Mato Grosso do Sul
Expocanas: setor sucroenergético de MS cresce, gera empregos e atrai oportunidades
O governador Eduardo Riedel participou nesta quarta-feira (29) da abertura da Expocanas, em Nova Alvorada do Sul. Este é o maior evento do setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul, que sempre apresenta novidades e tecnologias no setor. Durante o evento, o Riedel destacou que o crescimento do setor e ampliação da produção de cana de açúcar e etanol traz novas oportunidades.
“Assim podemos beneficiar a população sul-mato-grossense, construindo um Estado forte e pujante. O setor é robusto, consolidado, gera milhares de empregos e ainda tem uma agenda sustentável, de boas práticas”, discursa o governador.
Sobre a realização da feira, ele lembra que participa do evento desde a primeira edição. “Um lugar que retrata a inovação e tecnologia que chega ao campo, para gerar desenvolvimento e competitividade. Este é um grande momento para o setor conhecer as novidades na área, em uma feira bem estruturada”.
Anfitrião do evento, o prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari, agradeceu ao Governo pelo apoio à feira e pelos investimentos na cidade. “Evento que vem para fazer história, trazer tecnologia e desenvolvimento ao Estado. Somos o quarto maior produtor de cana do Brasil. Isto é graças ao homem do campo, que move este País”.
Quem também falou foi o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, destacando que impressiona o Estado diferenciado que é Mato Grosso do Sul, e que o setor sucroenergético faz parte disto. “Somos destaque na produção e nas ações sustentáveis”.

Safra 2023-24
Na oportunidade, também foi feito o lançamento da Safra de Cana-de-Açucar 2023/2024, pela Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul). A expectativa é de crescimento no setor, pois na última safra, que terminou agora (2022/2023), foram produzidos 43 milhões de toneladas de cana de açúcar.
Já no etanol, o volume chegou a 3,2 bilhões de litros. Ao todo, são 18 unidades em operação que produzem etanol hidratado e, no Estado, são 800 mil hectares de cana plantada. Só Nova Alvorada do Sul tem mais de 100 mil hectares plantados.
“A expectativa é subir para 47 milhões [de toneladas de cana], assim como ampliar a base da produção agrícola. É um setor que cresce, com números excepcionais”, descreve o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck.
A Expocanas
Este é o terceiro ano consecutivo que a Expocanas é realizada em Mato Grosso do Sul. O evento começa nesta quarta-feira (29) e segue até 2 de abril, sendo esta a primeira edição no formato de feira de agronegócio.
A exposição visa promover a difusão de novas tecnologias, mostrando as potencialidades e lançando novos produtos e serviços para o campo, entre eles insumos, equipamentos e pesquisas do setor sucroenergético.
Na edição deste ano já foram confirmados 85 expositores, dispondo de uma feira com mais de 140 mil m² e campos tecnológicos, stands com máquinas, veículos, produtos e até uma praça de alimentação.
A Expocanas é realizado pela Sulcanas (Associação Sul-mato-grossense dos Fornecedores de Cana), Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grossoh do Sul), Agrícola MV e Prefeitura de Nova Alvorada do Sul, tendo o apoio do Governo de Mato Grosso do Sul.
“Agradecemos a todos que apoiam este evento, que vai crescer ainda mais nós próximos anos”, afirmou Márcio Verrunes, diretor da Sulcanas.
Além do governador, participaram do evento os secretários Jaime Verruck (Semadesc) e Eduardo Rocha (Casa Civil), o prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari, o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, e outras autoridades.
Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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