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Preservar e crescer: Mato Grosso do Sul apresenta ações de desenvolvimento e sustentabilidade na COP30

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Crescer economicamente e manter a biodiversidade preservada são situações possíveis desde que os governos tenham convicção na tomada de decisões, apontando diretrizes claras e executando iniciativas que estejam plenamente conectadas uma com as outras, em políticas transversais. Essa foi a linha de trabalho defendida pelo governador Eduardo Riedel em seu primeiro dia de agendas na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), realizada em Belém (PA) entre os dias 10 e 21 de novembro.

Riedel participou durante esta quarta-feira (12), ao lado dos secretários titular e adjunto de Meio Ambiente e Desenvolvimento, respectivamente Jaime Verruck e Artur Falcette, de inúmeras reuniões relacionadas à COP30, discutindo ações e planos que fomentem a conservação ambiental ao mesmo tempo que promova o desenvolvimento socioeconômico.

“Nunca entendemos que fosse um paradoxo o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção de atividades de baixo carbono, a preservação da nossa biodiversidade”, frisa Riedel durante sua participação em painel realizado no espaço da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos), son o tema ‘Fortalecendo o papel dos governos subnacionais na governança climática internacional’. Horas antes, Riedel já tinha participado do Café na Amazônia – Encontro de Governadores na COP30, promovido pelo governo paraense, anfitrião da Conferência.

Com três biomas em seu território – Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica -, Mato Grosso do Sul tem se destacado nacionalmente como exemplo de crescimento econômico aliado à preservação ambiental e inclusão social. Dois terços do Pantanal estão no Estado, onde 84% do bioma permanece preservado, protegido por legislação específica e políticas públicas que asseguram sua continuidade – a Lei do Pantanal, lançada na atual gestão estadual após tratativas com setor produtivo, ONGs e autoridades públicas federais e estaduais.

“Hoje, 94% da energia do Estado é renovável, com manutenção dos biomas. Essa é uma diretriz clara desde o início do nosso governo, e tem dado certo. É um Estado que cresce pelo menos duas a três vezes a média nacional, entre 5% e 6% ao ano. Um Estado que se propôs a ser carbono neutro em 2030, por conta dessa dinâmica que tem evoluído”, destaca o governador.

Riedel ao lado de outros governadores do Brasil e países visitantes em encontro promovido pelo governo paraense nesta quarta-feira (Foto: Marcos Santos/Agência Pará)

Exemplo municipalista

Uma das iniciativas do Governo do Estado destacadas pelo governador em Belém foi o municipalismo. “O outro DNA de Mato Grosso do Sul é o municipalismo. Temos o programa MS Ativo, que nós criamos e desenvolvemos, e nele reunimos os 79 prefeitos, suas bancadas de vereadores, e ouvimos: qual é a dor do município? Esse foi o primeiro momento. Ali, o Estado pôde se fazer presente, trabalhando com obras de infraestrutura, com desenvolvimento, e depois evoluímos para parcerias na saúde e na educação”, explica.

“Pactuamos contratos de gestão, inclusive, uma relação onde pudéssemos assumir um roadmap do território carbono neutro para os 79 municípios. Já fizemos um diagnóstico junto com os municípios, e em 70 deles esse trabalho foi concluído. Essa ação está dentro da nossa característica de crescimento sustentável, junto com os municípios. Não se trata apenas de mitigação, mas de desenvolvimento e crescimento, a partir de um olhar cuidadoso com as novas ações a serem implementadas”, completa Riedel.

Ainda segundo o governador, essas ações compõem uma agenda territorial que tem como meta clara o carbono neutro em 2030, em simultaneidade à inclusão social, geração de empregos e de renda. Exemplo disso são as taxas de menos de 3% de desemprego e a busca pela máxima redução da pobreza extrema – hoje é a segunda menor do Brasil, e a meta é erradicá-la.

“O desafio é olhar o desenvolvimento social dessas pessoas, atrelado a esse processo de crescimento. Então, deixo essa experiência e a nossa total disponibilidade em poder compartilhar, discutir essa experiência com qualquer um que queira conhecer. Se houver diálogo, se deixarmos a politicagem em segundo plano e olharmos para a política pública e para resultados, sem dúvida nenhuma as coisas acontecem quando há convergência de objetivos e de propósitos entre os atores envolvidos”, conclui.

MS na COP30

O governador Eduardo Riedel segue nesta quinta-feira (13) em Belém para mais participações na COP30. Além da presença em reuniões e discussões diversas que estão ocorrendo na capital paraense, Riedel e Verruck participam do painel MS na Agrizone, local especialmente montado pela Embrapa para debater temas ambientais durante a Conferência do Clima.

Outro evento que contará com a participação dos sul-mato-grossenses é o painel ‘Lei Geral do Licenciamento Ambiental e o Papel dos Estados, realizado pela Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente) no Pavilhão Pará da Green Zone da COP30.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Tonico Gamma

ATENÇÃO: pack imprensa com sonora do governador na íntegra e imagens de apoio

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Gás do Povo atende mais de 142 mil famílias em Mato Grosso do Sul em setembro

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Em setembro, o Programa Gás do Povo chega a 142.056 famílias em Mato Grosso do Sul, alcançando um total de 461.268 pessoas. Para o atendimento às famílias beneficiárias, o estado conta atualmente com 409 revendas credenciadas ao Programa.

COBERTURA NACIONAL – O Gás do Povo assegura a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha de GLP de 13 kg às famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal per capita de até meio salário-mínimo, priorizando, neste momento, para a concessão do benefício, as famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família compostas por duas ou mais pessoas no mesmo código familiar. Lançado em novembro de 2025 em dez capitais, o Programa passou a atender todas as capitais em janeiro de 2026 e, a partir de março, foi ampliado para outros municípios, alcançando cobertura nacional.

Desde abril de 2026, os vales são disponibilizados no dia 10 de cada mês. Com a definição de uma data fixa, as famílias podem consultar a disponibilidade do vale e se organizar para utilizá-lo dentro do prazo de validade de dois ou três meses, conforme a quantidade de pessoas da família registradas no Cadastro Único.

A quantidade de recargas varia conforme o número de pessoas da família registradas no Cadastro Único. Famílias com duas a três pessoas têm direito a um vale a cada 3 meses, e famílias com quatro ou mais integrantes recebem um vale a cada 2 meses.

O vale pode ser usado em qualquer revenda credenciada de três formas. Em todas elas, o valor da recarga é pago diretamente pelo Programa ao revendedor, sem custo adicional para a família:

  • Cartão do Bolsa Família (com chip): passado na maquininha Azulzinha ou no aplicativo Azulzinha Aproxima no celular do revendedor, com digitação da senha.
  • Cartão de débito da CAIXA: mesmo procedimento do cartão do Bolsa Família.
  • CPF da pessoa Responsável Familiar: a família informa o CPF na maquininha Azulzinha e digita o código de validação enviado ao celular cadastrado na CAIXA.

APP MEU SOCIAL – As famílias podem consultar no Meu Social se são beneficiárias do Programa Gás do Povo, acompanhar a situação do benefício e acessar outras informações relacionadas ao vale. Pelo aplicativo, é possível verificar a disponibilidade, o período de vigência e o histórico de uso, localizar revendas credenciadas e conferir orientações sobre como utilizar o benefício.

O Meu Social também conta com notificações sobre novos vales disponíveis, alertas relacionados à atualização do Cadastro Único e mensagens que explicam a situação da família e orientam sobre os procedimentos necessários em cada caso.

NACIONAL – Em setembro, o Gás do Povo disponibilizou 4.230.776 vales em todo o país. Atualmente, o Programa conta com 26.920 revendas credenciadas em todas as unidades da Federação e 2.246 planos de atendimento alternativos para localidades com menor disponibilidade de pontos de venda.

ATENDIMENTO SEGUE NORMALMENTE – O Gás do Povo continua funcionando normalmente em todo o país. Durante o período de defeso eleitoral, a identidade visual utilizada na comunicação do Programa precisou ser modificada. A alteração pode fazer com que algumas pessoas tenham dúvidas.

O Gás do Povo, no entanto, não foi interrompido. O atendimento nas revendas credenciadas segue normalmente, e as famílias beneficiárias continuam podendo utilizar o benefício conforme as regras do Programa – confira no App Meu Social as revendas credenciadas.

ORIENTAÇÃO A ESTADOS E MUNICÍPIOS – O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mantém canais de orientação para gestores estaduais e municipais sobre a operacionalização do Gás do Povo.

Entre os canais disponíveis estão os informes técnicos, o portal institucional, o Disque Social 121.

SERVIÇO

Como consultar o benefício

Para saber se sua família foi selecionada para receber o vale do Programa Gás do Povo, a pessoa Responsável Familiar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) poderá verificar em:

Em caso de dúvidas sobre o Programa, também estão disponíveis:

  • Disque Social 121, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
  • FalaBR
    SAC da CAIXA: 0800 726 0101

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Brasil e Alemanha trocam experiências sobre biomassa e tecnologias para indústria de baixo carbono

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O Brasil tem biomassa em abundância. A Alemanha, experiência no desenvolvimento de tecnologias para aproveitar resíduos e fontes renováveis. Os pesquisadores dos dois países discutiram como essa combinação pode abrir novos caminhos para uma indústria de baixo carbono durante o 4º Workshop Internacional de Inovação em Biomassa, evento realizado na sede do Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa), em Três Lagoas.

Duas palestras magnas no primeiro dia de evento trouxeram experiências dos institutos alemães Fraunhofer IGB e Fraunhofer UMSICHT. Ambos são institutos de pesquisa aplicada pertencentes à rede alemã Fraunhofer-Gesellschaft, mas diferem em seus focos científicos e áreas de atuação.

A brasileira Luciana Vieira, líder de grupo do Instituto Fraunhofer de Engenharia de Interfaces e Biotecnologia (IGB), na Alemanha, apresentou trabalhos que integram processos eletroquímicos, energia renovável, biotecnologia e outras áreas para desenvolver alternativas mais sustentáveis e ampliar a valorização da biomassa.

“Não acho que haverá uma tecnologia que vai salvar tudo. Precisamos de interdisciplinaridade, de pessoas de várias áreas trabalhando juntas para chegar a soluções inovadoras. O básico e o de sempre já não funcionam mais. Precisamos de novas ideias, novas possibilidades e diferentes expertises”, argumentou.

A pesquisadora também destacou a colaboração entre o Fraunhofer e o ISI Biomassa. Para ela, a relação entre os centros de pesquisa brasileiros e alemães não deve ser entendida apenas como transferência de conhecimento da Europa para o Brasil.

“Muitas vezes, quando se fala de colaboração com a Alemanha, fala-se em transferência de tecnologia. Eu não estou falando de transferência, mas de troca. O que é desenvolvido aqui no ISI Biomassa nos coloca em um nível de troca de tecnologias. Estou aprendendo muito e trocando muito”, ressaltou.

O potencial brasileiro em biomassa

O pesquisador alemão Robert Daschner, chefe de departamento do Instituto Fraunhofer de Tecnologia Ambiental, de Segurança e Energética (UMSICHT), atua há cerca de 20 anos em pesquisas na área. Ele apresentou experiências relacionadas ao aproveitamento de resíduos biogênicos, conversão termoquímica e desenvolvimento de tecnologias voltadas à redução de emissões.

“Na Alemanha, trabalhamos muito com resíduos da agricultura e do setor florestal porque temos uma área menor e menos biomassa disponível. Quando olhamos para o Brasil, a disponibilidade é muito maior. Por isso, acredito que o papel da biomassa pode ser ainda maior do que na Europa”, afirmou.

Parceiro do ISI Biomassa há três anos, esta foi a primeira vez do pesquisador em Três Lagoas. Para Daschner, a cooperação entre os países abre oportunidades para transformar o potencial brasileiro.

“A parceria entre a Alemanha e o Fraunhofer com o Brasil, especialmente com o Senai e o ISI Biomassa, representa uma grande oportunidade para avançarmos no setor de biomassa. Temos muita experiência para compartilhar e, trabalhando juntos, podemos desenvolver boas tecnologias para o mercado brasileiro”, destacou.

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