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Chuva intensa causa transtornos e queda de postes em São Paulo, e deputado propõe solução para riscos energéticos

Nas últimas 72 horas, o volume de chuva em São Paulo sobrecarregou a infraestrutura urbana, levando ao tombamento de postes na grande São Paulo e deixando moradores sem energia na tarde desta sexta-feira (8). Em meio aos riscos trazidos por esses incidentes, o deputado federal Marcelo Crivela defende o enterramento dos fios elétricos, destacando que a medida pode reduzir acidentes e custos, além de garantir mais segurança à população.

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São Paulo enfrenta um período crítico de chuvas intensas nas últimas 72 horas, aumentando os riscos energéticos e de deslizamentos em várias áreas da cidade. Nesta sexta-feira (8), o Departamento de Trânsito precisou interditar um trecho da pista sentido Cotia da Avenida São Camilo, na Granja Viana, após o tombamento de postes de energia devido ao solo encharcado, que cedeu e comprometeu a segurança local.

Esse incidente ocorreu em meio a uma obra de duplicação da avenida, realizada pela Prefeitura de Cotia, que visa aumentar a largura da via para 7 metros em um trecho de 520 metros. Com orçamento de R$ 16,7 milhões e início em abril de 2023, o projeto inclui melhorias no asfalto, construção de calçadas e um novo sistema de drenagem. Contudo, o sistema de postes suspensos instalado na calçada não resistiu às condições adversas do solo e tombou, deixando os moradores da região sem energia desde as 15h e expondo o risco estrutural do sistema elétrico suspenso em dias de chuva intensa.

Para oferecer uma solução definitiva a problemas como esse, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei proposto pelo deputado federal Marcelo Crivela, que defende o enterramento dos fios elétricos como forma de aumentar a segurança e evitar prejuízos durante períodos de instabilidade climática. “O sistema de fiação aérea tem demonstrado sua vulnerabilidade ano após ano, com quedas de postes, quedas de árvores e interrupções que causam transtornos e prejuízos à população. A proposta de enterrar os fios não só traz segurança aos moradores como representa um avanço na infraestrutura urbana, reduzindo acidentes e o custo de manutenção,” afirma o deputado Crivela.

Atualmente, menos de 1% da rede elétrica no Brasil é subterrânea, com São Paulo tendo apenas 60 quilômetros de cabos aterrados, enquanto cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte têm 11% e 2%, respectivamente. Em contraste, cidades como Londres e Paris começaram a enterrar seus fios no século XIX e hoje possuem grande parte de suas redes no subsolo, com Londres em andamento para tornar todo o sistema subterrâneo. Nova York já possui 71% de seu cabeamento enterrado, e Buenos Aires vem avançando na substituição desde a década de 1950.

Crivella enfatiza que o debate sobre a privatização do setor de energia, que voltou a ganhar força, precisa ser ampliado. “Creio que é fundamental irmos além e focarmos na raiz do problema”, destacou. Para ele, o maior desafio está na fase de distribuição, onde a maioria das redes ainda é aérea, com cabos e transformadores expostos às condições climáticas severas, como as tempestades violentas que têm se tornado mais frequentes.

Se aprovado, o projeto deve transformar a forma como São Paulo e outras cidades enfrentam as consequências das chuvas intensas, garantindo mais estabilidade na rede elétrica e menos riscos para os cidadãos.

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Profissionais da Educação: aqueles que fazem da escola um lugar de transformação

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Quando pensamos em educação, é natural que a imagem do professor venha primeiro à mente. Afinal, é ele quem conduz o processo de ensino e aprendizagem, estimula a curiosidade e acompanha o desenvolvimento dos estudantes. Mas reduzir a educação apenas à sala de aula significa ignorar a complexa rede de profissionais que faz a escola funcionar todos os dias.

Instituído pela Lei nº 13.054/2014, o Dia dos Profissionais da Educação, celebrado em 6 de agosto, foi criado justamente para ampliar esse olhar. A data reconhece que a formação de crianças, adolescentes e jovens depende do trabalho integrado de professores, coordenadores pedagógicos, gestores, secretários escolares, inspetores, bibliotecários, monitores, profissionais da limpeza, da alimentação escolar, equipes administrativas e tantos outros colaboradores que garantem o funcionamento da instituição de ensino.

Autora: Profa. Ma. Glauce Soares Casimiro
Docente dos cursos de Administração, Pedagogia e Psicologia da Uniderp

Esse reconhecimento ganha ainda mais importância diante da dimensão da educação brasileira. Segundo o Censo Escolar, o país possui cerca de 178 mil escolas de educação básica, responsáveis pelo atendimento de aproximadamente 47 milhões de estudantes. Para que essa estrutura funcione diariamente, mais de 2,3 milhões de professores atuam em sala de aula, acompanhados por milhares de outros profissionais que garantem desde a gestão escolar até o acolhimento, a segurança, a alimentação e a organização dos ambientes de aprendizagem.

Nos últimos anos, o papel desses profissionais tornou-se ainda mais desafiador. A escola deixou de ser apenas um espaço de transmissão de conhecimento para assumir funções cada vez mais amplas: promover inclusão, fortalecer competências socioemocionais, combater a desinformação, preparar estudantes para um mercado de trabalho em constante transformação e ensinar o uso responsável das tecnologias, incluindo a inteligência artificial.

Nesse contexto, a educação acontece muito além do conteúdo curricular. Ela está presente na escuta atenta de um coordenador diante de um estudante em sofrimento emocional, na orientação de um inspetor durante um conflito, na organização da secretaria que garante o acesso aos direitos educacionais, no cuidado da equipe de alimentação escolar, no trabalho silencioso dos profissionais da limpeza que tornam os espaços seguros e acolhedores, e na atuação de gestores que planejam estratégias para melhorar a aprendizagem.

Cada um desses profissionais contribui para construir um ambiente onde o estudante se sente pertencente, respeitado e motivado a aprender. Pesquisas na área educacional mostram que o clima escolar influencia diretamente o desempenho acadêmico, a permanência dos alunos na escola e até mesmo sua saúde emocional. E esse ambiente positivo não depende exclusivamente do professor, mas da atuação articulada de toda a comunidade escolar.

Em um momento em que a tecnologia avança rapidamente, é comum surgir o debate sobre o futuro da educação. Ferramentas baseadas em inteligência artificial podem apoiar processos pedagógicos, personalizar atividades e ampliar o acesso à informação. Entretanto, nenhuma inovação tecnológica substitui aquilo que constitui a essência do trabalho humano na educação: a capacidade de acolher, compreender contextos, identificar dificuldades, desenvolver vínculos e inspirar pessoas.

Educar continua sendo, acima de tudo, um exercício de relações humanas. É por meio delas que se desenvolvem competências como empatia, ética, respeito, cooperação e pensamento crítico, habilidades cada vez mais valorizadas em uma sociedade marcada por transformações aceleradas e pelo excesso de informações.

Valorizar os profissionais da educação, portanto, vai além do reconhecimento simbólico de uma data comemorativa. Significa investir na qualidade da formação, oferecer condições adequadas de trabalho, fortalecer políticas de valorização profissional e reconhecer que uma educação de qualidade depende de pessoas preparadas, respeitadas e motivadas.

Neste 6 de agosto, o convite é ampliar nosso olhar sobre quem faz a escola acontecer. Que esta data seja mais do que uma celebração simbólica. Que ela desperte em toda a comunidade escolar a consciência de que respeitar quem educa é fortalecer o futuro. Cada profissional que atua dentro da escola merece reconhecimento não apenas por aquilo que faz, mas pelo impacto humano de sua missão. Afinal, enquanto muitas profissões transformam recursos em resultados, os profissionais da educação transformam pessoas em cidadãos. E poucas tarefas são tão nobres, desafiadoras e indispensáveis para a construção de uma sociedade mais justa, ética, solidária e verdadeiramente humana.

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CESP realiza inspeção de segurança nas comportas de vertedouro da Usina de Porto Primavera

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Foto: Fábio Baldini

A Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), operada pela CESP (Companhia Energética de São Paulo) no Rio Paraná, passará por uma série de inspeções de segurança nas 16 comportas e diversos equipamentos dos vertedouros entre os dias 28 e 31 de julho. A ação visa assegurar a confiabilidade e a eficiência da estrutura, conforme os rigorosos programas de Operação, Manutenção e Segurança de Barragens da companhia. A empresa orienta a população local sobre as medidas de segurança durante o período.

“Essas verificações periódicas permitem confirmar que todos os sistemas estão aptos a operar, assegurando que a usina esteja preparada para eventuais necessidades operacionais. Reforça o nosso compromisso permanente com a segurança das estruturas e das comunidades do entorno”, explica Paulo Rodrigues Souza, gerente do Centro de Operações da companhia.

Durante os quatro dias de atividades, serão realizadas inspeções, testes operacionais e checagens das comportas da unidade. Também serão realizadas vistorias de todos os equipamentos e sistemas que integram a operação do vertedouro. Em alguns momentos, as comportas poderão ser abertas por curtos períodos como parte dos procedimentos técnicos.

Orientações de segurança

As atividades serão conduzidas por equipes técnicas especializadas, seguindo rigorosamente os protocolos de segurança do setor elétrico. Ainda assim, durante o período de testes, a empresa recomenda que a população evite acessar as margens do Rio Paraná a jusante, ou seja, abaixo da barragem, especialmente nas áreas próximas à hidrelétrica.

Banhistas, pescadores e pequenas embarcações também devem evitar permanecer nessas regiões durante a realização dos testes. Além disso, equipamentos de pesca instalados nas proximidades da usina devem ser recolhidos temporariamente.

“O relacionamento com as comunidades do entorno é uma prioridade para a CESP. Por isso, além da notificação aos órgãos reguladores, informamos previamente a população sobre atividades operacionais programadas, garantindo transparência e segurança. Reforçamos ainda que a barragem da UHE Porto Primavera é segura e que esses testes fazem parte de rotinas preventivas, sem impacto nas operações da usina”, acrescenta  Souza.

Serviço

O canal Diálogo Aberto funciona de segunda a sexta-feira, em horário comercial, pelo WhatsApp Diálogo Aberto: (11) 93032-6699. Por meio dele, a população pode enviar dúvidas, registrar questionamentos e receber comunicados da empresa sobre as operações da hidrelétrica.

Sobre a CESP

Somos uma empresa de energia com foco em geração de energia elétrica, de forma inclusiva e responsável, priorizando o desenvolvimento local para renovar toda a sociedade. Há mais de cinco décadas, produzimos energia elétrica no estado de São Paulo. Operamos com duas usinas hidrelétricas localizadas na região sudeste – Paraibuna e Porto Primavera – que, juntas, somam 1.627 megawatts (MW) de capacidade instalada. O mercado suprido pela CESP é composto pelas principais distribuidoras do país e por diversos agentes do mercado. Saiba mais: https://www.cesp.com.br/

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