Mato Grosso do Sul
“Voucher Transportador” vai beneficiar mil motoristas com qualificação e custeio da habilitação “D” e “E”
Qualificação e acesso ao emprego. Com este lema o governador Eduardo Riedel deu início ao plano estadual “MS Qualifica para um novo futuro”, que tem como primeira ação o programa o “Voucher Transportador”. A iniciativa vai beneficiar mil motoristas com qualificação e custeio da habilitação “D” e “E”. A meta é que estes profissionais estejam preparados para assumir novos empregos e assim atender a demanda do setor.

Este foi um compromisso firmado pelo governador com a população, que está sendo colocado em prática. A qualificação é uma meta prevista no primeiro ano da gestão estadual. “O Governo é uma gente que liga os pontos, para alcançar as pessoas. Para ter um Estado próspero, ele precisa ser inclusivo, chegar lá na ponta. Este é um programa para quem busca um emprego, uma nova oportunidade. Este é só o primeiro passo”, afirmou o governador.
Serão abertas mil vagas nas regiões de Campo Grande, Três Lagoas, Dourados, Corumbá, Chapadão do Sul e São Gabriel do Oeste. Promovido pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com o Sest/Senat, o “Voucher Transportador” vai funcionar como uma escola de motoristas profissionais.
Riedel destacou que se trata de um compromisso firmado com a sociedade. “Início de uma caminhada, que só vai crescer, uma jornada que irá se ampliar. Vai aumentar a renda das pessoas e dar mais qualidade ao serviço realizado. Se as mil pessoas forem empregadas no programa, vamos fazer a qualificação para cinco mil”, garantiu.

Realização
Caberá a Semadesc arcar com todos os custos dos cursos realizados pelo Senat com os motoristas. Já o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) vai isentar estes beneficiados das taxas referentes a habilitação (D e E) e o Senat promover esta qualificação com dois cursos, que totalizam 107 horas, na chamada “Escola de Motoristas Profissionais”.

O Governo do Estado vai publicar um decreto com os critérios para seleção dos motoristas. “Primeiro vai se abrir o prazo para os interessados buscarem esta qualificação, depois será feito uma triagem daqueles que estão aptos mais rapidamente para conseguirem se tornar motoristas com carteira D e E”, afirmou o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.
O diretor adjunto do Sest/Senat, Vinicius Ladeira, destacou que a falta de contratação no setor de transporte, é pelos trabalhadores não terem a mão de obra qualificada. “Por isto é uma alegria fazer parte deste programa e assim oferecer profissionais capacitados ao mercado. O Governo está de parabéns pela iniciativa”.

Este primeiro segmento profissional (motoristas de cargas e ônibus) foi justamente escolhido por haver uma demanda crescente no escoamento da produção do Estado, principalmente em função do setor da celulose.
O diretor-presidente da Setlog-MS (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado de MS), Cláudio Cavol, citou que 70% das transportadoras estão com deficiência de motoristas. “Devido a falta de oferta, muitas vezes se contrata pessoas não tão qualificadas, por isso este programa é benéfico tanto para economia, como para levar mais segurança às estradas”.
MS Qualifica
O Plano Estadual de Qualificação Profissional lançado nesta terça-feira (02), vai contribuir com os trabalhadores para obtenção de melhores empregos, para criar novas oportunidades e aumentar a renda de profissionais, promovendo assim a inclusão social e redução da pobreza.

“Haverá um alinhamento da oferta e a demanda por qualificação profissional, assim como ações de requalificação e reciclagem aos trabalhadores, programa para o primeiro emprego, captação direta com o setor produtivo e busca por convênios e parcerias no setor”, explicou o secretário Executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, Bruno Bastos.
Além do Voucher Transportador, estão entre os projetos iniciais o “Voucher de Desenvolvedor de Sistemas” para programadores de software, qualificação para mulheres na fronteira, programa para pessoas com deficiência, busca ativa de trabalhadores que estão desempregados, qualificação rápida em massa, e qualificação para setor hoteleiro, entre outros. (Confira a apresentação do programa)
Além do governador, participaram da solenidade o vice-governador Barbosinha, o deputado federal Beto Pereira, presidente da Assembleia, o deputado Gerson Claro, o deputado estadual João César Mattogrosso, os secretários Pedro Caravina (Segov), Patrícia Cozzolino (Sead), Hélio Daher (Educação), Marcelo Miranda (Setescc), Jaime Verruck (Sedesc) e o diretor-presidente do Detran, Rudel Tridade.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm
Imagens: Téo Pini
ATENÇÃO IMPRENSA: Confira as fotos e imagens do evento
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Habitação que transforma vidas: Agehab fortalece o direito à moradia nos 49 anos de MS
Uma casa é muito mais do que uma construção. É um lugar de segurança, estabilidade e pertencimento, onde famílias constroem histórias e planejam o futuro. Por isso, a habitação é um dos pilares do desenvolvimento social e uma condição essencial para que o cidadão viva com dignidade e exerça seus direitos.
Na trajetória de Mato Grosso do Sul rumo aos seus 49 anos, a política habitacional tem papel importante na construção de um Estado que busca ampliar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população.
Com 17.366 unidades habitacionais entregues e em execução e 13.073 títulos de regularização fundiária entregues – entre 2023 e 2026 -, política habitacional amplia o acesso à moradia digna e à segurança jurídica das famílias sul-mato-grossenses.
Nesse cenário, a Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul) desenvolve ações para ampliar o acesso à casa própria, melhorar as condições de moradia e garantir segurança jurídica às famílias.
Os números demonstram a dimensão das ações habitacionais, que envolvem desde o planejamento e a contratação até a conclusão das obras e a entrega das moradias. Cada iniciativa representa uma possibilidade de ampliar o acesso à casa própria e oferecer às famílias melhores condições de segurança e estabilidade.
Entre as iniciativas de maior alcance está o Bônus Moradia, que contabiliza 5.712 unidades habitacionais entregues na modalidade principal e outras 2.789 vinculadas à modalidade de emendas, totalizando 8.501 unidades.
Os recursos estaduais registrados são de R$ 141,7 milhões para o Bônus Moradia e R$ 74,1 milhões para o Bônus Moradia Emendas.
Por meio de subsídios destinados à aquisição de imóveis, conforme os critérios de cada modalidade, o programa auxilia famílias a viabilizar a compra da casa própria. O apoio financeiro pode reduzir parte do valor necessário para a aquisição, contribuindo para que mais pessoas tenham condições de conquistar um imóvel e construir seu patrimônio.
A política habitacional estadual reúne modalidades que consideram as diferentes necessidades das famílias, tanto nas cidades quanto no campo. Além do subsídio para aquisição de imóveis, as ações incluem produção habitacional, construção em lotes urbanizados, substituição de moradias precárias e parceria com programas federais.
As modalidades possuem regras, públicos e formas de financiamento distintos, podendo envolver recursos estaduais, federais, municipais e de outros agentes, conforme cada projeto. Essa diversidade permite estruturar soluções para diferentes realidades socioeconômicas e ampliar as possibilidades de acesso à moradia digna.
Regularização fundiária garante segurança às famílias
A política habitacional também contempla quem já possui um imóvel, mas ainda não tem a documentação definitiva da propriedade. Entre 2023 e 2026, a Agehab contabiliza 13.073 títulos de regularização fundiária entregues.
A iniciativa contribui para que famílias que vivem há anos em seus imóveis conquistem maior segurança jurídica sobre o patrimônio. Além do benefício individual, a regularização fundiária favorece a organização territorial e pode contribuir para o planejamento urbano e a integração dessas áreas à dinâmica dos municípios, observados os requisitos legais.
O trabalho reforça que o direito à moradia vai além da construção de uma casa: envolve também a segurança de viver em um imóvel regularizado e a possibilidade de preservar um patrimônio construído ao longo dos anos.
Nesses 49 anos de história, Mato Grosso do Sul tem a oportunidade de reconhecer as conquistas que contribuíram para sua trajetória e refletir sobre os desafios das próximas décadas. Nesse processo, a habitação ocupa um lugar fundamental, por estar diretamente relacionada à segurança, à convivência familiar e às oportunidades de desenvolvimento.
Os resultados registrados pela Agehab entre 2023 e 2026 — 17.366 unidades habitacionais entregues e em execução, 13.073 títulos de regularização fundiária entregues e R$ 478,7 milhões em recursos estaduais vinculados à produção habitacional — dimensionam parte desse esforço.
Mais do que números, as ações representam diferentes caminhos para ampliar o acesso à casa própria, melhorar as condições de moradia e garantir segurança jurídica às famílias sul-mato-grossenses.
Construir um Estado também significa criar condições para que as pessoas construam suas próprias histórias. E, nessa trajetória de cinco décadas, garantir o direito de ter um lar é parte essencial da construção de um futuro com mais dignidade e oportunidades para todos.
Edyelk dos Santos, Comunicação Agehab MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Em Amambai, comunicação em guarani facilita acesso de indígenas aos serviços da Polícia Científica
Indígena e moradora de aldeia, Marlene Ortiz auxilia na comunicação durante exames médico-legais, emissão de documentos e orientação a famílias
Nem toda pessoa que chega à Polícia Científica de Amambai consegue explicar em português o que precisa ou compreender as orientações recebidas. É nessas situações que Marlene Ortiz ajuda a estabelecer o diálogo. Indígena, pedagoga, técnica de enfermagem e falante de guarani, ela nasceu, cresceu e continua vivendo em uma aldeia do município.
Desde 2024, Marlene atua na URPI (Unidade Regional de Perícia e Identificação) de Amambai, por meio de parceria com a prefeitura. Seu trabalho inclui apoio em atendimentos médico-legais, orientações relacionadas a exames de DNA, identificação civil e situações em que familiares procuram informações após a morte de um parente.
“Quando chegam aqui e encontram uma pessoa indígena, elas confiam mais. Conversam, tiram dúvidas e falam comigo. Eu ajudo nos exames e também no atendimento do RG, porque muitos indígenas têm dificuldade quando chegam ao serviço”, contou.
Segundo o Censo 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Amambai tem 9.988 habitantes indígenas, o equivalente a 25,4% da população. É o terceiro maior contingente indígena entre os municípios de Mato Grosso do Sul.
Desde 2024, o município também reconhece o Guarani Kaiowá como língua cooficial, conforme a Lei Municipal nº 2.905. Na unidade da Polícia Científica, o idioma faz parte de uma comunicação que funciona nos dois sentidos: indígenas procuram Marlene para entender os procedimentos, enquanto servidores recorrem a ela para esclarecer informações transmitidas em guarani. Em algumas situações, seu auxílio também foi necessário para compreender mensagens apresentadas à equipe durante os atendimentos realizados fora da unidade.
Acolhimento
Com crianças, Marlene aprendeu que nem sempre o primeiro contato começa com perguntas. Em uma das situações que recorda, uma criança não queria interagir durante o atendimento. Ela se sentou ao seu lado, pegou papel e lápis e começou a desenhar uma gatinha. A criança respondeu fazendo seu próprio desenho e, depois, conseguiu seguir para o exame. “Quando a criança chega muito irritada, ela brinca e vai se acalmando. Depois dá para chamar para fazer o exame”, disse a indígena
Antes de atuar na Polícia Científica, Marlene já trabalhava com crianças, mulheres, gestantes e idosos na comunidade indígena. Essa experiência, somada à formação em Pedagogia e Enfermagem, contribui para a maneira como recebe pessoas em situações de medo, insegurança ou sofrimento.
Nos atendimentos relacionados à violência, sua atuação se concentra na comunicação e no acolhimento. Os exames e demais procedimentos destinados à produção da prova técnico-científica permanecem sob responsabilidade dos profissionais competentes da Polícia Científica.
O apoio em guarani também ocorre no Núcleo Regional de Identificação, onde indígenas procuram atendimento para solicitar a CIN (Carteira de Identidade Nacional). Marlene auxilia na compreensão das orientações e no esclarecimento de dúvidas sobre o serviço.
Em momentos de luto, esse contato assume outra dimensão. Quando famílias chegam à unidade após a morte de um parente, ela ajuda a transmitir informações sobre os procedimentos, respeitando as atribuições dos profissionais responsáveis. “Se o meu povo indígena chega, já me procura. Talvez eu não esteja aqui, mas me chamam para conversar”, disse Marlene.
Além de Amambai, a unidade atende demandas de Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru, municípios do Cone Sul de Mato Grosso do Sul. “Eu vejo que muitas pessoas têm dificuldade. Me colocaram aqui para ajudar a minha comunidade, mas também ajudo qualquer pessoa que precise. Eu gosto de ajudar. Se precisar, estou aqui”, afirmou a indígena.
Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Fonte: Governo MS
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