Mato Grosso do Sul
Governador adotou medidas para segurar alta de preço dos combustíveis e entregou projeto que regulamenta a Polícia Penal
Para contribuir com a população, o governador Reinaldo Azambuja adotou uma série de medidas importantes nesta semana, entre elas a prorrogação do congelamento da pauta fiscal do ICMS sobre gasolina, etanol e gás de cozinha (GLP), assim como manteve a menor carga tributária do País sobre o diesel.
A primeira decisão foi tomada na terça-feira (23), no Fórum Nacional dos Governadores, onde foi decidido prorrogar por mais 90 dias o congelamento da pauta fiscal do ICMS dos combustíveis. Reinaldo Azambuja participou da reunião por meio de videoconferência. Em Mato Grosso do Sul a pauta está congelada há quase um ano, desde abril do ano passado.
Por esta medida que ajuda a população, o Estado já deixou de arrecadar R$ 260 milhões. “Precisamos ter bom senso para construirmos algo que possa chegar na ponta, no consumidor. Fizemos um grande esforço, abrimos mão de receita, mas infelizmente essas medidas não têm o impacto esperado nas bombas de combustíveis”, destacou o governador.

Seguindo este mesmo caminho, o governador também manteve a menor carga tributária do diesel do Brasil, definindo que aqui será recolhido o valor de R$ 0,50 por litro. Ele assim segue a decisão do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazenda) de unificar em nível nacional o valor a ser cobrado de ICMS sobre o óleo diesel.
O secretário de Fazenda, Lauri Kener, explicou que a decisão do Confaz não tem impacto adicional no Estado porque aqui já se faz o congelamento da pauta fiscal do diesel desde abril do ano passado. “Mato Grosso do Sul continua com a menor carga tributária do diesel no país”.
Valorização do servidor
Atendendo a demanda da categoria, o governador entregou o projeto que regulamenta o cargo da Polícia Penal, no Mato Grosso do Sul. A intenção é valorizar ainda mais esta atividade, fortalecendo assim as forças de segurança do Estado. A proposta agora será votada na Assembleia Legislativa.
Com a criação dessa categoria, os policiais penais, que antes eram chamados de agentes penitenciários, receberão um reajuste linear de 22,12%, representando um impacto financeiro de R$ 54 milhões.

“As portas sempre estiveram e estarão abertas a vocês e a todas as categorias. Tivemos uma ampla discussão no final de novembro. Foram muitos e muitos projetos de leis aprovados por esta Casa que deram uma condição melhor remuneratória”, descreveu o governador.
Nesta solenidade o governador ainda empossou a consultora legislativa Ana Carolina Ali Garcia para o cargo de procuradora-geral do Estado. Ela entrou no lugar de Fabíola Marquetti Rahim. “Gostaria de registrar meu agradecimento ao governador do Estado, Reinaldo Azambuja, pela confiança em mim depositada”, afirmou ela.
Infraestrutura no interior

Para contribuir com o escoamento da produção e melhor infraestrutura no interior do Estado, o governador liberou R$ 5,6 milhões para o município de Iguatemi, que serão usados em obra na área rural da cidade, na região conhecida como “Bolichão”.
A expectativa é que as obras ocorram em 40 km de estradas vicinais. “Esse convênio vai favorecer principalmente a zona rural com cascalhamento das estradas, algumas com levantamento e construção de pontes de concreto, de modo que isso tudo vai beneficiar o produtor rural no escoamento da safra e na chegada de insumos”, explicou o prefeito de Iguatemi, Lídio Ledesma.
Leonardo Rocha, Subcom
Foto Capa: Chico Ribeiro
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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