Mato Grosso do Sul
Com apoio da FCMS, Programa (re)Conexões abre debates em Campo Grande sobre o futuro dos museus brasileiros
Projeto itinerante do Ibram reúne gestores, trabalhadores e sociedade civil para discutir participação social e fortalecimento do setor museal
Foi aberto na tarde desta segunda-feira (1º), na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Programa (re)Conexões, iniciativa itinerante do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) voltada ao fortalecimento do Sistema Nacional de Museus, à implantação do Sistema de Participação Social e à normatização do Fórum Nacional de Museus, previsto para novembro deste ano.
A proposta do encontro é consolidar o diálogo entre Estado e sociedade civil para definir os rumos dos museus brasileiros e das políticas de memória. Os participantes foram divididos em três grupos de trabalho, que seguem uma metodologia estruturada pelo Ibram para identificar pontos de melhoria e processos que podem ser ampliados.
Entre os temas debatidos está a reestruturação do Sistema Nacional de Museus, que busca ampliar a participação de instituições e profissionais do setor, além de simplificar os processos de adesão e atuação. Outro eixo de discussão é o Sistema de Participação Social, que pretende construir modelos de governança capazes de integrar sociedade civil, trabalhadores de museus e poder público. Já a normatização do Fórum Nacional de Museus aborda critérios de participação e a dinâmica das plenárias.
A coordenadora de Participação Social do Ibram, Vera Lúcia Mangas da Silva, destacou que as contribuições dos grupos serão sistematizadas em cadernos de pautas. Eles vão subsidiar as próximas etapas do processo: o debate a oficialização das propostas. “As discussões vão acontecendo e a gente vai registrando os pontos-chave para que, a partir de toda essa colaboração, possamos desenvolver uma sistematização das contribuições apresentadas pelos grupos”, explicou.
Criado em 2012, o Programa (re)Conexões tem como objetivo promover uma escuta democrática do campo museológico brasileiro para subsidiar a construção de políticas públicas para o setor. O programa se consolidou como um espaço permanente de diálogo entre Estado e sociedade civil, estimulando articulação, mediação, qualificação e cooperação entre instituições, entidades e coletivos.
Uma das características do projeto é sua itinerância por diferentes estados e regiões do país, buscando superar um dos principais desafios da participação social nas políticas museais: a descentralização e a regionalização dos debates. A proposta é garantir que representantes de diferentes territórios contribuam para a construção de uma museologia mais plural e inclusiva.
De acordo com a presidenta do Ibram, Fernanda Santana Rabello de Castro, esta é a primeira vez que o Programa (re)Conexões é realizado em Mato Grosso do Sul, recebendo orientações e opiniões de agentes de cultura que atuam no setor museológico regional.
“Estamos sempre prontas a defender essa política pública de participação, a fazer com que ela se implemente, a avaliar, a monitorar, a cobrar do poder público e também da sociedade que se mobilize quando necessário. Esse espaço é o Fórum Nacional dos Museus e precisamos discutir qual é a sua realidade e de quanto em quanto tempo ele deve acontecer. Os encontros do (re)Conexões em 2025 e 2026 servem para essa construção coletiva. Nossas atividades e entregas não encerram por aqui. Estamos construindo essa transformação de mãos dadas, com perseverança e contando com a continuidade das políticas públicas”, afirmou.
Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, a participação de gestores e da sociedade é fundamental para a construção de políticas públicas duradouras para os espaços de memória.
“Nossos colaboradores não pouparam esforços para ajudar nessa reconstrução dos (re)Conexões. Estamos vivendo um momento importante para a cultura, com a preocupação de deixar legados, projetos e sistemas estruturados. O mais importante é construir uma linha forte e resistente, que não possa ser quebrada. Essa união entre o poder público e a participação popular é fundamental para que isso aconteça”, destacou.
O evento segue até esta terça-feira (2). A programação inclui, das 9h às 11h, a oficina “Plano Museológico”, no Teatro de Bolso, no bloco da FAENG. Às 11h, ocorre o encerramento oficial, no Auditório da Casa da Ciência da UFMS. Já no período da tarde, das 13h30 às 16h, será realizada a atividade “Campo Grande de Portas Abertas”, com roteiro de visitação a museus da capital.
Comunicação Setesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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