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Mato Grosso do Sul

Na defesa de políticas públicas e igualdade racial, subsecretária de MS é premiada em Mato Grosso

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A subsecretária de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial de Mato Grosso do Sul, Vania Lucia Baptista Duarte, e a coordenadora do Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro do Estado, Romilda Pizani, que também faz parte da subsecretaria, receberam o Prêmio “Geraldo Henrique da Costa”, em reconhecimento à defesa da igualdade racial e políticas públicas.

O prêmio leva o nome do pioneiro do movimento negro no Estado de Mato Grosso, Geraldo Henrique da Costa, que morreu em 1990. A homenagem celebra as lutas cotidianas da comunidade negra, e reconhece ativistas que defendem a igualdade racial, políticas públicas, ações afirmativas para a diversidade e inclusão da população negra em todos os setores da sociedade.

Entrega de premiação foi durante evento que celebra lutas do movimento negro em Mato Grosso (Foto: Divulgação)

A entrega ocorreu em Cuiabá, durante o 3º Agitando a Resistência Negra, evento que comemora a resistência, arte e luta do movimento negro, e é realizado pelo Instituto das Mulheres Negras de Mato Grosso e a Casa das Pretas.

Centrado na cultura, direitos e resistência, saúde da comunidade negra e da população LGBTQIA+, empreendedorismo das mulheres negras e periféricas, cabelo afro e identidade, mídia negra e combate à violência política e de gênero e ao feminicídio, o evento promoveu encontros e trocas inspiradoras.

“Nós levamos nossas ações do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e ouvimos muito do que está sendo realizado em outros locais. Aqui nós estamos com a proposta de uma formação para a segurança pública, e ali tivemos várias ideias”, conta a subsecretária.

Nas rodas de conversa, a subsecretária de Promoção da Igualdade Racial, Vania Duarte, ouviu encaminhamentos e ações tanto dos governos quanto da militância de todo o País.

O espaço proporcionou não só o compartilhamento de experiências, como a possibilidade de reivindicar apoio para a região Centro-Oeste. “Tivemos com a representante da ONU Mulher no Brasil que falou sobre o trabalho, e nós reforçamos a questão dos recursos nacionais e internacionais ficarem restritos às regiões Sudeste, sendo que aqui no Centro-Oeste nós estamos produzindo muita coisa também”, pontuou Vania.

Para a subsecretária, ouvir a realidade de todo o Brasil é fundamental para conhecer os êxitos e também as complexidades. “É uma injeção de ânimo quando você ouve e vê que outros estão passando por dificuldades também, é muito valioso participar, ser convidada e ainda ganhar o prêmio. Isso nos mostra que podemos ir mais longe”, finaliza Vania Lucia.

Setescc

Fonte: Governo MS

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Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS

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Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.

Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.

O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.

O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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