Mato Grosso do Sul
14ª edição: Drive Thru da Reciclagem começa hoje em Campo Grande, impulsionando a sustentabilidade
Sustentabilidade, educação, cultura e economia circular estão em destaque em 2025 em novas três edições do Drive Thru da Reciclagem, iniciativa que conta com a participação da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) e parceiros de vários segmentos.
O primeiro evento do ano começa hoje (20) e vai até sábado (22), em alusão ao Dia Mundial da Água, reforçando a importância da preservação dos recursos hídricos e do descarte correto de resíduos.
Promovido pelo Instituto Lixo Zero e a ONG Du Bem Negócios Sustentáveis, o Drive Thru conta com o apoio da Agems não apenas na organização, mas também na ampliação de um programa educativo ambiental voltado para estudantes. A Agems tem inovado em programas que fomentam o cuidado com o meio ambiente e a sustentabilidade, andando lado a lado rumo a um estado verde e sustentável.
“Sustentabilidade é mais do que uma ideia, é uma transformação de hábitos que impacta diretamente a qualidade de vida e o futuro das próximas gerações. Como Agência Reguladora, temos o dever de incentivar essa mudança, promovendo a educação ambiental, o engajamento social e com certeza, juntos vamos mais longe em prol do meio ambiente”, destaca a diretora-presidente em exercício da Agems, Caroline Tomanquevez.
Avanços sustentáveis
Com uma trajetória de sucesso, o Drive Thru da Reciclagem alcança sua 14ª edição em março, com mais duas datas confirmadas: de 5 a 7 de junho e de 23 a 25 de outubro.
“A cada edição, o projeto ganha novos parceiros e amplia seus serviços. A Agems tem um papel essencial nesse crescimento, porque nosso objetivo é aproximar a sociedade da discussão sobre sustentabilidade, incentivar a responsabilidade ambiental e demonstrar como pequenas ações podem gerar grandes impactos”, ressalta a diretora de Inovação e Relações Institucionais, Rejane Monteiro.
Sustentabilidade na prática
A iniciativa vai além da coleta de materiais recicláveis, promovendo educação ambiental e conscientização sobre a importância da economia circular e da logística reversa.
“Temos trabalhado continuamente para fortalecer a regulação de resíduos sólidos, firmando convênios com prefeituras e incentivando a população a adotar práticas sustentáveis e a educação ambiental através das nossas crianças. O Drive Thru é uma oportunidade única de mobilizar a sociedade e transformar conhecimento em ação concreta”, pontua a diretora Iara Marchioretto.
O que pode ser doado?
Nos três dias de evento, qualquer pessoa pode levar resíduos recicláveis para descarte correto, sem precisar sair do carro. O ponto de coleta estará localizado nos altos da Avenida Afonso Pena, próximo ao estacionamento do Parque das Nações Indígenas, com estandes exclusivos para a recepção de diversos materiais, incluindo:
- papelão e papel;
- vidro;
- plástico;
- eletrônicos
- pilhas e baterias;
- óleo de cozinha usado;
- roupas para doação.
Educação e conscientização
A Agems levará ao evento uma programação educativa especial, incluindo palestras, jogos e visitas guiadas para estudantes. Durante o tour pelos estandes, serão apresentadas informações sobre os diferentes tipos de reciclagem e as diversas possibilidades de reaproveitamento dos materiais descartados.
“O interesse dos estudantes e professores pela temática ambiental é crescente, e o Drive Thru da Reciclagem é uma excelente oportunidade para enriquecer esse aprendizado com experiências práticas. As escolas interessadas podem entrar em contato com a Agems para organizar visitas guiadas e conhecer mais sobre as boas práticas de sustentabilidade”, convida a coordenadora de educação ambiental da DSB/Agems, Nauristela Paniago.
Como participar
Para mais informações e agendamentos de visitas, os interessados podem ligar para (67) 3025-9555, das 7h30 às 13h30, ou enviar e-mail para [email protected].
Comunicação Agems
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Membros do conselho do FCO aprovam R$ 131 milhões em investimentos para MS
Membros do CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) realizaram reunião extraordinária na sexta-feira (19), em formato virtual, com aprovação de 69 cartas consultas que perfazem financiamentos no valor de R$ 131.833.258,22.
Na linha FCO Rural foram aprovadas 61 cartas consultas totalizando R$ 103.246.159,16, sendo distribuídas em 34 cartas consultas para compra de máquinas, nove para correção de solo, sete para aquisição de bovinos, quatro para reforma de pastagens, dois para retenção de matrizes e um para os setores de suinocultura, avicultura, energia fotovoltaica, armazenagem e benfeitorias rurais.
Já na linha FCO Empresarial foram aprovadas oito cartas consultas, sendo seis para o setor de comércio e serviços, enquanto os investimentos no turismo regional e em ciência e tecnologia tiveram uma carta consulta aprovada, cada.
No ano já foram aprovadas 525 cartas consultas nas duas linhas de financiamento, atingindo a cifra de R$ 1.000.641.013,12. Mato Grosso do Sul tem disponível para contratar, nesse ano. R$ 3.028.102.274,00, valor dividido ao meio entre as duas linhas de financiamento (Rural e Empresarial).
O CEIF/FCO é um órgão colegiado de deliberação coletiva, vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e composto por representantes de órgãos públicos e entidades de classe produtora e trabalhadora, que têm como objetivo principal contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região, através da aplicação dos recursos tributários definidos em programas de financiamento aos setores produtivos.
João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto: Ana Christina, Semadesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Com Corredor Bioceânico em conclusão, turismo e comércio vivem expectativa de crescimento e transformação em MS
Com impacto direito previsto nas áreas do comércio e turismo, o Corredor Bioceânico de Capricórnio tem a expectativa de transformar a relação entre o Brasil e os demais países – Paraguai, Argentina e Chile – por onde o traçado vai passar, além de influenciar as relações comerciais com a Ásia.
A obra da ponte sobre o Rio Paraguai – que liga as cidades de Porto Murtinho a Carmelo Peralta – está 90% executada, e mesmo antes da conexão terrestre ligar Brasil e Paraguai, moradores e turistas já vivem a perspectiva do corredor
O corredor rodoviário conhecido como “Rota Bioceânica” vai ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Com 3,9 mil quilômetros, ao longo de quatro países, o novo traçado vai contribuir diretamente para a redução do tempo de transporte de mercadorias entre América do Sul com a Ásia.
Mas de forma direta e imediata, o turismo já é o setor mais impactado, mesmo antes da conclusão da obra do acesso terrestre entre Brasil e Paraguai. A previsão do Governo do Estado é de que no primeiro ano de funcionamento do corredor rodoviário o crescimento turístico chegue a 30% e 70% a partir do segundo ano.
“Isso considerando apenas o fluxo rodoviário no turismo, mas o crescimento pode ser maior se houver abertura de voos, por exemplo. E com a mobilização dos municípios o impacto na área turística é o primeiro observado”, explicou a assessora especial de integração do Corredor Bioceânico na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva.

O diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Bruno Wendling, explica que a previsão é de continuidade do crescimento do turismo a médio prazo, após a finalização da obra.
“Sempre que se abrem novos acessos, que é o básico para a conexão entre cidades e destinos, o turismo é impactado. Um ponto muito importante após a ponte ser concluída é a questão das alfândegas, porque vai ser uma rota que o turismo rodoviário vai acontecer muito. Eu entendo que tem chances de desenvolver a área ao longo dos anos”.
A turismóloga Annice Dias criou a primeira agência de turismo de Porto Murtinho e já atua com visitas e atrações no Brasil e outros países que fazem parte da Rota Bioceânica.
“O fluxo de visitantes já tem aumentado. Eu recebo solicitações do Paraguai para o Brasil, de Loma Plata e Filadélfia (colônias alemãs do chaco paraguaio) e Vallemí. Os paraguaios gostam de vir, principalmente, para Bonito. E agora estão descobrindo outros destinos como Jardim, Bodoquena e até Campo Grande”, disse Annice.
Ela já guiou grupos para verem de perto até mesmo a obra da ponte, por terra firme e com vista privilegiada pelo Rio Paraguai. Além disso, em Porto Murtinho novas atividades também surgem, como cicloturismo, eventos de pesca feminino e para casais, contemplação no Rio Paraguai.
“Aproveitamos a estrutura da pesca, com passeio de barco até a ponte da Rota Bioceânica. E no cicloturismo atravessamos o rio de balsa, indo até a obra por Carmelo Peralta, com café da manhã regional numa pousada do município vizinho”, explicou a empresária.
Comércio e negócios
Nas relações comerciais o principal ponto é justamente a redução, em duas semanas, do trajeto para a Ásia. “Quando as questões alfandegárias estiverem concluídas e o corredor estiver funcionando, levar a trazer mercadores vai ser mais célere. É visível o interesse de empresas em se fixar na nossa região, pois vamos atender questões logísticas de maneira global”, explicou Danniele Paiva.
O empresário Luiz Carlos Malacarne, que atua no ramo de distribuição de combustíveis está otimista. Há dois anos ele realiza adequações físicas no prédio da empresa, que fica em Jardim, e gora está preparado para aumentar em 30% o atendimento aos clientes, caso exista a demanda após a finalização da obra rodoviária.

“A rota é uma oportunidade muito grande para nós da região. Temos projetos para serem implantados e estamos nos preparando com investimento em sistema, treinamento, infraestrutura. Estamos acreditando nesta demanda, mesmo com o desaquecimento da agricultura. Aguardo passar o período mais delicado, e vamos adquirir mais caminhões para transportar a mercadoria até os nossos clientes”, disse Malacarne.
O Corredor Bioceânico terá infraestrutura rodoviária ligando o Porto de Santos aos portos de Iquique e Antofagasta – além de outros sistemas portuários públicos e privados na costa do Pacífico, em Mejillones e Tocopilla.
“Tudo isso gera oportunidades para harmonização regulatória e implementação de medidas de facilitação do comércio. Além de impulsionar o desenvolvimento produtivo e a inclusão econômica de áreas isoladas”, disse o secretário da Semadesc, Artur Falcette.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
Fonte: Governo MS
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