Mato Grosso do Sul
Empossada pelo governador em exercício Barbosinha, antropóloga assume recém criada Secretaria da Cidadania
A cidadania gera emancipação e pertencimento. Com estas palavras, o governador em exercício, José Carlos Barbosa, deu posse na tarde desta quarta-feira (3) a nova secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza da Silva, mestre em Desenvolvimento Local pela UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) em 2013 e Ph.D. em Antropologia pela University of Manitoba, no Canadá. Mato Grosso do Sul é o primeiro estado brasileiro a ter uma secretaria destinada especificamente para a temática Cidadania.
“A criação da Secretaria da Cidadania vem exatamente ao encontro da aspiração de não deixar ninguém para trás, razão pela qual o governador Eduardo Riedel tomou a decisão de encaminhar para a Assembleia Legislativa um projeto de lei criando essa secretaria. Hoje, nós temos aqui uma tarde histórica. É a primeira secretaria da Cidadania no Brasil. Que essa secretaria seja a porta de entrada de todas as pessoas, indiferentemente, de onde sejam e venham, e que possam sentir-se pertencentes ao Estado de Mato Grosso do Sul”, enfatizou Barbosinha.
Em seu discurso de posse, a secretária Viviane Luiza afirmou que a nova pasta reflete o compromisso de uma vida melhor para todos e que o trabalho do Governo do Estado se traduz na transversalidade entre as secretarias, buscando a efetividade e garantindo o direito dos cidadãos de Mato Grosso do Sul.
“Nós elaboramos políticas públicas para as pessoas com deficiências, para os povos originários, para as mulheres, população LGBTQIA+, pessoas idosas, pela promoção da igualdade racial, juventude e assuntos comunitários”, declarou Viviane ao falar sobre os vários recortes sociais que estão no escopo da nova pasta.
Ela ainda acrescentou que a promoção da cidadania é uma tarefa de construção coletiva e que os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU servirão como guia para as proposições e o fortalecimento de políticas públicas transversais e inclusivas. “Vamos, então, firmar parcerias com diferentes setores da sociedade, tanto civil, público e privado”, completou.
A solenidade de posse foi prestigiada por secretários e subsecretários de Estado, parlamentares, servidores civis e militares.
Currículo
O currículo de Viviane é vasto. Como pesquisadora do Museu de Etnografia de Viena, a nova secretária sul-mato-grossense contribuiu para três projetos relevantes na etnografia do Brasil: Natterer, Patrimônio Bororo e Mario Baldi, destacando-se como co-autora no livro “Mario Baldi – Fotógrafo austríaco entre Índios Brasileiros”.
Já como idealizadora de centros culturais em comunidades indígenas, Viviane Luiza tem contribuído para a promoção e fortalecimento da cultura material e imaterial por meio de objetos indígenas, além de desempenhar papel crucial no assessoramento para a criação de associações das mulheres artistas indígenas nas comunidades Kadiwéu e Terena, impulsionando a economia sustentável.
A primeira
A nova pasta é fruto do desmembramento da até então Setescc (Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), na qual Viviane Luiza era secretária-adjunta. A pasta de origem passa a ser a Setesc (Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura) e a SEC (Secretaria de Estado de Cidadania), criada em dezembro de 2023, já nasce com oito subsecretarias, que estavam abrigadas na Setescc, mas tem vínculo temático com o eixo da Cidadania.
De acordo com a secretária Viviane, a pasta é a primeira criada no País dedicada exclusivamente à cidadania. “Nós daremos continuidade nas ações e vamos fortalecer os trabalhos junto aos povos originários, às mulheres. E sabemos que esta pauta é muito cara e já temos alguns programas já estabelecidos como o Ceam [Centro Especializado de Atendimento à Mulher] e onde trabalhamos a transversalidade com as outras pastas, inclusive, a empregabilidade das mulheres porque acreditamos que o ciclo se rompe por meio da independência financeira”, justificou.
Fazem também parte da SEC a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Cristiane Sant’anna de Oliveira; a subsecretária de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Vania Lucia Baptista Duarte; o subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando Souza; o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Fragoso da Cruz; o subsecretário de Políticas Públicas LGBTQIA+, Vagner Campos Silva; a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Telma Nantes de Matos; a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, Zirleide Silva Barbosa; o subsecretário de Políticas Públicas para Assuntos Comunitários, Jairo Luiz da Silva; e a coordenadora Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), Sidneia Tobias.
A Cidadania já está inserida no planejamento orçamentário dos próximos quatro anos e passa a contar com um orçamento de R$ 11 milhões, que contempla o programa Cidadania em Rede.
Outro programa já em andamento é o Cidadania Viva, que incentiva o diálogo, uso da educomunicação, formação de monitores sociais, rodas de conversas e expressões comunicativas por meio da arte, cultura e cidadania. O Cidadania Viva está sintonizado com a Agenda 2030 da ONU, aos 17 ODS e suas 169 metas, para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos.
Por enquanto, a secretaria continuará funcionando no Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho (junto com a FCMS), com todas as oito subsecretarias alocadas na pasta e mais o Centro de Cidadania LGBTQIA+, que presta atendimento social e psicológico à população LGBTQIA+, como confecção de carteirinhas com nome social, garantia dos direitos, e atendimento de denúncias.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Bioparque Pantanal desperta interesse nacional e atrai turistas para Campo Grande
O Bioparque Pantanal se consolidou como um dos principais destinos turísticos do Brasil. Em quase quatro anos desde a inauguração, o complexo de aquários tem despertado em visitantes de todas as regiões do país, e também do exterior, o interesse em conhecer Campo Grande e o Pantanal.
Turistas relatam que, ao descobrirem o maior aquário de água doce do mundo, passam a planejar viagens à capital sul-mato-grossense com o principal objetivo de visitar o Bioparque Pantanal. O visitante Teruka Anamura, morador de Suzano (SP), integrou um grupo de 60 turistas do estado de São Paulo e compartilhou sua experiência.

“Sempre ouvi falar do Pantanal e agora, aos 79 anos, tive a oportunidade de conhecer. O Bioparque é inimaginável. Eu não imaginava que existiam tantas variedades de peixes, nem quantos milhões de litros de água são necessários para manter essa estrutura. É algo fantástico. Com certeza vou compartilhar essa experiência com meus amigos para que eles também façam essa visita”, relatou.
Para a visitante Marily Cleia, de Araras (SP), a passagem pelo Bioparque foi marcante e repleta de aprendizado. “É a primeira vez que venho a esse lugar maravilhoso. Fiquei sabendo por meio de amigos e está sendo uma experiência incrível. É um espaço organizado, acolhedor, eu adorei. Todos deveriam ter essa oportunidade, porque vale muito a pena”, afirmou.
Esse perfil de visitantes contribui diretamente para o fortalecimento do turismo em Campo Grande, impulsionando a economia local, a hotelaria, a gastronomia, a cultura e diversos outros serviços. Mesmo tendo o Bioparque Pantanal como principal motivação da viagem, muitos turistas aproveitam a estadia para conhecer outros pontos turísticos da cidade, como museus, parques, a Feira Central de Campo Grande, além dos biomas da região.
A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destaca que receber turistas de diferentes cidades do Brasil e de outros países é motivo de grande satisfação para toda a equipe.
“O Bioparque Pantanal tem o propósito de conectar as pessoas à biodiversidade. Ver visitantes planejando suas viagens especialmente para nos conhecer reforça a relevância desse trabalho. O Bioparque se consolida como uma porta de entrada para o Pantanal, despertando o interesse pela nossa cultura, pelos nossos biomas e pela conservação ambiental. Além disso, impulsiona o turismo sustentável, movimenta a economia local, gera oportunidades para Campo Grande e contribui para o desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso do Sul, levando a mensagem de valorização e proteção do Pantanal para todo o Brasil”, ressaltou.
Em 2023, o Bioparque Pantanal foi reconhecido pela revista internacional Time como um dos 50 destinos de viagem extraordinários do mundo. O empreendimento também se destaca pelo turismo acessível, ao oferecer uma experiência inclusiva e acolhedora para todos os públicos.

Exemplo disso é Leonardo da Silva, autista, que descobriu o Bioparque ao navegar pela internet e, encantado, pediu aos pais que viajassem mais de 20 horas de carro, de Palhoça (SC) até Campo Grande, exclusivamente para conhecer o maior aquário de água doce do mundo.
A mãe de Leonardo, Lisandra da Silva, contou que planejou a viagem meses antes para atender ao desejo do filho e se emocionou ao ver o sonho realizado. “Nós gostamos muito da experiência. Foi muito melhor do que imaginávamos. Estamos muito felizes e indicamos para que outras pessoas também venham visitar”, afirmou.
Além do programa “Bioparque Para Todos – Iguais na Diferença”, que reforça o compromisso com a inclusão, o complexo de aquários desenvolve ações voltadas à educação ambiental, pesquisa, conservação, cultura e lazer, aliadas ao uso de tecnologia e inovação, promovendo a conscientização sobre a importância da biodiversidade.
Caio Henrique Romero e Gabriel Issagawa, Comunicação Bioparque Pantanal
Foto: Eduardo Coutinho/Bioparque Pantanal
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Do campo ao mercado: como o agricultor pode vender na Ceasa de Mato Grosso do Sul
A Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) é uma importante aliada do agricultor em um dos processos mais desafiadores para quem tira o sustento da terra: a comercialização da produção. Para vender no entreposto, o produtor precisa se planejar e estar atento a diversos fatores que influenciam o percurso do que ele colhe até chegar ao consumidor final.
Como vender na Ceasa
O primeiro passo recomendado é que o agricultor procure o escritório da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) em sua região. A agência é acionista majoritária da Ceasa-MS e está presente nos 79 municípios do Estado. Os endereços e telefones das unidades da Agraer podem ser consultados por meio deste link.
Além de prestarem assistência técnica adequada a cada agricultor, de acordo com o tipo de hortifrutigranjeiro produzido, os técnicos da Agraer também orientam sobre os procedimentos necessários para a comercialização da produção no Cecaf (Centro de Comercialização da Agricultura Familiar), localizado dentro da Ceasa.
É a Agraer quem analisa se o produtor se enquadra na agricultura familiar. Após o respectivo credenciamento na Agência, ele é autorizado a se cadastrar na administração da Ceasa para comercializar a sua mercadoria, conforme o fluxo de produção, nas “pedras” do Cecaf, como são chamados os espaços destinados à venda de produtos no pavilhão. O contato do Cecaf é pelos telefones (67) 3321-1044 / 3321-1048.
A partir do cadastramento na Ceasa de MS, o produtor passa a retirar os romaneios, documento que substitui a nota fiscal e que é o único custo que o agricultor tem ao vender seus hortifrutigranjeiros no Cecaf, conforme explica o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MSS, Fernando Begena.
“Cada romaneio custa apenas R$ 5 e equivale a uma carga de produtos trazidos pelo agricultor para o Cecaf. O produtor só é autorizado a entrar na Ceasa e vender seus produtos no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar mediante a apresentação do romaneio”, explica Begena.
O agricultor também pode optar por fornecer seus hortifrutigranjeiros diretamente às empresas sediadas na Ceasa, sem a necessidade de se estabelecer no Cecaf.
“O produtor pode negociar a mercadoria diretamente com as empresas, desde que apresente o romaneio ou a nota fiscal de sua mercadoria. O objetivo desse trâmite é dar procedência a tudo aquilo que entra na Ceasa”, esclarece Fernando Begena.
Em ambos os casos, o diretor ressalta que o agricultor deve estar ciente de que todo o processo de comercialização é de sua inteira responsabilidade. A Ceasa-MS não intermedia as vendas, atuando como um polo que concentra e dinamiza a oferta de frutas, verduras e legumes de primeira qualidade produzidos nos municípios sul-mato-grossenses, além de mercadorias provenientes de outras regiões do país.
“A Ceasa tem um fluxo intenso e diário, a partir das 4h, com a presença de centenas de comerciantes, representantes de grandes empresas e também do consumidor final, todos em busca de produtos de qualidade e bons preços. A demanda é grande, mas, para vender bem, o agricultor precisa entender de negócios, saber negociar, praticar preços adequados e avaliar se tem capacidade de atender às exigências do mercado. Da porteira para fora, ele também é um comerciante, além de agricultor”, destaca Begena.
Participação de Mato Grosso do Sul
O volume de hortifrutigranjeiros produzidos em Mato Grosso do Sul e comercializados na Ceasa cresce a cada ano, reforçando a força da agricultura familiar no Estado.
Entre janeiro e setembro de 2025, MS ficou em 2º lugar no ranking dos estados que mais forneceram produtos ao entreposto, com cerca de 25 mil toneladas de hortigranjeiros comercializados — um aumento de 8,93% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A mandioca (4,3 mil toneladas), a laranja (4,2 mil toneladas) e o ovo (3,6 mil toneladas) foram os produtos sul-mato-grossenses mais comercializados nas Centrais nos primeiros seis meses do ano passado.
Comunicação Ceasa-MS
Fonte: Governo MS
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