Mato Grosso do Sul
Campanha “Cheiro de Livro” arrecada mais 563 obras literárias para biblioteca do Instituto Penal
Com a proposta de estimular o hábito da leitura aos privados de liberdade, o setor educacional do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) promoveu, pelo segundo ano consecutivo, a campanha de arrecadação de obras literárias “Cheiro de Livro”. A ação teve como objetivo contribuir com o aumento do acervo da literatura disponível na biblioteca da unidade penal e possibilitar o acesso à leitura, de maneira universal e democrática, por meio da doação de exemplares.
Segundo a idealizadora do projeto, a assistente social responsável pelo setor educacional, Cristiane Sobrinho, “o resultado foi mais uma vez além das expectativas”, com a colaboração também dos policiais penais e sociedade civil. “Conseguimos o total de 563 livros arrecadados”, informou. A cada dois livros doados, foi disponibilizado um cupom para concorrer ao vale presente da Cacau Show, no valor de R$ 200,00.
Para o ganhador do prêmio, policial penal Manoel Almeida Filho, a campanha de arrecadação no IPCG não serviu apenas para aumentar o quantitativo de livros na biblioteca, representa uma oportunidade de levar aos internos a um crescimento humano, solidário e fraterno.
“A leitura desperta em cada indivíduo que lê uma visão de mundo, um profundo amadurecimento e esperança em um futuro promissor. Acredito firmemente que a leitura tem o poder de levar a esperança às nossas vidas. Quando mergulhamos em um livro, abrimos portas para novos mundos, ideias e perspectivas. Através das palavras escritas, podemos nos conectar com personagens inspiradores, enfrentar desafios emocionais e explorar temas universais que ressoam em nossa própria jornada”, destaca Manoel.
Entusiasta da leitura, o servidor pontua que é uma fonte inesgotável de esperança. “Ela nos conecta com ideias inspiradoras, ensinamentos valiosos e diferentes perspectivas, ampliando nosso horizonte e nos lembrando de que a mudança e a transformação são possíveis. Portanto, encorajo a todos a abraçarem a leitura, pois ela pode ser um farol de esperança em nossas vidas”, relata o ganhador.
Apoiador da campanha, o diretor do Instituto Penal de Campo Grande, Dirceu de Jesus Arruda Coelho, ressalta que o projeto é de suma importância para diversificar a oferta de livros aos custodiados. “ A leitura nos expõe a diferentes perspectivas e culturas, nos ensinando sobre a diversidade e a complexidade da humanidade. Isso nos ajuda a desenvolver empatia e compreensão em relação aos outros, gerando esperança de que, com o conhecimento e a compreensão mútua, podemos construir um mundo mais tolerante e inclusivo”, finaliza o dirigente.
Keila Oliveira, Agepen
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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