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Mato Grosso do Sul

Defesa Civil de Mato Grosso do Sul se mobiliza após municípios serem afetados por chuvas intensas

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Vários municípios de Mato Grosso do Sul vem enfrentando neste início de fevereiro os efeitos das chuvas intensas, com registros de alagamentos e elevação do nível de rios, causando danos à infraestrutura rural e urbana. Diante desse cenário a Defesa Civil Estadual mantém permanente acompanhamento da situação, atuando com apoio às defesas civis municipais.

Entre os municípios mais impactados está Corguinho, onde o grande volume de chuva concentrado em curto período provocou alagamentos, danos em estradas, comprometimento de pontes e prejuízos em áreas urbanas. Em razão da situação, o município decretou situação de emergência.

A Defesa Civil de Mato Grosso do Sul acompanha o caso em tempo real, com o apoio técnico e monitorando a evolução do cenário por meio do DGRD (Departamento de Gestão de Riscos e Desastres) e da Seção de Monitoramento e Alertas. O mesmo se repete no município de Terenos, onde a área urbana – distante do rio – segue preservada, mas há ocorrências na área rural.

Já no município de Aquidauana as chuvas ocasionaram a elevação do nível do rio Aquidauana, mantendo o município em estado de atenção. Até o momento não há registro de transbordamento em área urbana, e o monitoramento hidrológico segue de forma contínua.

Ali, existe uma atenção especial diante do alerta de emergência recente emitido pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que se estende para os distritos de Camisão e Piraputanga, além de Palmeiras, distrito de Dois Irmãos do Buriti. O mesmo ocorre em Coxim.

Campo Grande e apoio humanitário em Corumbá

Em Campo Grande, foram registrados alagamentos pontuais em sete bairros, principalmente em vias públicas urbanas importantes. A atuação ocorre de forma integrada com a Defesa Civil municipal, que realiza atendimento às ocorrências e o monitoramento das áreas consideradas de risco.

No município de Corumbá, afetado por fortes chuvas no fim de janeiro e início de fevereiro, a Defesa Civil prestou apoio humanitário, com articulação logística, suporte técnico e auxílio na distribuição de itens de primeira necessidade às famílias atingidas por alagamentos e enxurradas.

A Defesa Civil Estadual segue em estado de prontidão, com monitoramento constante das condições meteorológicas e hidrológicas em todo o Estado. A orientação à população é para que evite áreas de risco, permaneça atenta aos alertas oficiais e siga as recomendações das autoridades locais.

Elaine Paes, Comunicação Segov
Foto: Arquivo/Imasul

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Recuperação de pastagens em MS avança com políticas públicas estruturantes, crédito e tecnologias

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Mato Grosso do Sul tem avançado de forma consistente na recuperação de pastagens degradadas e na consolidação de uma agropecuária mais produtiva, sustentável e alinhada às exigências dos mercados nacional e internacional.Em 2023, Mato Grosso do Sul possuía cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação, conforme dados do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).

Esse cenário está associado, principalmente, à histórica expansão da pecuária extensiva, caracterizada por baixa taxa de lotação animal, manejo inadequado e ausência de reposição de nutrientes ao solo, fatores agravados pela predominância de solos arenosos e por longos períodos de seca.

Entretanto, relatório recente elaborado pela Coordenadoria de Agricultura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com base em dados do MapBiomas, aponta que, nos últimos anos, as áreas de pastagens com baixo vigor apresentaram redução significativa, passando de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024, uma queda de aproximadamente 52% no Estado.

A redução é atribuída à adoção de novas tecnologias, ao fortalecimento das práticas de conservação do solo e à implementação de sistemas produtivos mais sustentáveis, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que atualmente supera 3,6 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul.

Parte dessas áreas ainda está localizada no Pantanal, em regiões de campo nativo inseridas em zonas de uso restrito, consideradas áreas de resguardo ambiental e não passíveis de alteração, conforme a legislação ambiental vigente. Além disso, as análises baseadas em imagens de satélite sofrem influência da sazonalidade, especialmente em períodos de estiagem, o que pode impactar os índices de vegetação e a interpretação dos resultados relacionados ao vigor das pastagens.

Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMADESC), Jaime Verruck, o desafio vem sendo enfrentado com políticas públicas estruturantes e integração entre governo, produtores e setor produtivo.

“Mato Grosso do Sul tem clareza do tamanho do desafio, mas também das oportunidades. A recuperação de pastagens degradadas é estratégica para aumentar a produtividade, reduzir a pressão por abertura de novas áreas e fortalecer uma agropecuária de baixa emissão de carbono. Estamos atuando com planejamento, base técnica e instrumentos financeiros para apoiar o produtor rural nessa transição”, destacou Verruck.

Um destes instrumentos é o Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO) que no ano passado destinou mais de R$ 500 milhões somente em projetos de correção do solo e recuperação de pastagens dentro da modalidade FCO Rural. Na reforma de pastagens foram mais de R$ 180 milhões em 93 cartas consulta, e quase R$ 400 milhões em 170 projetos de correção do solo.

“A melhoria nestes índices está relacionada a adoção de novas tecnologias e investimentos na recuperação das pastagens e correção do solo. Temos políticas públicas e obviamente estamos usando o Fundo Constitucional do Centro-Oeste que tem sido o grande financiador de recuperação de áreas degradadas”, complementou.

Programas estruturantes impulsionam recuperação e produtividade

O Governo do Estado atua de forma integrada por meio de programas como o Plano Estadual de Manejo e Conservação de Solo e Água (PROSOLO), que promove práticas conservacionistas, a recuperação da fertilidade do solo, a restauração de áreas afetadas por processos erosivos e a adequação de estradas vicinais, em parceria com prefeituras e produtores rurais.

O Precoce MS incentiva a produção de carne bovina de alta qualidade, oferecendo bonificações aos produtores que adotam, entre outros itens, práticas de manejo sustentável das pastagens, a diversificação de espécies forrageiras, a reposição adequada de nutrientes e a análise da fertilidade do solo.

Outro eixo estratégico é o Programa Estadual de Irrigação – MS IRRIGA, que incentiva o uso racional da água e a adoção de tecnologias de irrigação sustentáveis, possibilitando a recuperação e a intensificação de áreas agropecuárias, inclusive de pastagens.

O Plano Estadual ABC+ também tem papel central nesse processo, ao estimular a adoção de tecnologias sustentáveis, como sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), plantio direto, uso de bioinsumos, manejo de resíduos e a intensificação sustentável da pecuária, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

“Hoje, Mato Grosso do Sul é referência nacional em sistemas de ILPF, com mais de 3,6 milhões de hectares implantados. Isso mostra que é possível produzir mais, com eficiência, sustentabilidade e segurança ambiental, atendendo às demandas do mercado e da sociedade”, finalizou Jaime Verruck.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Mairinco de Pauda/Semadesc

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Saúde de MS quer manter maior cobertura vacinal do país e ampliar leitos em hospitais regionais

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Saúde pública de qualidade é prioridade da gestão estadual. Nesta quinta-feira (5) o governador Eduardo Riedel assinou contrato de gestão com a SES (Secretaria Estadual de Saúde). Entre as principais metas está o desafio de manter maior cobertura vacinal do país, assim como promover a reestruturação dos hospitais regionais do Estado.

Na reunião a pasta apresentou 15 projetos, com 40 entregas previstas ao longo do ano. Entre as principais está a contratualização com empresa que vai conduzir a PPP (Parceria Público-Privada) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul).

“Um destaque principal está a questão da contratualização com a operadora que venceu o leilão da PPP do Hospital Regional. Esse é um grande desafio que começa a partir desse ano. Esperamos que até princípio de março seja assinado o contrato e se iniciam os trabalhos nesta parceira privada”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões.

Outra proposta é o projeto de ampliação do Hospital Regional de Três Lagoas. “Há uma expectativa da construção de mais um prédio ampliando o número de leitos (120 novos leitos). O hospital vem desempenhando bem na produção hospitalar, mas diante do amplo desenvolvimento econômico que está ocorrendo na região leste, nós nos preocupamos em ampliar a capacidade. Então a gente espera que o projeto de ampliação esteja pronto até o final do ano”.

Simões também citou a entrega da última ala de internação do Hospital Regional de Dourados. “São mais 100 leitos, com uma unidade coronariana e um aparelho de hemodinâmica, no qual será o primeiro (aparelho) 100% SUS (Sistema Único de Saúde) de todo Conesul”.

Governador Eduardo Riedel durante assinatura de contrato da SES

Destaque nacional

Outro desafio firmado no contrato de gestão é manter a posição de Mato Grosso do Sul como o estado com maior cobertura vacinal do Brasil. “Ano passado ficamos em primeiro lugar em toda a União. Nosso foco é manter esse lugar a partir da implantação dos vacina móvel, que são 10 unidades móveis de vacinação que servirão para cobrir todo o Estado, inclusive comunidades que não estão na cidade, entre eles ribeirinhos, assentamentos, quilombolas pra que eles possam ter acesso a também a cobertura vacinal”.

Também foi equipado todas as unidades básicas de saúde com salas de vacina novas. “Nós pretendemos oferecer uma estrutura para que todos os municípios possam manter a sua capacidade de dar a maior cobertura possível de vacinação”, completou o secretário.

O Contrato de Gestão é um programa de sucesso nacional, com 11 anos de história. Ele define os projetos e metas de cada secretaria para o ano. O objetivo é construir propostas inovadoras que vão melhorar os serviços públicos, com resultados diretos na vida do cidadão.

Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende/Secom

Fonte: Governo MS

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