Celulose em Destaque
Suzano investe mais de R$ 11,5 milhões em projetos sociais para MS
Valor revertido em ações sociais superou a expectativa inicial, que era de R$ 8 milhões, e impactou mais de 22 mil pessoas
A Suzano encerrou o ano de 2019 com R$ 11,522 milhões investidos em ações sociais desenvolvidas na região Leste de Mato Grosso do Sul. O montante – somando aportes diretos da empresa e a captação com parceiros por meio da Rede Responsável – supera em 44% a expectativa prevista inicialmente, de R$ 8 milhões. O número de famílias beneficiadas, direta e indiretamente pelas ações, também bateu a estimativa inicial, de 16 mil famílias, fechando no total de 22.596 pessoas beneficiadas, o que equivale a um aumento de 41%.
No decorrer do ano, a Suzano elaborou e executou 38 projetos e iniciativas em nove municípios e duas comunidades da região. Entre eles, são cinco iniciativas voltadas para a geração de emprego e renda, que juntas beneficiam diretamente mais de 1,4 mil famílias.
“Faz parte da cultura da Suzano promover o desenvolvimento sustentável da comunidade em que está inserida. Tanto que um dos nossos direcionadores é ‘Só é bom para nós se for bom para o mundo’. Os resultados obtidos em 2019 superaram as nossas expectativas em vários sentidos. Conseguimos ampliar o nosso Programa Colmeias e o Laticínio de Arapuá dobrou a sua produção, o que para nós mostra o quão amadurecidas estão as associações parceiras da Suzano na geração de emprego e renda nas comunidades”, destacou Evânia Lopes, consultora de Desenvolvimento Social da Suzano.
O carro-chefe das ações é o PDRT (Programa de Desenvolvimento Rural e Territorial), presente dede o início das atividades da Suzano em Mato Grosso do Sul. Voltado para a geração de emprego e renda e fortalecimento das cadeias produtivas ligadas à agropecuária, o programa beneficia 1.065 famílias de 15 associações e está presente em quatro municípios da região Leste.
Entre as instituições apoiadas pelo PDRT, está a Associação dos Produtores do Assentamento Alecrim, em Selvíria. “A parceria com o PDRT teve início em meados de 2013, visando primeiro o melhoramento das pastagens. Depois veio a consultoria com veterinário, em parceria com o Sebrae. O programa nos ajudou a superar muitas das dificuldades com o tratamento do gado, o próprio piqueteamento e a saúde dos animais. Também tivemos, com a inseminação, um melhoramento genético do rebanho. Sem essa parceria, a gente não teria condições de trazer um veterinário dentro das nossas propriedades”, destacou a presidente da instituição, Josina Cleuza Moreira da Silva.
Atualmente, a renda média por família apoiada pelo PDRT no Estado é de cerca de R$ 1,4 mil A estimativa é que, para cada R$ 1 investido no programa, o retorno para o produtor rural supere a margem de 100%.
Colmeias
Além do PDRT, o Programa Colmeias, que visa o fortalecimento da apicultura utilizando as florestas plantadas de eucalipto da Suzano, também fechou o ano em expansão. Em dezembro do ano passado, a Suzano firmou parceria com a APPRAST (Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento São Thomé), em Santa Rita do Pardo. Em janeiro, foram cedidas 400 caixas de colmeias para dar início à produção, cuja expectativa é chegar a 8,4 toneladas de mel.
Com a nova parceria, o número de famílias beneficiadas pelo programa saltou de 150 para 170 em Mato Grosso do Sul. O Colmeias atua em cinco municípios, em parceria com seis associações. Atualmente, a renda média por família é de aproximadamente R$ 880.
Pecuária leiteira
Ainda visando o desenvolvimento social no campo, a Suzano também apoia programa de fortalecimento da pecuária leiteira. Em Mato Grosso do Sul, são 240 famílias de pequenos produtores rurais beneficiadas, em quatro municípios. Um dos destaques da iniciativa foi o Laticínio de Arapuá, que, em 12 meses de operação, teve um salto de 500 litros por dia para 1,2 mil litros de leite processados por dia.
Outros projetos
A meta de levar desenvolvimento e geração de renda também atende a comunidade indígena. São 30 famílias apoiadas pela Suzano por meio do PSO (Programa de Sustentabilidade Ofayé), em Brasilândia.
A Suzano desenvolveu projetos voltados para as áreas de Educação, Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Esporte e Cultura. Somente na área de Educação, foram 9.598 pessoas beneficiadas, entre educadores e alunos; número superado apenas pelas ações voltadas para a Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente, que, em 2019, chegou a 10.065 beneficiados.
Celulose em Destaque
Celulose se consolida como nova locomotiva da indústria de MS
Em pouco mais de uma década, a indústria da celulose transformou-se em um dos principais motores do desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. O setor ampliou sua participação na economia estadual, consolidou uma forte presença internacional e tornou-se um dos maiores responsáveis pela geração de riqueza na indústria de transformação.
Os números evidenciam esta trajetória. Entre 2010 e 2025, o total de trabalhadores cresceu de 7.004 para 24.430, avanço de 249%. No mesmo período, a receita das exportações saltou de US$ 431,4 milhões para US$ 3,12 bilhões.
Para Ezequiel Resende, a celulose representa a principal novidade da transformação industrial sul-mato-grossense.
“A celulose é uma nova locomotiva. Pelo volume de investimentos, pelo rápido crescimento e pela participação na atividade econômica e industrial do Estado, ela se consolidou como um dos principais ramos da indústria de transformação do Mato Grosso do Sul.”
O valor bruto da produção do setor aumentou de R$ 1,63 bilhão para R$ 20,4 bilhões entre 2010 e 2024, crescimento de 1.148%. Já o volume exportado passou de 857,8 mil toneladas para 6,91 milhões de toneladas.
Segundo o economista-chefe da Fiems, a atividade já ocupa posição de destaque na geração de riqueza industrial.
“Hoje a celulose está entre os segmentos que mais contribuem para a geração de riqueza da indústria de transformação sul-mato-grossense”, afirma.
A evolução do setor também explica parte do aumento do valor agregado das exportações do Estado.
“O melhor exemplo dessa transformação é a celulose. Ganhamos novos produtos de maior valor agregado, alcançamos novos mercados e aumentamos significativamente nossa presença internacional”, destaca Resende.
Baseada em florestas plantadas e integrada a uma cadeia industrial de alta competitividade, a celulose consolidou Mato Grosso do Sul como um dos principais polos do setor no Brasil e no mercado global.
Celulose em Destaque
Arauco inicia instalação das vigas da ponte ferroviária sobre o córrego São Mateus, em Inocência (MS)
Operação é considerada um marco histórico da montagem da estrutura da ferrovia por onde será escoada a futura produção de celulose do Projeto Sucuriú
A instalação do ramal ferroviário da Arauco, em Inocência (MS), registrou mais um marco importante: o início do içamento de 18 vigas de sustentação da ponte ferroviária sobre o córrego São Mateus. A construção desta OAE (Obra de Arte Especial) alcançou 70% de execução prevista no cronograma, representando um progresso significativo para o andamento geral das obras da ferrovia, que, por sua vez, está com 50,8% de avanço total.
Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil, celebrou o marco. “A construção da ponte é um momento importante na implantação da ferrovia porque envolve diversos aspectos técnicos que precisam acontecer de maneira muito planejada para que a obra seja concluída de modo satisfatório. E vemos aqui um exemplo claro de como o Projeto Sucuriú tem caminhado, em todas as frentes, com sinergia, qualidade, segurança e pontualidade. Isso é muito gratificante para a Companhia”, afirmou.
Construída em concreto armado, a ponte terá 270 metros de extensão e 6 metros de largura, utilizando 132 estacas do tipo raiz, aproximadamente 9 mil m³ de concreto e 500 toneladas de aço. As vigas que estão sendo instaladas possuem, cada uma, aproximadamente, 30 metros de comprimento e 3 metros de altura, pesando 92 toneladas. Elas suportam o tabuleiro da ponte, estrutura sobre a qual será implantada a superestrutura ferroviária composta pelo lastro, dormentes e trilhos.
Para o diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, Alberto Pagano, o içamento das vigas é um ‘momento emblemático’ da construção da ferrovia. “Concretizamos este marco com toda segurança e respeito ao meio ambiente e à comunidade. E isso é resultado de um cuidadoso trabalho de planejamento de cada etapa da atividade por parte de todo o time de Engenharia”, disse. Pagano acrescentou que a instalação das 18 vigas será concluída até o final de setembro.
O diretor de obras da Construcap, Marco Aurélio Costa Guimarães, ressaltou a importância do cumprimento do prazo para o içamento das vigas, considerado um ‘ponto crítico’ da obra. “Tínhamos um desafio muito grande na ferrovia inteira, pelo prazo, e somente uma época sem chuva para cumpri-las”, comemorou o diretor da empresa responsável pela construção da linha férrea.
Para quem acompanha a obra desde o início, o avanço também representa uma conquista pessoal. Contramestre da Construcap, Ademar Rodrigues de Assis manifestou sua satisfação em ver uma estrutura tão grande ganhar forma. “Já tenho bastante tempo de empresa e, quando a gente começa uma obra do zero e depois vê tudo chegando a esse estágio, com as vigas sendo lançadas e sabendo que daqui a pouco o trem vai passar por aqui, isso é motivo de orgulho. A gente se sente muito gratificado por fazer parte deste projeto”, contou.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega 3.500 colaboradores e conta com cinco unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR); e, em 2027, a companhia prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose branqueada em Inocência (MS).
Todas as florestas de eucalipto plantadas pela Arauco no Brasil são certificadas pelo FSC® (Forest Stewardship Council®), que reconhece o manejo florestal ambientalmente adequado, socialmente benéfico e economicamente viável. A companhia também conta com certificações FSC relacionadas à Cadeia de Custódia, Madeira Controlada, operação Multisite e uso da marca, que abrangem a rastreabilidade da madeira utilizada na produção de painéis, inclusive a adquirida de terceiros. Os painéis também atendem à certificação CARB, relacionada aos baixos níveis de emissão de formaldeído.
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