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Saúde

Dia Mundial da Coluna: inteligência artificial reduz de quatro horas para 10 minutos análise de riscos ergonômicos em fábrica 

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Uma análise ergonômica que podia levar até quatro horas passou a ser realizada em cerca de 10 minutos com o uso de inteligência artificial na fábrica da AGCO, líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão, em Canoas (RS). A tecnologia analisa os movimentos dos trabalhadores, identifica riscos posturais e ajuda a direcionar intervenções nas linhas de produção.

Em uma das linhas, as melhorias implementadas a partir da análise digital contribuíram para uma redução de 33% no nível de risco identificado para os trabalhadores, permitindo acompanhar de forma objetiva os resultados das intervenções. A iniciativa integra as ações da companhia voltadas à segurança e à ergonomia e ganha destaque no Dia Mundial da Coluna, celebrado em 16 de outubro.

A atenção aos riscos ergonômicos ganha relevância diante da presença de lesões osteomusculares relacionadas ao trabalho (LER/Dort) na saúde dos trabalhadores. Segundo a Fundacentro, essas condições figuraram como o segundo maior motivo de afastamentos do trabalho registrados pelo INSS em 2025.

Na AGCO, o processo começa com o registro em vídeo das atividades realizadas pelos colaboradores. As imagens são processadas por um software, que cria uma representação tridimensional do corpo e analisa os movimentos com base em critérios de fisiologia e biomecânica. A ferramenta classifica o nível de risco de diferentes partes do corpo e ajuda as equipes de segurança a identificar os pontos que demandam maior atenção.

“A inteligência artificial nos ajuda a visualizar de maneira objetiva onde estão os maiores esforços e tensões do corpo durante a execução de uma tarefa. Mesmo em atividades classificadas como de risco moderado, conseguimos identificar, por exemplo, que o ombro esquerdo está mais sobrecarregado do que o direito. Com isso, conseguimos ser mais assertivos nas intervenções e priorizar o que precisa ser corrigido”, explica Bruna Malaguti, diretora de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da AGCO para a América Latina.

Depois da experiência em Canoas, a solução está sendo expandida para outras operações da AGCO no Brasil, incluindo as fábricas de Mogi das Cruzes (SP), Ibirubá (RS) e Santa Rosa (RS), além do Centro de Distribuição de Peças, em Jundiaí (SP).

“É uma ferramenta importante para antecipar riscos e preservar a saúde dos colaboradores. Ao tornar o processo mais rápido, conseguimos acelerar as melhorias no ambiente de trabalho”, reforça a executiva.

Ergonomia também chega ao campo

A ergonomia também está presente no desenvolvimento das máquinas agrícolas, que incorporam soluções voltadas a melhorar as condições de trabalho de quem passa longos períodos no comando dos equipamentos. Entre elas estão assentos com suspensão, cabines mais espaçosas e silenciosas, sistemas de climatização e comandos posicionados para facilitar o acesso durante a operação.

Um exemplo é o trator MF 8S, da Massey Ferguson, desenvolvido a partir de entrevistas com agricultores de diferentes regiões do mundo. O Protect-U separa o motor da cabine por um vão de 24 centímetros, contribuindo para reduzir a transferência de ruído, calor e vibrações para o ambiente interno. A cabine tem nível de ruído de 68 dB e oferece visibilidade de 360°.

“Quando falamos em ergonomia, não estamos tratando apenas de conforto, mas de como a máquina pode se adaptar à rotina do operador. Cada detalhe do projeto é pensado para facilitar a operação e proporcionar melhores condições de trabalho durante as jornadas no campo”, Eder Pinheiro, gerente de Marketing de Produto Tratores da Massey Ferguson.

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

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Saúde

Descansar é fundamental para manter a boa saúde física e mental

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Para marcar o Dia Mundial da Saúde Mental (10/10), psicólogo do Humap-UFMS fala sobre o tema e recomenda: o descanso deve ser entendido como parte normal da vida

Você tem uma hora livre. Poderia descansar. Mas começa a pensar nas tarefas que estão esperando, no trabalho que ficou pendente ou em tudo aquilo que poderia estar fazendo. Se isso parece familiar, você não está sozinho. Para algumas pessoas, parar não traz alívio: traz culpa.

No entanto, descansar é uma necessidade básica, fundamental para uma boa saúde física e mental. Para marcar o Dia Mundial da Saúde Mental (10/10), quem fala sobre o tema é o psicólogo Thiago Ayala, profissional vinculado à Unidade Multiprofissional do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), integrante da HU Brasil. Confira a íntegra da entrevista:

  1. Por que algumas pessoas sentem culpa quando estão descansando?

Porque, para muita gente, descansar foi associado a “não estar fazendo nada”, e não a uma necessidade humana básica. Quando a pessoa aprende que só merece se sentir bem depois de produzir, cumprir ou entregar alguma coisa, o descanso pode ser vivido quase como uma transgressão. Ela para fisicamente, mas mentalmente continua se cobrando.

  1. De onde pode vir essa necessidade constante de produtividade?

Pode vir de vários lugares: da forma como a pessoa foi educada, de ambientes muito exigentes, de experiências em que ela precisou provar valor, do medo de fracassar ou decepcionar, e também de uma cultura que valoriza desempenho o tempo todo. Em alguns casos, produzir vira uma forma de sentir controle e segurança.

  1. Existe uma relação entre a nossa percepção de valor pessoal e aquilo que conseguimos produzir?

Sim, e esse é um ponto muito importante. Algumas pessoas não pensam apenas “eu produzi pouco hoje”; elas concluem “eu sou pouco”. O desempenho deixa de ser algo que a pessoa faz e passa a definir quem ela acredita ser. Quando isso acontece, qualquer pausa, erro ou queda de rendimento pode atingir diretamente a autoestima.

  1. Como diferenciar uma rotina produtiva de uma rotina de excesso de cobrança?

Uma rotina produtiva permite esforço, mas também permite pausa, imprevisto e dias de menor rendimento. Já uma rotina de cobrança excessiva é aquela em que nunca parece suficiente. A pessoa termina uma tarefa pensando na próxima, sente culpa ao parar e começa a tratar necessidades básicas como obstáculos ao desempenho.

  1. Quais sinais indicam que a pessoa não está conseguindo respeitar seus próprios limites?

Quando ela começa a ultrapassar repetidamente sinais de cansaço, adia alimentação, sono e lazer, fica irritada quando precisa parar ou percebe que só consegue descansar depois de chegar à exaustão. Outro sinal importante é quando o corpo precisa “obrigá-la” a parar porque ela já não consegue fazer isso voluntariamente.

  1. O que pode acontecer com a saúde mental quando alguém passa muito tempo sem momentos adequados de descanso?

O organismo pode permanecer em um estado prolongado de ativação e cobrança. Com o tempo, podem aparecer irritabilidade, dificuldade de concentração, queda de memória, ansiedade, alterações do sono, perda de prazer e sensação de esgotamento. E existe uma ironia nisso: quem tenta produzir sem parar muitas vezes acaba produzindo pior justamente porque não consegue mais se recuperar.

  1. Por que algumas pessoas têm dificuldade até de identificar que estão cansadas?

Porque passaram muito tempo ignorando os próprios sinais. Quando alguém vive constantemente em função do que precisa fazer, pode perder contato com aquilo que sente. A pessoa percebe prazos, demandas e necessidades dos outros com muita facilidade, mas só reconhece o próprio cansaço quando ele já virou dor, irritação ou exaustão.

  1. Descansar é diferente de procrastinar? Como podemos fazer essa distinção?

Sim. Descansar é interromper uma atividade para recuperar recursos físicos ou emocionais. Procrastinar é adiar algo que precisa ser feito, muitas vezes acompanhado de tensão e culpa. Uma diferença importante é observar o efeito: o descanso tende a devolver energia; a procrastinação frequentemente mantém a pessoa presa à tarefa, mesmo sem realizá-la.

  1. É possível descansar e ainda assim sentir que estamos “perdendo tempo”? Por que isso acontece?

É muito comum. O corpo pode estar no sofá enquanto a mente continua contabilizando tudo o que deveria estar sendo feito. Isso acontece quando a pessoa aprendeu a medir o valor do tempo apenas pelo que produz. Nesse caso, não basta criar tempo livre; é necessário também rever a crença de que todo momento precisa gerar algum resultado.

  1. Como a cobrança por produtividade nas redes sociais pode influenciar essa percepção?

As redes mostram versões muito selecionadas da vida. A pessoa vê alguém treinando cedo, trabalhando, estudando, viajando e “dando conta de tudo”, mas não vê os limites, os dias ruins, a ajuda recebida ou aquilo que ficou para trás. Quando comparamos nossa rotina inteira com os melhores recortes da vida dos outros, podemos criar uma sensação permanente de insuficiência.

  1. O que significa, na prática, descansar de verdade?

Descansar de verdade é permitir que exista um período em que você não esteja tentando entregar, resolver ou melhorar alguma coisa. Isso pode ser dormir, conversar, caminhar, ficar em silêncio, ouvir música ou simplesmente não fazer nada. O fundamental é que aquele momento não seja apenas uma pausa estratégica para voltar a produzir ainda mais, mas uma experiência que também tenha valor por si mesma.

  1. Como começar a incorporar o descanso à rotina sem transformar isso em mais uma obrigação?

Começando pequeno e retirando a ideia de desempenho do próprio descanso. Não é necessário criar uma rotina perfeita de autocuidado. Pode ser preservar uma refeição sem trabalho, alguns minutos sem celular ou um período do dia em que a pessoa se autorize a não resolver nada. O descanso funciona melhor quando deixa de ser mais uma meta a cumprir e passa a ser entendido como parte normal da vida.

  1. Que conselho você daria para quem termina o dia cansado, mas continua pensando em tudo que deveria ter feito?

Eu convidaria essa pessoa a trocar uma pergunta. Em vez de terminar o dia pensando “o que ficou faltando?”, talvez seja importante perguntar “o que eu consegui sustentar hoje e de que eu preciso agora?”. Existe sempre alguma coisa que poderia ter sido feita a mais. Se o critério para descansar for concluir absolutamente tudo, o descanso nunca chega. Reconhecer limites não é desistir de produzir; é entender que ninguém consegue funcionar de forma saudável vivendo permanentemente em dívida consigo mesmo.

Sobre a HU Brasil

O Humap-UFMS faz parte da HU Brasil desde dezembro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

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Saúde

Bets saem do ar, mas ludopatia permanece como desafio de saúde pública

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A Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro, determinou a proibição da exploração, da oferta, da intermediação e da publicidade das chamadas bets no Brasil. A norma alcança as apostas esportivas e os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, mas não alcança as demais modalidades lotéricas autorizadas por lei, como as loterias tradicionais. O prazo para retirada dos saldos vai até as 23h59 de 5 de outubro. Os sites e aplicativos deverão ficar indisponíveis a partir de 6 de outubro, enquanto as autorizações existentes serão extintas em 25 de outubro. A medida tem efeito imediato, mas ainda será analisada pelo Congresso Nacional.

A decisão recoloca no centro do debate os impactos da ludopatia, também conhecida como transtorno do jogo. Embora o encerramento das plataformas autorizadas possa reduzir a oferta e a publicidade das apostas, ele não elimina automaticamente os casos já existentes nem os prejuízos provocados pelo comportamento compulsivo.

Dados citados pelo Ministério da Saúde indicam que mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores a um levantamento realizado em 2023. Desse total, 10,9 milhões apresentavam padrão de risco. O número não corresponde ao total de casos. A estimativa é de cerca de 1,4 milhão de pessoas que atendem aos critérios clínicos para a condição. A pasta também informa que os atendimentos relacionados ao jogo patológico e a complicações com apostas cresceram 140% entre 2018 e 2025.

A procura por mecanismos de proteção também evidencia a dimensão do problema. Segundo o Ministério da Fazenda, mais de 1,3 milhão de pedidos de autoexclusão haviam sido registrados na plataforma até agosto de 2026. Em 35,93% dos casos, a justificativa foi a perda de controle e os impactos na saúde mental.

“O jogo passa a configurar um transtorno mental quando deixa de ser uma atividade controlada e recreativa e passa a provocar prejuízos concretos, como endividamento, sofrimento psíquico e comprometimento de relações interpessoais”, explica Dr. Rodrigo Lancelote, psiquiatra do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”.

De acordo com o especialista, os jogos de azar são percebidos por muitos como forma legítima de entretenimento. No entanto, em alguns casos, o envolvimento excessivo, em termos de tempo e dinheiro, pode levar ao desenvolvimento de um transtorno psiquiátrico.

“Chamamos de comportamento de jogo patológico, e ele costuma evoluir em três fases distintas. Na fase inicial, os ganhos são interpretados como indicativos de habilidade, o que leva à repetição do comportamento. Depois, o jogador passa a perder com frequência e tende a reinvestir recursos na tentativa de reverter o prejuízo. Já no estágio final, observa-se aumento do isolamento, dificuldades familiares, esgotamento emocional e comprometimento funcional relevante”, enfatiza.

Os impactos se estendem à vida financeira, à produtividade no trabalho, ao convívio familiar e à saúde mental. “É comum que o jogo se torne um elemento organizador da rotina do indivíduo, substituindo relações, ocupações e projetos pessoais. As consequências incluem a inadimplência, perda do emprego, conflitos conjugais e exposição a riscos legais”, complementa.

A ludopatia também apresenta elevada taxa de comorbidade com outras condições psiquiátricas, como transtornos do humor, bipolaridade, ansiedade generalizada, estresse pós-traumático e dependência de substâncias. O Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, publicado pelo Ministério da Saúde em 2026, cita estudos internacionais que indicam que     até 75% das pessoas com problemas de apostas apresentam alguma outra complicação mental, o que aumenta a complexidade do tratamento.

“Não é raro que o jogo seja utilizado como uma tentativa de regulação emocional ou fuga de situações adversas. Isso torna o comportamento particularmente resistente à mudança, especialmente quando não há um olhar clínico ampliado para as condições associadas”, analisa Lancelote.

Embora historicamente mais frequente entre homens, o público feminino também é afetado. De acordo com o Guia de Cuidado do Ministério da Saúde, com base em registros do SUS, em 2024, as mulheres representaram 43% dos atendimentos realizados por jogo patológico e mania de jogo e aposta, enquanto os homens corresponderam a 57%. A maior concentração ocorreu entre pessoas de 20 a 49 anos. Conforme o médico, as mulheres tendem a apresentar maior prevalência de sintomas depressivos e uso do jogo como forma de lidar com sofrimento emocional.

Além disso, a expansão das apostas digitais tem exposto de forma precoce adolescentes e jovens adultos a comportamentos de risco. Dados da Frente Parlamentar da Educação, divulgados pelo Equidade.info, apontam que 20,4% dos estudantes de escolas públicas e privadas já apostaram online. O levantamento indica ainda que o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do terceiro ano do ensino médio, a proporção chega a 49,7%.

“A acessibilidade contínua, aliada a elementos como recompensa imediata, gamificação e anonimato, torna o ambiente propício ao desenvolvimento de padrões compulsivos, especialmente em indivíduos com maior vulnerabilidade psíquica ou social”, pontua o psiquiatra.

Tratamento exige cuidado integrado e apoio contínuo

O tratamento da ludopatia requer uma abordagem multidisciplinar e individualizada. Entre as estratégias utilizadas, destacam-se terapias psicodinâmicas, comportamentais, grupos de apoio como Jogadores Anônimos e, quando necessário, intervenções farmacológicas para comorbidades psiquiátricas.

O especialista afirma que o processo terapêutico deve considerar a trajetória de vida do paciente, seu contexto social, histórico familiar e hábitos de consumo. “Além da escuta clínica, é importante oferecer suporte em áreas práticas, como reorganização financeira e reconstrução da rede de apoio. Técnicas de prevenção de recaída, treinamento de habilidades sociais e planejamento de atividades complementares são recursos frequentemente utilizados”.

O atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é realizado por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com apoio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que funcionam no sistema de portas abertas, ou seja, não é preciso realizar agendamento. A porta de entrada também pode ser uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde a pessoa recebe acolhimento e orientação.

No entanto, o desconhecimento sobre o transtorno e a ausência de capacitação específica ainda são entraves para a identificação precoce e o encaminhamento adequado dos casos. “É fundamental que os profissionais estejam preparados para reconhecer o quadro e atuar de forma integrada com a rede”, afirma.

Com a proibição das bets, o debate sobre políticas públicas passa a envolver não apenas a oferta autorizada, mas também a continuidade do cuidado em saúde mental. A própria medida provisória prevê a criação de um comitê interinstitucional para fiscalizar a exploração e a publicidade ilegal de apostas.

Outro ponto que merece atenção é a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção da ludopatia. Embora o Ministério da Saúde participe das discussões por meio de grupos interministeriais, ainda há lacunas significativas na articulação entre os setores envolvidos e na implementação de estratégias educativas.

“Qualquer avanço na regulamentação precisa considerar os riscos à saúde pública. A existência de um marco legal não elimina a necessidade de campanhas de informação, capacitação de profissionais e fortalecimento da rede de cuidado. O Brasil ainda carece de um plano nacional específico para o enfrentamento da ludopatia”, conclui o psiquiatra.

Sobre o CEJAM

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado novamente, em 2026, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.

Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!

Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.

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