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Mato Grosso do Sul

Segurança pública reforça ações e orientações na volta às aulas em Mato Grosso do Sul

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Com o início do ano letivo de 2026, as forças de segurança vinculadas à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) reforçam orientações e ações preventivas com o objetivo de assegurar um retorno às aulas mais seguro. Aproximadamente 172 mil alunos da Rede Estadual de Ensino retomam as atividades escolares em Mato Grosso do Sul na próxima semana.

Delegada Daniella Kades durante palestra realizada em escola

O período, marcado por alterações na rotina das famílias e pelo aumento da circulação de estudantes, demanda atenção de pais, responsáveis e de toda a comunidade escolar.

A titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), delegada Daniella Kades de Oliveira Garcia, destaca que “a prevenção começa dentro de casa”.

Segundo ela, manter um diálogo frequente com os filhos e com a direção da escola é fundamental para evitar conflitos e identificar situações de risco logo no início.

“Entender que a escola é uma aliada na educação dos jovens é o primeiro passo para que eventuais problemas sejam superados com mais facilidade ao longo do ano letivo”, orienta.

Entre os cuidados recomendados estão o acompanhamento da rotina escolar e a supervisão do uso de mochilas, cadernos e celulares. De acordo com a Polícia Civil, essa prática não configura invasão de privacidade, mas uma forma de cuidado que pode prevenir problemas mais graves, inclusive relacionados à saúde mental de crianças e adolescentes.

Cuidados no trajeto e com desconhecidos

Em relação ao trajeto entre casa e escola, a orientação é que pais e responsáveis façam o percurso ao menos uma vez com a criança, indicando locais mais seguros para circulação, como calçadas, áreas iluminadas e pontos adequados para atravessar vias públicas. Sempre que possível, o uso do localizador do celular também é recomendado, permitindo o acompanhamento do deslocamento.

A Polícia Civil alerta ainda para que crianças e adolescentes evitem o uso de celulares e aparelhos eletrônicos durante o trajeto, mantendo-os guardados para não chamar a atenção de criminosos. Em caso de furto ou roubo, a recomendação é não reagir e procurar ajuda imediatamente. “Nunca conversar com estranhos e, em nenhuma hipótese, aceitar alimentos ou doces de pessoas desconhecidas”, reforça a delegada.

Uso de celulares e redes sociais

Outro ponto de atenção é o uso de celulares e redes sociais. Apesar de serem ferramentas importantes para estudo e comunicação, o uso excessivo pode prejudicar o desempenho escolar. A Polícia Civil orienta que pais e responsáveis utilizem mecanismos de controle parental e acompanhem de perto o acesso de crianças e adolescentes às plataformas digitais.

Em situações de suspeita de violência, maus-tratos, conflitos escolares ou desaparecimento, o registro do boletim de ocorrência pode ser feito em qualquer delegacia. Casos mais específicos são atendidos pelas delegacias especializadas, como a DEPCA e a DEAIJ.

Operação Volta às Aulas

Policiamento será reforçado nas primeiras semanas de volta às aulas

Para ampliar a segurança neste período, a Polícia Militar realiza a “Operação Volta às Aulas – 1º Semestre 2026”, entre os dias 26 de janeiro e 13 de fevereiro, em Campo Grande.

A ação é coordenada pelo Comando de Policiamento Metropolitano e prioriza o policiamento ostensivo preventivo, com foco na orientação da comunidade escolar e no cumprimento dos protocolos de segurança.

Segundo a PM, o objetivo é coibir situações que coloquem em risco alunos, professores e funcionários, além de promover um ambiente escolar mais seguro.

O Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) também atua com reforço no entorno das escolas, realizando policiamento, fiscalização e blitz educativas. A PM alerta para práticas como fila dupla, que comprometem a fluidez do trânsito e aumentam o risco de acidentes.

“O trânsito é um espaço coletivo, e o respeito às regras cria um ambiente mais seguro e harmônico para toda a comunidade escolar”, destaca o comandante do BPMTran, tenente-coronel PM Augusto.

Proerd

Proerd continuará com ações nas escolas em 2026

As ações preventivas incluem ainda a continuidade do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que seguirá em 2026 com atuação em escolas da capital. O programa é voltado a alunos da educação infantil e do 5º ano do ensino fundamental, com encontros conduzidos por policiais militares, abordando temas como autoestima, cidadania e prevenção à violência. As forças de segurança reforçam que a parceria entre família, escola e poder público é essencial para um ano letivo tranquilo e seguro.

Escola Segura, Família Forte

O retorno às aulas em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã também conta com o apoio do Programa Escola Segura, Família Forte, desenvolvido em parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) e a Secretaria de Estado de Educação.

Por meio da ronda escolar, a iniciativa atende milhares de alunos da rede estadual. Na primeira semana do ano letivo, todas as escolas recebem a visita de policiais militares, que apresentam à comunidade escolar as ações que serão desenvolvidas ao longo de 2026.

Criado em 2017, o programa tem como foco a prevenção, a mediação de conflitos e a redução da criminalidade no entorno das unidades de ensino. A Sejusp-MS prevê ainda a ampliação da iniciativa para outros municípios, com a aquisição de novas viaturas ainda no primeiro semestre de 2026.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Foto: Everton Gentil/Sejusp/Arquivo

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

UBS, UPA, hospital ou Samu: você sabe, caso a caso, onde buscar atendimento no SUS?

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Conhecer a porta de entrada e o papel de cada serviço evita filas, agiliza o atendimento e fortalece a rede de saúde

Você sabe exatamente onde procurar atendimento no SUS quando surge um problema de saúde? Entender como o sistema funciona na prática faz toda a diferença para receber o cuidado certo, no tempo adequado.

O SUS (Sistema Único de Saúde) é organizado em Redes de Atenção à Saúde (RAS), que conectam UBSs (Unidades Básicas de Saúde), UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), hospitais, SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e outros pontos de atenção. Cada serviço tem uma função específica, mas todos atuam de forma articulada. No centro dessa organização está a Atenção Primária à Saúde, responsável por coordenar o cuidado e orientar o acesso aos demais níveis do sistema.

Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, com trajetória profissional vinculada à própria construção do SUS em Mato Grosso do Sul, a organização dos fluxos de atendimento é fundamental para a sustentabilidade do sistema. “Quando o cidadão procura o serviço adequado, a rede funciona de forma mais equilibrada, garantindo prioridade a quem mais precisa, melhor uso dos recursos públicos e maior resolutividade no cuidado. Esse é um compromisso permanente do SUS com o acesso qualificado e com a eficiência da gestão”, destaca.

Reconhecido como um dos maiores e mais complexos sistemas públicos de saúde do mundo, o SUS garante atendimento universal, integral e gratuito para toda a população brasileira. Ele acompanha o cidadão ao longo de toda a vida, desde ações simples de promoção e prevenção — como vacinação e acompanhamento da pressão arterial — até procedimentos de alta complexidade, como cirurgias especializadas e transplantes. Criado a partir da Constituição Federal de 1988, o SUS ampliou o acesso à saúde e transformou esse cuidado em um direito de todos.

Para dar conta dessa diversidade de atendimentos, o sistema é organizado em níveis de atenção e funciona com responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. Saber onde buscar atendimento em cada situação ajuda a evitar filas desnecessárias, agiliza o cuidado e fortalece toda a rede de saúde.

Atenção Primária à Saúde: A porta de entrada do SUS

A APS (Atenção Primária à Saúde) é a principal porta de entrada do SUS e, na maioria dos municípios, está presente nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Localizadas próximas às residências da população, essas unidades são o primeiro lugar que o cidadão deve procurar para cuidar da saúde no dia a dia.

De acordo com a superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Karine Cavalcante, a UBS é o espaço onde o cuidado começa e se mantém ao longo do tempo. “A Atenção Primária acompanha o cidadão em todas as fases da vida. É na UBS que a população encontra orientação, prevenção, acompanhamento contínuo e o encaminhamento adequado quando há necessidade de outros serviços”, destaca.

São nas UBSs que acontecem as consultas de rotina, o acompanhamento de crianças, gestantes e idosos, o controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além de atendimentos médicos, de enfermagem e multiprofissionais. As UBSs também realizam atendimentos de urgências menos graves, além de ofertarem serviços como vacinação, pré-natal, atendimento odontológico, distribuição de medicamentos e ações coletivas de vigilância em saúde.

As UBSs realizam ainda testes rápidos de HIV, sífilis, hepatites virais e gravidez, exames de rastreamento de câncer e ações de planejamento reprodutivo, como a distribuição de preservativos e a inserção de DIU. “Mais do que resolver demandas pontuais, a Atenção Primária conhece o território, cria vínculo com a população e coordena o cuidado dentro da rede”, reforça Karine.

Quando há necessidade de consultas especializadas, exames ou atendimento hospitalar, é a equipe da UBS que faz o compartilhamento adequado, garantindo a continuidade do cuidado dentro da rede.

Quando procurar uma UPA?

As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) são indicadas para situações de urgência que precisam de avaliação imediata, mas que nem sempre demandam internação hospitalar. Elas funcionam todos os dias, durante 24 horas, e fazem parte da Rede de Atenção às Urgências e Emergências.

Casos como febre alta (acima de 39°C), dor intensa, falta de ar, crises convulsivas, fraturas leves, ferimentos com sangramento sem controle e urgências clínicas, traumáticas ou psiquiátricas devem ser atendidos na UPA. O atendimento segue o protocolo de classificação de risco, o que garante prioridade aos casos mais graves, independentemente da ordem de chegada.

Com complexidade intermediária, as UPAs resolvem grande parte das urgências. Quando o quadro exige atendimento especializado ou internação, o paciente é encaminhado para outro ponto da rede. Já nos casos menos graves, após o atendimento inicial, o usuário é orientado a continuar o acompanhamento na UBS do seu território.

O papel dos hospitais no SUS

Os hospitais integram os níveis de média e alta complexidade do SUS e são destinados a atendimentos que exigem maior estrutura, como internações, cirurgias, exames complexos e cuidados intensivos.

Segundo a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, os hospitais são destinados aos atendimentos que exigem maior estrutura. “Os hospitais atendem os casos que realmente precisam de internação, cirurgias ou exames especializados. Por isso, o acesso acontece de forma organizada, por meio da regulação. Quando o paciente passa pela UPA ou por outro serviço e há indicação clínica, a equipe avalia o caso e faz o encaminhamento para o hospital mais adequado. Esse fluxo garante mais segurança ao paciente, evita deslocamentos desnecessários e contribui para que o SUS funcione de forma mais eficiente para todos”, destaca.

Essa lógica segue o princípio da hierarquização do SUS, no qual cada serviço é acionado conforme a complexidade da necessidade de saúde apresentada pelo paciente.

Quando acionar o SAMU?

O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) deve ser acionado em situações graves e emergenciais, quando há risco imediato à vida e necessidade de atendimento rápido no local ou durante o transporte até uma unidade de saúde.

O SAMU atua de forma integrada à rede de urgência, prestando os primeiros atendimentos e encaminhando o paciente para a UPA ou hospital, conforme a gravidade do caso.

Um sistema que funciona em rede

O SUS funciona como uma grande rede articulada, na qual UBSs, UPAs, hospitais e serviços de urgência atuam de forma integrada para garantir cuidado integral à população. Esse modelo respeita os princípios da universalidade, equidade e integralidade e depende da atuação conjunta da União, dos estados e dos municípios.

Ao buscar o serviço adequado para cada situação, o cidadão contribui para um atendimento mais rápido, eficiente e resolutivo. Conhecer o funcionamento do SUS é também uma forma de fortalecer esse sistema que cuida da saúde de milhões de brasileiros todos os dias.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto de capa: Fernando Frazão/Agência Brasil

Galeria 1: Arquivo/SES
Galeria 2: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Novo modelo de integração de serviços do Governo do Estado chega a Douradina

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O Governo de Mato Grosso do Sul segue avançando na ampliação e descentralização dos serviços públicos, levando mais comodidade e acesso à população do interior. Em Douradina, mais uma agência do Detran-MS passou a operar no modelo de Agência Integrada, reunindo no mesmo espaço serviços do Departamento Estadual de Trânsito e da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

A partir desta semana, a agência do Detran-MS no município passa a contar com um posto de atendimento para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), antigo RG. Inicialmente, o serviço funciona em caráter experimental, com atendimento somente no período da manhã. A partir do dia 3 de fevereiro, o atendimento será realizado em período integral, seguindo o mesmo horário da agência: das 7h30 às 11h30 e das 12h30 às 16h30.

Para o gerente da Agência Regional do Detran-MS em Douradinha, Francisco de Jesus Almeida, a implantação do serviço atende a uma demanda antiga da população. “Era uma necessidade muito grande do município. Antes, o cidadão tinha basicamente o cartório para fazer o RG, mas com custo. Agora, ele passa a ter uma opção gratuita, mais acessível”, destacou.

Segundo Francisco, a integração entre os órgãos otimiza o uso do espaço público e amplia as opções de atendimento à comunidade. “Dividir o espaço com a Sejusp é importante para otimizar a estrutura e oferecer mais serviços no mesmo lugar, facilitando a vida do cidadão”, afirmou.

A iniciativa faz parte do modelo de Agência Integrada adotado pelo Governo do Estado, por meio do Detran-MS e da Sejusp, que reúne diferentes serviços públicos em um único endereço, garantindo mais praticidade, agilidade e redução da burocracia. Além da emissão da nova CIN, o cidadão pode resolver demandas relacionadas à CNH e a veículos no mesmo local.

O modelo já está em funcionamento na Agência Integrada do Comper Itanhangá, em Campo Grande, e nas agências regionais de Corumbá, Três Lagoas e Dourados e ainda no município de Santa Rita do Pardo.

Carteira de Identidade Nacional (CIN)

Para a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional, é necessário realizar agendamento prévio pelo site da Sejusp-MS (servicos.sejusp.ms.gov.br), onde o cidadão escolhe o serviço, a data, o local e o horário do atendimento.

Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Foto: Rachid Waqued

Fonte: Governo MS

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