Celulose em Destaque
Três-lagoense dirige um dos maiores caminhões do mundo o “Hexatrem” da Suzano
Dizem que a mulher é sexo frágil, mas que mentira absurda, é assim que começa a letra da música de Erasmo Carlos, que vem se tornando uma realidade em Três Lagoas.
No lançamento oficial da empresa Suzano de Três Lagoas, onde reuniu imprensa local e regional, foi apresentado o caminhão Hexatrem, em Dezembro de 2019, uma fato nos chamou a atenção foi a motorista Camila, pilotando o caminhão de 52 metros, um dos maiores do mundo.
E nesta data de 8 de Março vamos mostrar um pouco desta dedicada funcionaria, e acima de tudo mulher de garra.
Camila Salme da Silva, de 29 anos, motorista carreteira, casada, mãe de duas filhas, moradora do bairro Jardim Carandá em Três Lagoas-MS.
Começou na profissão de carreteira com 22 anos de idade, na família não tinha ninguém de motorista, “mas era um sonho de meu finado pai, que falava — quando você tiver 22 anos vou trocar sua habitação, comprar um caminhão e vamos viver na estrada. E quando fiz 20 anos meu pai faleceu, resolvi seguir com esse sonho, e hoje estou aqui, já viajei muito para Santos, Minas Gerais, Santa Catarina, e decidi sair das rodovias, onde tinha uma vida de muita emoção, acompanhada de perigo (em questão de acidente, furtos), e como tenho duas crianças, dificultou ficar longe de casa, e assim decidi ficar mais em Três Lagoas”.
A entrada na Suzano
No momento que foi divulgado no site da empresa, me escrevi, e graças a Deus deu certo, e estamos aqui com um time formado do Hexatrem da Suzano. Pilotar um caminhão deste porte, é uma adrenalina, acompanhado de uma terapia, quando entro ali dentro esqueço de tudo. Costumo dizer “minha veia tem óleo diesel, não é sangue não”.
Sexo Frágil
Camila deixa uma mensagem as mulheres “meninas se vocês têm um sonho, não desistam, corram atrás, confie em você, se qualifique, aperfeiçoe, vem que eles estão dando preferência para nós mulheres”.
Há e lembrando ainda que nos momentos de lazer Camila vem descansar em um sitio da família na região do Distrito de Arapuá.
O Hexatrem
A Suzano lança em sua operação florestal em Três Lagoas (MS) uma estratégia de logística inédita no mundo, um “supercomboio” que permite ganho no volume de madeira transportada e redução no consumo de combustível nas operações florestais. Chamado de hexatrem, o veículo tem extensão de 52 metros e conta com seis semirreboques engatados, com capacidade para transportar até 200 toneladas de toras de eucalipto de uma só vez, garantindo 127% de ganho na produtividade em relação aos tritrens e de 27% em relação aos pentatrens que a empresa utiliza em suas operações.
Até o momento 12 conjuntos de hexatrens, do total de 19, já estão em operação. Além das vantagens operacionais, os hexatrens trazem grande benefício em termos de eficiência energética e, consequentemente, ambiental. Seu consumo em litros de diesel por m³ transportado é 21,5% menor que o caminhão tritrem. Isso significa que, para cada 1 milhão de m³ transportados, há uma redução de emissão de aproximadamente 600 toneladas de CO2 equivalente (padrão de medição de gases de efeito estufa).
Outro grande diferencial do hexatrem é a redução da quantidade de caminhões que trafegam nas rodovias estaduais e nas estradas da comunidade no entorno da operação da empresa. “Esse veículo não pode transitar em rodovias, mas circula nas áreas florestais ligadas à fábrica”, explica Mário Grassi, gerente executivo florestal da Suzano. Ainda segundo o gerente executivo, com os hexatrens, cerca de 35 caminhões tritrens deixam de circular diariamente nas rodovias do Mato Grosso do Sul.
A empresa adquiriu cavalos mecânicos Volvo FMX para conduzir os hexatrens e contou com a experiência de seus colaboradores para viabilizar a operação das novas máquinas. “Utilizamos todo know how (conhecimento) das nossas áreas de logística florestal e desenvolvimento operacional, além da tecnologia que possuímos nos tritrens e pentatrens, e adicionamos alguns ajustes e novidades mecânicas que trouxeram maior resistência técnica para esses equipamentos”, afirma Alan Charles Brehmer, gerente de Logística Florestal da Suzano.
Inovação
Os hexatrens são mais uma inovação da Suzano em seu plano estratégico de busca por soluções tecnológicas e sustentáveis diferenciadas para o transporte de madeira até suas fábricas. Em 2017, a ideia tomou forma com a inauguração do túnel off-road, estrutura construída pela Suzano sob a rodovia BR 158 para dar suporte aos supercomboios.
O túnel tem quatro metros de largura, seis de profundidade, 22 metros de extensão e possibilita a interligação das áreas internas de plantio de eucalipto da empresa, reduzindo em mais de 30% o tráfego de carretas nas rodovias federais da região.
Inicialmente, a Suzano utilizou os pentatrens, composições com cinco carretas interligadas. Como as bases de curvatura do hexatrem seguem os padrões dos pentatrens, não foram necessárias adaptações nas estradas para os novos equipamentos. Rodando apenas nas estradas particulares da Suzano, será possível explorar a capacidade máxima dos hexatrens.
Celulose em Destaque
Celulose se consolida como nova locomotiva da indústria de MS
Em pouco mais de uma década, a indústria da celulose transformou-se em um dos principais motores do desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. O setor ampliou sua participação na economia estadual, consolidou uma forte presença internacional e tornou-se um dos maiores responsáveis pela geração de riqueza na indústria de transformação.
Os números evidenciam esta trajetória. Entre 2010 e 2025, o total de trabalhadores cresceu de 7.004 para 24.430, avanço de 249%. No mesmo período, a receita das exportações saltou de US$ 431,4 milhões para US$ 3,12 bilhões.
Para Ezequiel Resende, a celulose representa a principal novidade da transformação industrial sul-mato-grossense.
“A celulose é uma nova locomotiva. Pelo volume de investimentos, pelo rápido crescimento e pela participação na atividade econômica e industrial do Estado, ela se consolidou como um dos principais ramos da indústria de transformação do Mato Grosso do Sul.”
O valor bruto da produção do setor aumentou de R$ 1,63 bilhão para R$ 20,4 bilhões entre 2010 e 2024, crescimento de 1.148%. Já o volume exportado passou de 857,8 mil toneladas para 6,91 milhões de toneladas.
Segundo o economista-chefe da Fiems, a atividade já ocupa posição de destaque na geração de riqueza industrial.
“Hoje a celulose está entre os segmentos que mais contribuem para a geração de riqueza da indústria de transformação sul-mato-grossense”, afirma.
A evolução do setor também explica parte do aumento do valor agregado das exportações do Estado.
“O melhor exemplo dessa transformação é a celulose. Ganhamos novos produtos de maior valor agregado, alcançamos novos mercados e aumentamos significativamente nossa presença internacional”, destaca Resende.
Baseada em florestas plantadas e integrada a uma cadeia industrial de alta competitividade, a celulose consolidou Mato Grosso do Sul como um dos principais polos do setor no Brasil e no mercado global.
Celulose em Destaque
Arauco inicia instalação das vigas da ponte ferroviária sobre o córrego São Mateus, em Inocência (MS)
Operação é considerada um marco histórico da montagem da estrutura da ferrovia por onde será escoada a futura produção de celulose do Projeto Sucuriú
A instalação do ramal ferroviário da Arauco, em Inocência (MS), registrou mais um marco importante: o início do içamento de 18 vigas de sustentação da ponte ferroviária sobre o córrego São Mateus. A construção desta OAE (Obra de Arte Especial) alcançou 70% de execução prevista no cronograma, representando um progresso significativo para o andamento geral das obras da ferrovia, que, por sua vez, está com 50,8% de avanço total.
Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil, celebrou o marco. “A construção da ponte é um momento importante na implantação da ferrovia porque envolve diversos aspectos técnicos que precisam acontecer de maneira muito planejada para que a obra seja concluída de modo satisfatório. E vemos aqui um exemplo claro de como o Projeto Sucuriú tem caminhado, em todas as frentes, com sinergia, qualidade, segurança e pontualidade. Isso é muito gratificante para a Companhia”, afirmou.
Construída em concreto armado, a ponte terá 270 metros de extensão e 6 metros de largura, utilizando 132 estacas do tipo raiz, aproximadamente 9 mil m³ de concreto e 500 toneladas de aço. As vigas que estão sendo instaladas possuem, cada uma, aproximadamente, 30 metros de comprimento e 3 metros de altura, pesando 92 toneladas. Elas suportam o tabuleiro da ponte, estrutura sobre a qual será implantada a superestrutura ferroviária composta pelo lastro, dormentes e trilhos.
Para o diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, Alberto Pagano, o içamento das vigas é um ‘momento emblemático’ da construção da ferrovia. “Concretizamos este marco com toda segurança e respeito ao meio ambiente e à comunidade. E isso é resultado de um cuidadoso trabalho de planejamento de cada etapa da atividade por parte de todo o time de Engenharia”, disse. Pagano acrescentou que a instalação das 18 vigas será concluída até o final de setembro.
O diretor de obras da Construcap, Marco Aurélio Costa Guimarães, ressaltou a importância do cumprimento do prazo para o içamento das vigas, considerado um ‘ponto crítico’ da obra. “Tínhamos um desafio muito grande na ferrovia inteira, pelo prazo, e somente uma época sem chuva para cumpri-las”, comemorou o diretor da empresa responsável pela construção da linha férrea.
Para quem acompanha a obra desde o início, o avanço também representa uma conquista pessoal. Contramestre da Construcap, Ademar Rodrigues de Assis manifestou sua satisfação em ver uma estrutura tão grande ganhar forma. “Já tenho bastante tempo de empresa e, quando a gente começa uma obra do zero e depois vê tudo chegando a esse estágio, com as vigas sendo lançadas e sabendo que daqui a pouco o trem vai passar por aqui, isso é motivo de orgulho. A gente se sente muito gratificado por fazer parte deste projeto”, contou.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega 3.500 colaboradores e conta com cinco unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR); e, em 2027, a companhia prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose branqueada em Inocência (MS).
Todas as florestas de eucalipto plantadas pela Arauco no Brasil são certificadas pelo FSC® (Forest Stewardship Council®), que reconhece o manejo florestal ambientalmente adequado, socialmente benéfico e economicamente viável. A companhia também conta com certificações FSC relacionadas à Cadeia de Custódia, Madeira Controlada, operação Multisite e uso da marca, que abrangem a rastreabilidade da madeira utilizada na produção de painéis, inclusive a adquirida de terceiros. Os painéis também atendem à certificação CARB, relacionada aos baixos níveis de emissão de formaldeído.
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