Mato Grosso do Sul
Embaixadores da UE visitam Aldeia Indígena Urbana Marçal de Souza
No último dia de compromisso oficial em Mato Grosso do Sul, os embaixadores da UE (União Europeia) foram recepcionados na Aldeia Marçal de Souza, em Campo Grande, na tarde da sexta-feira (26), pelo cacique Josias Jordão Ramires, pela secretária-adjunta de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, Viviane Luiza da Silva, e pelo subsecretário de Estado de Políticas Públicas para os Povos Originários, Fernando Souza.
A delegação europeia foi recebida pela comunidade indígena com uma dança típica. Logo após, conheceram a cultura por meio do artesanato e ficaram encantados com as peças produzidas pelos indígenas.
De acordo com o cacique Josias Jordão, o encontro com os embaixadores é um momento de construção com os povos originários. “Somos mais de 22 comunidades dentro do contexto urbano de Campo Grande e quase 22 mil indígenas no Estado. Ficamos felizes com a reunião com todos os caciques para discutir políticas públicas para a população indígena”, comentou o cacique.
Segundo a secretária Viviane Luiza, essa interação serve para fortalecer as comunidades indígenas como um reconhecimento da cultura e do pertencimento dela. “Para as comunidades indígenas a vinda dos embaixadores na aldeia urbana é olhar para eles e pensar junto algumas possibilidades de parceria”, completou a secretária.
A missão diplomática da UE ouviu as reivindicações dos povos indígenas, que em especial relataram a preocupação com a demarcação das terras.
O embaixador da União Europeia, Ignacio Ybañez, destacou que os representantes do Bloco tinham um particular interesse em conversar com os povos indígenas e como os estados-membros da UE podem ajudar. “É uma parte significante da viagem a Mato Grosso do Sul e vamos ouvir suas preocupações”, disse o embaixador.
Para o subsecretário Fernando Souza é extremamente importante receber a comitiva que representa 10 países da Comunidade Europeia. “Vieram com a missão de conhecer a população indígena do nosso Estado e que existem boas iniciativas no sentido de dignificar esta população, mas também mostrar nossos desafios e buscar parcerias na implementação de políticas sociais”, completou.
A Missão Diplomática da União Europeia, composta por embaixadores ou cônsules, radicados no Brasil, da Bélgica, Portugal, Dinamarca, Suécia, Polônia, República Tcheca, Croácia, Lituânia, Chipre e Malta, se reuniram por dois dias com autoridades, inclusive, o governador Eduardo Riedel e o vice-governador José Carlos Barbosa, além de encontros com empresários, reitores e estudantes de universidades públicas e privadas do Estado. É uma tradição da UE fazer visitas, que foram interrompidas desde a pandemia de Covid-19, mas resgatadas neste ano, e o Estado escolhido desta vez foi Mato Grosso do Sul por suas potencialidades econômicas, biodiversidade e cultura.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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