Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul registra crescimento na abertura de empresas em setembro
Mato Grosso do Sul registrou a abertura de 1.168 novas empresas em setembro de 2026, crescimento de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram contabilizados 1.058 novos registros na Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems). O resultado reforça o ambiente favorável ao empreendedorismo e à atividade econômica no Estado.
O setor de serviços foi responsável pela maior parte das novas constituições, com 875 empresas abertas em setembro. Na sequência aparecem o comércio, com 249 novos registros, e a indústria, com 44 empresas.
No acumulado de 2026, Mato Grosso do Sul já contabiliza 12.818 novas empresas constituídas. Desse total, 9.759 são do setor de serviços, 2.675 do comércio e 384 da indústria. Entre os municípios, Campo Grande lidera a abertura de novos negócios, com 544 constituições no mês, seguida por Dourados, com 112, e Três Lagoas, com 70.
Entre as atividades econômicas que se destacaram no período estão holdings de instituições não financeiras, serviços combinados de escritório e apoio administrativo, promoção de vendas e atividades médicas ambulatoriais restritas a consultas, evidenciando a diversidade e a expansão do setor de serviços no Estado.
Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, o crescimento no número de novas empresas demonstra a confiança dos empreendedores na economia sul-mato-grossense e é resultado de um conjunto de políticas voltadas à melhoria do ambiente de negócios.
“A abertura de novas empresas é um indicador importante da dinâmica danossa economia. Esse crescimento mostra que Mato Grosso do Sul continua sendo um Estado atrativo para quem quer empreender, investir e gerar oportunidades. O Governo tem trabalhado para reduzir a burocracia, ampliar o acesso a crédito, qualificar a mão de obra e criar condições para que os negócios possam nascer, crescer e permanecer em nosso Estado. É esse ambiente de confiança que contribui para a geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável”, destacou Falcette.
Os números também reforçam a importância do setor de serviços na economia estadual, que concentra a maior parcela das novas empresas e apresenta atividades ligadas à gestão, apoio administrativo, saúde e prestação de serviços especializados.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Imagem: Álvaro Rezende (arquivo)
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Para ampliar acesso à água potável, Agesul inicia obras na Reserva Indígena de Dourados
Perfuração de superpoços nas aldeias Jaguapiru e Bororó integra projeto de R$ 50 milhões, dimensionado para atender quase 30 mil pessoas
A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) iniciou a perfuração de dois superpoços nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados. A intervenção integra a primeira etapa de um projeto de abastecimento de água que prevê investimento total de R$ 50 milhões e estrutura dimensionada para atender quase 30 mil pessoas, considerando o crescimento demográfico das comunidades até 2033.
Elaborado pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), o projeto contempla ainda a construção de reservatórios, adutoras, redes de distribuição e estruturas necessárias ao tratamento e controle da qualidade da água. O sistema foi planejado para ampliar a regularidade do abastecimento e manter pressão equilibrada entre as duas comunidades.
Nesta primeira etapa, será construído um superpoço na aldeia Jaguapiru e outro na Bororó. A captação será feita no Aquífero Guarani, a mais de 600 metros de profundidade. Cada estrutura terá capacidade estimada de produção de 300 mil litros de água por hora, volume semelhante à média dos poços instalados na área urbana de Dourados.
O investimento previsto é de R$ 4,49 milhões em cada superpoço, com recursos do Ministério da Saúde, por meio de repasses da Caixa Econômica Federal. A execução está sob responsabilidade da Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), por meio da Agesul.
Cada contrato está dividido em duas frentes que prevê perfuração dos poços e implantação da rede de distribuição de água. As etapas seguintes incluem os processos licitatórios para a construção dos reservatórios, ampliação das redes de distribuição e implantação das casas de química.
Para o diretor comercial da Sanesul, Mardson Valente, o início da execução representa uma etapa importante para a implantação do novo sistema. “Com a perfuração dos poços, o projeto entra efetivamente na fase de execução. A estrutura foi planejada para ampliar a segurança do abastecimento e garantir que a água distribuída às comunidades atenda aos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, explicou.
O controle de qualidade também integra o planejamento operacional. Nas casas de química, amostras da água serão coletadas e analisadas semanalmente para acompanhamento dos parâmetros exigidos para consumo humano.
Morador da aldeia Bororó, Rosenildo Gabriel Morales destaca a expectativa das comunidades com a implantação da nova estrutura. “A implantação de água tratada poderá melhorar a qualidade de vida das famílias das duas comunidades, garantindo mais segurança hídrica, saúde e dignidade. Esperamos que esse projeto avance com responsabilidade e traga benefícios para toda a comunidade indígena Guarani, Kaiowá e Terena”, afirmou.
O vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha) também celebra o avanço do projeto. “Não estamos apenas iniciando uma obra, estamos começando a superar uma dívida histórica. Água
é saúde, é dignidade, é vida. Depois de tantos anos de dificuldades, ver as máquinas trabalhando nas aldeias Jaguapiru e Bororó significa transformar compromisso em realidade e garantir às famílias indígenas um direito que é de todos, a água potável chegando às suas casas”, comemorou.
Com a conclusão das diferentes etapas, o novo sistema deverá ampliar a infraestrutura de saneamento disponível nas aldeias Jaguapiru e Bororó, oferecendo maior capacidade e regularidade no fornecimento de água potável às comunidades.
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Agronegócio impulsiona exportações de MS, que crescem 12,5% até setembro
Puxada pelo agronegócio, a balança comercial de Mato Grosso do Sul fechou setembro com saldo positivo. As exportações atingiram US$ 9,21 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, crescimento de 12,53% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando Mato Grosso do Sul entre os destaques nacionais no comércio exterior.
Segundo dados da Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o volume exportado também apresentou alta expressiva, alcançando 23,52 milhões de toneladas — 7,95% a mais que no mesmo período de 2025. O saldo da balança comercial do Estado chegou a US$ 7,42 bilhões, 17,46% superior ao registrado no ano passado, reforçando a vocação exportadora de Mato Grosso do Sul.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelo agronegócio, com destaque para a soja, que respondeu por 31,08% do valor total exportado, equivalente a US$ 2,86 bilhões. Na sequência aparecem a celulose, com 26,42%, e a carne bovina, com 17,82%. Também tiveram participação relevante o farelo de soja, as carnes de aves e os açúcares e melaços.
A agropecuária apresentou variação positiva tanto em valor, de 28,52%, quanto em volume, de 13,75%, evidenciando a força e a competitividade do setor no Estado. A indústria de transformação também registrou crescimento de 9,24% no valor exportado.
Principal destino
A China manteve-se como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, absorvendo 46,34% do total. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 6,46%, e os Países Baixos, com 4,81%. Na logística de escoamento, o Porto de Santos foi responsável por 38,40% do valor exportado, consolidando-se como a principal rota de saída dos produtos de Mato Grosso do Sul para o mercado internacional.
Entre os municípios, Três Lagoas liderou o ranking dos exportadores, respondendo por 18,15% do total estadual. Dourados aparece em segundo lugar, com 11,22%, seguida por Ribas do Rio Pardo, com 11,05%. Juntos, os cinco principais municípios exportadores concentraram mais da metade das exportações de Mato Grosso do Sul.
Desenvolvimento e competitividade
Para o secretário da Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette, o desempenho das exportações demonstra a força do setor produtivo e os resultados das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável. “O desempenho das exportações é resultado do trabalho integrado entre o setor público e a iniciativa privada, fortalecendo a economia, gerando
empregos e ampliando a presença de Mato Grosso do Sul no mercado internacional. Temos uma produção cada vez mais competitiva, diversificada e alinhada à sustentabilidade”, destacou.
Falcette reforçou que a Semadesc mantém o compromisso de apoiar o desenvolvimento sustentável e ampliar a competitividade de Mato Grosso do Sul, por meio de políticas que estimulem a produção, a inovação, a agregação de valor e a abertura de novos mercados, contribuindo para a geração de riquezas e oportunidades para a população sul-mato-grossense.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Imagem: arquivo Semadesc
Fonte: Governo MS
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