Três Lagoas
Em Três Lagoas Hectare agrícola chega a R$ 55 mil e diferença para pastagem é de 122%
O avanço da agroindústria está mexendo também com o preço das propriedades rurais em Três Lagoas. Novo levantamento da Scot Consultoria aponta que a região registrou a maior valorização das terras entre dez regiões de Mato Grosso do Sul analisadas, com valores acima da média estadual.
Os dados que mais chama atenção está na comparação entre as propriedades destinadas à pecuária e aquelas com aptidão para agricultura. Em Três Lagoas, o hectare de terra para pastagem alcançou preço médio de R$ 24,8 mil, enquanto as áreas com aptidão agrícola chegaram a aproximadamente R$ 55,1 mil por hectare.
Na prática, a diferença entre os dois valores chega a 122%. Isso significa que uma área agricultável pode valer, em média, mais que o dobro de uma propriedade destinada à pastagem na região.
Pastagens também dispararam
Apesar de custarem menos, foram justamente as terras destinadas à pastagem que apresentaram a maior valorização recente em Três Lagoas.
O preço médio de R$ 24,8 mil por hectare representa crescimento de 16,4% em relação ao quadrimestre anterior e de 13,8% na comparação com o mesmo período de 2025. A média estadual para esse tipo de propriedade ficou em R$ 20,71 mil por hectare.
Nas terras agrícolas, os R$ 55,1 mil por hectare representam alta de 4,8% sobre o quadrimestre anterior e de 9,3% em um ano. A média de Mato Grosso do Sul para terras agrícolas ficou em R$ 47,47 mil por hectare.
Celulose ajuda a pressionar os preços
Segundo o levantamento, um dos fatores por trás da valorização é justamente a expansão da indústria de celulose na região. A maior procura de investidores por propriedades, inclusive áreas de menor preço e menor aptidão agrícola, aumenta a disputa pela terra e ajuda a elevar os valores.
As perspectivas de melhorias de infraestrutura ligadas à Rota da Celulose e à Rota Bioceânica também aparecem entre os fatores que influenciam o mercado regional.
O resultado reforça uma transformação que já pode ser percebida no campo: com a expansão da celulose e de novos investimentos, terra na região de Três Lagoas está cada vez mais valorizada — seja para plantar, criar gado ou investir.
Fonte: TL Notícias
Três Lagoas
Vanguarda três-lagoense: A literatura de resistência de Ana Maria Rodrigues Barbosa na 28ª Bienal Internacional
No epicentro das efervescências culturais da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a cidade de Três Lagoas ganha relevo por meio da voz e do talento de sua intelectualidade local. A jornalista e esteta Ana Maria Rodrigues-Barbosa, cujo centro de criação e vivência fixou-se na referida urbe sul-mato-grossense, projeta a identidade criativa do município no maior conclave literário da América Latina com sua obra de estreia, Miados & Ditados – Poeminhas para ouvir o outro lado, ilustrada por Joana Raspini.
O opúsculo propõe uma hermenêutica lúdica: a partir de uma perspectiva felina, desconstrói o apotegma popular para entrever as nuanças da condição humana.
Tendo o município de Três Lagoas como berço de sua fundamentação narrativa, o trabalho esteve exposto no estande da Fábrica do Livro (Rua J, posição 28), onde a autora participou de sessões de autógrafos nos dias 7 e 9 de setembro, consolidando a representatividade três-lagoense na cena contemporânea.
”Dedico-me com afinco à criação literária desde o último ano, e ver a produção florescer a partir de Três Lagoas até alcançar um espaço de tal magnitude é uma experiência de profunda comoção”, ressalta Ana Maria, ao avaliar os percalços de uma publicação independente em um recinto moldado pelos grandes conglomerados editoriais.
“Trata-se de uma vitrine monumental; todavia, a atenção do grande público costuma ser captada por obras massificadas. Projetar o nome e a literatura da nossa região, conquistando cada leitor individualmente, constitui um gesto de autêntica resistência estética.”
João Maria Vicente, com informações de Hojemais
Três Lagoas
Três Lagoas abriga cinco tatus-canastra monitorados e nova “moradora” pesa 26 quilos
Três Lagoas guarda uma curiosidade que muita gente talvez desconheça: cinco tatus-canastra já foram capturados e monitorados pelo projeto de conservação dentro do Parque Natural Municipal do Pombo. O mais novo destaque é uma fêmea de 26 quilos, batizada de Flora, capturada no último domingo (6).
Flora entrou para uma lista bastante especial. Ela se tornou o 55º tatu-canastra monitorado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) desde o início do programa. Desse total, 45 são do Pantanal e dez do Cerrado. E é aí que Três Lagoas chama atenção: metade dos dez animais do Cerrado acompanhados pelo projeto é do Parque do Pombo.
E tem GPS no tatu?
Tem, sim. No Parque do Pombo, o trabalho iniciado em 2022 utiliza transmissores GPS e 80 armadilhas fotográficas. A tecnologia permite descobrir por onde os animais andam, quais áreas utilizam e como se deslocam entre os fragmentos de vegetação do Cerrado.
O parque possui 8.032 hectares de Cerrado nativo preservado e também abriga animais como anta, lobo-guará e cachorro-vinagre.
E outra curiosidade impressiona: o tatu-canastra é considerado o maior tatu do mundo e pode chegar a aproximadamente 1,5 metro de comprimento. Apesar do tamanho, encontrá-lo não é tarefa fácil, já que possui hábitos predominantemente noturnos.
Um verdadeiro “construtor” da natureza
As enormes tocas abertas pelo tatu-canastra não servem somente para ele. A espécie é chamada de “engenheira do ecossistema”, porque esses abrigos acabam sendo utilizados por muitos outros animais. Pesquisas citadas pelo ICAS já identificaram mais de 100 espécies de vertebrados e cerca de 300 de invertebrados utilizando essas estruturas.
A conservação é especialmente importante porque sua reprodução é lenta: segundo o ICAS, uma fêmea tem apenas um filhote a cada três ou quatro anos.
Assim, enquanto boa parte da população talvez nunca tenha visto um deles pessoalmente, gigantes de até 1,5 metro circulam pelo Cerrado de Três Lagoas — e alguns deles estão sendo acompanhados por GPS pelos pesquisadores.
Essa é uma daquelas curiosidades que mostram que Três Lagoas tem muito mais vida selvagem escondida em suas matas do que muita gente imagina.
Fonte: TL Notícias
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