Mato Grosso do Sul
Immerse Pantanal é lançado em MS com foco em bioeconomia, inovação e sustentabilidade
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, realizou nesta segunda-feira (1º) a abertura oficial do programa internacional IMMERSE Pantanal: Interdisciplinary Transnational Education for Sustainable Bioeconomy, em evento realizado no auditório da Cotin/Sefaz, em Campo Grande. A cerimônia contou também com a presença do secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, além de pesquisadores, estudantes e representantes de instituições parceiras do Brasil e do exterior.
Desenvolvido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em parceria com a University of Birmingham e o Brazil Institute, o IMMERSE Pantanal é um programa internacional de imersão acadêmica e territorial que promoverá atividades em diferentes cenários do Pantanal sul-mato-grossense. A iniciativa reúne pesquisadores, estudantes e especialistas para fomentar o intercâmbio científico, o diálogo intercultural e a construção de soluções inovadoras voltadas ao desenvolvimento sustentável da região.
Durante a palestra magna de abertura, o secretário Artur Falcette apresentou um panorama da economia de Mato Grosso do Sul e destacou as principais políticas públicas desenvolvidas pelo Governo do Estado nas áreas de sustentabilidade ambiental, desenvolvimento econômico e inovação. Entre os temas abordados estiveram a Lei do Pantanal, as estratégias de preservação dos recursos naturais, os avanços da Rota Bioceânica, os investimentos em bioeconomia e os desafios para que Mato Grosso do Sul alcance a meta de se tornar um Estado carbono neutro até 2030.
O secretário Artur Falcette destacou que a iniciativa também fortalece a imagem de Mato Grosso do Sul como referência em desenvolvimento sustentável e amplia o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores internacionais e instituições locais.
“É sempre uma oportunidade importante para a gente receber pesquisadores de fora, apresentar um pouco do Estado e do nosso projeto de conciliação do desenvolvimento com a agenda ambiental. Faz parte do nosso papel promover a imagem de Mato Grosso do Sul. No caso específico deste programa, estamos falando de uma universidade de renome, com um grupo focado em pesquisas para o Pantanal. Além disso, há uma grande capacidade de troca de conhecimento e aprendizado. Não apenas deles, que vêm aqui entender o território, mas também nossa, ao ouvir esses pesquisadores e estudantes e captar suas percepções. Isso nos possibilita ter um olhar externo sobre os principais desafios e potencialidades do bioma Pantanal”, afirmou.
Ao longo da programação, os participantes terão contato direto com experiências desenvolvidas no Pantanal, envolvendo comunidades locais, instituições de pesquisa, setor produtivo e gestores públicos. O objetivo é promover uma compreensão integrada dos desafios e oportunidades relacionados à conservação ambiental, à bioeconomia e ao desenvolvimento regional.






Como resultado final, o programa prevê a produção de um documentário que servirá como uma vitrine global das experiências realizadas no Pantanal, evidenciando a cooperação entre Governo do Estado, academia e setor produtivo na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na bioeconomia, com potencial para se tornar referência internacional.
O secretário executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, demonstrou confiança no sucesso da iniciativa. “Estamos ansiosos para mostrar o nosso sistema de inovação e projetos de desenvolvimento sustentável, de internacionalização entre as nossas comunidades indígenas, além de reforçar um papel da nossa política pública. O governo do Estado tem feito inúmeros projetos na área de sustentabilidade. O quanto nós avançamos. Porque independentemente dos nossos tamanhos nós podemos fazer grandes coisas, podemos fazer grandes transformações”, afirmou.
A iniciativa também contempla a realização do Pantanal Day, previsto para 2027, na Inglaterra, com apoio da Embaixada do Brasil no Reino Unido. O evento terá como objetivo apresentar os resultados do programa e ampliar a visibilidade internacional das ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul.
Além da troca de experiências acadêmicas, o projeto fortalece parcerias institucionais entre a UEMS, a Semadesc, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) e instituições internacionais, contribuindo para a implementação e o fortalecimento de agendas estratégicas nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento humano e social, meio ambiente, desenvolvimento econômico, cultura, ciência, tecnologia e inovação.
O IMMERSE Pantanal reúne cerca de 30 pesquisadores e estudantes do Brasil e da Inglaterra, além de representantes institucionais e parceiros nacionais e internacionais comprometidos com a valorização dos territórios, dos saberes tradicionais e da construção de soluções sustentáveis para o futuro do Pantanal sul-mato-grossense.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Ana Christina/Semadesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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