Notícias da Região
CESP lança Plano das Águas para conscientizar a população sobre operação da usina durante o período das chuvas
Iniciativa faz parte das ações da empresa para orientar as comunidades sobre a operação da UHE Porto Primavera com a chegada do período de chuvas
A Companhia Energética de São Paulo (CESP) iniciou a campanha de conscientização sobre a operação da UHE Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera) no rio Paraná durante o chamado ‘período úmido’, iniciado em novembro e que se estende até abril de 2024. O Plano das Águas 2023/2024 visa informar sobre o funcionamento do sistema interligado nacional de produção de energia, controle da vazão defluente da usina e segurança da barragem, assim como as estratégias para cuidado com os peixes nesse intervalo. A campanha também busca orientar e sensibilizar a população sobre a ocupação das Áreas de Preservação Permanente (APP) às margens do rio, locais sujeitos a inundações no decorrer desses meses.
“A CESP está engajada em atuar de forma cada vez mais próxima à população, sempre pautada pela transparência e responsabilidade. Sabemos da importância das nossas operações para as comunidades no entorno da UHE Porto Primavera. Por isso, iniciamos esta campanha de conscientização, visando levar, de forma ágil e assertiva, as informações sobre as nossas atividades operacionais”, destaca Luís Alexandre Catussi Paschoalotto, gerente executivo de Geração da CESP.
Serão duas frentes de atuação simultâneas durante a campanha: interlocução com as Defesas Civis dos municípios e comunicação com a população. Esta última será feita, principalmente, por meio do canal Diálogo Aberto pelo WhatsApp, com a divulgação periódica de informativos, o Boletim das Águas, que trarão previsões sobre a vazão defluente (água liberada pela usina) praticada e uma projeção para os dias seguintes, segundo determinações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão que coordena a rede de geradores de energia em todo o país.
Operações da UHE Porto Primavera
Atualmente, as operações da UHE Porto Primavera seguem dentro da normalidade, sem ocorrência de vertimento e dentro dos limites operacionais normais para a usina. De acordo com Paschoalotto, a vazão defluente praticada pela usina em períodos úmidos é influenciada pelo volume de chuvas e pelo escoamento da água por toda a bacia, entre outros fatores que impactam na afluência (água que chega) do reservatório. “É importante lembrar que somos a penúltima usina no trecho brasileiro do rio Paraná e, por isso, recebemos a água de todas as hidrelétricas que estão localizadas acima no próprio rio Paraná e dos demais rios que contribuem para a formação do rio Paraná. Além disso, nosso reservatório opera em uma modalidade que chamamos de fio d’água, o que significa que ele não tem capacidade para acumular um volume significativo e, por isso, o que chega de água precisa sair seja através das unidades geradoras de energia elétrica, seja pelos vertedouros de forma controlada e segura quando em excesso, sendo assim, caso a operação não fosse feita dessa forma, a água poderia superar a estrutura da barragem”, exemplifica o gerente.
Por conta da complexidade dessa operação, a coordenação das diversas usinas existentes no Brasil e a definição das vazões defluentes praticadas por cada empreendimento são feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Os diálogos com o ONS são constantes e levam em consideração, além da demanda por energia elétrica no país e o vertimento de outras usinas na cascata, também os possíveis impactos que essas ações terão nas comunidades.
“Nós estamos sensíveis a essas questões e existe uma preocupação conjunta para amenizar possíveis efeitos. No começo deste ano, por exemplo, chegamos a operar com uma vazão defluente de cerca de 14 mil m³/s devido ao grande volume de chuvas registradas no período. Se não houvesse todas as usinas no rio Paraná, a vazão natural deste rio seria de 18 mil m³/s, o que demonstra a capacidade que o conjunto de hidrelétricas da cascata possui de atenuar os picos de cheias”, destaca Paschoalotto.
Vale ressaltar que no caso específico das regiões que ficam abaixo (a jusante) da UHE Porto Primavera, ainda há a influência direta das usinas existentes no rio Paranapanema (no qual a Companhia não possui operações), que também colaboram para elevação do nível do rio Paraná em municípios do Mato Grosso do Sul e Paraná.
Canais de comunicação
Para receber o Boletim das Águas e outras informações sobre a UHE Porto Primavera, basta enviar uma mensagem ao canal Diálogo Aberto (11 93032-6699) informando o nome, município e solicitando cadastramento na lista de transmissão da empresa. O canal de comunicação pelo WhatsApp opera de segunda a sexta, em horário comercial. A CESP também mantém o canal Telecheia, pelo telefone: (19) 3794-3203, para informações sobre vazão da usina em tempo real.
Notícias da Região
Anta, lobo-guará e onça-parda encontram refúgio em reserva natural mantida pela CESP em Mato Grosso do Sul
A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cisalpina se tornou um refúgio estratégico para centenas de espécies de animais silvestres na região leste de Mato Grosso do Sul. Conforme estudo do Programa de Monitoramento de fauna da CESP (Companhia Energética de São Paulo), em andamento na unidade de conservação, entre as 113 espécies catalogadas até o momento, estão a anta (Tapirus terrestris), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), a onça-parda (Puma concolor), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a arara-canindé (Ara ararauna) e o chora-chuva-preto (Monasa nigrifrons), que, juntas, somam seis registros com algum grau de ameaça de extinção nas listas oficiais (ICMBio/SALVE e IUCN).
Localizada em Brasilândia (MS), área de influência da UHE Porto Primavera, a Reserva tem 3.857 hectares preservados e reúne, num mesmo território, ambientes de Cerrado, Mata Atlântica do Interior e áreas úmidas da planície do rio Paraná. É esse mosaico de paisagens que explica a diversidade encontrada já nas primeiras campanhas de monitoramento: 91 espécies de aves, 12 mamíferos, oito de anfíbios e duas espécies de répteis, registradas ao longo de três campanhas de monitoramento, iniciadas no segundo semestre de 2025 e que segue e andamento.
“A Cisalpina é um santuário para a fauna silvestre e uma reserva estratégica para o futuro do Cerrado. Seus 3.857 hectares estão inseridos em uma área de proteção permanente de aproximadamente 17 mil hectares, formando, junto com outras áreas preservadas, um conjunto de mais de 21 mil hectares conservados. Esse território oferece abrigo para espécies ameaçadas, como mostra o resultado parcial desse estudo, e ajuda a manter o equilíbrio de toda a região”, destaca Odemberg Veronez, gerente de Sustentabilidade da companhia.
A anta é a que carrega o status de conservação mais crítico, considerada Vulnerável (VU) nas avaliações nacional e internacional. O lobo-guará, símbolo dos ambientes abertos do Cerrado, também é Vulnerável (VU) tanto no estado quanto no país. Já a onça-parda, classificada como Quase Ameaçada (NT), reforça a relevância da Reserva por se tratar de um grande predador que depende de extensas áreas de vida para sobreviver.
Programa de Monitoramento de Fauna
A ação faz parte do Programa de Monitoramento de Fauna da companhia, que visa, por meio de diferentes técnicas de avistamento, acompanhar o comportamento da fauna na unidade de conservação.
“Esse acompanhamento fortalece a gestão ambiental e contribui para a proteção desse patrimônio natural. O monitoramento é uma ferramenta importante para entender a relação entre as espécies e os ambientes que compõem esse território, ampliando o conhecimento sobre a área e reunindo informações que apoiam decisões e orientam ações de conservação e manejo”, completa Veronez.
Para chegar a esses números, a equipe combinou pontos de escuta, transectos, busca ativa, armadilhas fotográficas e encontros ocasionais, somando cerca de 1.483,5 horas de esforço amostral, boa parte dela graças ao funcionamento contínuo das câmeras que flagram mamíferos sem interferir em seu comportamento.
O trabalho é conduzido por uma equipe de biólogos especializados em fauna, responsável pela identificação das espécies registradas na área de estudo. Das oito campanhas previstas no programa, três já foram concluídas, e as demais serão realizadas até 2027, contribuindo para o acompanhamento da biodiversidade e avaliação da efetividade das ações de conservação desenvolvidas na região.
Sobre a CESP
Somos uma empresa de energia com foco em geração de energia elétrica, de forma inclusiva e responsável, priorizando o desenvolvimento local para renovar toda a sociedade. Há mais de cinco décadas, produzimos energia elétrica no estado de São Paulo. Operamos com duas usinas hidrelétricas localizadas na região sudeste – Paraibuna e Porto Primavera – que, juntas, somam 1.627 megawatts (MW) de capacidade instalada. O mercado suprido pela CESP é composto pelas principais distribuidoras do país e por diversos agentes do mercado. Saiba mais: https://www.cesp.com.br/
Notícias da Região
Publicidade e Propaganda da UNIGRAN é destaque entre os finalistas do Prêmio Cria do Mato 2026
O curso de Publicidade e Propaganda da UNIGRAN é finalista, pela primeira vez, do Prêmio Cria do Mato 2026, uma das principais premiações de criação publicitária da região. Na categoria Universitária, que reúne trabalhos de estudantes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dois dos três trabalhos finalistas são de acadêmicos da UNIGRAN, colocando o curso em evidência entre as produções selecionadas nesta edição.
Ao todo, 262 peças foram inscritas no Prêmio, representando campanhas ligadas a 82 marcas anunciantes. Os trabalhos foram avaliados por um júri formado por profissionais de reconhecimento nacional. Os vencedores serão anunciados no dia 6 de novembro, durante a cerimônia de premiação, em Campo Grande (MS).
Nesta edição, a categoria Universitária propôs aos estudantes o tema ‘Criar é mais do que gerar’. O desafio convidou os participantes a refletirem sobre o uso da inteligência artificial no cotidiano e nos processos criativos, destacando o papel do olhar humano na construção de ideias com significado e propósito. As propostas incluíram a criação de VT, spot e banner para internet.
A presença de dois trabalhos da UNIGRAN entre os três finalistas evidencia a produção acadêmica desenvolvida pelos estudantes do curso e a conexão da formação com os desafios e transformações do mercado publicitário.
Para o curso de Publicidade e Propaganda, a conquista representa também o reconhecimento da criatividade, da capacidade técnica e do olhar estratégico desenvolvido pelos acadêmicos ao longo da graduação.
O Prêmio Cria do Mato – Prêmio RMC de Criação Publicitária reúne produções de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e contempla nove categorias: Marca, Performance, Marca Regional, Performance Regional, Órgãos Governamentais, Concessionárias e Sistema S, Spot, Jingle, Digital e Universitária.
Na categoria Universitária, os estudantes finalistas concorrem a troféus e diplomas oficiais, além da possibilidade de ter seus trabalhos veiculados na TV, nas rádios e nos portais da RMC.
A cerimônia de premiação será realizada no dia 6 de novembro, em Campo Grande, reunindo agências, produtoras, anunciantes, profissionais do mercado publicitário e representantes da comunidade acadêmica.
UNIGRAN na final
Dos três trabalhos selecionados para a final da categoria Universitária, dois são de acadêmicos do curso de Publicidade e Propaganda da UNIGRAN.
O resultado reforça a participação do curso no cenário da criação publicitária regional e valoriza uma formação que aproxima os acadêmicos de desafios reais, estimulando criatividade, estratégia e inovação.
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