Celulose em Destaque
Arauco destaca equidade e protagonismo feminino durante o Pantanal Tech DELAS
O papel das mulheres na construção de operações mais sustentáveis, diversas e conectadas aos territórios foi tema do painel “Protagonismo feminino em grandes negócios”, durante o encontro Pantanal Tech DELAS, realizado no dia 4 de julho, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), em Aquidauana. A Arauco foi representada por Tatiane Palazzio, coordenadora de Desempenho Social, e Julene Taniguchi, coordenadora de Gestão de Pessoas. Durante a conversa, elas compartilharam experiências voltadas à inclusão, à equidade de gênero e à valorização da presença feminina nos projetos sociais apoiados pela Companhia.
Com metodologia baseada na cocriação, o Pantanal Tech DELAS, que integra a programação do Pantanal Tech MS 2026, reuniu mulheres de diferentes áreas ligadas ao agronegócio, à pecuária pantaneira e à conservação do bioma para discutir soluções práticas aos desafios enfrentados no território.
Para Tatiane, o debate foi uma oportunidade de mostrar que inclusão exige estrutura, especialmente em programas de formação, qualificação e capacitação profissional. “Promover a participação das mulheres exige mais do que oferecer oportunidades. É preciso reconhecer as barreiras que muitas enfrentam no dia a dia e criar condições reais para que possam se desenvolver com segurança, autonomia e confiança”, afirma.
Um dos exemplos é o curso preparatório gratuito para o Encceja, oferecido pela Arauco em parceria com a Prefeitura de Inocência, com apoio do Sesi. A iniciativa oferece aulas com professores, material didático e monitor infantil para os filhos dos participantes, facilitando a participação de mães que querem retomar os estudos, mas precisam conciliar a formação com o cuidado das crianças.
Além dele, há o Programa de Formação de Motoristas, realizado em parceria com o Sest/Senat. A iniciativa vai capacitar cinco grupos de 200 condutores para progressão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) à categoria D, preparando mão de obra regional para o suporte logístico do Projeto Sucuriú. A primeira turma conta com 45% de participação feminina.
Segundo Tatiane, esse cuidado já tem gerado histórias de mulheres que conquistaram independência financeira, fortaleceram a autoestima, abriram negócios ou encontraram novas oportunidades de trabalho. “Mais do que gerar renda, estamos falando de fortalecer a confiança para que cada mulher possa assumir o protagonismo da sua própria trajetória”, diz.
A atuação da Companhia também inclui iniciativas voltadas à proteção social e ao enfrentamento de vulnerabilidades nos municípios onde está presente. Entre elas estão o Termo de Cooperação Mútua com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a parceria com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) na campanha “Você Merece Um Amor Leve”, voltada à prevenção e ao combate à violência doméstica e ao feminicídio, com ações previstas em 11 municípios.
“Como mulher e como profissional da área de Desempenho Social, tenho muito orgulho de fazer parte de uma empresa que entende que o desenvolvimento sustentável passa necessariamente pela inclusão, pela diversidade e pela valorização da liderança feminina. Quando investimos nas mulheres, investimos em famílias mais fortes, comunidades mais resilientes e em um futuro mais justo para todos”, ressalta Tatiane.
Julene apresentou o Plano de Equidade de Oportunidades desenvolvido pela área de Gestão de Pessoas da Arauco na Florestal. A iniciativa é conduzida por um comitê que reúne as áreas Florestal, Logística e Suprimentos, Indústria, Projeto Sucuriú e Desempenho Social, e nasceu do mapeamento de barreiras que ainda limitam a presença das mulheres no setor, como o acesso à formação técnica, a progressão para posições de liderança e os estereótipos ligados às funções operacionais.
O plano estabeleceu metas concretas de crescimento: a participação de mulheres no quadro florestal deve passar de 18%, em maio de 2026, para 23% em maio de 2028. Na área de logística e suprimentos, o objetivo é elevar o índice de 25% para 31% no mesmo período. Programas como o de aprendizagem em manutenção mecânica florestal, em parceria com o Senai e a Prefeitura de Inocência, integram essa estratégia, formando mão de obra qualificada e criando um caminho de entrada para novas profissionais no setor.
“O comitê de equidade nos ajuda a enxergar, de forma estruturada, onde estão as barreiras e o que precisa ser feito para superá-las. Não basta abrir vaga: é preciso formar, acompanhar de perto e criar caminhos reais de crescimento para que as mulheres construam suas carreiras de maneira sólida dentro da atividade Florestal”, afirma Julene.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
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Concessionária vai à Justiça para barrar ferrovia bilionária da Arauco
A concessionária de rodovias Way-112, que administra a rodovia MS-112, foi à Justiça para embargar a construção da ferrovia que está sendo construída pela Arauco, obra bilionária que marca o retorno de investimentos no transporte ferroviário em Mato Grosso do Sul.
O motivo para o atrito entre a Way-112 e a gigante da celulose é possessório. A concessionária da rodovia que liga a fábrica da Arauco à cidade de Inocência acusa a multinacional chilena de esbulho possessório por invasão da faixa de domínio e pede, na Justiça, a reintegração de posse da faixa de domínio e, ainda, o desfazimento das obras de um viaduto da via férrea sobre a rodovia concessionada pelo governo de Mato Grosso do Sul.
A Way-112 alega que não houve autorização da empresa, que é detentora da faixa de domínio (e cobra pelo seu uso), para as obras de construção da ferrovia da Arauco, que estão sendo executadas pela Construcap, uma das maiores empreiteiras do Brasil, que, no Estado, executou a ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Campo Grande e, ainda neste ano, deve assumir a gestão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).
Já a Arauco, que simplesmente ignorou os pedidos da Way-112, entende que não precisa da anuência da concessionária da rodovia nem, tampouco, da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).
“Entendemos que a situação não se enquadra nas hipóteses típicas de cobrança pela ocupação de faixa de domínio”, afirmou a Arauco em documento enviado à Way-112, que insiste em cobrar que a gigante da celulose pague por usar sua faixa de domínio para construir um viaduto.
A multinacional chilena ainda cita jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) de que não é devida a cobrança pela utilização da faixa de domínio de um serviço público quando esta decorre de outro serviço público, para sustentar que não precisa da autorização da concessionária estadual.
“No caso, considerando que a Arauco recebeu da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorização para implantação do ramal ferroviário EF-A35, localizado no município de Inocência (MS), entendemos que, em princípio, essa cobrança é indevida”, explicou.
A Arauco está investindo R$ 2,8 bilhões na ferrovia de 47 quilômetros que ligará a futura fábrica da gigante da celulose à Malha Norte, em Inocência. Na megafábrica que está sendo levantada no município, o investimento é ainda maior: US$ 4,6 bilhões na planta que será a maior processadora de celulose do mundo, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano.
CONFRONTO
O documento judicial detalha momentos de tensão entre as equipes de campo. Em registros operacionais realizados em junho deste ano, a concessionária relata que seus fiscais tentaram embargar a obra administrativamente, mas foram ignorados. Segundo o relatório de ocorrência, “o responsável pela empresa executora informou expressamente à equipe da concessionária que não acataria a determinação de paralisação, afirmando que eventual ordem deveria partir da própria Arauco”.
Para a Way-112, a resistência vai além de uma disputa financeira, trata-se de um risco direto aos usuários da rodovia. A petição destaca que as escavações profundas e a movimentação intensiva de máquinas pesadas na beira da pista foram feitas sem a aprovação de planos de sinalização técnica.
A concessionária afirma que “a execução de serviços por terceiros na faixa de domínio somente pode ocorrer após a anuência da concessionária e com o de acordo da agência estadual [Agems]”.
A Way-112 reforça que a faixa de domínio da MS-112 tem 40 metros de extensão e é “indisponível e insuscetível de posse e de alienação” por parte de entes privados sem o devido processo legal. Por isso, pede ao juiz que a Arauco seja condenada a promover a “restituição da área ao seu estado anterior (status quo ante), às suas expensas”, o que implicaria o desfazimento do que já foi construído.
CAUTELA
O juiz Edimilson Barbosa Ávila, em decisão interlocutória proferida em 11 de junho deste ano, optou pela cautela. Apesar da urgência alegada pela concessionária, o magistrado decidiu postergar a análise do pedido de liminar para depois da manifestação da Arauco, respeitando o princípio do contraditório.
O magistrado anotou em seu despacho: “No mais, quanto ao pleito de concessão da liminar, sua análise é mais adequada após o contraditório (postergo)”. Além disso, o juiz determinou que a Agems seja intimada para prestar informações em 15 dias, já que a questão central da disputa envolve a interpretação das normas regulatórias da agência estadual.
Até o fechamento desta edição, a Arauco não havia se manifestado oficialmente no processo. A obra do viaduto ferroviário segue como um símbolo da grandiosidade dos investimentos em Inocência, mas agora sob a sombra de uma batalha jurídica que pode definir novos precedentes sobre como as concessões de rodovias e ferrovias devem coexistir no território sul-mato-grossense.
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Arauco conclui dragagem de lago em parque de Campo Grande (MS)
A atuação sustentável do Projeto Sucuriú, que marca a chegada da Arauco ao setor de celulose no Brasil, estende-se para além de Inocência, alcançando também a capital sul-mato-grossense. Como parte de uma compensação ambiental em conjunto com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a Companhia concluiu, no final de junho, a dragagem do lago do Parque Estadual do Prosa, em Campo Grande. Foram retirados 12 mil m³ de sedimentos, em profundidade de até um metro. Realizada ao longo de seis meses, com aporte de R$ 675 mil, a ação incluiu a limpeza, o transporte e a destinação ambientalmente adequados do material coletado.
Com 135 hectares de área verde e rica biodiversidade com remanescentes do Cerrado em pleno perímetro urbano, o Parque Estadual do Prosa é uma das principais áreas de preservação urbana de Campo Grande, com nascentes que alimentam os córregos Joaquim Português e Desbarrancado. Estes dois córregos se encontram dentro da área do parque, formando o Córrego Prosa, que alimenta o sistema hídrico da região, incluindo áreas associadas ao Parque das Nações Indígenas.
O diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco, Theófilo Militão, destaca que o Parque do Prosa é um espaço público importante para os moradores por seu potencial para caminhadas, contato com a natureza e outras formas de lazer no entorno dos lagos, daí a importância de contribuir para sua manutenção.
“Os compromissos de sustentabilidade do Projeto Sucuriú vão além da Costa Leste do Estado. Essa compensação ambiental junto ao Imasul, no Parque do Prosa, materializa essa visão de maneira muito clara, porque o lago é um patrimônio ambiental urbano estratégico para a conservação do Cerrado. E isso interessa a toda a população sul-mato-grossense”, afirma o executivo.
A dragagem do lago do Parque do Prosa integra um conjunto de ações de compensação ambiental executadas pela Arauco em conjunto com o Imasul, com investimento total de aproximadamente R$ 4,17 milhões. A iniciativa inclui a doação de nove caminhonetes (cinco Toyota Hilux e quatro Mitsubishi L200 Triton) para reforçar a fiscalização ambiental, inclusive na região do Pantanal, além de dois tratores e roçadeiras destinados à manutenção dos Parques Estaduais das Várzeas do Rio Ivinhema, em Jateí (MS), e das Nações Indígenas, na Capital.
Realizadas em dezembro de 2025, as entregas dos veículos, máquinas e equipamentos foram celebradas pelo diretor-presidente do Imasul, André Borges. “Estes equipamentos chegam para apoiar a gestão ambiental e o nosso trabalho, que é a conservação da natureza, das áreas protegidas e o desenvolvimento sustentável por meio dos licenciamentos ambientais”, afirma ele.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
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