Mulher / Fashion
Dicas de limpeza e organização para quem mora sozinho
No Brasil, mais de 11 milhões de pessoas moram sozinhas e enfrentam o desafio de assumir tarefas domésticas e a manutenção da casa, mas dicas de especialista torna a rotina mais simples e organizada
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022, 11,8 milhões de imóveis eram ocupados por apenas uma pessoa. O número representa 15,9% dos 74,1 milhões de domicílios no país. Morar sozinho implica em assumir todas as tarefas domésticas e manutenção do espaço. A pessoa é responsável por limpar, cozinhar, fazer a compra de alimentos e cuidar das necessidades básicas da casa. Também é necessário aprender habilidades de cuidado doméstico e ser organizado para manter um ambiente limpo e confortável. Para ajudar nessa tarefa, Priscila Castro, especialista em limpeza da Ecoville, maior rede de produtos de limpeza do Brasil, dá dicas para manter o dia a dia da casa sempre em ordem.
“Para fazer a limpeza, a primeira coisa é escolher bem os produtos a serem utilizados: álcool, detergente, sabão neutro ou de coco, limpador multiuso, desinfetante, luvas de borracha e outros”, diz Priscila. Devidamente equipado, agora basta seguir o passo a passo da especialista.
- Organização em dia – Lave a louça e tire o lixo todos os dias. Varra os ambientes com frequência e utilize aromatizadores de ar e pastilhas no vaso sanitário. “Dessa forma, não vai acumular sujeira em sua moradia”, comenta a especialista.
- Tire o pó – A cada 15 dias, limpe as janelas com produtos específicos para vidro e use pincéis para limpar a estrutura. Agora, a cada dois ou três dias, passe o aspirador não só no chão, mas no sofá, almofadas e tapetes. “Por último, passe o pano no chão, trocando a água com frequência. Finalize com um limpador bem cheiroso”, sugere Priscila.
- Limpe um cômodo por vez – Quando entrar no cômodo, faça a faxina no sentido horário, assim fica mais fácil se organizar e não esquecer de nenhum cantinho.
Quando cada objeto tem o seu lugar, a organização da casa fica mais simplificada. Disciplina também é importante para manter o ambiente limpo. “A regra do ‘usou, limpou, guardou’ precisa ser executada todos os dias. Também se livre de peças que só armazenam poeira e não são utilizadas”, aconselha Priscila.
Como dica final, a especialista recomenda que a pessoa tire 15 minutos por dia para uma limpeza mais rápida no intuito de não acumular tarefas e nem sujeiras. “Se você pega 15 minutos hoje e 15 minutos só na outra semana, você não vai conseguir ver o resultado e isso vai te desanimar. Limpar um cômodo por vez, cada dia um pouquinho, deixa a ação mais fácil e prática”, finaliza a especialista.
Sobre a Ecoville
Fundada em 2007, a Ecoville é uma das maiores redes de franquias de produtos de limpeza do Brasil. Com mais de 300 operações pelo país, a marca se posiciona como um centro de soluções de limpeza com especialistas no assunto para atender o consumidor final. A franquia comercializa um mix com mais de 800 SKUs entre produtos, acessórios e equipamentos para limpeza residencial e profissional de alta qualidade.
Mulher / Fashion
O corpo fala: 4 sinais que indicam se a mulher está interessada em você
A comunicação vai muito além das palavras. Expressões faciais, postura e pequenos movimentos do corpo podem transmitir emoções, conforto e até indicar interesse durante uma interação. Embora nenhum gesto isolado seja capaz de confirmar o que alguém está sentindo, observar o conjunto dos sinais pode ajudar a compreender melhor a dinâmica de uma conversa.
Segundo Mari Vabo, bióloga, pesquisadora do comportamento humano e autora do livro Best-Seller: O Guia do Instinto Primitivo, a linguagem corporal oferece pistas importantes sobre o nível de conforto e envolvimento entre duas pessoas.
“Biologicamente falando, o nosso corpo reage de forma automática a diferentes emoções. Quando existe interesse ou atração, algumas respostas fisiológicas podem surgir naturalmente, mas elas sempre devem ser interpretadas dentro do contexto e nunca como uma regra absoluta”, explica.
A especialista destaca quatro comportamentos que costumam aparecer durante interações em que há interesse.
- Movimentos frequentes nos lábios
Passar a língua nos lábios ou umedecê-los repetidamente pode estar relacionado a alterações fisiológicas provocadas pela excitação emocional. “Situações que despertam interesse podem aumentar a liberação de adrenalina, deixando a boca mais seca e levando a pessoa a hidratar os lábios involuntariamente”, afirma Mari Vabo.
- Pupilas dilatadas
Outro sinal bastante estudado pela ciência é a dilatação das pupilas. Segundo a pesquisadora, essa resposta pode ocorrer quando alguém está diante de algo ou de alguém que desperta interesse, desde que fatores como iluminação também sejam considerados.
“As pupilas podem se dilatar por diversos motivos, incluindo a atração. É uma resposta involuntária do organismo, mas não deve ser analisada isoladamente”, ressalta.
- Inclinação do corpo durante a conversa
A postura também comunica. Quando uma pessoa inclina naturalmente o tronco em direção ao interlocutor, isso pode indicar atenção, abertura e interesse na interação.
“Costumamos nos aproximar fisicamente daquilo que nos desperta curiosidade ou prazer. Da mesma forma, uma postura mais fechada, como permanecer o tempo todo de braços cruzados, pode demonstrar resistência ou necessidade de manter certa distância”, explica.
- A direção dos pés também comunica
Pouca gente percebe, mas os pés também fazem parte da comunicação não verbal. De acordo com Mari, quando eles permanecem apontados para o interlocutor, isso pode indicar conforto e disposição para permanecer na conversa.
“Já quando os pés ficam constantemente voltados para outra direção, principalmente para uma saída, isso pode indicar que a pessoa deseja encerrar a interação. É um detalhe sutil, mas bastante observado nos estudos sobre linguagem corporal.”
Nenhum sinal deve ser interpretado sozinho
Apesar dessas pistas, Mari reforça que a linguagem corporal não funciona como uma fórmula para identificar o interesse romântico de alguém.
“O comportamento humano é complexo. Um único gesto nunca confirma sentimentos ou intenções. O ideal é observar o contexto, a repetição dos comportamentos e, principalmente, respeitar a comunicação verbal e os limites da outra pessoa. A linguagem corporal complementa a conversa, mas não substitui o diálogo”, conclui.
Mulher / Fashion
Órfãos do Feminicídio: uma triste evidência da violência contra as famílias
O feminicídio, assassinato de uma mulher pela simples questão de gênero, é, por si só, uma situação de extrema violência. No entanto, alguns dos impactos desse crime não são tão evidentes ou imediatamente percebidos. Trata-se dos filhos que perderam suas mães ou responsáveis legais: os órfãos do feminicídio.
No Brasil, eles representam uma trágica consequência de um problema estrutural e urgente. Pesquisas recentes demonstram uma escalada recorde na violência. Segundo o “Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025”, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem/UEL), o país registrou 2.149 assassinatos de mulheres por razão de gênero no ano passado, o que representa uma média de quase seis mortes por dia. Este número, que supera os dados oficiais, revela a dimensão da subnotificação e do problema.
Estima-se que essa violência deixe um rastro devastador, gerando em média quatro novos órfãos por dia no país, como apontou um levantamento do Lesfem no primeiro semestre de 2025. Muitas dessas crianças enfrentam não apenas a perda irreparável de suas mães, mas também a ausência do pai, que frequentemente é o autor do crime e acaba preso ou comete suicídio, configurando um duplo abandono.
A identificação dos autores dos crimes em 2025 retrata uma realidade ainda mais devastadora, concentrada no círculo íntimo da vítima. A análise dos casos mostra que o agressor é: o parceiro íntimo em 46,28% dos casos, e o ex-parceiro íntimo em 33,15% dos casos. Somados, esses homens são responsáveis por quase 80% dos feminicídios, reforçando que o lar, que deveria ser um local de segurança, é onde a maioria das mulheres é assassinada.
Essa violência tem características de intimidade com a vítima. Assim, esses órfãos perdem a mãe e veem o pai ser encaminhado ao sistema prisional, ficando sob os cuidados de avós ou outros familiares, que muitas vezes não possuem recursos financeiros ou apoio psicológico adequados. Quando não há familiares capazes de assumir essa responsabilidade, as crianças são encaminhadas para abrigos públicos, onde convivem com outras vítimas de diferentes formas de violência.
As consequências psicológicas são graves. Estudos indicam que essas crianças podem desenvolver transtornos como estresse pós-traumático, além de dificuldades emocionais e comportamentais que afetam seu desenvolvimento. Ademais, o luto complexo e as carências f inanceiras agravam ainda mais a situação dessas famílias.
Embora o Brasil tenha avançado com a Lei nº 14.717/2023, que instituiu uma pensão especial para órfãos de feminicídio, o suporte ainda é limitado. O benefício, equivalente a um salário mínimo, é destinado a famílias com renda per capita inferior a ¼ do salário-mínimo, mas enfrenta desafios de implementação, como subnotificação de casos e falta de infraestrutura para atendimento às famílias em regiões remotas.
Políticas públicas adicionais são essenciais para oferecer acolhimento e suporte a esses órfãos, incluindo assistência psicológica especializada, transferência de renda para os responsáveis e acesso facilitado à educação.
As vulnerabilidades desses órfãos são agravadas pela falta de estrutura nos abrigos públicos, pela violência institucional nesses estabelecimentos e pelo descompromisso do Poder Público em acompanhar essas crianças e adolescentes de forma especializada. Privados dos laços familiares em virtude da violência e sem políticas públicas efetivas, eles ficam ainda mais expostos à falta de perspectivas de vida.
É fundamental que o Estado adote providências mais eficazes no acompanhamento dessas vítimas indiretas do feminicídio no Brasil. Infelizmente, os números não indicam uma redução desse tipo de violência; pelo contrário, há um crescimento preocupante. É urgente que medidas concretas sejam tomadas para romper esse ciclo de sofrimento e abandono.
* Aline Casado, advogada e professora de Direito na UniCesumar de Maringá.
-
Esportes6 dias atrásPalmeiras perde para o Atlético-MG, mas mantém liderança no Brasileirão
-
Esportes6 dias atrásCorinthians busca empate com o Bahia na Fonte Nova e se complica no Brasileirão
-
Esportes6 dias atrásFlamengo domina, sai na frente, mas cede empate ao São Paulo no Maracanã
-
Esportes6 dias atrásGrêmio busca empate no fim contra o Fluminense e evita derrota em casa
