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Mato Grosso do Sul

Obra da “Estrada do 21” avança com novas pontes, asfalto e drenagem já trazendo benefícios à população

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Mais da metade do serviço já está pronto. A obra de pavimentação da “Estrado do 21” que segue em quatro frentes de trabalho avança a todo vapor, com boa parte do percurso já pavimentado, novas pontes, drenagem e até túneis para passagem de animais. O resultado já é visto e comemorado pela população que mora, trabalha e percorre este trecho de 100 km, que vai ligar Anastácio a Bonito.

Obra está avançada no trecho que segue de Anastácio

A obra na rodovia MS-345 vai reduzir em até 40 km a distância de Campo Grande a Bonito. Ela começa no “Posto 21” em Anastácio e segue rumo a capital do ecoturismo, passando no meio do caminho pelo distrito de Águas do Miranda, um polo de pescaria esportiva do Estado. Ela é dividida em quatro lotes.

No primeiro (lote), que sai do trevo da BR-419, em Anastácio, mais de 63% das atividades já foram concluídas e obra está bem adiantada, com boa parte dos 28,65 km já pavimentados e as máquinas seguem na pista colocando a capa de asfalto. Isto já reflete no dia a dia dos moradores e por quem trafega pelo caminho.

O chacreiro Cícero Alves Machado mora com a esposa e os dois filhos há 32 anos neste trecho. Com asfalto pronto onde reside, conta que a realidade já mudou. “Aqui a estrada já está ótima, ajuda bastante, em época de chuva ficávamos parados, não conseguia seguir pela estrada, não passava nada. Os carros atolavam direto. Aqui só falta pouco para terminar”.

Mesma avaliação do caminhoneiro Antônio Carlos Damásio, que já teve que percorrer por muitas vezes este caminho. “A obra está ficando muito boa, vai facilitar muito a ida a Bonito por este caminho. Antes a estrada era muito ruim, fora a poeira que era pesada. Estou há 30 anos aqui na região puxando boi”, destacou.

Implantação de capa asfáltica no primeiro lote da Estrada do 21

Comércio e Turismo

Comerciante Silvia Aparecida

No segundo lote da obra que chega ao Distrito de Águas do Miranda a pavimentação está quase pronta, o TSD (Tratamento superficial duplo) já foi concluído, faltando a capa de asfalto final na pista. Lá são mais 23 km, e passa por este importante polo de pesca do Estado. Local que atrai turistas e traz movimento, emprego e renda aos comerciantes.

Gilberto Bussler é morador do distrito Águas do Miranda

“Esta obra é de suma importância para gente, pois vai melhorar o movimento dos turistas e ajudar o comércio. Nós já sentimos a diferença com mais gente vindo de Aquidauana, Anastácio e toda região pela estrada. Além de valorizar muito nossos imóveis”, relatou Silvia Aparecida, que tem um mercado há 12 anos no distrito.

Gilberto Bussler, morador de Águas do Miranda, destaca a importância da obra para quem convive com a estrada há muito tempo. “Ela vai nos ajudar muito, era muito difícil seguir caminho com chuva, pois o percurso ficava péssimo. Várias vezes fiquei com carro estragado e nunca seguia para Bonito por aqui. Já percebi a vinda de muita gente de Campo Grande e do Paraná por aqui”.

A engenheira responsável por este trecho, Lorena Rafaeli Amorim, destacou que o trabalho está bem adiantado. “Já estamos com nosso TSD todo pronto e em julho iniciamos a capa de asfalto. Todas as nossas obras de arte estão concluídas e seguimos com o trabalho de drenagem”.

Serviço de terraplanagem nos últimos lotes da Estrada do 21

Rumo a Bonito

Os dois últimos lotes da “Estrada do 21” chegam a Bonito, a principal cidade turística do Estado, que se tornou referência nacional e internacional. Neste caminho estão sendo construídas 14 pontos, tuneis para passagem de animais silvestres e estacionamento para contemplação da natureza.

O terceiro lote com 22,74 km já tem mais de 50% das atividades prontas. A drenagem está na reta final, terraplanagem implantada e avanço nos bueiros para passagens dos animais, dentro do programa Estrada Viva. Neste trecho seis pontes estão sendo implantadas. A conclusão da pavimentação será a última etapa.

Ao longo do caminho a reportagem pode conferir a passagem de ônibus escolares, que ainda precisam conviver com muita poeira, mas que terão nova realidade nos próximos meses, com asfalto de qualidade. Junto deste amontoado de máquinas espalhadas pelo trecho, encontra-se araras vermelhas sobrevoando as árvores e exalando a beleza do local.

Já no quarto lote que chega a cidade de Bonito, os trabalhos também seguem em pleno vapor com 75% das atividades prontas, com cinco pontes concluídas, terraplanagem avançada e tuneis dos animais instalados. Está sendo implantado ainda um local de estacionamento de veículos para que as pessoas possam descansar e contemplar a natureza.

“Após grande quantidade de chuva do início do ano, estamos aproveitando a estiagem para dar uma acelerada e terminar o quanto antes a terraplanagem, para depois iniciar a parte da linha de produção com a pavimentação. A questão do projeto da Estrada Viva já concluímos ele todo, trazendo grande benefício para passagem de fauna”, explicou Guilherme Ramalho, engenheiro responsável por estes dois últimos lotes.

Obras no último lote próximo a Bonito estão em pleno vapor

A conclusão da Estrada do 21 no segundo semestre deste ano vai “encurtar caminhos”, potencializar a economia e turismo da região, além de dar mais comodidade e segurança para quem trafega no trecho. Os benefícios econômicos e sociais são imensuráveis. Retrato de uma gestão próspera, verde e inclusiva.

“Essa é uma obra emblemática, que atende a comunidade local, fomenta o turismo e encurta o caminho até Campo Grande. Esse é nosso objetivo, atender as pessoas com obras de qualidade que melhoram a infraestrutura do Estado e dão resultados para todos”, destaca o secretário Hélio Peluffo, da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística).

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm

ATENÇÃO IMPRENSA: confira o vídeo em: https://www.instagram.com/p/CuSa-jZJ6rp/

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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Mato Grosso do Sul

Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.

A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Operação criança segura

A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.

Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.

A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.

Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.

Como denunciar?

O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.

As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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