Mato Grosso do Sul
Reitor da UEMS é reeleito; resultado foi divulgado nesta quarta-feira
A Comissão Eleitoral divulgou nesta quarta-feira (7) os números da eleição de 2023 para a escolha da Reitoria da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Os candidatos Laércio Alves de Carvalho (Reitor) e Luciana Ferreira da Silva (Vice-reitora), da Chapa “UEMS Transforma +”, receberam a aprovação entre os votantes que compareceram de: 91,25% dos docentes; 88,33% dos técnicos administrativos; e 94,33 % dos alunos.
A votação foi realizada na segunda-feira (5) nas 15 unidades universitárias e nos 13 polos de educação a distância da UAB/UEMS.
Laércio de Carvalho foi eleito em primeiro turno nas eleições de 2019 e em 2023 foi reeleito para gerir a Universidade no quadriênio 2023 a 2027.
O reitor reeleito, Laércio Alves de Carvalho, agradece o apoio da comunidade acadêmica, aos que puderam comparecer, aos que não puderam, aqueles que participaram de toda a construção da Universidade até hoje, principalmente, nos últimos quatro anos, ao lado da profª. Celi Corrêa Neres, e nesta nova proposta para os próximos quatro anos juntamente com a professora Luciana.
“Será uma honra muito grande continuar a frente da universidade, representando essa Universidade junto com a professora Luciana, trabalhando em prol de uma Universidade mais informatizada, digital, buscando a sua sustentabilidade ancorada nas ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ONU). Bem como uma Universidade com maior política de valorização de servidores, com a maior inserção na sociedade buscando a melhoria da qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento do Estado e também um programa forte de inclusão e de permanência dos nossos acadêmicos. Isso tudo com o apoio do nosso Governo do Estado, da bancada estadual, da bancada federal, de todos os prefeitos e vereadores que nos apoiam e outras instituições. Sem dúvida serão quatro anos de muito trabalho, de muita responsabilidade e de muita motivação”, ressalta o reitor da UEMS.
A vice-reitora eleita da UEMS, Luciana Ferreira da Silva, que atuou por dez anos como Pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, destaca que estar agora compondo a chapa com o professor Laércio na vice-reitoria é um dos maiores desafios de sua vida. “Eu me sinto muito preparada pelos anos de trabalho com a gestão, pela confiança que eu tenho na equipe e pela parceria da comunidade acadêmica. Então eu acredito que nós temos condições de avançar na profissionalização, no planejamento, na consolidação dos resultados que nós produzimos, na gestão estratégica de forma que possamos integrar as nossas ações para que possamos avançar no processo de informatização da Universidade e que a gente alcance a nossa missão institucional que é levar ensino de educação superior de qualidade para o interior desse Estado. Então eu estou muito feliz com essa nova fase, muito otimista e muito motivado para que avancemos e tenhamos conquistas importantes que nós apresentamos no nosso plano de gestão”, enfatiza.
As urnas foram abertas e conferidas pela mesa apuradora, composta por seis membros. Após a conferência, as cédulas foram separadas em três categorias de eleitores (docentes, técnicos administrativos e discentes) e, na sequência, os votos foram contabilizados.
UEMS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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