Mato Grosso do Sul
MS celebra 49 anos, com o alcance 82% de cobertura de saneamento
Com 82% de cobertura no Estado e 37 municípios acima de 90%, expansão da infraestrutura amplia coleta e tratamento de esgoto e aproxima MS da meta de universalização
Aos 49 anos, Mato Grosso do Sul chega ao aniversário com um avanço expressivo em uma infraestrutura essencial para -a saúde, a qualidade de vida e a proteção ambiental. A cobertura de esgotamento sanitário já alcança 82 % no Estado e, nos municípios atendidos pela Aegea, 37 já superaram 90% de atendimento, patamar considerado de universalização pelo Marco Legal do Saneamento.
No interior, a expansão dos sistemas é realizada pela Ambiental MS Pantanal por meio da parceria público privada com a Sanesul e envolve diferentes etapas da infraestrutura de esgotamento sanitário, com implantação de redes coletoras, novas ligações domiciliares, estações elevatórias, emissários e estruturas de tratamento.
A evolução dos indicadores mostra o ritmo de expansão do esgotamento sanitário em MS nos últimos cinco anos. Em 2021, oito municípios estavam acima de 90% de cobertura. Em 2026, são 36, enquanto novas obras seguem avançando para ampliar o atendimento e aproximar outras cidades da universalização.
Para o governador Eduardo Riedel, o avanço do saneamento em Mato Grosso do Sul é resultado de uma política de Estado construída com planejamento de longo prazo e participação do investimento privado.
“Saneamento é saúde, bem-estar e qualidade de vida. Tenho orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul caminha para ser o primeiro estado do Brasil a universalizar o esgotamento sanitário, antes do prazo nacional. Esse avanço é fruto de um esforço coletivo, de uma política de Estado planejada a curto, médio e longo prazo e da participação do investimento privado. Uma transformação que vai além da infraestrutura, com benefícios para a saúde, o turismo, a educação, o meio ambiente e a qualidade de vida da população”, destaca o governador.
A expansão dos serviços é resultado da atuação conjunta do Governo do Estado, da Sanesul e das empresas da Aegea em Mato Grosso do Sul. No interior, a Ambiental MS Pantanal atua em parceria com a Sanesul na ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário em 68 municípios. Em Campo Grande, os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário são realizados pela Águas Guariroba.
Para Renato Marcílio, diretor-presidente da Sanesul, Mato Grosso do Sul vive um novo momento no saneamento, com investimentos que ampliam o acesso aos serviços e contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população.
“Cada rede implantada e cada estação de tratamento construída representam avanços concretos na vida das pessoas. Trabalhamos com responsabilidade e visão de futuro, porque o acesso ao saneamento é essencial para a saúde, o desenvolvimento social e a preservação ambiental. Esses resultados são fruto de decisões estratégicas e de um trabalho conjunto que aproxima Mato Grosso do Sul da universalização do esgotamento sanitário”, afirma.
Na avaliação de Gabriel Buim, diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba, o avanço do saneamento ajuda a traduzir uma parte importante da transformação vivida por Mato Grosso do Sul nos últimos anos.
“É uma infraestrutura que muitas vezes não aparece na paisagem urbana, mas que faz diferença todos os dias na saúde, na proteção dos recursos hídricos e na capacidade de desenvolvimento dos municípios. Ao coletar e tratar o esgoto antes de devolvê-lo ao meio ambiente, ajudamos a proteger sistemas hídricos que ultrapassam os limites de uma única cidade”, destaca.
Entre os exemplos dessa evolução está Itaquiraí, que caminha para alcançar 98% de cobertura com a implantação de seu novo sistema de esgotamento sanitário. Taquarussu, que partiu praticamente sem atendimento, também recebe uma nova estrutura projetada para levar o serviço a cerca de 98% da população.
Municípios como Sonora, Rio Verde de Mato Grosso, Fátima do Sul, Chapadão do Sul, Selvíria e Caarapó também registram expansão de redes, ligações e estruturas operacionais.
“Quando acompanhamos uma cidade que tinha pouca cobertura de esgoto, ou até praticamente nenhuma, e vemos esse índice avançar para próximo ou acima de 90%, fica muito claro o tamanho da transformação que está acontecendo em Mato Grosso do Sul. É uma mudança construída todos os dias, com redes sendo implantadas, estações entrando em operação e novas ligações chegando às casas”, afirma Clayton Bezerra, diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba.
Mais esgoto tratado, rios mais protegidos
O avanço da cobertura de esgotamento sanitário em Mato Grosso do Sul também representa um volume maior de esgoto coletado e tratado antes de retornar ao meio ambiente. Atualmente, a Ambiental MS Pantanal trata cerca de 104 milhões de litros de esgoto por dia nos municípios do interior do Estado atendidos pela Ambiental MS Pantanal. Desde o início da operação, em 2021, mais de 131,4 bilhões de litros já foram coletados e tratados, reduzindo o lançamento de esgoto sem tratamento em rios, córregos e outros corpos hídricos.
Esse avanço é acompanhado pela ampliação da capacidade de tratamento em diferentes regiões. Em Itaquiraí, a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) está praticamente concluída. Em Taquarussu, a implantação da nova unidade avança para a fase final, enquanto Fátima do Sul recebe a ampliação da capacidade da ETE existente. As três intervenções apresentam, em conjunto, aproximadamente 92% de execução.
Na Capital, a Águas Guariroba também mantém uma estrutura voltada à coleta e ao tratamento de esgoto, com mais de 3.400 quilômetros de redes e três Estações de Tratamento de Esgoto: Los Angeles, Imbirussu e Botas.
A atuação da Aegea em Mato Grosso do Sul, por meio da Águas Guariroba, em Campo Grande, e da Ambiental MS Pantanal, no interior, reforça o papel do saneamento como infraestrutura essencial para a saúde, a proteção dos recursos hídricos e o desenvolvimento dos municípios. No Brasil, a Aegea atende mais de 39 milhões de pessoas em mais de 890 municípios, ampliando o acesso ao saneamento em diferentes regiões do país.
Ao completar 49 anos, Mato Grosso do Sul celebra uma trajetória de desenvolvimento que também se reflete nos avanços do saneamento básico. Uma transformação construída por meio do trabalho conjunto do Governo do Estado, da Sanesul, da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba, que seguem ampliando o acesso aos serviços de saneamento, contribuindo para a saúde da população, a qualidade de vida e a proteção dos recursos hídricos. Um compromisso compartilhado com o desenvolvimento sustentável e o futuro dos sul-mato-grossenses.
Sobre a Ambiental MS Pantanal
A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 municípios de 15 estados brasileiros. Atualmente, Mato Grosso do Sul alcança 82% de cobertura de esgotamento sanitário.
No interior do Estado, a Ambiental MS Pantanal atua por meio da Parceria Público-Privada (PPP) firmada com a Sanesul e é responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, onde a cobertura chega a 81,2%. Em Campo Grande, a Aegea está presente por meio da Águas Guariroba, responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Capital, que atualmente alcança 95% de cobertura de esgoto.
Mato Grosso do Sul
Em Amambai, comunicação em guarani facilita acesso de indígenas aos serviços da Polícia Científica
Indígena e moradora de aldeia, Marlene Ortiz auxilia na comunicação durante exames médico-legais, emissão de documentos e orientação a famílias
Nem toda pessoa que chega à Polícia Científica de Amambai consegue explicar em português o que precisa ou compreender as orientações recebidas. É nessas situações que Marlene Ortiz ajuda a estabelecer o diálogo. Indígena, pedagoga, técnica de enfermagem e falante de guarani, ela nasceu, cresceu e continua vivendo em uma aldeia do município.
Desde 2024, Marlene atua na URPI (Unidade Regional de Perícia e Identificação) de Amambai, por meio de parceria com a prefeitura. Seu trabalho inclui apoio em atendimentos médico-legais, orientações relacionadas a exames de DNA, identificação civil e situações em que familiares procuram informações após a morte de um parente.
“Quando chegam aqui e encontram uma pessoa indígena, elas confiam mais. Conversam, tiram dúvidas e falam comigo. Eu ajudo nos exames e também no atendimento do RG, porque muitos indígenas têm dificuldade quando chegam ao serviço”, contou.
Segundo o Censo 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Amambai tem 9.988 habitantes indígenas, o equivalente a 25,4% da população. É o terceiro maior contingente indígena entre os municípios de Mato Grosso do Sul.
Desde 2024, o município também reconhece o Guarani Kaiowá como língua cooficial, conforme a Lei Municipal nº 2.905. Na unidade da Polícia Científica, o idioma faz parte de uma comunicação que funciona nos dois sentidos: indígenas procuram Marlene para entender os procedimentos, enquanto servidores recorrem a ela para esclarecer informações transmitidas em guarani. Em algumas situações, seu auxílio também foi necessário para compreender mensagens apresentadas à equipe durante os atendimentos realizados fora da unidade.
Acolhimento
Com crianças, Marlene aprendeu que nem sempre o primeiro contato começa com perguntas. Em uma das situações que recorda, uma criança não queria interagir durante o atendimento. Ela se sentou ao seu lado, pegou papel e lápis e começou a desenhar uma gatinha. A criança respondeu fazendo seu próprio desenho e, depois, conseguiu seguir para o exame. “Quando a criança chega muito irritada, ela brinca e vai se acalmando. Depois dá para chamar para fazer o exame”, disse a indígena
Antes de atuar na Polícia Científica, Marlene já trabalhava com crianças, mulheres, gestantes e idosos na comunidade indígena. Essa experiência, somada à formação em Pedagogia e Enfermagem, contribui para a maneira como recebe pessoas em situações de medo, insegurança ou sofrimento.
Nos atendimentos relacionados à violência, sua atuação se concentra na comunicação e no acolhimento. Os exames e demais procedimentos destinados à produção da prova técnico-científica permanecem sob responsabilidade dos profissionais competentes da Polícia Científica.
O apoio em guarani também ocorre no Núcleo Regional de Identificação, onde indígenas procuram atendimento para solicitar a CIN (Carteira de Identidade Nacional). Marlene auxilia na compreensão das orientações e no esclarecimento de dúvidas sobre o serviço.
Em momentos de luto, esse contato assume outra dimensão. Quando famílias chegam à unidade após a morte de um parente, ela ajuda a transmitir informações sobre os procedimentos, respeitando as atribuições dos profissionais responsáveis. “Se o meu povo indígena chega, já me procura. Talvez eu não esteja aqui, mas me chamam para conversar”, disse Marlene.
Além de Amambai, a unidade atende demandas de Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru, municípios do Cone Sul de Mato Grosso do Sul. “Eu vejo que muitas pessoas têm dificuldade. Me colocaram aqui para ajudar a minha comunidade, mas também ajudo qualquer pessoa que precise. Eu gosto de ajudar. Se precisar, estou aqui”, afirmou a indígena.
Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
MS completa 49 anos com mais oportunidades, mobilidade social e futuro promissor para as novas gerações
Mato Grosso do Sul completa 49 anos sendo o estado com maior possibilidade de ascensão social do Brasil. Isto significa que os jovens vislumbram um futuro com mais oportunidades que seus pais e seus filhos terão condições melhores do que as que eles tiveram. Esse cenário promissor é resultado de um ambiente de desenvolvimento, pleno emprego e investimentos públicos e privados, que geram postos de trabalho e melhores rendimentos.
A liderança do Estado em mobilidade social transforma essas oportunidades em mudanças concretas na vida das pessoas. Com um ambiente de negócios favorável, melhoram-se as condições de vida e ampliam-se as perspectivas positivas para as próximas gerações.
Para alcançar esse patamar, o governador Eduardo Riedel apostou em grandes investimentos públicos na educação, com a modernização das escolas e a ampliação da qualificação profissional dos estudantes do ensino médio. A estratégia também inclui programas de capacitação para preparar os trabalhadores para conquistarem melhores empregos. É um modelo de desenvolvimento que busca incluir as pessoas e ampliar as oportunidades.

“O Estado teve grandes conquistas nos últimos anos, mas a que melhor simboliza esse cenário positivo é sermos líderes em mobilidade social do Brasil. Isso significa que, hoje, o cidadão tem uma vida melhor que a de seu pai e que, no futuro, seu filho terá ainda mais oportunidades. Para chegarmos a esse resultado, houve muito trabalho coletivo, empenho, dedicação e a construção de um ambiente de prosperidade. Melhorar a vida das pessoas é o nosso principal objetivo”, afirmou o governador.
Além da mobilidade social, o Estado se destaca em outros indicadores nacionais. Mato Grosso do Sul registra crescimento quatro vezes superior à média nacional, tem a segunda menor taxa de desemprego do país e recebeu, nos últimos anos, R$ 81 bilhões em investimentos privados, impulsionando a economia regional.
O Estado deixou de ser predominantemente exportador de matérias-primas, para se tornar referência nacional na industrialização do agronegócio e na atração de investimentos. Também se destaca pelo desenvolvimento de novas cadeias produtivas, como bioenergia, celulose e citricultura, que encontraram em Mato Grosso do Sul um ambiente favorável para crescer.
Crescimento que chega às pessoas
Não basta crescer se as oportunidades e as transformações não chegarem à população. A prosperidade precisa caminhar junto com a inclusão e o apoio a quem mais precisa. Com esse objetivo, a gestão estadual estruturou programas e ações para incentivar o desenvolvimento pessoal e profissional de quem busca um futuro melhor.
Ariadne Mariana Rocha tinha o sonho de se tornar médica. Ela sabia que alcançaria esse objetivo com dedicação e muito estudo. Sem condições de pagar um curso preparatório para o vestibular, pediu à família que lhe permitisse dedicar-se exclusivamente aos livros, sem precisar trabalhar naquele período.

Com muito empenho e determinação, conseguiu ser aprovada no curso de Medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O sonho começava a se tornar realidade. No entanto, surgiu outro desafio: o curso exigia dedicação integral, e ela precisava arcar com despesas de alimentação, livros, deslocamento para os estágios e outros custos relacionados à formação.
Foi nesse momento que o programa estadual “MS Supera” ofereceu o apoio de que precisava. Após ser selecionada, Ariadne passou a contar com um benefício mensal equivalente a um salário mínimo para ajudar a custear as despesas. A iniciativa concede auxílio financeiro a estudantes de baixa renda matriculados em cursos de educação profissional ou em cursos universitários de instituições públicas e privadas, com o objetivo de estimular a permanência nos estudos.
“O programa entrou na minha vida não apenas como uma ajuda financeira, mas como um motivo a mais para continuar a faculdade. Quando o estudante está menos ansioso e menos preocupado com os gastos, consegue estudar melhor e, depois, tornar-se um profissional melhor. É um grande investimento do Estado, inteligente e humano. Ele oferece oportunidade e dignidade para continuarmos nossos estudos”, relatou a estudante.
Ariadne deu esse depoimento emocionado no final do ano passado, durante um evento com estudantes do MS Supera, realizado no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública, em Campo Grande. Na ocasião, demonstrou gratidão pelo apoio recebido. Atualmente, ela está no sétimo semestre de Medicina.
Condições para vencer
Uma história semelhante é a da estudante Emily Teixeira, também aprovada em Medicina na UFMS. Para conquistar essa vaga, ela destaca a importância do ensino e do aprendizado recebidos na Escola Estadual Emygdio Campos Widal. Depois de muita dedicação e estudo, fez questão de compartilhar a conquista com professores e colegas.
“Aproveitei bastante a escola, principalmente no 3° ano. Aprendi muito com os bons professores e participava de tudo o que podia. Aproveitava ao máximo o que a escola tinha a me oferecer. Quando chegava em casa, continuava estudando. Lembro de todas as aulas e de tudo o que aprendi aqui. Além do aprendizado, sempre me senti acolhida pela escola. Os profissionais demonstravam o quanto se importavam comigo”, revelou.
O governador destaca que a educação é a principal ferramenta para o desenvolvimento do Estado. Embora as grandes oportunidades estejam surgindo, a população precisa estar preparada e qualificada para atender às demandas (mercado de trabalho) e aproveitar esse cenário positivo.

Por essa razão, 55% dos alunos do ensino médio da Rede Estadual estão matriculados em cursos profissionalizantes, com o objetivo de concluir a educação básica já com uma profissão e ampliar as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho.
São 50 mil estudantes matriculados na Educação Profissional, cuja oferta foi universalizada nos 79 municípios do Estado. O crescimento também aparece na expansão das turmas atendidas, que passaram de 1,1 mil para mais de 1,7 mil entre 2025 e 2026.
Para modernizar as unidades de ensino, uma escola estadual foi reformada ou construída a cada seis dias. Os investimentos em obras nas unidades somaram R$ 1,2 bilhão. Ao todo, 240 escolas já receberam intervenções durante a atual gestão, o equivalente a cerca de 70% da rede física estadual.
“Mato Grosso do Sul tem muitas conquistas nos últimos anos e um futuro que já está sendo construído, com geração de empregos, crescimento econômico e novas oportunidades. Temos muito a fazer, mas sabemos que estamos no rumo certo, transformando a vida das pessoas”, afirmou Riedel.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto da capa: Álvaro Rezende/Secom-MS
Fonte: Governo MS
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