Brasil
CRIA G20 traz programação inovadora para discutir fome, transição energética e justiça climática
O futuro do planeta e novas formas colaborativas de buscar soluções para os problemas globais vão estar em discussão no Rio de Janeiro, entre os dias 14 e 16 de novembro, no CRIA G20. Nesse fórum vibrante de ideias e ações, criadores digitais, ativistas e comunicadores se reúnem no Píer Mauá para enfrentar os maiores desafios do nosso tempo — fome, justiça climática e transição energética — em programação que antecede a Cúpula de Líderes do G20, com presidência do Brasil.
Com uma abordagem inclusiva e colaborativa, o CRIA G20 reflete o protagonismo do Brasil no cenário internacional, estimulando soluções inovadoras e uma rede de cooperação que busca construir um mundo mais justo e sustentável.
Grandes nomes do Brasil e do mundo participam das discussões. Estarão presentes a primeira-dama do Brasil, socióloga e ativista Janja Lula da Silva, o criador de conteúdo e influenciador digital Felipe Neto, o diretor de política monetária do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, o fundador do Instituto Conhecimento Liberta e do ICL Notícias, Eduardo Moreira, a influenciadora Nathália Rodrigues, do Nath Finanças, a atriz e ativista sul-africana Nomzamo Mbatha, o líder indígena Tukumã Pataxó, entre outros
Programação em destaque:
Com uma programação extensa e diversificada, o CRIA G20 propõe um ambiente de aprendizado, troca de experiências e ação.
G20 Talks: Painéis diários
- O G20 Talks reúne palestrantes nacionais e internacionais em discussões aprofundadas sobre temas fundamentais, divididos em três eixos centrais: Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, nova arquitetura financeira global e emergência climática. Os painéis serão transmitidos ao vivo pelo canal do G20 no YouTube e estarão abertos para o público presencial.
Oficinas “Mão na Massa”
- Com foco na criação de conteúdo digital, as oficinas práticas capacitam participantes de todas as idades, com temas como produção de vídeos para redes sociais, uso do humor para debater temas sociais e storytelling para YouTube. O público será introduzido às ferramentas e técnicas que impulsionam a comunicação digital moderna.
- Oficinas: Incluem “Quero criar conteúdo, por onde começo?”, “Usando o humor para debater temas sociais” e “produção de vídeos longos para YouTube”.
CriaCast: Rodas de conversa
- O CriaCast é uma série de bate-papos informais com painelistas e influenciadores, abordando as questões centrais dos G20 Talks em uma linguagem acessível e envolvente. Com apresentadores brasileiros, o videocast aproxima o público das discussões, criando uma experiência imersiva.
Comunicação colaborativa
O CRIA G20 incorpora o espírito da presidência brasileira no G20 com uma abordagem de comunicação colaborativa. Estudantes, coletivos e ativistas de mídia foram convidados a fazer parte da cobertura do evento, promovendo uma diversidade de perspectivas que enriquece a narrativa do CRIA. Essa iniciativa pretende tornar o evento uma plataforma inclusiva e acessível, refletindo o compromisso do Brasil com a pluralidade e a representatividade.
Apoio e parcerias estratégicas
O CRIA G20 conta também com eventos organizados por importantes instituições brasileiras, como Banco do Brasil, BNDES, Petrobras e Caixa Econômica Federal, que contribuirão com discussões sobre finanças sustentáveis, investimentos de impacto e transição energética. Essas parcerias reafirmam o papel de liderança do Brasil em temas críticos de desenvolvimento sustentável e inclusão social.
Festival
Também entre os dias 14 e 16 de novembro, o Rio será palco de outra grande ação cultural: o Aliança Global Festival, que será realizado na Praça Mauá. Importantes artistas do Brasil farão parte do show para promover engajamento e discussão sobre a principal marca da presidência brasileira do G20: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
O Festival irá aproveitar o poder transformador das expressões artísticas e culturais para, quando os olhos do mundo se voltam para o Brasil, lançar uma mensagem sobre o compromisso do país de construir uma rede colaborativa e de impacto duradouro, envolvendo países, organizações e cidadãos na luta pela justiça alimentar.
Inspirado em concertos internacionais como o Live Aid 1985 e o Free Nelson Mandela Concert 1988, ambos em Londres, o Aliança Global Festival reunirá artistas como o Embaixador da Cultura Brasileira, Seu Jorge, Zeca Pagodinho, Ney Matogrosso, Daniela Mercury, Alceu Valença, Diogo Nogueira, Fafá de Belém, Mateus Aleluia, Maria Rita, Kleber Lucas, Teresa Cristina, Mariene de Castro, Roberta Sá, Larissa Luz, Ilessi, Rachel Reis, Rita Benneditto, Afrocidade, Roberto Mendes, Marcelle Motta, Pretinho da Serrinha, Jaloo, Jovem Dionísio, Tássia Reis, Jota.Pê, Lukinhas, Maria Gadu e Aguidavi do Jejê.
O Festival tem entrada gratuita mediante retirada de ingresso na plataforma Sympla.
Aliança Global
A Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza teve seu pré-lançamento realizado em 24 de julho de 2024, no Rio de Janeiro. Agora, será oficialmente apresentada durante a Cúpula do G20, que começa no dia 18. O pré-lançamento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou a importância da iniciativa para combater a fome e a pobreza no mundo. “Enquanto houver famílias sem comida na mesa, crianças nas ruas e jovens sem esperança, não haverá paz”, disse Lula.
A Aliança visa mobilizar recursos e coordenar ações entre países, organizações internacionais e a sociedade civil para alcançar metas ambiciosas de redução da fome e da pobreza, trabalhando para buscar soluções para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1 (erradicação da pobreza) e 2 (fome zero), da ONU.
A proposta brasileira recebeu apoio significativo de líderes internacionais e especialistas em segurança alimentar, que destacaram a necessidade de uma abordagem conjunta e sustentável para enfrentar esses desafios globais. A iniciativa é um dos pontos centrais da atuação do Brasil durante sua presidência no G20.
CRIA G20
14 a 16 de novembro, das 9h às 18h
Píer Space
Píer Mauá | Armazém 1
Centro, Rio de Janeiro
Link para credenciamento dos jornalistas
Link
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Brasil
Robô humanoide do Exército presta continência a Presidente durante desfile de 7 de Setembro
Um robô humanoide desenvolvido pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) chamou a atenção durante o desfile de 7 de Setembro, realizado nesta segunda-feira (7), em Brasília. O equipamento prestou continência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cerimônia em homenagem ao Dia da Independência.
O robô desfilou sobre uma viatura Marruá do Exército Brasileiro e foi apresentado como parte das iniciativas tecnológicas desenvolvidas pela instituição. Operado remotamente, o equipamento foi projetado para atuar em locais considerados de risco para os militares.
Entre as funções do humanoide está a atuação em operações antibombas. O sistema permite que artefatos explosivos sejam inspecionados, identificados, manuseados e neutralizados à distância, diminuindo a exposição dos militares a situações potencialmente perigosas.
O desenvolvimento do equipamento também está ligado aos estudos de inteligência artificial conduzidos pelo Exército. A tecnologia busca ampliar a capacidade de atuação das Forças Armadas em operações que exigem o uso de equipamentos controlados remotamente.
Neste ano, o desfile de 7 de Setembro foi organizado em três eixos: “Soberania, a força que une o Brasil”; “Brasil unido pela proteção de meninas e mulheres”; e “Copa do Mundo Feminina 2027 é no Brasil!”. A defesa da soberania é também uma das principais bandeiras apresentadas por Lula na preparação para as eleições de 2026.
Brasil
Prazo para empresas optarem por Simples Nacional começa nesta terça
As micro e pequenas empresas devem estar atentas. Começa nesta terça-feira (1º) o prazo de adesão ao Simples Nacional, regime simplificado de tributação para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano.

Por causa da reforma tributária, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou a escolha de regime tributário em quatro meses. As empresas que desejarem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido de 1º a 30 de setembro de 2026. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano.
A alteração foi regulamentada pela Resolução CGSN nº 186, de 9 de abril de 2026. As normas incorporaram ao regime simplificado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos criados pela reforma tributária sobre o consumo.
A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e querem utilizar o regime a partir de janeiro de 2027.
Principais prazos
- 1º a 30 de setembro de 2026: período para solicitar a opção pelo Simples Nacional para 2027;
- 1º de janeiro de 2027: início dos efeitos da opção;
- até 30 de novembro de 2026: prazo para desistir da opção feita em setembro;
- 1º a 31 de março de 2027: nova oportunidade para escolher o recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, com efeitos no segundo semestre.
Criada por causa da transição para o novo sistema tributário, a alteração busca dar mais previsibilidade às empresas antes do início do ano-calendário.
IBS e CBS
Outra mudança envolve a forma de recolhimento do IBS e da CBS. A empresa poderá permanecer no Simples Nacional e, simultaneamente, optar pelo recolhimento desses dois tributos pelo regime regular.
Para o primeiro semestre de 2027, a escolha deverá ser feita em setembro de 2026 e terá validade de janeiro a junho.
Quem não fizer a opção pelo regime regular nesse período permanecerá, no primeiro semestre, com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples.
A decisão poderá ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre.
A escolha pode ter impacto especialmente para empresas que vendem para outras empresas, devido à possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários.
Por isso, a avaliação do regime não deve considerar apenas a alíquota. Também entram na análise fatores como:
- perfil dos clientes;
- cadeia de fornecedores;
- possibilidade de geração e aproveitamento de créditos;
- formação de preços;
- impacto dos novos tributos no fluxo financeiro.
Empresas já optantes
Quem já está no Simples Nacional, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência no regime.
Ainda assim, é recomendado verificar a situação fiscal da empresa durante setembro de 2026 para identificar eventuais pendências ou exclusões para 2027.
As empresas que permanecerem no Simples e não quiserem recolher IBS e CBS pelo regime regular não precisarão fazer uma nova opção.
Quem quiser retirar esses dois tributos da sistemática do Simples deverá formalizar a escolha dentro do prazo estabelecido.
Abertura no fim do ano
As empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão uma regra específica.
Nesse caso, a opção pelo Simples Nacional feita no momento da inscrição do CNPJ produzirá efeitos tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027.
A escolha relacionada ao IBS e à CBS pelo regime regular também poderá ser feita na abertura da empresa, com efeitos a partir de janeiro de 2027.
Se o empresário não quiser permanecer no Simples em 2027, poderá solicitar a exclusão por opção até o último dia de 2026.
Prazo para desistir
A antecipação da opção também criou uma possibilidade de desistência.
Quem fizer o pedido em setembro poderá cancelar a solicitação até 30 de novembro de 2026.
O cancelamento, porém, será irretratável. Isso significa que, depois de desistir, a empresa não poderá fazer uma nova opção para produzir efeitos em 2027.
A antecipação também permite que eventuais pendências sejam identificadas antes do início do ano. Em caso de indeferimento por problemas que possam ser regularizados, a empresa terá prazo para corrigir a situação.
Regra do MEI
A mudança não altera o calendário de opção pelo Simei, sistema aplicável ao microempreendedor individual (MEI).
Para o MEI, a opção pelo Simei continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o último dia útil do mês.
Dessa forma, a antecipação para setembro não deve ser confundida com as regras específicas aplicáveis aos microempreendedores individuais.
NFS-e nacional
Outra mudança anunciada pelo CGSN envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional.
A obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026.
O adiamento busca dar mais tempo para municípios e empresas realizarem adaptações tecnológicas e operacionais.
Entre as providências recomendadas estão:
- testar a emissão das notas;
- verificar a integração com sistemas de gestão;
- conferir a parametrização dos dados fiscais;
- preparar os procedimentos internos antes do início da obrigatoriedade.
Informações socioeconômicas
A regulamentação também altera a forma de prestação de informações fiscais e socioeconômicas.
A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada como declaração separada. As informações passarão a ser incorporadas ao Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), com entrega anual de janeiro a março.
A mudança faz parte da adaptação do Simples Nacional ao novo modelo tributário.
Planejamento para 2027
Com setembro concentrando decisões relevantes para o próximo ano, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária.
A escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode produzir efeitos diferentes dependendo do setor, dos fornecedores e do perfil dos clientes.
Por isso, antes de formalizar a opção, a recomendação é que a micro e pequena empresa simule os dois cenários, além de revisar os sistemas, a emissão de notas fiscais e planejar o caixa para 2027.
Por Agência Brasil
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