Garcias
Em Garcias| Dono de empresa ameaça e agride trabalhador “Vou ali e volto aqui pra te matar”
Vítima, de 28 anos foi agredido com um pedaço de madeira por suspeito, que tentou forçá-lo a sair da máquina em que estava durante confusão.
Uma ocorrência de lesão corporal dolosa e ameaça foi registrada no Distrito de Garcias pela Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) na manhã desta quarta-feira (27) de setembro.
Por volta das 7h20, a vítima, um trabalhador de 28 anos relatou que enquanto trabalhava em uma fazenda como funcionário de uma empresa terceirizada dentro da cabine de uma máquina grua, finalizando o carregamento de um caminhão.
Foi nesse momento, quando o proprietário de uma fazenda da região, de 62 anos passou de carro ao lado da máquina, onde ao descer do automóvel, passou a insultá-lo com palavras de baixo calão, alegando que ele “não sabia trabalhar”. Sem entender o que acontecia, a vítima abriu a porta da cabine, onde o autor tentou forçá-lo a sair da máquina, aos gritos.
Após se recusar a sair, o suspeito, com um pedaço de madeira, arremessou na direção da vítima, que foi atingida no ombro, sendo ameaçado de morte em seguida, dizendo que “vou ali e já volto aqui para te matar”. Depois da agressão, fechou a porta da cabine que estava e comunicou o fato à seu líder por rádio e deixou o local. O caso passa à ser investigado pela Polícia Civil.
Por Rádio Caçula
Arapuá
O lado invisível da celulose| Esvaziamento populacional e apagamento cultural em Arapuá e Garcias
Entre 2000 e 2020, enquanto o setor de celulose impulsionava a economia regional, os distritos de Arapuá e Garcias seguiam no caminho inverso, enfrentando um rápido encolhimento populacional. Dados do IBGE e projeções demográficas revelam que a população de Arapuá caiu 17% (de 1.911 para 1.586 habitantes), enquanto Garcias registrou uma queda de 15% (de 2.301 para 1.967 moradores).
Uma pesquisa conduzida pela geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS, revela que esse impacto vai além da economia: trata-se do esfacelamento da vida comunitária.
De Vilas Vivas a “Cidades Desertas”
A partir de dezenas de entrevistas com moradores, a pesquisadora documentou a perda das tradições que uniam a população. Tradicionais bailes, quermesses, campeonatos de futebol e festas religiosas desapareceram à medida que as famílias deixavam a zona rural.
“Tem dias que você passa lá e parece uma cidade deserta”, relata um morador. Outro relembra que os bailes que duravam até o amanhecer deram lugar a ruas totalmente vazias antes mesmo da meia-noite.
A mudança na paisagem também foi radical. Entrevistados relatam que antigas sedes de fazendas, que antes abrigavam dezenas de famílias de trabalhadores, foram demolidas. Tratores abriram grandes valas para enterrar as estruturas das antigas moradias, abrindo espaço para os extensos monocultivos de eucalipto e apagando vestígios da história local.
Impactos na Fauna, Flora e o Fim da Escola Local
O estudo também capturou a percepção dos moradores sobre as alterações no ecossistema:
- Fauna: Espécies nativas como perdizes, jaós e anus tornaram-se raras. Em contrapartida, tucanos, araras, papagaios e macacos passaram a invadir os quintais das casas, provavelmente atraídos pela busca por alimento.
- Flora: Frutos tradicionais do Cerrado, como a guavira, o pequi e o marolo, tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar. (Os autores ressaltam que esses relatos refletem a percepção dos moradores e não estabelecem, isoladamente, uma relação científica de causa e efeito).
O Símbolo do Abandono
O marco mais doloroso dessa transição foi o fechamento das instituições locais. A escola, que historicamente funcionava como o principal ponto de encontro e integração dos moradores, viu o número de alunos despencar.
Em Garcias, a escola foi definitivamente desativada em 2018. Com o encerramento das atividades, o sentimento de comunidade se enfraqueceu ainda mais, e as crianças da região passaram a enfrentar longas e cansativas viagens diárias de ônibus para conseguir estudar no distrito vizinho.
Leia na integra a pesquisa geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS
02.docxPor Campo Grande News
Arapuá
Árvore caída na BR-262 entre Três Lagoas e Arapuá quase provoca acidente com morador de Garcias
Um morador da região do distrito de Garcias passou por um grande susto na noite de segunda-feira (16), ao trafegar pela BR-262, nas proximidades do km 32, trecho entre Três Lagoas e Arapuá. O incidente ocorreu nas imediações do posto Linhão e da travessia da linha férrea.
Segundo relato, uma árvore havia sido cortada e ficou com galhos projetados sobre a faixa lateral da pista. Ao tentar desviar de uma carreta que trafegava com farol alto, o motorista precisou puxar o veículo para o acostamento, momento em que o automóvel foi atingido pelos galhos.
O carro sofreu diversos danos, incluindo quebra do farol, retrovisor avariado, amassados no teto, lateral da porta e danos próximos ao tanque e à lanterna. Apesar do impacto, o condutor não se feriu. Por pouco, o veículo não tombou.

O caso serve de alerta para motoristas que trafegam no período noturno pela rodovia. Foram observados outros galhos espalhados ao longo do trecho entre Três Lagoas e Água Clara, o que aumenta o risco de acidentes.
A situação reforça a necessidade de fiscalização e manutenção preventiva. O pedido é para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes intensifique a poda e a limpeza às margens da rodovia, garantindo mais segurança aos usuários.
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