Mato Grosso do Sul
Governo do Estado entrega hoje a restauração da EE Maria Constança Barros Machado
Nesta quinta a REE/MS (Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul) passa a contar com mais uma unidade escolar restaurada: a Escola Estadual Maria Constança Barros Machado, localizada no Bairro Amambaí, em Campo Grande. Responsável pela oferta do Ensino em Tempo Integral desde 2017, a unidade escolar é a única obra projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) na Capital de MS.
Diferente de outras escolas que passaram por reformas gerais, a EE “MCBM” – como é chamada pelos estudantes – passou por um profundo e delicado processo de restauração por se tratar de uma obra tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual. O tombamento se deu durante a década de 90, em reconhecimento ao arquiteto carioca e aos seus traços tão singulares, considerado por muitos como um dos expoentes da arquitetura moderna.
O prédio da escola foi inaugurado em 26 de agosto de 1954, e possui características marcantes, como a fachada, que remete à um livro aberto. Um pilar branco, posicionado na entrada, traz a ideia de um lápis e no interior do prédio, o corredor simboliza uma régua. Já o nome, homenageia uma das diretoras que já passaram pela entidade na década de 40, ainda antes da inauguração no atual espaço, quando a escola atendia pelo nome de “Ginásio Estadual Campo-grandense”, que existia desde 1938.
A unidade escolar contou com serviços de restauro, ampliação e reforma com acessibilidade, contemplando adequação da edificação às normas vigentes de proteção contra incêndio e pânico, proteção contra descargas atmosféricas e vigilância sanitária.
Nos blocos 1, 2 e 3 foi realizada a substituição de cobertura, impermeabilização, revestimentos de pisos, paredes e forros, esquadrias e ferragens, pintura geral interna e externa, instalações elétricas, hidrossanitárias e de captação de águas pluviais. Foi realizada, ainda, a construção do bloco 04 e demais adequações necessárias ao atendimento da comunidade discente, com refeitório, salas de aula e laboratório.
Com um investimento que supera a marca dos R$ 10 milhões, englobando a restauração e os novos equipamentos, que passam a estar à disposição dos estudantes, a escola contou – ainda – com a construção de uma quadra poliesportiva, que não fazia parte do projeto original. Também foi construído um novo refeitório, para atender os mais de 370 alunos do 6° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio.
Serviço
A solenidade de entrega da restauração da EE Maria Constança Barros Machado será nesta quinta-feira (27), às 19h30. O evento terá a presença do governador do Estado, Eduardo Riedel, entre outras autoridades. A cerimônia será aberta à imprensa, no Teatro de Arena da EE Maria Constança, na Rua Mal. Rondon, n. 451 – Bairro Amambaí.
Marcus Vinícius Espíndola, Comunicação SED
Fotos: Álvaro Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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