Nota de Falecimento
Morre aos 68 anos, José Dodo da Rocha Ex-prefeito de Selvíria
Faleceu na manhã desta terça-feira (21/9), no Hospital do Coração, em Campo Grande, o Policial Civil de Mato Grosso do Sul aposentado, ex-prefeito e ex-vereador do município de Selvíria, José Dodo da Rocha, aos 68 anos de idade.
Ele estava internado há vários dias, sendo submetido a um procedimento cirúrgico, relacionado ao coração, e nesta madrugada, após sofrer três paradas cardíacas, veio a óbito, segundo informações publicadas na rede social pelo seu irmão, Dr. José Maria Rocha.
O Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis) publicou uma nota de pesar pela morte do policial, que era Agente de Polícia Judiciária. Morte que causou grande comoção em Selvíria, município em que José Dodo da Rocha foi vereador e eleito prefeito no município por três mandatos, nas Legislaturas 1993/1996, 2005/2008 e 2009/2012, sendo um político muito querido, popular e importante para o município, onde deixa um grande legado e muitas saudades à família e aos selvirienses.
O velório será realizado a partir das 16h na Câmara Municipal de Selvíria e o sepultamento está previsto para amanhã de hoje (22).
A administração municipal decretou ponto facultativo, no dia de hoje, 21 de setembro, e luto oficial de três dias, sendo anotado que os pavilhões municipal, estadual e federal, localizados na frente da prefeitura já estavam a meio-mastro.
JOSÉ DODO DA ROCHA era natural de Fronteiras, no estado do Piauí, nasceu em 10 de fevereiro de 1953. Um dos filhos de Francisco José da Rocha e Celina Francisca da Rocha. É pai de Milena Gomes da Rocha, José Dodo da Rocha Filho e Talita Antunes da Rocha.
Dodo, como é chamado, mudou-se com sua família para Bela Floresta, distrito de Pereira Barreto – SP , no ano de 1967. A família tinha como objetivo o trabalho na agricultura, para tanto, Bela Floresta, com suas terras férteis, foi o destino encontrado por eles e muitos outros migrantes nordestinos.
Ainda adolescente Dodo deixou a lavoura, e, com o apoio da família, foi aprender o ofício de alfaiate na cidade de Pereira Barreto. Quando sua família se mudou para lá, José Dodo e seu irmão José Maria foram para Selvíria, onde Dodo passou a exercer a sua profissão na Alfaiataria do senhor Anésio Cabeçoni, depois montou o seu próprio comércio.
No ano de 1979, Dodo tornou-se funcionário público, trabalhou no DETRAN até 1982. Em 1987 prestou concurso e ingressou na Polícia Civil, na profissão de investigador. Sempre bem relacionado, nascia em Dodo suas aspirações políticas. No ano de 1982, filiou ao PDS, ficando como primeiro suplente. Infelizmente, ao assumir o mandato, ficou apenas duas horas no cargo, foi cassado por questões políticas por parte de seus adversários. Em 1988, voltou como candidato a vereador e se elegeu. Durante esse percurso, foi relator da Lei Orgânica do Município e presidente da Câmara Municipal de Selvíria. Em 1992, saiu candidato a prefeito e se elegeu, exercendo o mandato de 1993 a 1996.
Novamente voltou ao cenário político, desta vez pelo PTB, saiu candidato a prefeito e venceu as eleições em 2004, onde cumpriu o mandato de 2005 a 2008, no qual, segundo a população, fez uma ótima administração. Diante disso, saiu candidato a reeleição e venceu pela terceira vez, exercendo o mandato de 2009 a 2012.
No ano seguinte voltou para o cargo de funcionário público (Agente de Polícia Judiciária), e, segundo ele deseja continuar militando na política local em que o seu grupo julgar necessário. Dodo aguardou a sua aposentadoria trabalhando como policial civil. No ano de 2020 saiu candidato a vereador, não obtendo êxito em sua candidatura.
Por Acontece na Selvíria/Maria Lúcia Fernandes
Água Clara
Mulher morre após acidente de moto em Água Clara
Edjane Pereira Rosa Siqueira morreu na tarde deste domingo (6), em Água Clara (MS), após sofrer um acidente enquanto conduzia uma motocicleta Honda Biz.
O acidente aconteceu em uma rua que dá acesso à via que leva ao incubatório da Cobb-Vantress. Edjane chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Nossa Senhora Aparecida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde.
Edjane morava na Fazenda São João, onde vivia com o marido e o filho. Segundo informações, ela se deslocava diariamente até a cidade para trabalhar em um restaurante. Seus pais são naturais de Minas Gerais.
As circunstâncias do acidente ainda não foram divulgadas oficialmente. O caso deverá ser apurado pelas autoridades para esclarecer como a ocorrência aconteceu.
Após a morte, o corpo de Edjane foi encaminhado para Três Lagoas, onde deverá passar pelos procedimentos de perícia.
A morte causou comoção entre familiares, amigos e pessoas que conheciam Edjane em Água Clara.
Nota de Falecimento
Morre Gracindo Júnior aos 83 anos, ator que fez história na televisão brasileira
O ator e diretor Gracindo Júnior morreu aos 83 anos , no Rio de Janeiro. A morte do artista foi confirmada nesta quarta-feira (2) pela família. Ele estava em casa e a causa do falecimento não havia sido divulgada até a última atualização das informações.
Um dos nomes de longa trajetória da dramaturgia brasileira, Gracindo Júnior acumulou mais de 50 anos de carreira e atravessou diferentes gerações da televisão. Ator, diretor e também redator, construiu sua história profissional no rádio, teatro, cinema e TV.
Nascido Epaminondas Xavier Gracindo , em 21 de maio de 1943, no Rio de Janeiro, ele era filho de Paulo Gracindo , um dos grandes nomes da história do rádio e da televisão brasileira.
Do rádio para os palcos
A vocação artística apareceu ainda na adolescência. Aos 15 anos, Gracindo Júnior fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional , onde o pai vivia um dos momentos de maior popularidade da carreira, atuando em radionovelas e apresentando programas de auditório.
Gracindo chegou a estudar Psicologia, mas não seguiu a profissão. A arte acabou se tornando definitivamente seu caminho.
Nos palcos, estreou no início da década de 1960, com a peça “A Escada” . A partir daquele período, passou a construir uma carreira que o levaria a transitar por praticamente todos os principais meios da dramaturgia brasileira.
Em 1964, sua trajetória profissional também foi atingida pelo contexto político do país. Militante do Partido Comunista, Gracindo esteve entre artistas perseguidos durante a Ditadura Militar e ficou impedido de trabalhar no rádio.
Presente no nascimento da TV Globo
Um dos capítulos históricos de sua carreira ocorreu em 1965 , quando participou da inauguração da TV Globo . Gracindo integrou o elenco de “Rosinha do Sobrado”, uma das primeiras novelas exibidas pela emissora.
Nas décadas seguintes, tornou-se um rosto conhecido do público brasileiro.
Entre as produções de sua extensa trajetória estão “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração”, “Os Ossos do Barão”, “Supermanoela”, “O Bem-Amado” e “O Casarão” .
Foi justamente em “O Casarão” , novela de Lauro César Muniz exibida em 1976, que viveu um dos trabalhos mais lembrados da carreira. Gracindo interpretou o pintor João Maciel na juventude, enquanto seu pai, Paulo Gracindo, viveu o mesmo personagem em outra fase da história.
O ator também esteve em produções que marcaram diferentes períodos da televisão, como “Rainha da Sucata”, “Deus nos Acuda”, “Explode Coração”, “O Salvador da Pátria”, “Celebridade” e “Dona Beija” .
Ator, diretor e homem de televisão
Gracindo Júnior não limitou sua carreira à atuação diante das câmeras. Trabalhou também como diretor , construindo uma trajetória importante nos bastidores da televisão.
Entre os trabalhos associados à sua carreira como diretor estão produções como “Marron-Glacê” e “Os Trapalhões” . Também participou da produção e apresentação de conteúdos musicais exibidos nos primeiros anos do “Fantástico”.
A partir dos anos 2000, ampliou sua presença em outras emissoras. Na Record, participou de produções como “Cidadão Brasileiro”, “Poder Paralelo” e a minissérie “Rei Davi” , na qual interpretou o rei Saul.
Sua trajetória ainda passou pelo cinema e por produções internacionais. Entre os trabalhos cinematográficos estão filmes como “A Floresta das Esmeraldas” e “Segurança Nacional” .
Nos últimos anos, Gracindo Júnior passou a levar uma vida mais reservada e estava afastado das novelas. Um de seus últimos trabalhos para a televisão foi uma participação na série “Homens?” , disponibilizada pelo Prime Video em 2019.
Legado de uma família ligada à arte
Além da extensa produção artística, Gracindo Júnior deu continuidade a uma das famílias mais conhecidas da dramaturgia brasileira.
Era pai dos atores Daniela Duarte e Gabriel Gracindo , além do diretor artístico Pedro Gracindo . Daniela é filha do relacionamento do ator com Débora Duarte, enquanto Gabriel e Pedro são filhos de seu casamento com Daisy Poli.
Ao longo de mais de meio século de profissão, Gracindo Júnior acompanhou profundas transformações da comunicação brasileira: começou no período de ouro do rádio, viveu o nascimento e a consolidação da televisão e continuou trabalhando durante a chegada das novas plataformas audiovisuais.
Sua morte encerra a trajetória de um artista que esteve presente em momentos importantes da história da dramaturgia nacional e que carregou adiante o legado artístico iniciado pelo pai, Paulo Gracindo.
Gracindo Júnior deixa três filhos e uma carreira marcada por mais de cinco décadas dedicadas à cultura brasileira.
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