Arapuá
BR 262 Próximo ao Arapuá| Carreta carregada de eucalipto tomba e PRF e Bombeiros atendem acidente
Por volta das 5h30 min desta manhã de segunda-feira (11), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Corpo de Bombeiros de Três Lagoas são acionados num acidente de trânsito na no Km 45 BR-262 que liga Três Lagoas a Campo Grande.
Segundo informações passadas ao ArapuáNews o motorista da carreta desviou de outra carreta que vinha no sentido contrário, e perdeu o controle, causando o tombamento do veículo, que vinha de Ribas do Rio Pardo com destino a uma fábrica de celulose em Três Lagoas.
O motorista não se feriu, tendo apenas danos materiais. Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local para prestar o socorro, já a equipe da PRF sinalizou o local, evitando outro acidente na BR.
O fato aconteceu na entrada da sede do Assentamento 20 de Março que fica há dez quilômetros do Distrito de Arapuá, a madeira ficou esparramada na frente da entrada, não obstruindo a BR, que segue com o transito normal, uma equipe começou a fazer o trabalho de remoção da madeira e destombamento do veículo, com previsão de termino as 15 horas.
Veja também
Arapuá
O lado invisível da celulose| Esvaziamento populacional e apagamento cultural em Arapuá e Garcias
Entre 2000 e 2020, enquanto o setor de celulose impulsionava a economia regional, os distritos de Arapuá e Garcias seguiam no caminho inverso, enfrentando um rápido encolhimento populacional. Dados do IBGE e projeções demográficas revelam que a população de Arapuá caiu 17% (de 1.911 para 1.586 habitantes), enquanto Garcias registrou uma queda de 15% (de 2.301 para 1.967 moradores).
Uma pesquisa conduzida pela geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS, revela que esse impacto vai além da economia: trata-se do esfacelamento da vida comunitária.
De Vilas Vivas a “Cidades Desertas”
A partir de dezenas de entrevistas com moradores, a pesquisadora documentou a perda das tradições que uniam a população. Tradicionais bailes, quermesses, campeonatos de futebol e festas religiosas desapareceram à medida que as famílias deixavam a zona rural.
“Tem dias que você passa lá e parece uma cidade deserta”, relata um morador. Outro relembra que os bailes que duravam até o amanhecer deram lugar a ruas totalmente vazias antes mesmo da meia-noite.
A mudança na paisagem também foi radical. Entrevistados relatam que antigas sedes de fazendas, que antes abrigavam dezenas de famílias de trabalhadores, foram demolidas. Tratores abriram grandes valas para enterrar as estruturas das antigas moradias, abrindo espaço para os extensos monocultivos de eucalipto e apagando vestígios da história local.
Impactos na Fauna, Flora e o Fim da Escola Local
O estudo também capturou a percepção dos moradores sobre as alterações no ecossistema:
- Fauna: Espécies nativas como perdizes, jaós e anus tornaram-se raras. Em contrapartida, tucanos, araras, papagaios e macacos passaram a invadir os quintais das casas, provavelmente atraídos pela busca por alimento.
- Flora: Frutos tradicionais do Cerrado, como a guavira, o pequi e o marolo, tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar. (Os autores ressaltam que esses relatos refletem a percepção dos moradores e não estabelecem, isoladamente, uma relação científica de causa e efeito).
O Símbolo do Abandono
O marco mais doloroso dessa transição foi o fechamento das instituições locais. A escola, que historicamente funcionava como o principal ponto de encontro e integração dos moradores, viu o número de alunos despencar.
Em Garcias, a escola foi definitivamente desativada em 2018. Com o encerramento das atividades, o sentimento de comunidade se enfraqueceu ainda mais, e as crianças da região passaram a enfrentar longas e cansativas viagens diárias de ônibus para conseguir estudar no distrito vizinho.
Leia na integra a pesquisa geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS
02.docxPor Campo Grande News
Arapuá
Defesa Civil acompanha recuperação de erosão na MS-459 e reforça segurança no trecho para moradores locais
A Defesa Civil de Três Lagoas segue atuando de forma preventiva na identificação e solução de situações que possam comprometer a segurança da população. Na manhã desta segunda-feira, 20 de julho, o agente da Defesa Civil, Luiz Fabiano, acompanhado do engenheiro da AGESUL, Mário, esteve na rodovia MS-459, no trecho entre a BR-262 e o Distrito de Arapuá, para vistoriar uma erosão identificada nos últimos dias.
O local, que já havia sido devidamente sinalizado e isolado para garantir a segurança dos motoristas, começou a receber nesta segunda-feira os serviços de recuperação. A intervenção tem como objetivo restabelecer as condições adequadas de trafegabilidade da via, evitar o avanço da erosão e proporcionar mais segurança aos usuários da rodovia.
| Texto por: | Raquel Tozi | Foto por: | Defesa Civil |
Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS
-
Suzano4 dias atrásSuzano abre 17 vagas de emprego em Água Clara, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
-
Três Lagoas6 dias atrásALTERAÇÃO NO TRÂNSITO – Prefeitura iniciará mudanças no sentido de circulação de quatro vias em Três Lagoas
-
Três Lagoas7 dias atrásExposições e palestras marcam ciclo de capacitação da 2ª Semana da Agricultura Familiar em Três Lagoas
-
Três Lagoas6 dias atrásFesta do Folclore abre cadastro para espaço destinado a pessoas com deficiência em Três Lagoas















