Mato Grosso do Sul
Moradores da Tia Eva se emocionam e comemoram início das obras de restauração na comunidade
Com início das obras, os moradores da Comunidade Tia Eva vivem um sonho que está prestes a se tornar realidade. A devoção e emoção está no semblante e nos olhos das pessoas que aguardam com muito carinho a restauração da Igreja de São Benedito e de todo seu entorno, que retrata o símbolo, a história e cultura de um povo.
A obra conduzida pelo Governo do Estado já está em pleno vapor, sob olhar atento dos descendentes da Tia Eva e das pessoas que fazem parte desta história. Antes do primeiro ato, a obra foi amplamente discutida com a comunidade, para fazer as devidas adequações e respeitar o calendário de festas e celebrações.
Aos seus 70 anos, Antônio Borges dos Santos, descendente da Tia Eva, segue em passos firmes até a frente da igreja e se emociona, lembrando da sua infância e da importância deste local para sua vida. “Quando era pequeno um dos maiores sonhos era crescer para poder bater o sino. A gente vivia isto na nossa infância. Esta obra vai nos trazer a chance de reconstruir como era antigamente, a lembrança de quando éramos crianças”.
Antônio Borges dos Santos, trineto da pioneira da região
Antônio destaca que a obra representa o resgate da cultura e da tradição deixada pela Tia Eva. “Foi aquilo que ela deixou para nós, que era conservar a igreja e nossa cultua. Vamos resgatar o que está perdido desde 2019, quando ela (igreja) foi interditada. Temos a necessidade de estar dentro da igreja e passar à nossa juventude e crianças a nossa fé”.
Ele ainda cita as melhorias no salão de eventos que recebe as festas e as atividades dos moradores. “Quando restaurar (salão) vai mudar tudo, até para nós moradores frequentarmos está muito quente. Já tivemos aqui por exemplo show da Leci Brandão, tinha gente até do lado de fora. Esta obra completa já passou por várias mãos, mas só o Governo resolveu”, completou.
Vânia Lúcia – que já chefiou a subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial – e Artur Padilha comentam sobre a importância da obra
Nascida e criada na Tia Eva, Vânia Lúcia Baptista ressalta que a obra era muito esperada por gerações da comunidade. “Primeiro é o retorno das atividades na igreja, pois toda sexta-feira os mais velhos realizavam o terço de São Benedito. Com a igreja interditada houve uma ruptura. Existe uma ansiedade para este retorno, por tudo que ela representa para nós. Além das missas, lá teve casamentos, batizados, velórios e até o antigo Mobral. As crianças brincavam no entorno”.
Vânia lembrou que neste ano comemora os 100 anos do falecimento da Tia Eva e que todos estes investimentos são muito esperados. “Temos em maio a Festa de São Benedito que tem mais de 100 anos, o salão por exemplo é usado para missa, novena, baile e churrasco de encerramento. Por isso estes espaços são fundamentais. Moro aqui desde que nasci, há 50 anos. O vínculo nosso é muito forte”.
Artur Padilha chegou depois na comunidade, mas entende a importância da valorização e restauração destes locais. “Esta obra é de fundamental importância da comunidade, todos os moradores estão emocionados com o restauro da igreja de São Benedito e a revitalização do entorno do salão. O clima (comunidade) está muito bom. Isto é graças ao esforço de todos, da comunidade, do Governo do Estado e dos órgãos que contribuíram. Quando tudo for inaugurado vai ser algo maravilhoso”.

Valorização e respeito
A obra conduzida pelo Governo do Estado tem o objetivo de valorizar a cultura e respeitar a história da comunidade. Ela prevê o restauro arquitetônico da Igreja de São Benedito, a conservação de bens artísticos históricos, como o sino, o busto de Tia Eva e o Cruzeiro de madeira, além da requalificação completa do espaço comunitário.
“Desde a fase de projetos houve a participação da comunidade, se ouviu muito as suas necessidades. Agora na fase de obras não foi diferente, tínhamos um cronograma e quando apresentamos, fizemos algumas adequações para contemplá-los”, explicou Adanilto Faustino de Souza Jr, gerente de Projetos e Orçamentos Civis da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de MS).
Adanilton Faustino Jr. é gerente de Projetos e Orçamentos Civis da Agesul, e explica detalhes da revitalização
Ele destacou que para não atrapalhar a Festa de São Benedito em maio, os trabalhos vão se concentrar neste momento na restauração da igreja, com a intenção de deixá-la pronta até novembro, quando vai se comemorar o centenário do falecimento da Tia Eva.
O salão de eventos começa a receber os reparos após a festa. “Além do restauro da igreja, a gente tem todo o entorno, onde vamos contar toda uma história de preservação da cultura. Novo espaço do centro comunitário, sala de oficinas modernizadas, banheiro acessíveis, centro de atendimento ao cidadão e visitante, e o salão de festa com reforma e ampliação”, acrescentou.
O barracão de eventos será completamente reformulado, com nova cozinha, área de churrasqueira, espaço para bar, área de serviços, palco, reforma dos banheiros e adequação às normas de acessibilidade e de prevenção contra incêndio e pânico (PSCIP).
A revitalização também prevê a implantação de um espaço educacional para a comunidade, depósito de material de limpeza, banheiro acessível e um Centro de Atendimento ao Turista (CAT).
O projeto inclui áreas verdes, uma praça de convivência e melhorias urbanísticas vão integrar o espaço, respeitando inclusive o acesso dos moradores que residem ao fundo do terreno da comunidade, com a melhoria do trecho que leva as residências. O investimento será de R$ 2,213 milhões, realizada em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende/Secom
ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as entrevistas e imagens da obra
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Bioparque Pantanal desperta interesse nacional e atrai turistas para Campo Grande
O Bioparque Pantanal se consolidou como um dos principais destinos turísticos do Brasil. Em quase quatro anos desde a inauguração, o complexo de aquários tem despertado em visitantes de todas as regiões do país, e também do exterior, o interesse em conhecer Campo Grande e o Pantanal.
Turistas relatam que, ao descobrirem o maior aquário de água doce do mundo, passam a planejar viagens à capital sul-mato-grossense com o principal objetivo de visitar o Bioparque Pantanal. O visitante Teruka Anamura, morador de Suzano (SP), integrou um grupo de 60 turistas do estado de São Paulo e compartilhou sua experiência.

“Sempre ouvi falar do Pantanal e agora, aos 79 anos, tive a oportunidade de conhecer. O Bioparque é inimaginável. Eu não imaginava que existiam tantas variedades de peixes, nem quantos milhões de litros de água são necessários para manter essa estrutura. É algo fantástico. Com certeza vou compartilhar essa experiência com meus amigos para que eles também façam essa visita”, relatou.
Para a visitante Marily Cleia, de Araras (SP), a passagem pelo Bioparque foi marcante e repleta de aprendizado. “É a primeira vez que venho a esse lugar maravilhoso. Fiquei sabendo por meio de amigos e está sendo uma experiência incrível. É um espaço organizado, acolhedor, eu adorei. Todos deveriam ter essa oportunidade, porque vale muito a pena”, afirmou.
Esse perfil de visitantes contribui diretamente para o fortalecimento do turismo em Campo Grande, impulsionando a economia local, a hotelaria, a gastronomia, a cultura e diversos outros serviços. Mesmo tendo o Bioparque Pantanal como principal motivação da viagem, muitos turistas aproveitam a estadia para conhecer outros pontos turísticos da cidade, como museus, parques, a Feira Central de Campo Grande, além dos biomas da região.
A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destaca que receber turistas de diferentes cidades do Brasil e de outros países é motivo de grande satisfação para toda a equipe.
“O Bioparque Pantanal tem o propósito de conectar as pessoas à biodiversidade. Ver visitantes planejando suas viagens especialmente para nos conhecer reforça a relevância desse trabalho. O Bioparque se consolida como uma porta de entrada para o Pantanal, despertando o interesse pela nossa cultura, pelos nossos biomas e pela conservação ambiental. Além disso, impulsiona o turismo sustentável, movimenta a economia local, gera oportunidades para Campo Grande e contribui para o desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso do Sul, levando a mensagem de valorização e proteção do Pantanal para todo o Brasil”, ressaltou.
Em 2023, o Bioparque Pantanal foi reconhecido pela revista internacional Time como um dos 50 destinos de viagem extraordinários do mundo. O empreendimento também se destaca pelo turismo acessível, ao oferecer uma experiência inclusiva e acolhedora para todos os públicos.

Exemplo disso é Leonardo da Silva, autista, que descobriu o Bioparque ao navegar pela internet e, encantado, pediu aos pais que viajassem mais de 20 horas de carro, de Palhoça (SC) até Campo Grande, exclusivamente para conhecer o maior aquário de água doce do mundo.
A mãe de Leonardo, Lisandra da Silva, contou que planejou a viagem meses antes para atender ao desejo do filho e se emocionou ao ver o sonho realizado. “Nós gostamos muito da experiência. Foi muito melhor do que imaginávamos. Estamos muito felizes e indicamos para que outras pessoas também venham visitar”, afirmou.
Além do programa “Bioparque Para Todos – Iguais na Diferença”, que reforça o compromisso com a inclusão, o complexo de aquários desenvolve ações voltadas à educação ambiental, pesquisa, conservação, cultura e lazer, aliadas ao uso de tecnologia e inovação, promovendo a conscientização sobre a importância da biodiversidade.
Caio Henrique Romero e Gabriel Issagawa, Comunicação Bioparque Pantanal
Foto: Eduardo Coutinho/Bioparque Pantanal
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Do campo ao mercado: como o agricultor pode vender na Ceasa de Mato Grosso do Sul
A Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) é uma importante aliada do agricultor em um dos processos mais desafiadores para quem tira o sustento da terra: a comercialização da produção. Para vender no entreposto, o produtor precisa se planejar e estar atento a diversos fatores que influenciam o percurso do que ele colhe até chegar ao consumidor final.
Como vender na Ceasa
O primeiro passo recomendado é que o agricultor procure o escritório da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) em sua região. A agência é acionista majoritária da Ceasa-MS e está presente nos 79 municípios do Estado. Os endereços e telefones das unidades da Agraer podem ser consultados por meio deste link.
Além de prestarem assistência técnica adequada a cada agricultor, de acordo com o tipo de hortifrutigranjeiro produzido, os técnicos da Agraer também orientam sobre os procedimentos necessários para a comercialização da produção no Cecaf (Centro de Comercialização da Agricultura Familiar), localizado dentro da Ceasa.
É a Agraer quem analisa se o produtor se enquadra na agricultura familiar. Após o respectivo credenciamento na Agência, ele é autorizado a se cadastrar na administração da Ceasa para comercializar a sua mercadoria, conforme o fluxo de produção, nas “pedras” do Cecaf, como são chamados os espaços destinados à venda de produtos no pavilhão. O contato do Cecaf é pelos telefones (67) 3321-1044 / 3321-1048.
A partir do cadastramento na Ceasa de MS, o produtor passa a retirar os romaneios, documento que substitui a nota fiscal e que é o único custo que o agricultor tem ao vender seus hortifrutigranjeiros no Cecaf, conforme explica o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MSS, Fernando Begena.
“Cada romaneio custa apenas R$ 5 e equivale a uma carga de produtos trazidos pelo agricultor para o Cecaf. O produtor só é autorizado a entrar na Ceasa e vender seus produtos no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar mediante a apresentação do romaneio”, explica Begena.
O agricultor também pode optar por fornecer seus hortifrutigranjeiros diretamente às empresas sediadas na Ceasa, sem a necessidade de se estabelecer no Cecaf.
“O produtor pode negociar a mercadoria diretamente com as empresas, desde que apresente o romaneio ou a nota fiscal de sua mercadoria. O objetivo desse trâmite é dar procedência a tudo aquilo que entra na Ceasa”, esclarece Fernando Begena.
Em ambos os casos, o diretor ressalta que o agricultor deve estar ciente de que todo o processo de comercialização é de sua inteira responsabilidade. A Ceasa-MS não intermedia as vendas, atuando como um polo que concentra e dinamiza a oferta de frutas, verduras e legumes de primeira qualidade produzidos nos municípios sul-mato-grossenses, além de mercadorias provenientes de outras regiões do país.
“A Ceasa tem um fluxo intenso e diário, a partir das 4h, com a presença de centenas de comerciantes, representantes de grandes empresas e também do consumidor final, todos em busca de produtos de qualidade e bons preços. A demanda é grande, mas, para vender bem, o agricultor precisa entender de negócios, saber negociar, praticar preços adequados e avaliar se tem capacidade de atender às exigências do mercado. Da porteira para fora, ele também é um comerciante, além de agricultor”, destaca Begena.
Participação de Mato Grosso do Sul
O volume de hortifrutigranjeiros produzidos em Mato Grosso do Sul e comercializados na Ceasa cresce a cada ano, reforçando a força da agricultura familiar no Estado.
Entre janeiro e setembro de 2025, MS ficou em 2º lugar no ranking dos estados que mais forneceram produtos ao entreposto, com cerca de 25 mil toneladas de hortigranjeiros comercializados — um aumento de 8,93% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A mandioca (4,3 mil toneladas), a laranja (4,2 mil toneladas) e o ovo (3,6 mil toneladas) foram os produtos sul-mato-grossenses mais comercializados nas Centrais nos primeiros seis meses do ano passado.
Comunicação Ceasa-MS
Fonte: Governo MS
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