Política
Gilmar pede destaque e retira do plenário virtual julgamento sobre universidades
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu destaque e mandou para julgamento presencial na Corte a ação que pode obrigar o presidente Jair Bolsonaro a seguir a lista tríplice das universidades federais nas nomeações para reitorias. O processo estava em votação no plenário virtual, plataforma na qual os ministros depositam os votos durante a semana, até ter o pedido de destaque feito por Gilmar, na última quinta, 15.
Agora, o caso será avaliado presencialmente pelos ministros, que realizam as sessões das turmas e do plenário por videoconferência. Não há data para quando isso irá acontecer.
A ação movida pelo Partido Verde acusa o governo Bolsonaro de promover uma ‘intervenção branca’ nas universidades federais ao descumprir a ordem da lista tríplice das instituições, nomeando candidatos que não tiveram o apoio nas votações internas da categoria.
No mês passado, por exemplo, Bolsonaro indicou o professor Carlos André Bilhões Mendes para comandar a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – ele era o terceiro colocado da lista elaborada pela instituição em julho, tendo obtido somente três votos. O primeiro lugar venceu a eleição com 45, mas não foi escolhido pelo presidente.
As nomeações do governo também foram contestadas pelo Conselho da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Desde o início da gestão presidencial, a associação contabilizou 14 indicações que desprezaram os primeiros colocados nas listas tríplices.
Em junho, o presidente Jair Bolsonaro chegou a editar uma medida provisória que dava ao ministro da Educação o poder de escolher livremente reitores de universidades federais durante a pandemia de covid-19. Após críticas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), devolveu o texto, o que levou Bolsonaro a recuar e desistir do dispositivo.
O relator, ministro Edson Fachin, votou para obrigar Bolsonaro a seguir uma série de normais legais ao nomear reitores e vice-reitores de universidades federais. O ministro destacou a ‘imensa gravidade’ da matéria e fez uma ampla defesa da autonomia universitária, que ganhou status de princípio constitucional a partir da Carta de 1988.
Na visão de Fachin, a prerrogativa conferida ao Presidente da República não é um instrumento de gestão e, portanto, não deve servir como um meio de ingerência ou controle das instituições de ensino.
“O uso de poder discricionário para, sem justificativa razoável, romper com a ordem de indicações, representa ingerência que afeta a universidade em sua capacidade de se autorregular enquanto autarquia especial”, escreveu o ministro. “O peso político e administrativo de possíveis violações à autonomia universitária revela-se preocupante para os destinos dos mais do que nunca necessários ensino, pesquisa e extensão”, completou.
Segundo o entendimento de Fachin, a indicação deve:
– Se ater aos nomes que figurem na respectiva lista tríplice;
– Respeitar integralmente o procedimento e a forma da organização da lista pela instituição universitária;
– Recair sobre o docente indicado em primeiro lugar na lista.
Por Estado Conteúdo
Política
Nexus/BTG: Lula e Flávio têm empate técnico no 1º e 2º turnos
Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (24) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empata tecnicamente em eventuais cenários de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
Lula x Flávio Bolsonaro
Em eventual disputa contra Flávio, Lula aparece com 46%, enquanto o senador tem 45%. Do total de entrevistados, 8% dizem que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes. Outro 1% não sabe ou não respondeu.
Lula x Ronaldo Caiado
Na simulação entre Lula e Caiado também há empate técnico: o petista aparece com 46%, enquanto o ex-governador tem 42%.
São 11% os que votariam branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 2% os que não sabem ou não responderam.Lula x Zema
Já contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula tem vantagem, com 47%. Zema fica com 40% das intenções de voto.
Do total, 11% afirmam que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes. São 2% os que não sabem ou não responderam.Lula x Renan Santos
No último cenário testado pelo instituto, contra o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), o presidente também tem vantagem, com 47%. Renan marca 35%.
São 15% os que votariam branco, nulo ou em nenhum dos dois. Outros 2% não sabem ou não responderam.Metodologia
A pesquisa Nexus entrevistou 2.006 eleitores, entre os dias 21 e 23 de agosto, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09028/2026.
Política
Reinaldo participa de reunião com Flávio Bolsonaro e Michele no DF
O candidato ao Senado pelo PL em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, participou nesta semana de reunião na sede do partido em Brasília com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República e Michele Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal. O encontro reuniu também 44 outros candidatos ao Senado pela legenda em todo o país, além de Capitão Contar, também candidato ao Senado por MS, em um verdadeiro ato de união e fortalecimento do projeto nacional do PL.
Reinaldo destacou a força da legenda para as eleições. “O partido está unido e forte para as eleições, com alianças que vão garantir a eleição de Flávio e também a eleição da maior bancada de parlamentares tanto na Câmara como no Senado”, afirmou o candidato, que ressaltou o papel estratégico do Senado da República. “O Senado tem uma grande responsabilidade, pois é a Casa da Democracia, do equilíbrio federativo. Eu tenho certeza que, no Senado, nós teremos uma responsabilidade com o Flávio de fazer as reformas estruturantes. Como dizia o nosso presidente (Jair Bolsonaro): ‘menos Brasília e mais Brasil'”.
Para Reinaldo, um Senado forte é essencial para o desenvolvimento do país. “Fazer as reformas estruturantes, diminuir esse endividamento brutal que as famílias estão tendo, cuidar das famílias brasileiras, trazer desenvolvimento para os setores que estão sendo hoje muito prejudicados pelo endividamento e os juros abusivos, voltar o poder de compra das pessoas no Brasil”, completou.
O candidato também relembrou o período em que foi governador de Mato Grosso do Sul, quando Bolsonaro presidia o país, para contrastar com a realidade atual. “Quando os municípios tinham recursos, os estados tinham recursos e hoje nós vemos todos de pires na mão em Brasília, dependentes de um governo que não olha para o interior do Brasil, que não olha para os municípios brasileiros. Ou a gente muda o Brasil ou nós teremos que mudar do Brasil porque, infelizmente, as coisas não estão bem no nosso País”, alertou.
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