Três Lagoas
SEMEC atende aproximadamente 60% da demanda por creche em Três Lagoas
Pasta está próxima do cumprimento da meta estipulada para 2020
A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC) divulgou que conseguiu ultrapassar neste ano uma meta prevista no Plano Municipal de Educação PME/TL (Lei nº 2925/2015) sobre o atendimento de 50% da demanda até 2018 de alunos de 0 a três anos do Ensino Fundamental.
De acordo com a pasta, a Central de Matrícula recebeu em 2019 o cadastro de 2.336 crianças de zero a três anos solicitando vagas em creche (Etapa I da Educação infantil I) e desse total, 1.338 crianças foram encaminhadas para a matrícula, número que corresponde ao atendimento de aproximadamente 58% da demanda manifesta.
Segundo a diretora pedagógica e educacional, Angela Maria de Brito, “a Educação Infantil, de zero a três anos, conforme preconiza a lei, ainda não é obrigatória, no entanto, estamos próximos de atender a meta dos 60% previstos para 2020. Essa meta está acima da nacional que é atender 50% da demanda até 2024 quando do término do prazo estipulado pelo Plano Nacional de Educação”, disse. “A nossa é chegar no ano de 2025 com o cumprimento de 70% da demanda”, ressaltou.
A secretaria informou ainda que desde o início de 2017 a gestão atual tem diminuído a demanda por creche. Em 2017 a demanda era de 1.512 passando para 1.005 em 2018 e em 12/03/2019 a nossa demanda conta com 998 crianças aguardando vagas em creche.
“Este é um desafio grandioso para a gestão, mas estamos trabalhando em busca do cumprimento de todas as nossas metas. Estamos ampliando gradativamente grande parte dos Centros de Educação Infantil e para isso foram construídas novas salas nos CEIs Novo Alvorada (bairro alvorada; Olga Salati (bairro vila alegre e SetSul); Prof. Liliam Marcia Dias (bairro Santa Rita); Diva Garcia (bairro Paranapungá e Acácias); N.S. Aparecida (bairro N.S. Aparecida); Prof. Neife de Souza Lima (bairro JK), além da contrução do CEI Dona Clementina Carrato no centro da cidade”, finalizou.
Três Lagoas
Vanguarda três-lagoense: A literatura de resistência de Ana Maria Rodrigues Barbosa na 28ª Bienal Internacional
No epicentro das efervescências culturais da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a cidade de Três Lagoas ganha relevo por meio da voz e do talento de sua intelectualidade local. A jornalista e esteta Ana Maria Rodrigues-Barbosa, cujo centro de criação e vivência fixou-se na referida urbe sul-mato-grossense, projeta a identidade criativa do município no maior conclave literário da América Latina com sua obra de estreia, Miados & Ditados – Poeminhas para ouvir o outro lado, ilustrada por Joana Raspini.
O opúsculo propõe uma hermenêutica lúdica: a partir de uma perspectiva felina, desconstrói o apotegma popular para entrever as nuanças da condição humana.
Tendo o município de Três Lagoas como berço de sua fundamentação narrativa, o trabalho esteve exposto no estande da Fábrica do Livro (Rua J, posição 28), onde a autora participou de sessões de autógrafos nos dias 7 e 9 de setembro, consolidando a representatividade três-lagoense na cena contemporânea.
”Dedico-me com afinco à criação literária desde o último ano, e ver a produção florescer a partir de Três Lagoas até alcançar um espaço de tal magnitude é uma experiência de profunda comoção”, ressalta Ana Maria, ao avaliar os percalços de uma publicação independente em um recinto moldado pelos grandes conglomerados editoriais.
“Trata-se de uma vitrine monumental; todavia, a atenção do grande público costuma ser captada por obras massificadas. Projetar o nome e a literatura da nossa região, conquistando cada leitor individualmente, constitui um gesto de autêntica resistência estética.”
João Maria Vicente, com informações de Hojemais
Três Lagoas
Três Lagoas abriga cinco tatus-canastra monitorados e nova “moradora” pesa 26 quilos
Três Lagoas guarda uma curiosidade que muita gente talvez desconheça: cinco tatus-canastra já foram capturados e monitorados pelo projeto de conservação dentro do Parque Natural Municipal do Pombo. O mais novo destaque é uma fêmea de 26 quilos, batizada de Flora, capturada no último domingo (6).
Flora entrou para uma lista bastante especial. Ela se tornou o 55º tatu-canastra monitorado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) desde o início do programa. Desse total, 45 são do Pantanal e dez do Cerrado. E é aí que Três Lagoas chama atenção: metade dos dez animais do Cerrado acompanhados pelo projeto é do Parque do Pombo.
E tem GPS no tatu?
Tem, sim. No Parque do Pombo, o trabalho iniciado em 2022 utiliza transmissores GPS e 80 armadilhas fotográficas. A tecnologia permite descobrir por onde os animais andam, quais áreas utilizam e como se deslocam entre os fragmentos de vegetação do Cerrado.
O parque possui 8.032 hectares de Cerrado nativo preservado e também abriga animais como anta, lobo-guará e cachorro-vinagre.
E outra curiosidade impressiona: o tatu-canastra é considerado o maior tatu do mundo e pode chegar a aproximadamente 1,5 metro de comprimento. Apesar do tamanho, encontrá-lo não é tarefa fácil, já que possui hábitos predominantemente noturnos.
Um verdadeiro “construtor” da natureza
As enormes tocas abertas pelo tatu-canastra não servem somente para ele. A espécie é chamada de “engenheira do ecossistema”, porque esses abrigos acabam sendo utilizados por muitos outros animais. Pesquisas citadas pelo ICAS já identificaram mais de 100 espécies de vertebrados e cerca de 300 de invertebrados utilizando essas estruturas.
A conservação é especialmente importante porque sua reprodução é lenta: segundo o ICAS, uma fêmea tem apenas um filhote a cada três ou quatro anos.
Assim, enquanto boa parte da população talvez nunca tenha visto um deles pessoalmente, gigantes de até 1,5 metro circulam pelo Cerrado de Três Lagoas — e alguns deles estão sendo acompanhados por GPS pelos pesquisadores.
Essa é uma daquelas curiosidades que mostram que Três Lagoas tem muito mais vida selvagem escondida em suas matas do que muita gente imagina.
Fonte: TL Notícias
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