuá | Ponte da Japonesa é substituída por linhas de tubos para garantir mais segurança à população

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A Prefeitura de Três Lagoas, por meio do Departamento de Obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), em conjunto com o Departamento de Manutenção do Distrito de Arapuá e da zona rural, realizou a substituição da antiga ponte de madeira sobre o córrego Arapuá, conhecida como Ponte da Japonesa.

A estrutura é fundamental para o acesso ao Distrito de Arapuá/MS e também às comunidades Piaba, Limoeiro e região da Ponte do Rio Verde.

Os trabalhos foram executados sob a coordenação do encarregado Marco Antonio Dantas, atendendo a uma demanda considerada urgente pelos moradores da região. Segundo informações repassadas pelas equipes responsáveis, a antiga ponte de madeira apresentava constantes problemas e necessitava de frequentes manutenções, comprometendo a segurança de motoristas e produtores rurais que utilizam o trecho diariamente.

Durante as obras, a passagem permaneceu interditada por 13 dias para a retirada completa da antiga estrutura e implantação do novo sistema de drenagem e travessia.

No local, foram instaladas duas linhas de tubos de 1.000 milímetros, proporcionando mais segurança, durabilidade e melhores condições de tráfego, principalmente em períodos de chuva.

Após a conclusão dos serviços, a Ponte da Japonesa já foi liberada para o trânsito de veículos e, conforme a equipe responsável, o trecho se encontra em perfeitas condições de uso, com o fluxo normalizado para moradores, produtores rurais e demais usuários da estrada.

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Arapuá

LUTO NO ESPORTE | Morre Valdemir Machado Leonel, o “Lona”, ex-jogador do Arapuá, aos 53 anos

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Três Lagoas (MS) — Faleceu em Três Lagoas, aos 53 anos, Valdemir Machado Leonel, conhecido carinhosamente como “Lona”, ex-jogador do Arapuá. A notícia causou forte comoção entre familiares, amigos e a comunidade esportiva da região.

Valdemir foi encontrado sem vida no último sábado, 2 de maio, em sua residência localizada no Condomínio Novo Oeste. De acordo com informações, a causa da morte foi cirrose hepática.

A despedida foi marcada por grande comoção. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santo Antônio, em Três Lagoas. Ele deixa seis filhos.

TRAJETÓRIA NO ESPORTE E NA COMUNIDADE 

Muito conhecido no Distrito de Arapuá, Valdemir construiu uma história marcada pelo trabalho e pela paixão pelo futebol. Atuou em fazendas da região, como Água Limpa, Rodeio e Lobo, e nos finais de semana se dedicava ao esporte, defendendo equipes locais.

Foi no time do Arapuá que “Lona” deixou seu maior legado. Vestindo a camisa da SERA (Sociedade Esportiva Recreativa Arapuá), atuava como volante — posição em que ficou conhecido como o “xerife” do time. Com a camisa número 20, seu número preferido, destacou-se como um dos jogadores mais firmes e respeitados que passaram pela equipe.

Valdemir integrou o time por vários anos e também participou da equipe de veteranos. Sua última aparição em campo foi em julho de 2023, durante o jogo de inauguração da iluminação de LED do Campo Municipal José Rodrigues, no Distrito de Arapuá, em uma partida entre veteranos.

HOMENAGENS E DESPEDIDA

Nas redes sociais, amigos, familiares e ex-companheiros de equipe prestam homenagens, relembrando momentos vividos e destacando o legado deixado por “Lona” dentro e fora de campo.

Moradores do Distrito de Arapuá também manifestaram gratidão pela dedicação de Valdemir ao futebol local:

“Só temos a agradecer por todos esses anos de dedicação ao nosso time. Vá com Deus, nosso irmão Valdemir.”

Neste momento de dor, amigos e familiares se unem em solidariedade, desejando força e conforto a todos que conviviam com Valdemir Machado Leonel.

MENSAGEM

É difícil encontrar palavras diante de uma perda tão sentida. Valdemir Machado Leonel, o querido “Lona”, parte deixando não apenas saudades, mas um legado de amizade, companheirismo e amor pelo futebol que jamais será esquecido.

Que Deus o receba de braços abertos e conceda descanso eterno. Que conforte o coração de todos os familiares, amigos e daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele, transformando a dor da despedida em lembranças eternas de momentos vividos com alegria.

“Lona” seguirá vivo na memória de cada jogo, de cada história compartilhada e em cada coração que teve sua vida marcada por sua presença.

Nossos mais sinceros sentimentos.

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