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Monetização de redes sociais e robótica: quatro cursos para investir na educação do seu filho além da escola
Inglês, informática e monetização para redes sociais podem preparar os pequenos para o mercado de trabalho no futuro
Investir em educação é uma das decisões mais valiosas que os pais podem tomar para o futuro de seus filhos, seja na infância ou na adolescência. Em um mundo cada vez mais competitivo e dinâmico, proporcionar cursos complementares, que ampliem o aprendizado além do ensino da escola, é essencial e pode fazer a diferença inclusive na fase adulta. Muito mais do que conhecimentos técnicos em áreas como tecnologia, idiomas, redes sociais e finanças, Eleandro da Costa, CEO e sócio da rede Jumper! Profissões e Idiomas, explica que além de preencher a rotina das crianças, elas também desenvolvem habilidades fundamentais para a vida, se tornam mais criativas, resilientes e podem até mesmo escolher qual será sua profissão no futuro. Confira quatro cursos para fazer a diferença na vida dos pequenos:
Curso de monetização
Indicado para adolescentes a partir de 12 anos, o curso ensina como ganhar dinheiro em casa, através do Youtube e do TikTok. As redes sociais se tornaram poderosas ferramentas de negócios. Com milhões de pessoas conectadas diariamente, essas plataformas oferecem uma oportunidade de transformar sua presença online em uma fonte de renda significativa.
“Para aproveitar ao máximo esse potencial, é essencial dominar as estratégias e técnicas de monetização específicas para cada rede social. Um curso de monetização para redes sociais oferece o conhecimento necessário para converter seguidores, conteúdo e influência em lucro e sucesso financeiro, além de ensinar também noções de empreendedorismo para esses adolescentes”, diz o CEO da Jumper! Profissões e Idiomas, uma rede de ensino que conta com mais de 40 cursos profissionalizantes e de língua estrangeira para todas as fases da vida.
Robótica
O curso de robótica para crianças vai explorar conceitos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) de maneira prática e interativa. Nessa fase, eles desenvolvem não apenas conhecimentos técnicos, mas também habilidades de resolução de problemas, pensamento crítico e criatividade. A robótica estimula também o trabalho em equipe, pois muitas atividades envolvem projetos colaborativos, onde os alunos aprendem a comunicar ideias, negociar soluções e trabalhar em conjunto para atingir objetivos comuns. Com os desafios que a programação e a construção de robôs apresentam, eles também ganham confiança para enfrentar problemas complexos e veem o erro como parte natural do processo de aprendizado.
Aula de língua estrangeira
Aprender uma língua estrangeira desde a infância é uma das melhores maneiras de preparar as crianças para o futuro em um mundo cada vez mais globalizado. O inglês, sendo a língua mais falada do mundo, abre portas para oportunidades acadêmicas e profissionais. O aprendizado durante a infância é mais eficaz, pois o cérebro das crianças está em uma fase crucial de desenvolvimento linguístico, tornando mais fácil a assimilação de novos sons, vocabulários e estruturas gramaticais. Por isso, aulas de inglês focada na linguagem dos pequenos também ajudam a melhorar as habilidades cognitivas, como memória, concentração e capacidade de resolução de problemas, além de incentivar a compreensão e o respeito por diferentes culturas.
“Durante a infância, as crianças passam por um período crucial de desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. Investir na educação bilíngue desde cedo é uma maneira poderosa de garantir que eles tenham um futuro repleto de possibilidades pessoais e profissionais também”, diz o CEO da Jumper!.
Informática kids
Muito além de saber mexer no telefone e nas redes sociais, o de informática para crianças proporciona a elas o desenvolvimento de habilidades básicas, como o uso seguro e eficiente de computadores, navegação na internet, e criação de documentos, além de abrir portas para conhecimentos mais avançados, como programação e design gráfico. Esses cursos ajudam a desenvolver o pensamento lógico, a capacidade de solucionar problemas e a criatividade, pois incentivam os alunos a explorar e criar em um ambiente digital.
“O aluno aprende se divertindo, através de um ensino de forma lúdica, especialmente pensado para crianças. Esse curso tem duração de três anos e auxilia a ter uma base sólida em informática desde cedo e oferece também uma vantagem competitiva, pois elas vão aprender não apenas a acompanhar, mas também liderar o caminho na era digital. A partir de 7 anos já é a idade indicada para essas crianças iniciarem um curso nessa área”, afirma Eleandro.
Investir em cursos além da escola melhoram o desenvolvimento na sala de aula e ampliam as perspectivas de futuro profissional, pois contribuem para a formação de crianças mais preparadas para enfrentar os desafios do mundo moderno.
Sobre a Jumper! Profissões e Idiomas
Criada em 2003, a Jumper! Profissões e Idiomas é uma rede de ensino que conta com mais de 40 cursos profissionalizantes e de língua estrangeira, para crianças e adultos. Com mais de 600 mil alunos formados pela instituição, a empresa tem 60 unidades espalhadas pelo país, faturou R$35 milhões em 2023 e planeja chegar a R$40 milhões em 2024. Além de transformar o futuro das pessoas através da educação, a Jumper! almeja chegar em 70 unidades até o final do ano e vai dobrar o número de franquias até 2025.
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O corpo fala: 4 sinais que indicam se a mulher está interessada em você
A comunicação vai muito além das palavras. Expressões faciais, postura e pequenos movimentos do corpo podem transmitir emoções, conforto e até indicar interesse durante uma interação. Embora nenhum gesto isolado seja capaz de confirmar o que alguém está sentindo, observar o conjunto dos sinais pode ajudar a compreender melhor a dinâmica de uma conversa.
Segundo Mari Vabo, bióloga, pesquisadora do comportamento humano e autora do livro Best-Seller: O Guia do Instinto Primitivo, a linguagem corporal oferece pistas importantes sobre o nível de conforto e envolvimento entre duas pessoas.
“Biologicamente falando, o nosso corpo reage de forma automática a diferentes emoções. Quando existe interesse ou atração, algumas respostas fisiológicas podem surgir naturalmente, mas elas sempre devem ser interpretadas dentro do contexto e nunca como uma regra absoluta”, explica.
A especialista destaca quatro comportamentos que costumam aparecer durante interações em que há interesse.
- Movimentos frequentes nos lábios
Passar a língua nos lábios ou umedecê-los repetidamente pode estar relacionado a alterações fisiológicas provocadas pela excitação emocional. “Situações que despertam interesse podem aumentar a liberação de adrenalina, deixando a boca mais seca e levando a pessoa a hidratar os lábios involuntariamente”, afirma Mari Vabo.
- Pupilas dilatadas
Outro sinal bastante estudado pela ciência é a dilatação das pupilas. Segundo a pesquisadora, essa resposta pode ocorrer quando alguém está diante de algo ou de alguém que desperta interesse, desde que fatores como iluminação também sejam considerados.
“As pupilas podem se dilatar por diversos motivos, incluindo a atração. É uma resposta involuntária do organismo, mas não deve ser analisada isoladamente”, ressalta.
- Inclinação do corpo durante a conversa
A postura também comunica. Quando uma pessoa inclina naturalmente o tronco em direção ao interlocutor, isso pode indicar atenção, abertura e interesse na interação.
“Costumamos nos aproximar fisicamente daquilo que nos desperta curiosidade ou prazer. Da mesma forma, uma postura mais fechada, como permanecer o tempo todo de braços cruzados, pode demonstrar resistência ou necessidade de manter certa distância”, explica.
- A direção dos pés também comunica
Pouca gente percebe, mas os pés também fazem parte da comunicação não verbal. De acordo com Mari, quando eles permanecem apontados para o interlocutor, isso pode indicar conforto e disposição para permanecer na conversa.
“Já quando os pés ficam constantemente voltados para outra direção, principalmente para uma saída, isso pode indicar que a pessoa deseja encerrar a interação. É um detalhe sutil, mas bastante observado nos estudos sobre linguagem corporal.”
Nenhum sinal deve ser interpretado sozinho
Apesar dessas pistas, Mari reforça que a linguagem corporal não funciona como uma fórmula para identificar o interesse romântico de alguém.
“O comportamento humano é complexo. Um único gesto nunca confirma sentimentos ou intenções. O ideal é observar o contexto, a repetição dos comportamentos e, principalmente, respeitar a comunicação verbal e os limites da outra pessoa. A linguagem corporal complementa a conversa, mas não substitui o diálogo”, conclui.
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Órfãos do Feminicídio: uma triste evidência da violência contra as famílias
O feminicídio, assassinato de uma mulher pela simples questão de gênero, é, por si só, uma situação de extrema violência. No entanto, alguns dos impactos desse crime não são tão evidentes ou imediatamente percebidos. Trata-se dos filhos que perderam suas mães ou responsáveis legais: os órfãos do feminicídio.
No Brasil, eles representam uma trágica consequência de um problema estrutural e urgente. Pesquisas recentes demonstram uma escalada recorde na violência. Segundo o “Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025”, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem/UEL), o país registrou 2.149 assassinatos de mulheres por razão de gênero no ano passado, o que representa uma média de quase seis mortes por dia. Este número, que supera os dados oficiais, revela a dimensão da subnotificação e do problema.
Estima-se que essa violência deixe um rastro devastador, gerando em média quatro novos órfãos por dia no país, como apontou um levantamento do Lesfem no primeiro semestre de 2025. Muitas dessas crianças enfrentam não apenas a perda irreparável de suas mães, mas também a ausência do pai, que frequentemente é o autor do crime e acaba preso ou comete suicídio, configurando um duplo abandono.
A identificação dos autores dos crimes em 2025 retrata uma realidade ainda mais devastadora, concentrada no círculo íntimo da vítima. A análise dos casos mostra que o agressor é: o parceiro íntimo em 46,28% dos casos, e o ex-parceiro íntimo em 33,15% dos casos. Somados, esses homens são responsáveis por quase 80% dos feminicídios, reforçando que o lar, que deveria ser um local de segurança, é onde a maioria das mulheres é assassinada.
Essa violência tem características de intimidade com a vítima. Assim, esses órfãos perdem a mãe e veem o pai ser encaminhado ao sistema prisional, ficando sob os cuidados de avós ou outros familiares, que muitas vezes não possuem recursos financeiros ou apoio psicológico adequados. Quando não há familiares capazes de assumir essa responsabilidade, as crianças são encaminhadas para abrigos públicos, onde convivem com outras vítimas de diferentes formas de violência.
As consequências psicológicas são graves. Estudos indicam que essas crianças podem desenvolver transtornos como estresse pós-traumático, além de dificuldades emocionais e comportamentais que afetam seu desenvolvimento. Ademais, o luto complexo e as carências f inanceiras agravam ainda mais a situação dessas famílias.
Embora o Brasil tenha avançado com a Lei nº 14.717/2023, que instituiu uma pensão especial para órfãos de feminicídio, o suporte ainda é limitado. O benefício, equivalente a um salário mínimo, é destinado a famílias com renda per capita inferior a ¼ do salário-mínimo, mas enfrenta desafios de implementação, como subnotificação de casos e falta de infraestrutura para atendimento às famílias em regiões remotas.
Políticas públicas adicionais são essenciais para oferecer acolhimento e suporte a esses órfãos, incluindo assistência psicológica especializada, transferência de renda para os responsáveis e acesso facilitado à educação.
As vulnerabilidades desses órfãos são agravadas pela falta de estrutura nos abrigos públicos, pela violência institucional nesses estabelecimentos e pelo descompromisso do Poder Público em acompanhar essas crianças e adolescentes de forma especializada. Privados dos laços familiares em virtude da violência e sem políticas públicas efetivas, eles ficam ainda mais expostos à falta de perspectivas de vida.
É fundamental que o Estado adote providências mais eficazes no acompanhamento dessas vítimas indiretas do feminicídio no Brasil. Infelizmente, os números não indicam uma redução desse tipo de violência; pelo contrário, há um crescimento preocupante. É urgente que medidas concretas sejam tomadas para romper esse ciclo de sofrimento e abandono.
* Aline Casado, advogada e professora de Direito na UniCesumar de Maringá.
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