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Mato Grosso do Sul

Na volta do Prêmio Cetran, MS comemora a liderança no número de adesão de municípios no Sistema Nacional de Trânsito

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Dos 79 municípios do Estado, 77 já aderiram ao Sistema Nacional de Trânsito, sendo o primeiro do país a chegar próximo de alcançar 100% de participação. Essa posição de destaque foi a tônica da solenidade de entrega do Prêmio Cetran de Educação e Segurança no Trânsito, que não era realizado desde o início da pandemia de Covid-19. O evento foi na tarde desta quarta-feira (21) no auditório do Bioparque Pantanal.

O diretor-presidente do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) foi um dos homenageados durante a cerimônia. Ao falar aos presentes, ele afirmou que a parceria com os municípios é importante também para a resolutividade das ações da autarquia.

“Temos nos municípios colegas trabalhando pelo trânsito e como isso impacta para o Detran. Impacta muito porque traz as demandas dos municípios mais rápido para o Detran. Temos uma política estabelecida de investirmos pesado na área de trânsito nos municípios, seja em reforma e ampliação do nosso atendimento, e na sinalização, que é um ponto importante para a nossa segurança no trânsito”, pontuou Rudel.

O vice-governador, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou a importância dessa conquista do MS no cenário nacional. ‘Quero agradecer a confiança dos prefeitos de Mato Grosso do Sul, de enxergar que essa parceria é importante para a população”, disse ele, observando que os investimentos do poder público em trânsito vão além do que se imagina num primeiro momento.

“O trânsito custa muito caro para o país, não pelas ações que ela realiza, mas nas consequências de um trânsito sem ação, sem educação”, comentou o vice-governador, ao se referir às mortes no trânsito, o atendimento no sistema público de saúde e dos afastamentos do trabalho das vítimas de acidentes nas vias.

Já a presidente do Cetran-MS (Conselho Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), Regina Duarte, lembrou que o Conselho, que é o responsável pelas adesões dos municípios ao Conselho Nacional de Trânsito, só conseguiu esse número de adesões graças às parcerias.

“Somos o primeiro Estado hoje do Brasil a ter 99% dos municípios integrados ao Sistema Nacional de Trânsito. Graças a parceria do Governo do Estado que sempre nos apoiou. Hoje a Secretaria Nacional de Trânsito, do Ministério dos Transportes, nos reconhece como Cetran mais atuante, mais participativo”, disse ela.

Segundo Regina Duarte, o apoio do Detran-MS tem sido fundamental. “Para chegarmos onde chegamos, devemos a grande parceria com o Detran, com o Rudel (Trindade) à frente do Detran, um grande gestor e um grande conhecedor do atendimento à legislação de trânsito”.

Durante a solenidade o Cetran-MS prestou homenagem às autoridades que em 2021 e 2022 foram aclamadas pelo Colegiado do Cetran como parceiros fundamentais na busca de resultados positivos para a segurança no trânsito de Mato Grosso do Sul.

Receberam a homenagem o vice-governador Barbosinha, o secretário Estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, Jaime Verruck, secretário Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento,

Ciência, Tecnologia e Inovação, Rudel Trindade, diretor-presidente do Detran-MS, Luiz Alexandre Gomes da Silva, ex-superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Estado, e coronel Marcos Paulo Gimenez, ex-comandante-geral da Polícia Militar.

Participaram também do evento, o prefeito de Antonio João e vice-presidente da Assomasul (Associação dos Municípios do MS), Marcelo Pé, deputado estadual Lídio Lopes, representando a Assembleia Legislativa, o vereador de Campo Grande, coronel Vilassanti, e representando o Judiciário, o juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça do Estado, Renato Antonio de Liberali.

Paulo Yafusso, Comunicação Detran
Fotos: João Garrigó

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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Mato Grosso do Sul

Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.

A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Operação criança segura

A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.

Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.

A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.

Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.

Como denunciar?

O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.

As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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