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Como limpar o chuveiro e aproveitar o banho ao máximo
Muitas pessoas não sabem, mas os furos do chuveiro entopem devido ao acúmulo de minerais trazidos pela própria água, além da poeira e outras sujeiras do dia a dia. Por isso, a limpeza deve ser feita com frequência, pelo menos uma vez por mês, para desobstruir as saídas da água e garantir um banho relaxante e prazeroso.
Para fazer este serviço com eficácia e segurança, Adriana Saeka, especialista em limpeza da Ecoville no Rio Grande do Sul, maior empresa brasileira de produtos de limpeza, ensina o passo a passo. Confira!
A primeira coisa a fazer se o seu chuveiro é elétrico, é desligar o disjuntor sempre que for limpá-lo. “Mesmo se a limpeza for apenas externa, é importante que a energia seja desligada para evitar um choque elétrico, que pode ser muito grave”, alerta Adriana. “Também é mais seguro usar uma escada do que se esticar para alcançar o chuveiro. Você pode causar danos no cano se forçá-lo para baixo para tentar compensar a falta de altura”, completa.
A limpeza do chuveiro pode ser feita de três maneiras: uma superficial, apenas para manter a higiene do aparelho. Outra mais profunda, mas não extrema. Já a terceira é mais elaborada e garante melhores resultados. “Não esqueça de colocar luvas para proteger as mãos e cuidado para não ficar muito embaixo do chuveiro quando aplicar os produtos e correr o risco de cair nos olhos”, lembra Saeka.
Limpeza do dia a dia
Para essa limpeza, vamos precisar somente de um borrifador com água sanitária ou cloro diluído em água. “Borrife um pouco dessa mistura na parte do bocal do chuveiro e espere agir por alguns minutos. Depois ligue a água quente e deixe escorrer o suficiente para retirar os resíduos do produto”, diz Adriana.
Limpeza média
Nessa etapa é indicada quando o chuveiro está começando a ter a vazão de água fraca e alguns esguichos tortos. Para realizar esse procedimento não é necessário retirar o chuveiro da parede. Pegue um saco plástico grande o suficiente para caber o bocal, coloque dentro dele a mesma mistura de água com cloro ou água sanitária e envolva o bocal. Use uma fita adesiva ou barbante para prendê-lo. Deixe a mistura agir por aproximadamente 2 horas para dissolver toda a sujeira. “Após o prazo, tire o saco, abra o chuveiro para a água retirar os resíduos. Para o resultado ficar ainda melhor, use uma escova de lavar roupa para esfregar os orifícios”, explica.
Limpeza profunda
Essa limpeza precisa ser feita quando quase todos os esguichos estão entupidos e a saída de água é mínima. Para essa última etapa, será necessário remover o bocal do chuveiro. Em uma bacia grande o suficiente para caber o bocal inteiro, use um detergente à base de amoníaco, que é um poderoso desengordurante, indicado para remover sujidades muito impregnadas. Após ler as instruções de uso no rótulo da embalagem, mergulhe a peça para deixá-la de molho por cerca de 20 minutos. Para finalizar, use uma escova de dente para esfregar e remover todos os resíduos que permaneceram. Enxágue bem. Feito isso, só encaixá-lo de volta.
“O bocal do chuveiro não é uma peça difícil de ser removida, mas caso não esteja conseguindo, peça ajuda para evitar possíveis danos”, orienta Saeka. “Para evitar que a manutenção seja mais pesada, você pode criar uma periodicidade de limpeza, o recomendado é que seja feita a cada três meses. Mas enquanto estiver lavando o banheiro, por exemplo, você pode passar uma escova pela parte externa”, finaliza a especialista.
Dica extra da especialista: “O chuveiro de inox ou metal precisa de uma atenção especial. Para limpá-lo você vai usar apenas um pano de microfibra ou esponja macia, água e sabão neutro, seguindo os passos descritos anteriormente, de acordo com o grau de sujidade. Não utilize produtos químicos ou abrasivos e nunca use esponjas de aço ou outros materiais ásperos, pois eles podem danificar a superfície do aparelho.”
Sobre a Ecoville
Fundada em 2007, a Ecoville é uma das maiores redes de franquias de produtos de limpeza do Brasil. Com mais de 300 operações pelo país, a marca se posiciona como um centro de soluções de limpeza com especialistas no assunto para atender o consumidor final. A franquia comercializa um mix com mais de 800 SKUs entre produtos, acessórios e equipamentos para limpeza residencial e profissional de alta qualidade.
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O corpo fala: 4 sinais que indicam se a mulher está interessada em você
A comunicação vai muito além das palavras. Expressões faciais, postura e pequenos movimentos do corpo podem transmitir emoções, conforto e até indicar interesse durante uma interação. Embora nenhum gesto isolado seja capaz de confirmar o que alguém está sentindo, observar o conjunto dos sinais pode ajudar a compreender melhor a dinâmica de uma conversa.
Segundo Mari Vabo, bióloga, pesquisadora do comportamento humano e autora do livro Best-Seller: O Guia do Instinto Primitivo, a linguagem corporal oferece pistas importantes sobre o nível de conforto e envolvimento entre duas pessoas.
“Biologicamente falando, o nosso corpo reage de forma automática a diferentes emoções. Quando existe interesse ou atração, algumas respostas fisiológicas podem surgir naturalmente, mas elas sempre devem ser interpretadas dentro do contexto e nunca como uma regra absoluta”, explica.
A especialista destaca quatro comportamentos que costumam aparecer durante interações em que há interesse.
- Movimentos frequentes nos lábios
Passar a língua nos lábios ou umedecê-los repetidamente pode estar relacionado a alterações fisiológicas provocadas pela excitação emocional. “Situações que despertam interesse podem aumentar a liberação de adrenalina, deixando a boca mais seca e levando a pessoa a hidratar os lábios involuntariamente”, afirma Mari Vabo.
- Pupilas dilatadas
Outro sinal bastante estudado pela ciência é a dilatação das pupilas. Segundo a pesquisadora, essa resposta pode ocorrer quando alguém está diante de algo ou de alguém que desperta interesse, desde que fatores como iluminação também sejam considerados.
“As pupilas podem se dilatar por diversos motivos, incluindo a atração. É uma resposta involuntária do organismo, mas não deve ser analisada isoladamente”, ressalta.
- Inclinação do corpo durante a conversa
A postura também comunica. Quando uma pessoa inclina naturalmente o tronco em direção ao interlocutor, isso pode indicar atenção, abertura e interesse na interação.
“Costumamos nos aproximar fisicamente daquilo que nos desperta curiosidade ou prazer. Da mesma forma, uma postura mais fechada, como permanecer o tempo todo de braços cruzados, pode demonstrar resistência ou necessidade de manter certa distância”, explica.
- A direção dos pés também comunica
Pouca gente percebe, mas os pés também fazem parte da comunicação não verbal. De acordo com Mari, quando eles permanecem apontados para o interlocutor, isso pode indicar conforto e disposição para permanecer na conversa.
“Já quando os pés ficam constantemente voltados para outra direção, principalmente para uma saída, isso pode indicar que a pessoa deseja encerrar a interação. É um detalhe sutil, mas bastante observado nos estudos sobre linguagem corporal.”
Nenhum sinal deve ser interpretado sozinho
Apesar dessas pistas, Mari reforça que a linguagem corporal não funciona como uma fórmula para identificar o interesse romântico de alguém.
“O comportamento humano é complexo. Um único gesto nunca confirma sentimentos ou intenções. O ideal é observar o contexto, a repetição dos comportamentos e, principalmente, respeitar a comunicação verbal e os limites da outra pessoa. A linguagem corporal complementa a conversa, mas não substitui o diálogo”, conclui.
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Órfãos do Feminicídio: uma triste evidência da violência contra as famílias
O feminicídio, assassinato de uma mulher pela simples questão de gênero, é, por si só, uma situação de extrema violência. No entanto, alguns dos impactos desse crime não são tão evidentes ou imediatamente percebidos. Trata-se dos filhos que perderam suas mães ou responsáveis legais: os órfãos do feminicídio.
No Brasil, eles representam uma trágica consequência de um problema estrutural e urgente. Pesquisas recentes demonstram uma escalada recorde na violência. Segundo o “Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025”, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem/UEL), o país registrou 2.149 assassinatos de mulheres por razão de gênero no ano passado, o que representa uma média de quase seis mortes por dia. Este número, que supera os dados oficiais, revela a dimensão da subnotificação e do problema.
Estima-se que essa violência deixe um rastro devastador, gerando em média quatro novos órfãos por dia no país, como apontou um levantamento do Lesfem no primeiro semestre de 2025. Muitas dessas crianças enfrentam não apenas a perda irreparável de suas mães, mas também a ausência do pai, que frequentemente é o autor do crime e acaba preso ou comete suicídio, configurando um duplo abandono.
A identificação dos autores dos crimes em 2025 retrata uma realidade ainda mais devastadora, concentrada no círculo íntimo da vítima. A análise dos casos mostra que o agressor é: o parceiro íntimo em 46,28% dos casos, e o ex-parceiro íntimo em 33,15% dos casos. Somados, esses homens são responsáveis por quase 80% dos feminicídios, reforçando que o lar, que deveria ser um local de segurança, é onde a maioria das mulheres é assassinada.
Essa violência tem características de intimidade com a vítima. Assim, esses órfãos perdem a mãe e veem o pai ser encaminhado ao sistema prisional, ficando sob os cuidados de avós ou outros familiares, que muitas vezes não possuem recursos financeiros ou apoio psicológico adequados. Quando não há familiares capazes de assumir essa responsabilidade, as crianças são encaminhadas para abrigos públicos, onde convivem com outras vítimas de diferentes formas de violência.
As consequências psicológicas são graves. Estudos indicam que essas crianças podem desenvolver transtornos como estresse pós-traumático, além de dificuldades emocionais e comportamentais que afetam seu desenvolvimento. Ademais, o luto complexo e as carências f inanceiras agravam ainda mais a situação dessas famílias.
Embora o Brasil tenha avançado com a Lei nº 14.717/2023, que instituiu uma pensão especial para órfãos de feminicídio, o suporte ainda é limitado. O benefício, equivalente a um salário mínimo, é destinado a famílias com renda per capita inferior a ¼ do salário-mínimo, mas enfrenta desafios de implementação, como subnotificação de casos e falta de infraestrutura para atendimento às famílias em regiões remotas.
Políticas públicas adicionais são essenciais para oferecer acolhimento e suporte a esses órfãos, incluindo assistência psicológica especializada, transferência de renda para os responsáveis e acesso facilitado à educação.
As vulnerabilidades desses órfãos são agravadas pela falta de estrutura nos abrigos públicos, pela violência institucional nesses estabelecimentos e pelo descompromisso do Poder Público em acompanhar essas crianças e adolescentes de forma especializada. Privados dos laços familiares em virtude da violência e sem políticas públicas efetivas, eles ficam ainda mais expostos à falta de perspectivas de vida.
É fundamental que o Estado adote providências mais eficazes no acompanhamento dessas vítimas indiretas do feminicídio no Brasil. Infelizmente, os números não indicam uma redução desse tipo de violência; pelo contrário, há um crescimento preocupante. É urgente que medidas concretas sejam tomadas para romper esse ciclo de sofrimento e abandono.
* Aline Casado, advogada e professora de Direito na UniCesumar de Maringá.
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