Mato Grosso do Sul
Com proposta de cooperação educacional, Consul da Itália visita Governo do MS
O cônsul geral da Itália em São Paulo, Domenico Fornara, realizou uma visita de cortesia ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul na manhã desta terça-feira (12). Conforme o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha – que representou o governador Eduardo Riedel na agenda – o encontro teve como assunto principal uma proposta de parceria para introdução de aulas do idioma italiano nas escolas estaduais por meio de acordo de cooperação técnica.
A visita de Domenico se deve ao fato que o consulado de São Paulo é responsável por cinco estados brasileiros, sendo São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre. O Cônsul tem percorrido os estados levando a proposta, que deve contar com o suporte didático e recursos financeiros do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional do Governo Italiano, por meio do Consulado e do Instituto Ítalo Brasileiro.
De acordo com o vice-governador, a expectativa é que em 2024 seja feito um levantamento da demanda e dos interesses da comunidade pelo curso do idioma italiano e que o ensino possa fazer parte do projeto de reativação do Centro Estadual de Línguas (CEL) Professor Fernando Peralta Filho, fechado em 2017.
“As unidades do CEL em Campo Grande e Dourados sempre desenvolveram papel importante no ensino de idiomas, bem como no resgate da cultura e língua dos povos que vivem no Mato Grosso do Sul. Temos a intenção de voltar a oferecer o ensino dos idiomas alemão, espanhol, francês, inglês e Língua Brasileira de Sinais (Libras), além de italiano e o mandarim devido as oportunidades da Rota Bioceânica. Temos intenção de estender diálogo com as embaixadas e ainda oferecer intercâmbio aos alunos que se destacarem”, pontuou Barbosinha.
O secretário estadual de Educação, Helio Daher, informou que tradicionalmente o CEL oferecia cursos de língua estrangeira e de Libras de forma gratuita, prioritariamente, para estudantes do ensino médio e suas modalidades nas redes públicas de ensino, ou bolsistas de escolas particulares. “Queremos reativar o centro de línguas por mais regiões do Estado, abrir turmas de acordo com a demanda. É um projeto extracurricular que com certeza vai beneficiar e abrir novos caminhos para os nossos estudantes”, pontuou.
Domênico agradeceu a receptividade ao projeto de cooperação educacional e destacou que a Itália tem grande espaço para desenvolver as relações comerciais com Mato Grosso do Sul. Enfatizou os bons números do Estado, projetos como a Rota Bioceânica e a nova Ferroeste, além do grande número de empresas do agronegócio.
“Temos inúmeras possibilidades e celebrar relações bilaterais, trabalhar juntos para construir novas oportunidades e fortalecer as existentes. Tanto a Itália, quanto o Brasil, tem áreas de trabalho que podem ser partilhadas. Saímos daqui com o compromisso de realizar uma pesquisa junto à comunidade italiana sobre professores que possam atuar no projeto e também de trazer empresas para conhecer as potencialidades do Mato Grosso do Sul”, enfatizou o Cônsul.
Cônsul Geral da Itália
Domenico Fornara é Graduado em Economia e Negócios pela Universidade de Roma “La Sapienza”.
Trabalhou como consultor empresarial até 1998, quando ingressou na carreira de diplomata. Antes de assumir o cargo de Cônsul Geral de Primeira Classe em São Paulo, em fevereiro de 2022 , passou por setores importantes como relações comerciais e culturais na Embaixada da Itália em Trípoli (Líbia); chefe do Escritório para Assuntos Humanitários, Migração e Emergências na Representação Permanente da Itália junto à ONU em Genebra (Suíça); Diretoria Geral de Cooperação Política Multilateral e Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, no Escritório responsável pela agenda política do processo do G8 e pela cooperação internacional na luta contra o terrorismo, o tráfico de drogas e o crime organizado.
Também foi Embaixador da Itália em Kampala (Uganda), credenciado no Burundi e Ruanda; responsável pela cooperação científica e tecnológica bilateral para o Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional, cargo no qual também é responsável pela cooperação no setor espacial; e professor no curso de Diplomacia Científica, para Peritos em Política e Relações Internacionais, Universidade Livre “Maria Ss. Assunta” (LUMSA) – Roma.
Diana Gaúna, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: João Garrigó
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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