Mato Grosso do Sul
Governo de MS investiu R$ 5,5 milhões em ações para intensificar vacinação
O ano de 2023 foi um ano decisivo no processo de retomada das altas coberturas vacinais e, para intensificar as ações de vacinação em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), investiu mais de 5,5 milhões de reais em ações ao longo do ano. Os recursos foram destinados aos 79 municípios para o pagamento de profissionais de vacinação e custeio de ações estratégicas de imunização.
Conforme a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a secretaria de saúde realizou um trabalho para o resgate das altas coberturas vacinais para a manutenção e eliminação de doenças no Estado. “Ao longo do ano fizemos mais de oito estratégias para resgatar as altas coberturas vacinais”.
Entre as estratégias estão a vacinação aos finais de semana e feriados; vacinação extramuros com a realização de busca ativa; horários de vacinação estendidos e intensificação da divulgação por meio de mídias. Ações que promoveram maior acesso da população ao serviço de vacinação em horários diferenciados e comunidades de difícil acesso, aumentando assim as coberturas vacinais.
Ações estratégicas
Com a proximidade do Carnaval, evento com grande mobilização de público, foi realizado um mutirão de vacinação, a estratégia Folião Imunizado, para pessoas que ainda estavam com seu o esquema de vacinação incompleto e que participariam das festas, blocos e desfiles de carnaval em Mato Grosso do Sul. No total foram aplicadas cerca de 16.080 doses de vacina na estratégia.
Por meio do Programa Estadual de Imunização em conjunto com o PSE (Programa Saúde na Escola) e SED (Secretaria de Estado de Educação), a SES implantou a estratégia ‘Aluno Imunizado’. A ação teve como objetivo promover a integração e a comunicação entre UBS (Unidade Básica de Saúde) e escolas, de forma a ampliar o alcance de suas ações relativas aos educandos e suas famílias, otimizando a utilização dos espaços, equipamentos e recursos disponíveis para a adoção de estratégias de vacinação no âmbito escolar. Dos 79 municípios do Estado, 48 municípios aderiram à ação. O ‘Aluno Imunizado’ aconteceu em 346 escolas, alcançando o total de 79.742 alunos e, ao todo, foram aplicadas 40.801 doses durante a ação.
E as ações não pararam por aí. Instituído em caráter provisório, o projeto ‘MS Vacina Mais’ realizou o pagamento de incentivo financeiro aos trabalhadores de saúde das secretarias municipais de saúde, designados para atuarem nas salas de imunização, a fim de custear plantões e horas extras, com o intuito de fortalecer e expandir as ações de imunização, o que possibilitou a realização de estratégias que contribuíram para a melhoria das coberturas vacinais no Estado. Houve adesão de 74 municípios na estratégia e teve um total de 224.873 doses aplicadas.
Já o projeto ‘MS Vacina Mais Drive Thru’ a SES e as Secretarias Municipais de Saúde do estado se uniram para promover a mobilização de pontos de oferta de vacinação nas estruturas militares de Mato Grosso do Sul e de acesso à comunidade, como as sedes do Corpo de Bombeiros ou Polícia Militar e locais de grande circulação de pessoas para a ampliação das coberturas vacinais. A estratégia contou com a adesão de 25 municípios e atingiu o de 20.690 doses aplicadas.
A Campanha de vacinação em Escolares, Gestantes e População de Difícil Acesso como fomento ao Pacto Nacional pela Consciência Vacinal também objetivou o fortalecimento das ações de vacinação dos municípios de Mato Grosso do Sul.
Assim, foram realizadas vacinação e/ou verificação da situação vacinal com encaminhamento para unidade básica de saúde, articuladas com o PSE e estratégias de vacinação extramuros com realização de busca ativa em assentamentos, comunidades rurais, indígenas, ribeirinhos e quilombolas e oferta de vacinação para gestantes.
As atividades de vacinação envolvendo população indígena foram articuladas e executadas em conjunto com os Polos Bases – DSEI-MS – de referência do município ao se tratar de população vivendo em terras indígenas.
O Estado, atualmente, possui 597 Salas de Vacinas distribuídas nos 79 municípios e que prestam atendimentos de oferta de todas as vacinas do calendário nacional de vacinação para todos os grupos: crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes.
As vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças transmissíveis. Quando adotada como estratégia de saúde pública, elas são consideradas um dos melhores investimentos em saúde considerando o custo-benefício.
Capacitação
Não basta somente fornecer os imunizantes, as capacitações também são necessárias. Com foco no fortalecimento da formação continuada profissional e ampliação das coberturas vacinais, a SES ofertou o ‘Curso Híbrido de BCG’ aos profissionais enfermeiros que atuam em salas de vacina/imunização dos 79 municípios do estado para que, posteriormente, sejam multiplicadores em seus territórios.
O aumento na cobertura vacinal é o resultado de um conjunto de ações estratégicas e uma delas é capacitar profissionais de sala de vacina da APS (Atenção Primária à Saúde) e da Vigilância Epidemiológica municipal e regional nos processos de aplicação e registro de vacinação, que atendam em salas de vacinas e maternidades, e por isso a importância e a necessidade de criar oportunidades permanentes de capacitação para atualização e aperfeiçoamento do trabalhador da sala de vacinação. A SES também ofereceu capacitação aos profissionais de saúde com objetivo de orientar quanto a adesão dos 79 municípios ao ‘MS Vacina Mais’.
E em parceria com as coordenadorias de imunização do DSEI-MS (Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul) e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande), a SES ofertou curso de qualificação em sala de vacina com o objetivo de capacitar os profissionais de saúde atuantes na vacinação para a população indígena do estado, que possui a segunda maior população indígena do país.
O curso em sala de vacina junto ao DSEI-MS qualificou o profissional de saúde atuante na vacinação para a população indígena a fim de padronizar os procedimentos executados pelos técnicos de enfermagem e enfermeiros que atuam nos 14 polos do estado.
O curso de sala de vacina fez parte do projeto ‘MS Vacina Mais’, idealizado pela SES, e que nesta oportunidade estabeleceu parceria com o DSEI-MS – órgão responsável por levar atenção primária aos povos indígenas aqui do estado.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto: Bruno Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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