Três Lagoas
Castramóvel ficará mais uma semana na Vila Piloto e depois atenderá na região dos ranchos do Sucuriú
Equipe estará na Pousada do Sucuriú, no período de 25 a 29 de março, em atenção aos donos de ranchos e trabalhadores, que residem nessa região
A equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Diretoria de Vigilância em Saúde e Saneamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas, responsável pelo Castramóvel e coordenada pelo médico veterinário Everton Ottoni, permanecerá até dia 22 (sexta-feira), no pátio da Escola Municipal Professora “Maria de Lourdes Lopes”, na Vila Piloto.
Em seguida, como informou Ottoni, atendendo ao pedido da Associação das Mães Unidas, a equipe irá para a Pousada do Sucuriú, na região dos ranchos às margens do rio, onde deverá permanecer no período de 25 a 29 de março.
“Escolhemos esse local, porque ali já se encontra instalada a unidade móvel de atendimento à saúde bucal, o Trailer Odontológico, e a Pousada do Sucuriú oferece gentilmente todas as condições favoráveis ao nosso trabalho”, observou Ottoni.
Na Vila Piloto, desde o dia 25 de fevereiro até esta sexta-feira (15), haviam sido castrados mais de 80 animais de estimação, entre cães e gatos.
Pelos resultados verificados, a população vem aplaudindo positivamente a iniciativa da Prefeitura de Três Lagoas pela implantação deste serviço público de atenção à saúde animal.
“É muito bom e só tenho ouvido elogios das minhas vizinhas e amigas que também têm cães e gatos”, comentou Waldomira Fagundes Lima, moradora no Jardim Alvorada. Ela aguardava passar o efeito da anestesia em seu cachorro “um cão malhado de raça desconhecida, mas muito querido por toda a família”, disse Waldomira. “Fiquei sabendo deste serviço pela amiga de minha filha que trabalha no CCZ”, completou.
“Meu cachorro, um mestiço de dálmata com americano, em quatro anos de vida, deve ter, pelo menos uns 30 filhos jogados no mundo, por aí. Na última ninhada, do cruzamento com uma cachorra da minha rua, nasceram oito filhotes, que estão por lá, aguardando adoção”, contou Maria Aparecida Biffi Santana, sorrindo e acariciando o seu cão, já castrado, mas ainda sob o efeito da anestesia.
“Junto com a campanha da importância da posse responsável, este serviço é muito bom e a equipe atende muito bem a gente”, observou Maria Aparecida, que reside no Condomínio Bosque das Araras.
“Eu tinha mais um cão para ser castrado, mas o coitado, no dia que era para eu trazê-lo aqui, fugiu de casa e foi atropelado. Graças a Deus está se recuperando bem’, contou emocionada Maria Aparecida, como estivesse falando de um filho.
Na equipe do Castramóvel, muito elogiada pelos donos de cães e gatos, junto com o médico veterinário Everton Otonni, trabalha um grupo de estagiários do Curso de Medicina Veterinária das Faculdades Integradas AEMS de Três Lagoas.
Três Lagoas
Vanguarda três-lagoense: A literatura de resistência de Ana Maria Rodrigues Barbosa na 28ª Bienal Internacional
No epicentro das efervescências culturais da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a cidade de Três Lagoas ganha relevo por meio da voz e do talento de sua intelectualidade local. A jornalista e esteta Ana Maria Rodrigues-Barbosa, cujo centro de criação e vivência fixou-se na referida urbe sul-mato-grossense, projeta a identidade criativa do município no maior conclave literário da América Latina com sua obra de estreia, Miados & Ditados – Poeminhas para ouvir o outro lado, ilustrada por Joana Raspini.
O opúsculo propõe uma hermenêutica lúdica: a partir de uma perspectiva felina, desconstrói o apotegma popular para entrever as nuanças da condição humana.
Tendo o município de Três Lagoas como berço de sua fundamentação narrativa, o trabalho esteve exposto no estande da Fábrica do Livro (Rua J, posição 28), onde a autora participou de sessões de autógrafos nos dias 7 e 9 de setembro, consolidando a representatividade três-lagoense na cena contemporânea.
”Dedico-me com afinco à criação literária desde o último ano, e ver a produção florescer a partir de Três Lagoas até alcançar um espaço de tal magnitude é uma experiência de profunda comoção”, ressalta Ana Maria, ao avaliar os percalços de uma publicação independente em um recinto moldado pelos grandes conglomerados editoriais.
“Trata-se de uma vitrine monumental; todavia, a atenção do grande público costuma ser captada por obras massificadas. Projetar o nome e a literatura da nossa região, conquistando cada leitor individualmente, constitui um gesto de autêntica resistência estética.”
João Maria Vicente, com informações de Hojemais
Três Lagoas
Três Lagoas abriga cinco tatus-canastra monitorados e nova “moradora” pesa 26 quilos
Três Lagoas guarda uma curiosidade que muita gente talvez desconheça: cinco tatus-canastra já foram capturados e monitorados pelo projeto de conservação dentro do Parque Natural Municipal do Pombo. O mais novo destaque é uma fêmea de 26 quilos, batizada de Flora, capturada no último domingo (6).
Flora entrou para uma lista bastante especial. Ela se tornou o 55º tatu-canastra monitorado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) desde o início do programa. Desse total, 45 são do Pantanal e dez do Cerrado. E é aí que Três Lagoas chama atenção: metade dos dez animais do Cerrado acompanhados pelo projeto é do Parque do Pombo.
E tem GPS no tatu?
Tem, sim. No Parque do Pombo, o trabalho iniciado em 2022 utiliza transmissores GPS e 80 armadilhas fotográficas. A tecnologia permite descobrir por onde os animais andam, quais áreas utilizam e como se deslocam entre os fragmentos de vegetação do Cerrado.
O parque possui 8.032 hectares de Cerrado nativo preservado e também abriga animais como anta, lobo-guará e cachorro-vinagre.
E outra curiosidade impressiona: o tatu-canastra é considerado o maior tatu do mundo e pode chegar a aproximadamente 1,5 metro de comprimento. Apesar do tamanho, encontrá-lo não é tarefa fácil, já que possui hábitos predominantemente noturnos.
Um verdadeiro “construtor” da natureza
As enormes tocas abertas pelo tatu-canastra não servem somente para ele. A espécie é chamada de “engenheira do ecossistema”, porque esses abrigos acabam sendo utilizados por muitos outros animais. Pesquisas citadas pelo ICAS já identificaram mais de 100 espécies de vertebrados e cerca de 300 de invertebrados utilizando essas estruturas.
A conservação é especialmente importante porque sua reprodução é lenta: segundo o ICAS, uma fêmea tem apenas um filhote a cada três ou quatro anos.
Assim, enquanto boa parte da população talvez nunca tenha visto um deles pessoalmente, gigantes de até 1,5 metro circulam pelo Cerrado de Três Lagoas — e alguns deles estão sendo acompanhados por GPS pelos pesquisadores.
Essa é uma daquelas curiosidades que mostram que Três Lagoas tem muito mais vida selvagem escondida em suas matas do que muita gente imagina.
Fonte: TL Notícias
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