Mato Grosso do Sul
Seminário da Agems projeta o futuro, de olho na realidade dos projetos de parceria para o desenvolvimento de MS
A antecipação da Agems (Agência Estadual de Regulação) sobre as pautas dos serviços atrelados aos projetos de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul colocou em discussão as Parcerias Público-Privadas, no mais recente seminário com a participação de dezenas de profissionais, promovido nesta sexta-feira (30).
Com um projeto modelo em andamento, o da universalização do esgotamento sanitário, outras parcerias deverão chegar, dentro da política de incentivo a investimentos privados para serviços cada vez mais qualificados. “E depois que um serviço é concedido, vem o trabalho da Agência, é nossa responsabilidade fiscalizar por todos os anos do contrato e garantir as entregas”, ressaltou o diretor-presidente Carlos Alberto de Assis na abertura do evento.
Qualificação e Resultados
A iniciativa da Agems se antecipa às demandas da expansão de outorgas de serviços públicos e à necessidade de investimentos em outros serviços de natureza pública impactados pela chegada de grandes indústrias em municípios como Ribas do Rio Pardo e Inocência.
“Tenho certeza que vamos ser o primeiro estado a universalizar o saneamento, com a PPP do esgotamento sanitário. E podemos também falar de rodovias, com concessões em andamento, investimentos sendo antecipados e o IBGE apontando o crescimento das cidades; no gás, temos agora uma política de incentivo ao GNV; temos cidades dobrando de tamanho com a instalação de gigantes fábricas de celulose, então temos que pensar em levar a energia, o transporte. Tudo isso passa pela regulação”, lembrou Carlos Alberto.
“Estamos fortalecendo esse novo momento da Agems, trazendo especialistas e estudiosos renomados, unindo um profundo conhecimento acadêmico à realidade de Mato Grosso do Sul”, conta a diretora de Inovação e Relações Institucionais, Rejane Monteiro.
Conhecimento e participação
Representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, de entidades do setor produtivo, como a Federação de Agricultura, e de secretarias estaduais puderam debater com especialistas nacionais os modelos, gargalos, os impactos e as perspectivas para a regulação.
Com a participação também da secretária Especial de Parcerias Estratégicas, que coordena no Estado os projetos de concessão e PPPs, da procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia, e dezenas de técnicos e estudiosos, o seminário jogou luz sobre temas importantes em que a Agems vem trabalhando, como o projeto de Análise de Impacto Regulatório e revisão de estoque regulatório.
Os dois painéis temáticos uniram os especialistas Mateus Piva Adami, Vitor Rhein Schirato e Jacintho Arruda Câmara. Na mediação, a Agems contou com a participação do juiz do Tribunal Regional Federal da 3ª Região Ney Gustavo Paes de Andrade e do procurador-geral-adjunto do contencioso, Marcio André Batista de Arruda.
Gizele Oliveira, Agems
Fotos: Cleidiomar Barbosa
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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