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Feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte segue sem julgamento após um ano

Mobilização em frente ao Fórum de Campo Grande exige celeridade da Justiça e cobra responsabilização do réu pelo crime

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Crédito da imagem: arquivo pessoal

Nesta quinta-feira, dia 12 de fevereiro, familiares, amigos e colegas de trabalho da jornalista Vanessa Ricarte se reúnem em frente ao Fórum de Campo Grande (MS) para lembrar a sociedade que, um ano após o feminicídio que interrompeu sua vida, o crime ainda não foi julgado. O ato público pede urgência da Justiça na tramitação do processo que envolve o ex-namorado da vítima, acusado do assassinato.

Vanessa atuava há 15 anos no jornalismo sul-mato-grossense e exercia a chefia da Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul quando o crime ocorreu. Ao longo de sua carreira, desempenhou importantes atividades na área, especialmente em órgãos vinculados à administração municipal de Campo Grande, além do Sebrae/MS e do Sicredi/MS.

Amigos e colegas descrevem Vanessa Ricarte como uma mulher que reunia sensibilidade, inteligência, alegria e bom humor, características que se refletiam no compromisso com causas ligadas ao acolhimento de mulheres em situação de violência.

No dia 12 de fevereiro do ano passado, data do crime, Vanessa buscou atendimento por duas vezes na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Na primeira ocasião, relatou ameaças e a exposição indevida de imagens nas redes sociais, incluindo a divulgação de fotos íntimas, atribuídas ao réu.

No retorno à unidade, detalhou episódios de violência psicológica e informou ter sido mantida em cárcere privado, impedida por dias de manter contato com familiares e amigos. Mesmo após a concessão de medida protetiva, ao retornar à residência acompanhada de um amigo, a jornalista foi atacada pelo ex-companheiro. Socorrida e encaminhada à Santa Casa de Campo Grande, não resistiu aos ferimentos.

Morosidade processual e sensação de impunidade

O assassinato de Vanessa Ricarte repercutiu amplamente na imprensa regional e nacional. No entanto, passados doze meses, o acusado ainda não foi submetido a julgamento. A morosidade no andamento do processo tem gerado indignação entre familiares, amigos e colegas de profissão, sobretudo diante de relatos sobre reiteradas situações de violência doméstica atribuídas ao réu.

“Essa mobilização é uma forma de homenagear nossa amiga, que completaria aniversário no dia 16 de fevereiro, e de pedir que a Justiça seja mais ágil em responsabilizar o culpado. Os pais e o irmão da Vanessa estão emocionalmente devastados, e nós, enquanto amigos dela, acompanhamos com impotência a lentidão do processo”, afirma Fabrício Bazé, amigo da jornalista.

Jornalista e assessora de imprensa, Aline Oliveira também participará da mobilização e recorda o impacto coletivo da morte da amiga. Dias após o crime, ela esteve presente em um ato promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor/MS), marcado por diversas manifestações de solidariedade.

“Pedi a palavra para falar sobre a insegurança que ainda condiciona a vida de tantas mulheres e para pedir justiça por minha amiga. Depois disso, três colegas se aproximaram, uma a uma, para relatar experiências dolorosas com ex-companheiros. Soube, inclusive, de uma ex-colega que vivia em cárcere privado e que conseguiu ajuda a tempo. Quantas outras vítimas ainda sofrem em silêncio, sem conseguir denunciar? Essa é uma pergunta que me acompanha todos os dias”, relata.

Em um desabafo emocionado, Madalena Ricarte, mãe da jornalista, afirmou que espera apenas uma coisa do julgamento, previsto para começar no mês de março: “não existe pena que traga a Vanessa de volta para nós ou que acabe com nosso sofrimento. Mas o que eu espero desse julgamento é que o assassino receba pena máxima, porque minha filha só queria viver e ser feliz”.

O ato em memória de Vanessa Ricarte busca preservar sua história, cobrar respostas efetivas do sistema de Justiça e reforçar que o enfrentamento à violência contra a mulher exige mais do que mudanças na legislação, demandando ações práticas e céleres em defesa da vida.

Da memória à ação: a criação da Comissão Vanessa Ricarte

Tainá Mendes Jara é jornalista e presidenta da Comissão de Ética do Sindjor-MS e, por ocasião do crime de feminicídio, reuniu colegas de profissão para criar a Comissão Vanessa Ricarte. O objetivo foi inserir as mulheres jornalistas nos debates envolvendo o combate à violência contra a mulher.

“Essas ações visam não apenas homenagear a memória de Vanessa, mas também transformar sua tragédia em um motor de mudanças efetivas nas políticas públicas de combate à violência de gênero em Mato Grosso do Sul”, declara.

Tainá revela que o primeiro resultado da atuação da comissão foi o Censo de Jornalistas 2025, idealizado em parceria com o curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). “Tivemos o apoio de acadêmicas na realização do levantamento, que contou com blocos sobre gênero e raça, considerando as possíveis violências sofridas pelas profissionais de comunicação”, conclui.

A pesquisa está em fase de compilação dos dados e apontará o perfil completo das jornalistas que atuam em Mato Grosso do Sul.

Serviço

Quando: 12 de fevereiro de 2026 (Quinta-feira).

Onde: Em frente ao prédio do Tribunal do Juri (Fórum Cível e Criminal de Campo Grande) – Endereço: Rua da Paz, 14, Jardim dos Estados.

Horário: 16h30.

Contato para entrevista: Nayara Xavier  – 67 99179-4004.

(Texto de Aline Oliveira e Nayara Xavier)

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Instituto Motiva e Motiva Pantanal oferecem aulas gratuitas de judô para crianças em Campo Grande

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O Instituto Motiva e a Motiva Pantanal apoiam, em Campo Grande (MS), o Projeto Ajudou, iniciativa que oferece aulas gratuitas de judô para crianças no contraturno escolar. Realizado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, o projeto busca aproximar esporte e educação, contribuindo para a qualidade de vida, autoestima e inclusão social dos participantes.

As atividades tiveram início em julho de 2026 e seguem até julho de 2027. O núcleo de Campo Grande funciona no Parque Tarsila do Amaral e tem capacidade para atender até 100 alunos.

Atualmente, 60 crianças já estão inscritas e outras 40 vagas permanecem disponíveis, ampliando a oportunidade para que mais participantes tenham acesso gratuito à modalidade. As inscrições podem ser realizadas na sede do projeto Núcleo do projeto Ajudou, que fica no Parque Tarsila do Amaral, na rua Santo Augusto, s/n, Jardim Vila Nova, em Campo Grande.

Além da prática esportiva e do incentivo a hábitos mais saudáveis, o projeto utiliza os princípios do judô como parte do processo de formação. Valores como disciplina, respeito, responsabilidade e convivência são trabalhados durante as atividades, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social das crianças.

Para o Instituto Motiva e a Motiva Pantanal, apoiar iniciativas como o Projeto Ajudou é também uma forma de fortalecer os vínculos com as comunidades dos territórios onde a companhia está presente e contribuir para a criação de oportunidades por meio do esporte.

“O esporte tem a capacidade de transformar realidades e contribuir para o desenvolvimento das crianças para além das atividades realizadas durante as aulas. Ao apoiar o Projeto Ajudou, queremos ampliar o acesso ao judô e proporcionar um ambiente de aprendizado, convivência e desenvolvimento, trabalhando valores que elas poderão levar para diferentes momentos da vida”, destaca a especialista em Responsabilidade Social na Plataforma de Rodovias, Camila Bellenzani.


Serviço

Projeto Ajudou – Campo Grande/MS
Local: Parque Tarsila do Amaral – Rua Santo Augusto, s/n, Jardim Vila Nova, Campo Grande (MS)
Capacidade: 100 alunos
Alunos inscritos: 60
Vagas disponíveis: 40
Período do projeto: julho de 2026 a julho de 2027
Participação: gratuita

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Campo Grande

Corrida no bairro Santa Inês vira encontro de superação para quem não se deixa vencer pela idade

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Completar 83 anos correndo. Foi assim que Zulmira Yamaha celebrou o aniversário neste domingo (27), durante a etapa do Circuito Sesc de Corridas no bairro Santa Inês, em Campo Grande. A prova teve largada em frente ao Parque Villaggio Santa Inês e reuniu pessoas de diferentes idades para percursos de 5 km de corrida e 3 km de caminhada.

Zulmira começou a correr aos 60 anos. Em casa, cuida de dois netos e do marido, que tem demência. A rotina de cuidados dificulta os treinos, mas ela faz questão de participar das provas. “Para mim é muito importante. Cuido de dois netos, do meu marido, fico muito em casa e não treino. Eu vim na loucura correr”, conta. “Eu não treino, mas venho. Falo para o meu filho: ‘Pelo amor de Deus, marca a minha corrida’. Corrida é saúde e alegria. Te dá forças pra viver’”.

Para Zulmira, participar das provas também é uma maneira de sair da rotina e aliviar o estresse. “Eu esqueço um pouco do estresse, sabe?”, disse. Ao falar da própria trajetória, destaca que não pretende parar: “Comecei com 60. Agora estou com 83 e não vou parar”. Ela aproveitou para incentivar outras mulheres a praticar o esporte: “A mulherada tem que correr”.

A disposição da aniversariante inspira a amiga Iraci Sousa, de 65 anos. Professora aposentada e participante frequente das etapas do Sesc, Iraci guarda uma lembrança especial do Santa Inês: conquistou no bairro seu primeiro troféu em uma corrida de cinco quilômetros há 4 anos. “A minha primeira corrida foi aqui. E meu primeiro troféu também. Era esse percurso mesmo, cinco quilômetros. É incrível poder voltar, relembrar”, recorda. Sobre Zulmira, teceu elogios: “Ela é minha inspiração. Eu quero ser igual à Zulmira. Ela começou a correr na minha idade”.

Zulmira e a amiga, Iraci, durante a corrida neste fim de semana (Foto: Divulgação)

Ao voltar ao Santa Inês, Iraci percebeu as mudanças na região desde sua primeira participação. “Gostei muito. Na primeira corrida que fiz aqui ainda estava tudo sem construção, só tinha o condomínio. Agora está muito bom”.

O percurso no Villaggio Santa Inês também recebeu elogios de João Aires, de 61 anos. Corredor desde 1982 e morador da Mata do Jacinto, ele participou pela primeira vez de uma etapa no bairro. “Gostei demais do percurso. O percurso é excelente, o bairro é muito bom, bastante segurança. Já conhecia, já vim treinar aqui. É um ótimo lugar. Se tiver mais eventos aqui, venho participar com o maior prazer”, ressalta.

João afirma que a corrida o ajudou a emagrecer nove quilos e a melhorar seu tempo nas provas. Ele também participa de um grupo de treinamento funcional e vê nos eventos uma oportunidade de reencontrar outros atletas. “Para mim foi excelente. Melhorei muito o meu tempo, graças a Deus. A corrida é um esporte em que você está contra você mesmo. E é ótimo rever os amigos antigos. O pessoal está firme e forte, e o nosso objetivo é correr. Um lugar desses dá ânimo para todo mundo continuar”.

João corre há mais de 40 anos (Foto: Divulgação)

Resultados dos 5 km

Na classificação geral feminina, Andreia Rocha conquistou o primeiro lugar, seguida por Jessica de Oliveira do Prado, em segundo, e Cristiane Carretoni, em terceiro. Fernanda Paiva Bastos Pereira ficou na quarta posição, e Érika Carvalho completou as cinco primeiras colocadas.

Na classificação geral masculina, Cristhian Anderson venceu a prova. Wesley Batista Rolon terminou em segundo lugar, Marcos de Souza Pinheiro em terceiro, Gustavo Bueno Carreira em quarto e Adriel Lincoln em quinto.

Entre as comerciárias, Prícila Romero de Oliveira ficou em primeiro lugar. Josiane Queiroz conquistou a segunda posição, Rafaela Lobato a terceira, Daniela Ota a quarta e Clarice da Silva Tavares a quinta.

Na categoria comerciários, Marcos Vinicius Sena Correa venceu, seguido por Gabriel Lima Lacerda, em segundo lugar, Fabio Alberto, em terceiro, Edson Macena, em quarto, e Samuel da Silva Santos, em quinto.

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